Another week, and more of the same. In the middle east there are cease-fires announced while the bombing and killing continues, and DT announcing that he’s told Israel to cease attacking Lebanon, whilst Israel attacks Lebanon. It’s like a bad soap, (not that there are any good ones), the story keeps getting spun the same way, and we go about our business, knowing full well that we’re just being played.
The problem is that the atrocities committed are all boiled down to no more than another news story, whose narrative we can’t control or even truly understand. We are nothing more than spectators; helpless and shell-shocked to a point of ineptitude. We are now just game pieces on a board and the elites are having a great time rolling the dice. DT runs freely on the backs of every leader, and in turn, the rest of us. The press struggles to tell the truth, as oligarch-run media outlets spin the tales in favour of the perpetrators. Seasoned journalists in the US are being turfed for trying to tell the facts as they really are, while others stay quiet as their country’s leader insults them for asking pertinent and obvious questions that he doesn’t want to answer.
There’s already a trail of journalists and other TV personalities that have been let go, following a public rant by fearless leader. And those who support him, (besides the Israeli lobbyists), seem to be either in a delusional state, or in sheer panic of losing whatever they might have that they hold dear. The blatant lying to support their leader’s buffoonery is beyond any scope. Pam Bondi, Kash Patel, Peter Hegseth, and many others have put their neck in the noose for this guy. They must be as deranged as he is. Even if initially, they didn’t see how this would pan out, from what I can see, they’re in way too deep to back out now, although that would be the only way they could attempt to make things right. It would be the cleanest way to break this troglodyte. Don’t make him a martir, and don’t give him any excuses. If he dies, there’s backlash, if he loses, he won’t accept it, but if his own staffers turn on him, then he will be cornered, like a cockroach. No excuses, even for the dummies that love him, seeing as they believe everything that spews out of his mouth. Many are convinced that he’s sent by a higher power! Of course they do. Many don’t care what he says, even if they know he’s lying. That is the level of ignorance that has been created in the United States; your’re free, but also unsupported in any way. You’re free to be an idiot, and your ignorance is as respected as someone else’s intelligence. Hell, DT has already stated that he doesn’t like intelligent people, (no s**t). But he has weapons and credit, so the intelligent and rational world is forced to use diplomacy, stretching it to its ripping point.
At least there have been a few small victories that have torn down some of his egotistical and racist wonts; feel good victories for us, but they barely scratch the surface. The truth is that he continues to do whatever he pleases, while Israel hides under his skirt. Both are destroying whatever we have achieved globally, in terms of any semblance of order and peace, all for the gain of individual profits and power. In the meantime, there’s the world cup of soccer, the circus that will serve to distract while ‘Rome burns’. We’ll all be happily cheering for our teams while others can’t. They’ll be busy with more important things. Imagine what the good ol’ boys will be able to get away with while we’re lining up to trade our savings for a ticket.
O empresário e benemérito luso-francês João Pina (à direita) durante a receção nos Paços do Concelho da Guarda pelo presidente da Câmara. @DR
Ao longo das últimas décadas, a diáspora portuguesa tem afirmado, de forma consistente, um notável espírito de solidariedade, um dos mais elevados valores que enobrecem a condição humana e conferem verdadeiro sentido à vida em comunidade. Este desígnio manifesta-se tanto no apoio aos compatriotas radicados no estrangeiro como na permanente ligação solidária a Portugal, numa demonstração inequívoca de coesão, pertença e responsabilidade coletiva.
Entre os múltiplos exemplos que ilustram esta vocação solidária, destaca-se, de forma particularmente expressiva, a ação desenvolvida pela Fundação Nova Era Jean Pina. Constituída em 2019 pelo empresário português João Pina, radicado na região de Paris, esta instituição tem vindo a afirmar-se como um dos mais relevantes agentes de intervenção social no seio da comunidade luso-francesa, a mais numerosa comunidade portuguesa na Europa.
Natural de Trinta, no concelho da Guarda, João Pina emigrou para França na década de 1980, então com apenas 19 anos, acompanhando o percurso de milhares de portugueses que procuravam melhores condições de vida na pátria gaulesa. Apesar das dificuldades inerentes ao processo migratório, construiu um percurso empresarial sólido e bem-sucedido na área da construção civil. Atualmente, enquanto administrador do Grupo Pina Jean, sediado nos arredores de Paris, lidera um conjunto diversificado de empresas com atividade nos setores da construção, limpeza e reciclagem de resíduos.
