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Received — 12 June 2026 O Jornal Económico

Portugal ganha mil milhões com o Mundial de futebol. Veja o “Jogo Económico”

12 June 2026 at 19:00

Ouça e acompanhe o “Jogo Económico” também em formato podcast:

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O Mundial de futebol de 2026 pode ter um impacto económico próximo dos mil milhões de euros, um novo recorde em Portugal. Da restauração às redes sociais passando pelas cadernetas de cromos e apostas, tudo é lucro, segundo o estudo do IPAM. Daniel Sá, diretor executivo do IPAM e especialista em marketing desportivo, traz-nos todos os números.

A nossa análise (com a ajuda do consultor Jorge Faria de Sousa) vai ainda incidir no ponto em que estamos na centralização dos direitos televisivos no futebol português, como as transferências monopolizam uma boa parte das receitas em Portugal e deixamos ainda uma pergunta: sabe qual é a Seleção mais representada pela Liga portuguesa no Mundial?

Luísa Neto falha eleição para o cargo de provedora da Justiça

12 June 2026 at 13:10

Luísa Neto, candidata indicada pelo PS com o apoio do PSD, falhou hoje no Parlamento a eleição para o cargo de provedora de Justiça, obtendo 131 votos favoráveis, insuficientes para alcançar a necessária maioria de dois terços.

Atual presidente do Conselho Diretivo do Instituto Nacional de Administração (INA), Luísa Neto obteve 131 votos favoráveis, 58 brancos e 18 nulos. Para ser eleita, precisava de chegar à fasquia dos 154 votos a favor.

A votação de hoje foi a segunda tentativa no sentido de se eleger uma personalidade para um cargo que está por preencher desde o início da presente legislatura, quando Maria Lúcia Amaral saiu desse lugar para desempenhar as funções de ministra da Administração Interna, cargo do qual se demitiu no começo deste ano.

Em 12 de abril, numa primeira eleição falhada, o antigo secretário de Estado socialista Tiago Antunes, proposto pelo PS para provedor de Justiça, alcançou um resultado inferior a dois terços, tendo apenas 104 votos favoráveis num total de 230 deputados.

A nova candidata a provedora de justiça, Luísa Neto, foi nomeada para presidente do INA em 2021 pela então ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública, Alexandra Leitão, durante o segundo dos três executivos socialistas liderados por António Costa.

É licenciada pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e doutorada pela Universidade do Porto e destacou-se na Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, onde esteve entre 2007 a 2013.

 Luísa Neto foi assessora de José Pedro Aguiar-Branco quando o atual presidente da Assembleia da República exerceu as funções de ministro da Justiça no Governo liderado por Pedro Santana Lopes.

Teerão mantém programa nuclear e controlo do estreito de Ormuz em acordo com EUA

12 June 2026 at 13:07

A imprensa oficial iraniana noticiou hoje que o programa nuclear iraniano seria discutido com Washington num prazo de 60 dias, no âmbito de um projeto de acordo-quadro, com Teerão a recusar ceder o controlo do estreito de Ormuz.

“O Irão só negociará o programa nuclear no âmbito dos princípios fundamentais da República Islâmica, e questões como o direito do Irão a enriquecer urânio e a conservação de material enriquecido (…) serão apresentadas para inclusão no acordo final”, afirmou a agência oficial de notícias iraniana IRNA, citada pela agência francesa AFP.

A mesma agência afirma que Teerão não renunciaria ao controlo do estratégico estreito de Ormuz nos termos do projeto de acordo-quadro com os Estados Unidos.

“O Irão não assume qualquer compromisso neste texto de ceder a gestão do estreito ou de restaurar as condições que prevaleciam antes da agressão militar americana e israelita”, segundo a IRNA, que descreve “as linhas principais do texto atual” atualmente a ser finalizado.

Também a Mehr, a agência de notícias semi-oficial apoiada pelo Governo de Teerão, divulgou hoje o projeto de acordo com os Estados Unidos para estabelecer um quadro para pôr fim à guerra em todas as frentes, incluindo no Líbano.

Segundo a Mehr, o projeto de acordo-quadro prevê uma “cessação permanente e imediata das hostilidades em todas as frentes, incluindo no Líbano”, além de “60 dias de negociações para alcançar um acordo sobre questões nucleares e o levantamento total das sanções” pelos Estados Unidos.

