A análise de restos vegetais recolhidos na necrópole romana da Calçada do Lavra revela uma comunidade que seguia o ritual romano da cremação, mas escolhia madeiras, frutos e plantas aromáticas também pelo seu valor simbólico, sensorial e local. Um estudo arqueobotânico realizado entre 2017 e 2018 na necrópole romana da Calçada do Lavra, em Lisboa, identificou frutos de murta em contextos de cremação — uma descoberta que os autores descrevem como a primeira evidência deste tipo no enquadramento geográfico e cronológico do Império Romano. O estudo foi conduzido por uma equipa multidisciplinar de investigadores liderada por Catarina Sousa, do CIBIO,
Uma planta que desempenhou um papel importante na medicina e na vida quotidiana da Antiguidade desapareceu há séculos, deixando várias dúvidas aos cientistas. O silphium de Cirene, ou silphion, era uma planta líbia famosa pelo seu uso em contraceção, medicina e comércio. O seu desaparecimento continua a ser um mistério histórico, e os cientistas continuam à procura de possíveis descendentes sobreviventes. Diz-se que o líder romano Júlio César mantinha uma reserva desta planta no tesouro. O escritor Plínio, o Velho, afirmou que o imperador romano Nero possuía o último exemplar conhecido da planta. Alguns investigadores sugerem ainda que a procura excessiva,