Todavia, o seu percurso não se esgota no sucesso empresarial. Reconhecido em França como Jean Pina, tem desenvolvido, de forma contínua e empenhada, uma intervenção solidária de grande alcance, colocando os seus recursos e capacidade organizativa ao serviço dos mais vulneráveis. É precisamente nesta dimensão que se destaca o papel estruturante da Fundação Nova Era Jean Pina, cuja missão assenta no lema “Solidariedade em Movimento”.
Sob a liderança direta do seu presidente — distinguido pelo Governo português, no final do passado mês de abril, com a Medalha de Mérito das Comunidades Portuguesas, no grau de ouro — a instituição tem promovido uma relevante cooperação entre França e Portugal, através da conceção, financiamento e concretização de projetos dirigidos a públicos particularmente fragilizados, como idosos, crianças institucionalizadas e pessoas em situação de desemprego.
Particularmente significativa tem sido a ação da fundação em territórios nacionais de baixa densidade, marcados pelo despovoamento e pelo envelhecimento populacional, aos quais o empresário e benemérito luso-francês tem dedicado especial atenção. Foi precisamente nesse contexto que, durante o passado mês de maio, João Pina deslocou-se aos distritos de Viseu e Guarda para uma série de encontros institucionais e ações sociais marcadas pelo desígnio da solidariedade, da proximidade e do reconhecimento das comunidades locais.
Um dos momentos mais marcantes ocorreu na Santa Casa da Misericórdia de Sernancelhe, no distrito de Viseu, onde João Pina participou numa reunião com o provedor Romeu Santos, os idosos da instituição e a equipa técnica do programa “Vamos Realizar Sonhos de Idosos”. Durante a cerimónia, o responsável da fundação recebeu um diploma de agradecimento pelas mãos do provedor, em reconhecimento pelo trabalho solidário desenvolvido e pelo apoio prestado a diversas causas sociais.
As ações de proximidade prosseguiram em Figueira de Castelo Rodrigo, onde o empresário benemérito assinou um protocolo de cooperação entre a Fundação Nova Era Jean Pina e a Associação Figueira S.O.S., lançando as bases de uma parceria destinada a reforçar projetos de apoio social e a desenvolver novas iniciativas dirigidas às populações mais vulneráveis desta vila raiana do distrito da Guarda.
A visita estendeu-se igualmente ao Município da Guarda, onde João Pina foi recebido pelo presidente da autarquia, Sérgio Costa, que destacou publicamente o trabalho desenvolvido pelo empresário em prol dos mais carenciados da região, sublinhando a importância das iniciativas solidárias e do apoio social promovido pelo filho da terra ao longo dos últimos anos.
Ainda na cidade mais alta do país, o presidente da Fundação Nova Era Jean Pina, a convite da psicóloga Sandra Ladeira, e no âmbito do projeto BrilhanteMente, visitou a Escola Secundária Afonso de Albuquerque, marcando presença numa apresentação científica realizada por duas jovens estudantes, num momento de aprendizagem, partilha e aproximação às novas gerações e às suas preocupações.
Num tempo frequentemente marcado pelo individualismo e pela indiferença, o percurso de João Pina e da Fundação Nova Era Jean Pina constitui um exemplo inspirador da força transformadora da solidariedade. A diáspora portuguesa continua, assim, a revelar-se não apenas um elo de ligação entre Portugal e o mundo, mas também uma extraordinária reserva de humanismo, generosidade e compromisso social. Ao levar esperança, apoio e dignidade às populações mais vulneráveis do interior do país, a Fundação Nova Era Jean Pina demonstra como a emigração portuguesa permanece profundamente ligada às suas raízes e aos territórios de onde partiu, contribuindo de forma concreta para a coesão social e para a valorização do interior de Portugal.
Meus caros leitores, na política, como na vida, a ambição não é um defeito. O problema surge quando a ambição se transforma numa corrida desenfreada pelo poder, onde vale tudo para alcançar um cargo ou uma posição de destaque. Quando se prometem soluções para todos os problemas, sem explicar como serão concretizadas, corre-se o risco de criar expectativas irrealistas e de aumentar a desconfiança dos cidadãos.
Vivemos tempos difíceis. A economia mundial enfrenta desafios, o custo de vida continua elevado e as incertezas acumulam-se. É precisamente nestes momentos que os portugueses precisam de ser tratados com seriedade e honestidade, e não com promessas que parecem demasiado boas para serem verdade.