Citando uma fonte próxima da equipa negociadora iraniana, a agência afirma que o rascunho incluía “a libertação” de 24 mil milhões de dólares (cerca de 20,7 mil milhões de euros) “em fundos iranianos bloqueados durante o último período de negociação de 60 dias”, acrescentando que metade deste montante seria “disponibilizado ao Irão antes do início das negociações”.

Diploma do Governo sobre Prestação Social Única segue para especialidade sem votação

12 June 2026 at 13:05

A proposta do Governo que visa autorizar o executivo a criar a prestação social única baixou hoje à fase da especialidade sem votação na generalidade, com votos contra de BE, PCP e do ex-líder do PS Pedro Nuno Santos.

A baixa do diploma sem votação tinha sido anunciada na quinta-feira pelo líder do Chega, André Ventura, por acordo com PSD e foi hoje concretizada através de um requerimento do Governo, que fixa um prazo de dez dias para a discussão na especialidade na Comissão de Trabalho, Segurança Social e Inclusão, sem votação.

BE, PCP e o deputado do PS e ex-líder Pedro Nuno Santos votaram contra o requerimento do Governo para que o diploma não fosse votado na generalidade, enquanto o Livre se absteve. Os restantes partidos – PSD, Chega, PS, IL, CDS-PP e deputados únicos dp PAN e JPP – votaram a favor desta baixa à especialidade sem votação.

André Ventura tinha afirmado que o grupo parlamentar social-democrata aceitou seis das sete exigências do partido, ficando de fora uma que pretendia alargar o prazo de residência em Portugal para que os imigrantes pudessem receber esta prestação.

Hoje no debate, o líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, E deixou uma pergunta direta a Ventura: “Está disponível para separar aquilo que é regime contributivo e não contributivo? E nós estaremos disponíveis para olhar para o prazo de que o senhor quer falar”.

“Sim, estamos disponíveis”, respondeu o líder do Chega.

A proposta de lei foi aprovada em Conselho de Ministros em 29 de maio e, face à atual composição parlamentar, o Governo liderado por Luís Montenegro está obrigado a negociar com o PS ou o Chega para que o diploma seja aprovado na Assembleia da República.

Segundo a proposta original, a Prestação Social Única (PSU) vai agregar 13 apoios que existem atualmente: o Rendimento Social de Inserção (RSI), seis subsídios sociais de parentalidade (parental inicial, por risco clínico durante a gravidez, interrupção da gravidez, riscos específicos, adoção, e necessidade de deslocação a unidade hospitalar localizada fora da ilha de residência da grávida), a pensão social de velhice, a pensão social do regime especial de proteção na invalidez, o complemento extraordinário de solidariedade, a pensão de viuvez, a pensão de orfandade e o subsídio social de desemprego.

Uma das principais medidas é o condicionamento da atribuição da PSU à disponibilidade do requerente ou membros do seu agregado em idade ativa que não se encontrem a trabalhar para, salvo em situações excecionais previstas na lei, prestar “atividades de solidariedade social” até um máximo de 15 horas por semana.

No requerimento, o executivo justificou a urgência do debate com “os compromissos assumidos” no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), sublinhando que a “não concretização desta reforma implica o não desembolso de cerca de 620 milhões de euros por parte da Comissão Europeia”.

Foram rejeitados projetos de lei JPP, BE e Livre e resoluções (recomendações) de Livre e do Chega sobre o mesmo tema.

Parlamento elege quatro novos juízes para o Tribunal Constitucional

12 June 2026 at 13:03

O Parlamento elegeu hoje quatro novos juízes para o Tribunal Constitucional, através de uma lista conjunta apresentada pelo PSD, Chega e PS, que obteve 176 votos favoráveis, alcançado a necessária maioria de dois terços de aprovação.

Dos 230 deputados, votaram 203 e registaram-se 19 brancos e 12 nulos, referiu à agência Lusa fonte parlamentar.

Após sucessivos adiamentos ao longo da atual sessão legislativa, PSD, Chega e PS entregaram no passado dia 29 de maio uma lista conjunta de candidatos para substituir quatro juízes no TC.