E mais uma vez, vindas do mesmo lado, em Portugal voltaram a surgir notícias que não dignificam a política. Investigações, detenções e suspeitas envolvendo figuras ligadas ao poder político levantam novamente questões sobre a transparência e a responsabilidade de quem exerce cargos públicos. Cabe agora à justiça fazer o seu trabalho, com independência e sem pressões.
O que os cidadãos exigem não é perfeição. Exigem apenas que quem os governa coloque o interesse público acima das ambições pessoais ou partidárias. E essa é uma lição que todos os partidos deveriam ter presente.
Portugal voltou a acordar com notícias de buscas, detenções, suspeitas de corrupção e investigações que envolvem autarquias e estruturas ligadas ao poder político. Desta vez, os holofotes apontam para várias entidades locais e para figuras ligadas ao Partido Socialista, numa situação que está a provocar preocupação e desgaste na confiança dos cidadãos.
Importa dizer, desde já, que num Estado de Direito todos são inocentes até prova em contrário. A justiça deve funcionar com independência, sem interferências políticas e sem julgamentos na praça pública. Mas também é verdade que quando os casos se acumulam, os portugueses começam a questionar se os seus representantes estão verdadeiramente ao serviço do país ou dos seus próprios interesses.
Nos últimos anos, temos assistido a um desgaste contínuo da imagem da política. Não por culpa da maioria dos autarcas, deputados ou governantes, muitos dos quais trabalham honestamente, (alguns que calados eram poetas, criticam quem trabalha), mas porque basta uma minoria para lançar suspeitas sobre todos os restantes. O Partido Socialista atravessa atualmente um período particularmente difícil. Depois de anos no poder, enfrenta problemas internos, divisões, perda de influência e sucessivos casos que têm alimentado a desconfiança popular. Em vez de apresentar uma reflexão profunda sobre os erros cometidos, muitas vezes parece mais preocupado em atacar quem governa do que em reconstruir a sua própria credibilidade.
Por outro lado, o atual Governo tem procurado avançar com algumas reformas que há muito eram reclamadas pelos portugueses. Nem tudo estará perfeito, como é evidente, mas há sinais de tentativa de modernização do Estado e de uma maior descentralização de competências, algo que muitos defendem há anos. É legítimo criticar o Governo quando erra, mas também é justo reconhecer quando existem medidas que vão ao encontro das necessidades do país.
Mas se há algo que deve preocupar todos os partidos, sem exceção, é o crescente afastamento dos cidadãos da vida política. Um exemplo recente foram as eleições diretas no PSD. A reduzida participação dos militantes deveria servir de alerta para todos. Quando até aqueles que pertencem aos partidos demonstram desinteresse em participar nos processos internos, algo não está bem. Como militante e observador da vida política, considero preocupante essa falta de mobilização. Os partidos são pilares fundamentais da democracia e precisam de militantes ativos, motivados e envolvidos. Sem participação não existe renovação, sem renovação não existe confiança, e sem confiança a democracia enfraquece.
Os portugueses estão cansados de guerras partidárias permanentes. Estão cansados de escândalos, suspeitas e ataques pessoais. O que querem é transparência, competência e resultados. Querem políticos que resolvam problemas e não políticos que criem problemas.
A justiça deve continuar o seu trabalho, doa a quem doer. Os partidos devem fazer a sua reflexão interna. E os cidadãos devem continuar atentos e exigentes. Porque a democracia não se fortalece com silêncio nem com fanatismos. Fortalece-se com responsabilidade, participação e verdade.
O país precisa de menos ruído político e de pessoas aflitas pelo poder, que parece que obrigam o cidadão a ser o que eles querem. O que o país precisa é de mais respeito pelos portugueses.
A presidente da Câmara de Toronto, Olivia Chow, criticou duramente a decisão da FIFA de proibir os espectadores de levarem garrafas de água reutilizáveis para os estádios durante o Campeonato do Mundo, classificando a medida como “uma forma pura de angariar dinheiro”.
A alteração ao código de conduta dos estádios foi anunciada esta semana e impede os adeptos de entrarem nos jogos com as suas próprias garrafas reutilizáveis.
“É um aproveitamento. Porque é que as pessoas têm de comprar água dentro do estádio quando podem levá-la de casa? É mais barato e melhor para o ambiente”, afirmou Chow, acrescentando que a organização “já lucra milhares de milhões de dólares”.
A autarca reconheceu que a cidade tem pouca margem de intervenção, uma vez que a FIFA define as regras nos recintos oficiais. Ainda assim, sugeriu que a organização disponibilize garrafas de água gratuitas no interior do estádio como “um gesto positivo para os residentes de Toronto”.
Também a Toronto Environment Alliance criticou a decisão, considerando-a prejudicial para o ambiente. Segundo a organização, a utilização de recipientes reutilizáveis poderia evitar mais de um milhão de artigos descartáveis em Toronto durante o torneio.
Toronto’s downtown airport, officially known as Billy Bishop Toronto City Airport, has long been the subject of debate. Located on the Toronto Islands just minutes from the city’s financial district, the airport provides convenient regional air service while occupying a unique and sensitive location on Toronto’s waterfront.
Over the past decade, proposals to expand the airport have generated intense discussion among residents, businesses, politicians, urban planners, and environmental groups. Supporters argue that expansion would strengthen Toronto’s economy, improve transportation options, and create jobs. Opponents contend that a larger airport would fundamentally alter the charter of the waterfront, increase noise and pollution, and prioritize commercial interests over community needs.
The central question remains: would expanding the island airport serve the people of Toronto, or would it primarily serve the interest of the aviation industry and airport operations?
Billy Bishop Airport operates under a tripartite agreement involving the federal government, the City of Toronto, and the Toronto Port Authority. The agreement governs airport operations, including restrictions on runway length and aircraft types. Historically. The airport was intended to remain a relatively small urban airport. Expansion proposals have included runway extensions, accommodation of larger aircraft, and increased passenger capacity. Such changes would transform the airport from a regional facility into a more significant transportation hub. Because the airport sits adjacent to densely populated neighborhoods and valuable public waterfront land, and expansion carries consequences far beyond aviation.
The strongest argument against major expansion is that Toronto already possesses a larger international airport in Pearson. Critics ask why valuable downtown waterfront land should be used to duplicate infrastructure that already exists elsewhere in the region. The strongest argument in favour is convenience. A larger downtown airport could provide faster access for millions of travellers and support economic growth in Canada’s largest city. The question therefore becomes one of priorities…. should Toronto’s waterfront be primarily a transportation corridor, or should it remain focused on recreation, housing, public space, and environmental stewardship?
Doug Ford has pulled off a significant political victory in Ontario politics in my humble opinion with the premiere being able to convince the mayor of Toronto Olivia Chow and the Prime Minister of Canada to go along with the expropriation and move on the Island airport that no other government has ever pulled off. Doug Ford has done what no other single politicians has ever been able to maneuverer this deal with all levels of government being on side. Whether the stars all lined up at the same time, or did Doug Ford make this happen?
Expanding Billy Bishop Toronto City Airport offers clear economic and transportation benefits. Increased connectivity, job creation, and business access could strengthen Toronto’s position as a major North American city. However, those benefits must be weighed against substantial costs, including noise, environmental impacts, pressure on surrounding neighborhoods, and potential loss of waterfront opportunities.
Whether the tripartite agreement serves the public interest depends largely on one’s view of what Toronto’s waterfront should become. If economic growth and transportation efficiency are the primary goals, expansion appears attractive. If preserving public waterfront space, neighborhood quality of life, and environmental sustainability are the priorities, significant expansion becomes much harder to justify.
The debate is not simply about an airport. It is a broader discussion about the future identity of Toronto itself and how the city chooses to balance growth, mobility, and quality of life.
Ford appears to have won the political battle to get Billy Bishop expansion moving, but the broader fight over whether the project is a good idea-and how much of it ultimately gets built-is still being contested.
Love it or loathe it, Toronto Island Airport has mastered one thing better than most airports; keeping an entire city talking before passengers even leave the ground.
Whether it was a “win” for Doug Ford depends on your viewpoint.
“Sou um órfão do mar que navega de uma identidade para outra.” – Michael Gouveia, O Herdeiro
Até 1978, celebrava-se o nosso 10 de Junho com a designação de “Dia de Camões e da Raça Portuguesa”, na lógica de um simbolismo nacionalista que retratava o espírito imperial do Estado Novo. Só depois da Revolução dos Cravos, o Dia de Portugal passou a chamar-se “Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas”. Esta alteração teve a ver com a consciência de que Portugal, desfeito o império, não era apenas um país confinado à sua parte continental e insular, mas abrangia também todas as comunidades de emigrantes espalhadas pelo mundo, tendo-se passado, assim, a valorizar a nossa diáspora. Contas feitas, direi que estamos a dois anos de completar 50 anos de reconhecimento do papel de todos os portugueses que, em determinada altura das suas vidas, procuraram fora o que não encontraram cá dentro. E foram muitos!