O PSD indicou Joaquim Cardoso da Costa, ex-secretário de Estado e atual diretor do Centro Jurídico do Estado, e a professora catedrática Maria Paula Ribeiro Faria.

Em relação aos outros dois nomes, a candidata indicada pelo PS, Gabriela Cunha Rodrigues, é juíza desembargadora e exerce atualmente as funções de chefe de gabinete do presidente do Supremo Tribunal de Justiça; e o Chega propôs Luís Filipe Brites Lameiras, que foi juiz desembargador nos tribunais da Relação de Lisboa e do Porto.

Dos quatro juízes a substituir pelo parlamento, José António Teles Pereira e Gonçalo Almeida Ribeiro, que renunciaram ao cargo em 01 de outubro do ano passado, tinham sido eleitos por proposta do PSD, enquanto Joana Fernandes Costa e José João Abrantes foram eleitos por proposta do PS.

Além destes três casos de juízes que ultrapassaram o respetivo mandato de nove anos no TC, em maio, o presidente do Tribunal Constitucional, José João Abrantes, comunicou que decidiu renunciar às funções de juiz deste tribunal, com efeitos a partir da posse do seu substituto. Invocou, para o efeito, “razões pessoais e institucionais”.

Imigrantes com acesso a apoios sociais: PSD disponível para ceder a exigência do Chega

12 June 2026 at 11:25

O PSD manifestou-se hoje disponível para “olhar para o prazo” para os imigrantes acederem a apoios sociais, uma exigência do Chega, bem como a rever obrigações de pessoas com incapacidades na futura prestação social única.

A Assembleia da República debateu hoje a proposta do Governo que visa autorizar o executivo a criar a prestação social única (PSU), que deverá baixar sem votação à especialidade, segundo anunciou na quinta-feira o líder do Chega, André Ventura, por acordo com o PSD.

No debate, o líder parlamentar social-democrata, Hugo Soares, manifestou-se disponível a rever um dos pontos polémicos – que as pessoas com grau de dependência abaixo dos 80% também sejam obrigados a trabalho de solidariedade social para aceder à prestação, embora insistindo que esta obrigação foi “copiada e colada” das atuais regras do Rendimento Social de Inserção.

“Está o grupo parlamentar do PSD disponível para discutir esta matéria na especialidade e fazer aquilo que a esquerda nunca fez em Portugal e rever estas condições”, afirmou.

Por outro lado, deixou um desafio a André Ventura, depois de o líder do Chega ter afirmado que esta prestação não pode ser “um chamariz para a imigração”, afirmando que não pode ser atribuída a quem “nunca contribuiu para o sistema”.

“Nós estamos a falar de um regime não contributivo da Segurança Social, que já tem um regime expressamente previsto para aqueles que vêm para cá e escolhem o nosso país não poderem receber esta a prestação logo ao início”, disse Hugo Soares, referindo-se ao prazo atual previsto de um ano e que o Chega quer alargar para cinco anos.

E deixou uma pergunta direta a Ventura para a fase da especialidade: “Está disponível para separar aquilo que é regime contributivo e não contributivo? E nós estaremos disponíveis para olhar para o prazo de que o senhor quer falar”.

“Sim, estamos disponíveis”, respondeu o líder do Chega.

INE confirma estabilização da inflação nos 3,3% em maio

12 June 2026 at 11:14

A taxa de inflação manteve-se nos 3,3% em maio, em termos homólogos, em linha com a estimativa rápida anteriormente divulgada, confirmou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

“A variação homóloga do IPC [Índice de Preços no Consumidor] foi 3,3% em maio de 2026, taxa idêntica à registada no mês anterior. Com arredondamento a uma casa decimal, esta taxa coincide com o valor da estimativa rápida divulgada a 29 de maio”, refere o INE.

O indicador de inflação subjacente, que exclui produtos alimentares não transformados e energéticos, também registou uma variação homóloga idêntica à do mês anterior, de 2,2%.

Norte-americanos atraídos pelos milhões do Benfica District

12 June 2026 at 07:39

Acabou a novela Mourinho, mas o universo das águias pode estar a preparar-se para outra saga: a entrada de investidores no capital com uma posição relevante e ambição.