É, por isso, cada vez mais incompreensível que a maioria dos que estão ausentes, condene os movimentos migratórios que, nos últimos anos, têm chegado a Portugal. Pior ainda, é concluirmos que toda essa má vontade está expressamente ligada ao facto de terem uma cor de pele e hábitos culturais diferentes dos nossos, como se isso, por si só, fosse um crime. Quando se deram as grandes vagas migratórias dos portugueses, não existiam redes sociais, pelo que o retrato que deles foi feito ficou circunscrito a artigos de opinião e fotografias que agora fazem parte de arquivos históricos que ninguém consulta, salvo um diminuto grupo de estudiosos da matéria. Nos tempos que correm, tudo está exposto e ganha uma amplitude nunca antes experimentada. Já para não falar dos inúmeros vídeos falsos e das frases curtas de grande impacto, que determinados grupos se encarregam de manipular, tornando-se na “vox populi, vox dei” como se de verdades se tratasse.
O fenómeno é novo? Não, apenas no que aos meios de divulgação diz respeito. Basta-nos recuar uns séculos e fazermos uma visita ao nosso poeta, cronista e músico Garcia de Resende, que viveu entre 1470 e 1536. Num dos seus poemas, depois de se indignar por ver “(…) muito espalhar/ Portugueses no viver;/ Brasil, ilhas povoar/ e às Índias ir morar,/ natureza lhe esquecer.”, remata com o seguinte: “Vemos no reino meter/ tantos cativos crescer/ (…)/ que se assim for serão mais/ eles que nós a meu ver. Ou seja, já Garcia de Resende aflorava a Teoria da Substituição (Grand Remplacement), apesar de esta só ter surgido em 2011, imbuída de uma retórica de incitamento ao ódio e à violência.
Passados quase quinhentos anos sobre a morte do nosso cronista e depois de séculos de tantas misturas étnicas, nada mudou na nossa matriz cultural, mantendo-nos fiéis à tão discutida lusitanidade que se receava poder ser beliscada.
A pergunta que se deve colocar é, então, a seguinte: “Por que motivo, estamos agora a levantar a questão do risco de descaraterização iminente de um povo que, desde sempre, foi o resultado de vários encontros (leia-se como um eufemismo) de povos com que se foi cruzando, viajando de identidade em identidade? Porquê agora?” A resposta é óbvia: para satisfazer desígnios ocultos que fazem crescer e aumentar o ódio contra o outro, como se o conceito de alteridade tivesse sido descoberto no século XXI.
Para que o Dia de Portugal seja celebrado na sua plenitude, é imperativo que aprendamos a juntar às nossas Comunidades todas as outras que connosco se estão a misturar. Para que se sintam incluídas, para que possam fazer parte de um todo que se chama Portugal, esteja ele onde estiver nas suas tão díspares coordenadas geográficas. Sentir-nos-emos, orgulhosos quando, em cada 10 de junho, içarmos a bandeira de Portugal, cantando bem alto:
Quem está fora de Portugal sabe que emigrar é um ato de coragem. No entanto, envelhecer longe do nosso país, sem a devida proteção do Estado que se ajudou a construir além-fronteiras, é uma injustiça profunda. Como alguém que vive a realidade da diáspora e conhece de perto o pulsar das nossas comunidades no exterior, recuso-me a aceitar o silêncio e a inércia perante o sofrimento dos portugueses espalhados pelo mundo. A denúncia que o Grupo Parlamentar do Partido Socialista fez na Assembleia da República não é apenas uma interpelação política; é um grito de socorro que exige uma resposta imediata e sem tibiezas do Governo português.
Existem graves e insustentáveis atrasos no pagamento do Apoio Social para Idosos Carenciados a inúmeros cidadãos portugueses residentes na Venezuela e no Brasil. Falamos de pessoas idosas, muitas vezes doentes e isoladas, que têm neste apoio de sobrevivência a sua única e exclusiva tábua de salvação para garantir o básico: alimentação, medicamentos e habitação. Para agravar o cenário, na Venezuela, os atrasos no pagamento das pensões de reforma pela Segurança Social portuguesa já superam um ano. Isto não é apenas burocracia; é uma situação de desespero absoluto que atenta contra a dignidade humana.