Enquanto os benfiquistas debatiam propostas de renovação, promessas da direção, juras de amor do special one ao encarnados, mas também a sua participação em campanhas eleitorais de Florentino Pérez no Real Madrid (com maior ou menor interferência da inteligência artificial), outro tema brotava com muito menos destaque mediático, mas com possibilidade de alterar o equilíbrio de forças na SAD.

“Traição” entre investidores
A 27 de abril deste ano, José António dos Santos (mais conhecido como “Rei dos Frangos”), concretizou algo que já se esperava: a venda da sua participação de 16,38% do capital social da SAD do Benfica. O negócio de 45,2 milhões foi feito com o fundo norte-americano Entrepreneur Equity Partners. Em maio do ano passado, o fundo de investimento Lenore Sports Partners já tinha comprado 5,24% do capital da Benfica SAD (deste pacote total, parte das ações pertenciam a Luís Filipe Vieira, antigo presidente do clube) tornando-se detentor de uma posição qualificada.

Com 5,24% do capital no bolso, o investidor Jean-Marc Chapus, responsável do Lenore Sports Partners, quis mais e, sabe o JE, reuniu um grupo de investidores para comprar as ações detidas pelo Rei dos Frangos.

Tim Leiweke foi um dos investidores convidados por Chapus para investir no Benfica e nas conversas entre estes responsáveis o projeto Benfica District foi abordado como um empreendimento suficientemente interessante para se avançar para o negócio.
Sabe o JE que Tim Leiweke ficou tão entusiasmado pelo projeto encarnado que, sem que Jean-Marc Chapus soubesse, decidiu avançar sozinho para a compra das ações de José António dos Santos. O negócio viria a concretizar-se no final de abril. Mas com o fecho da compra das ações surgem outras questões e a principal é: o que vai este investidor norte-americano fazer com esta participação?

Quem é Tim Leiweke?
Entre conquistas, quedas, perdões presidenciais e regressos à ribalta, a vida do investidor norte-americano dava um filme. Durante 18 anos, o empresário liderou os destinos do Anschutz Entertainment Group (AEG) e ajudou-a a conquistar um lugar de destaque como uma das maiores agências de gestão de arenas de entretenimento do mundo.

A saída do AEG, em 2013, não foi pacífica já que envolveu cláusulas de confidencialidade e relatos de bónus de milhões que acabaram por não ser pagos.

Tim deixa o projeto de uma vida e dois anos depois cria a Oak View Group, especializada no desenvolvimento, gestão e operação de espaços desportivos e de entretenimento. O Oak View Group torna-se parceiro da Live Nation (produtora que trouxe os concertos de Bad Bunny a Portugal) no negócio da gestão de arenas.

É reconhecido no mundo dos negócios como um especialista na rentabilização de arenas e de espaços de entretenimento e encontra espaço na Europa para desenvolver esse negócio, nomeadamente no Reino Unido (Cardiff e Manchester) e até com algumas ramificações a Portugal, nomeadamente na Meo Arena, desde que a Live Nation adquiriu a posição maioritária (51%) que estava anteriormente na posse de Luís Montez, num negócio avaliado em mais de 40 milhões de euros.

Em dezembro de 2025, os destinos de Leiweke e Trump cruzam-se: o empresário foi acusado pela justiça norte-americana de manipular um processo de licitação de uma arena no Texas mas o presidente dos EUA assinou um perdão “total e incondicional” para Leiweke.

Apesar do perdão, Leiweke viu a sua reputação manchada e já não voltou ao Oak View Group, mas surge associado à Entrepeneur Equity Partners que acabaria por comprar as ações ao rei dos frangos. Este grupo tem como protagonista outra empresária: Francesa Bodie, filha da mulher de Tim Leiweke e que assumiu a presidência do Veneza, que subiu esta época à Serie A. O Veneza vai gastar 500 milhões num novo estádio e entra na lógica de rentabilização dos recintos desportivos.
É aqui que entra o Benfica District, o megaprojeto de modernização imobiliária e desportiva promovido pelas “águias”, orçamentado em 220 milhões e no qual o empresário norte-americano quer ter uma palavra a dizer. Resta saber se o Benfica vai utilizar o artigo 13º que permite à SAD bloquear aquisições de participantes acima de 2% do capital por parte de investidores que tenham interesses concorrentes.

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