O Apoio Social para Idosos Carenciados foi pensado como um instrumento mínimo de proteção social do Estado português junto das comunidades emigrantes mais fragilizadas. O valor atribuído é, por si só, reduzido, variando entre os 30 euros e o valor da pensão mínima do regime contributivo, sendo pago trimestralmente. Retardar estas verbas, cujas transferências deveriam ter sido efetuadas em março, significa empurrar centenas de idosos para a miséria extrema. A desculpa da falta de verbas ou de bloqueios nos mecanismos bancários e na emissão de cheques na Venezuela não pode servir de escudo para a incompetência operacional. Se existem constrangimentos bancários crónicos na Venezuela, o Estado tem o dever de encontrar e implementar soluções alternativas urgentes.
Não podemos tolerar que os nossos postos consulares fiquem de mãos atadas por falta de articulação central. A nossa diáspora não é um peso; é parte integrante da identidade e do património de Portugal. É inaceitável que cidadãos que dedicaram as suas vidas ao trabalho e mantiveram viva a ligação ao país fiquem meses sem receber as prestações sociais e as pensões a que têm pleno direito, privados de informação clara e de respostas eficazes.
Por isso, exigem-se esclarecimentos claros ao Governo: quantos idosos estão afetados por estes bloqueios? Quando será regularizado, integralmente, o pagamento do Apoio Social para Idosos Carenciados e das pensões em atraso? E que mecanismos estruturais serão criados para garantir que estes atrasos vergonhosos nunca mais se repitam? A solidariedade nacional não devia terminar dentro das fronteiras geográficas do retângulo continental. Proteger os portugueses no estrangeiro, especialmente os mais vulneráveis, é um imperativo moral e constitucional do qual Portugal nunca deve abdicar. Ignorar esta realidade é falhar com a nossa própria história. O Governo deve agir de imediato, retificando estes erros operacionais e logísticos, assegurando que o apoio financeiro chegue a quem dele depende para sobreviver. Cuidar dos nossos idosos na diáspora não é uma escolha política ou uma benesse partidária, mas sim um ato elementar de justiça, respeito e humanidade para com aqueles que, mesmo distantes, sempre honraram Portugal .
A Galeria dos Pioneiros Portugueses e a Aliança dos Clubes e Associações Portuguesas do Ontário (ACAPO) promoveram uma sessão especial de apresentação do livro Flight Path Home: Stories of Family Migrations and Belonging (O Caminho de Regresso a Casa: Histórias de Famílias, Migração e Sentimento de Pertença), da autoria de Steven M. Silva.
O evento reuniu membros da comunidade, familiares, educadores e amantes da literatura para uma noite de leitura, reflexão, autógrafos e venda de exemplares da obra, que aborda temas como a migração, a identidade, a memória e o sentimento de pertença.
Partindo da história da sua própria família, Steven Silva conduz os leitores numa viagem entre a Ilha da Madeira, em Portugal, e o Canadá, revisitando memórias, desafios e conquistas que marcaram o percurso de várias gerações. A obra reflete sobre a experiência da emigração, a preservação das raízes portuguesas e a forma como estas histórias continuam a moldar a identidade e o sentimento de pertença das famílias luso-canadianas.
Na abertura da sessão, Manuel DaCosta, em representação da Galeria dos Pioneiros Portugueses, destacou a importância de preservar as histórias dos pioneiros portugueses no Canadá, sublinhando que obras como esta ajudam a manter viva a memória coletiva da comunidade e a transmitir esse legado às gerações futuras.
Também Kátia Caramujo, em representação da ACAPO, salientou o valor cultural e educativo do livro, considerando-o um importante testemunho da experiência de muitas famílias portuguesas que construíram uma nova vida no Canadá “apresentar Flight Path Home durante o Mês da Herança Portuguesa no Canadá é também uma forma de mostrar que esta celebração vai muito além das festividades e do Desfile do Dia de Portugal. É igualmente uma oportunidade para valorizar a nossa história, a nossa cultura e as histórias que moldaram a comunidade portuguesa no Canadá”, afirmou.
Durante a apresentação, Steven Silva explicou que a obra nasceu da vontade de compreender melhor o percurso da sua família e de explorar a forma como as experiências de migração continuam a marcar a identidade das gerações seguintes “é um sentimento de grande orgulho estar aqui, num espaço dedicado aos pioneiros portugueses e durante o Mês da Herança Portuguesa no Canadá. Este livro permitiu-me reconectar com o passado, fortalecer os laços familiares, encontrar-me através destas histórias e compreender melhor quem sou. É também uma celebração da nossa identidade, das nossas tradições e do orgulho nas nossas origens”, partilhou o autor que também não se esqueceu de agradecer às três pessoas que proporcionaram a apresentação do seu livro – Kátia Caramujo, José Eustáquio e Manuel DaCosta.
Um dos momentos mais emotivos da noite contou com a participação de quatro antigas professoras de Steven Silva, Gabriella Colussi Arthur, Maria João Maciel Jorge, Mary Di Biase Petrungaro e Gabriela Sangiorgio, que recordaram o seu percurso académico e a sua dedicação à aprendizagem e às suas raízes culturais.
Em destaque esteve também a mãe do autor, Cesaltina Silva, que visivelmente emocionada afirmou: “é um enorme orgulho ver o meu filho fazer aquilo que ama e transformar as histórias da nossa família numa obra que pode inspirar tantas outras pessoas”.
A iniciativa terminou com uma sessão de autógrafos e convívio entre os participantes, celebrando não apenas o lançamento de um livro, mas também as histórias, as memórias e as experiências que continuam a unir a comunidade luso-canadiana e a enriquecer o património cultural português no Canadá.
É uma tradição já com 33 anos, o PicNic Borges Foods começou em 1993, sempre com o objetivo de promover o convívio entre todos os colaboradores, clientes e amigos da empresa.
Acontece sempre nesta altura, entre o final do mês de maio e o dia 10 de Junho, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, o que transforma este evento, também, numa excelente ocasião para celebrar a cultura portuguesa.
Para além de tudo isto, há ainda uma outra razão para o Borges Foods continuar com esta iniciativa, ano após ano – transformar um convívio numa oportunidade para ser solidário com instituições canadianas (ou luso-canadianas) que desenvolvem um trabalho essencial em prol dos outros. Este ano a instituição contemplada foi a Canadian Cancer Association.
@Julio Carias
Para além dos comes e bebes, como uma boa festa à portuguesa que é, também não faltou animação musical, garantida por: Rancho Folclórico e Bombos da Associação Cultural do Minho; João Marques e ainda a dupla Daniel e Tânia.
Assim, ao longo de mais de três décadas, o PicNic Borges Foods tem demonstrado que o sucesso de uma empresa também se mede pela sua capacidade de unir pessoas e retribuir à comunidade. Mais do que um simples encontro anual, este evento tornou-se um símbolo de amizade, tradição e solidariedade, reunindo gerações em torno dos valores que ajudaram a construir a história da empresa.
Entre momentos de convívio, celebração da cultura portuguesa e apoio a causas nobres, o PicNic Borges Foods continua a afirmar-se como uma iniciativa que faz a diferença, fortalecendo laços e deixando uma marca positiva na comunidade luso-canadiana e na sociedade em geral.
Num ambiente de celebração, reconhecimento e orgulho comunitário, a University of Toronto Portuguese Association (UTPA) realizou a sua 42.ª Gala Anual no Casa do Alentejo Community Centre, em Toronto.
Fundada em 1984, a associação tem como missão apoiar estudantes luso-canadianos, promovendo a educação, a cultura portuguesa e o envolvimento comunitário ao longo do ano.
O evento reuniu estudantes, famílias, líderes comunitários e representantes políticos, num momento de forte ligação intergeracional e de valorização do percurso académico dos jovens da comunidade.
Na abertura da cerimónia, o presidente da UTPA, Pedro Benevides, sublinhou a importância do papel da juventude na continuidade da comunidade portuguesa “hoje celebramos os jovens que se dedicam ao voluntariado nos nossos clubes e associações e que representam com orgulho a cultura portuguesa, enquanto prosseguem o seu percurso académico. Na UTPA, acreditamos que a juventude é um dos pilares da nossa comunidade. São os líderes de amanhã e terão um papel fundamental em levar a comunidade portuguesa a novos horizontes.”
Seguiu-se o momento central da noite: a atribuição de 12 bolsas de estudo a estudantes que se destacaram pela excelência académica, liderança e envolvimento comunitário. Os premiados deste ano foram Victoria da Silva, Raphael Mendes, Beatriz Simas, Vanessa Sousa, Leonor das Neves, Melanie Silva, Auriana da Costa, Evan Nunes, Matthew Goulart, Tomas Isabel, Arabella Rafie e Daniel Braga.
Num ambiente de emoção e reconhecimento, os bolseiros subiram ao palco para receber a distinção, sublinhando o impacto que este apoio terá nos seus percursos académicos e pessoais.
Entre eles, Victoria da Silva destacou o significado do percurso que a trouxe até este momento “sou muito grata por todo o apoio que tenho recebido da comunidade portuguesa desde o primeiro dia. Tive a felicidade de fazer parte da Queens Portuguese Association e de trabalhar com o deputado Charles Sousa, experiências que contribuíram muito para o meu crescimento pessoal e profissional. Fazer parte da comunidade portuguesa tem um significado muito especial para mim.”
Também Raphael Mendes reforçou o sentimento de gratidão e motivação perante esta distinção “ser selecionado pela UTPA é uma grande honra e uma recompensa por todo o esforço e dedicação ao longo dos anos. Esta bolsa será um apoio importante para mim e para a minha família e motiva-me a continuar os meus estudos com ainda mais empenho.”
As palavras dos restantes bolseiros refletiram igualmente o reconhecimento coletivo de que esta oportunidade representa um voto de confiança no seu potencial.
O significado da educação como pilar da comunidade foi também sublinhado pelos representantes políticos presentes. Entre eles, o deputado federal pelo círculo eleitoral de Mississauga–Lakeshore, Charles Sousa, destacou a evolução da presença portuguesa no ensino superior ao longo das últimas décadas:“tenho muito orgulho em ser luso-canadiano e em ver os nossos jovens a alcançar cada vez mais sucesso. Quando entrei na universidade, éramos poucos; hoje, vemos estudantes portugueses a destacar-se em muitas áreas. A educação sempre foi uma prioridade para a nossa comunidade, e iniciativas como estas bolsas de estudo ajudam os jovens a concretizar o seu potencial e a construir um futuro melhor.”
Na mesma linha, a Cônsul-Geral de Portugal em Toronto, Ana Luísa Riquito, destacou a relevância destas iniciativas na preservação e valorização da língua, cultura e identidade portuguesa junto das novas gerações.
A gala prosseguiu com momentos de convívio, gastronomia tradicional portuguesa e a atuação da Luso-Can Tuna, num ambiente marcado pela partilha e pelo orgulho das raízes.
A noite encerrou com homenagens, música e dança, reforçando o compromisso da UTPA em apoiar a educação e inspirar as futuras gerações de luso-canadianos.
A Camões Square, em Toronto, voltou a ser palco de uma das mais significativas celebrações da comunidade portuguesa no Canadá. Entre abraços, reencontros e momentos de emoção, realizou-se mais uma edição do Portuguese Canadian Walk of Fame, uma iniciativa que homenageia homens e mulheres cujo trabalho e dedicação deixaram uma marca duradoura na comunidade luso-canadiana.
Mais do que uma cerimónia de reconhecimento, o evento celebra a herança portuguesa, as histórias de perseverança e os valores que ajudaram gerações de imigrantes e seus descendentes a construir um lugar de destaque na sociedade canadiana. É também uma oportunidade para recordar aqueles que, muitas vezes longe dos holofotes, dedicaram a sua vida ao serviço da comunidade.
Este ano, foram homenageados Sónia Pereira, Joaquina Pires, Tony do Vale e António do Forno, este último a título póstumo. Quatro percursos distintos, unidos pelo compromisso com a comunidade, pela generosidade e pela vontade de fazer a diferença, não só na comunidade portuguesa, mas também na construção de um Canadá melhor.
A cerimónia reuniu familiares, amigos, líderes comunitários e representantes de diversas organizações portuguesas, num ambiente marcado pelo orgulho e pela gratidão.
Para Manuel DaCosta, fundador e presidente do Portuguese Canadian Walk of Fame, a edição de 2026 foi uma das mais desafiantes no processo de seleção “recebemos muitas nomeações de enorme qualidade. Este ano decidimos olhar para além dos votos e concentrar-nos sobretudo no impacto humano e comunitário de cada pessoa. Há muitas pessoas extraordinárias que dedicam a sua vida aos outros sem nunca procurarem reconhecimento. Sentimos que os homenageados deste ano representam precisamente esse espírito de dedicação e serviço.”
Segundo o Manuel DaCosta, a essência do projeto está precisamente em reconhecer aqueles que trabalham em silêncio, muitas vezes sem esperar qualquer recompensa “a melhor parte é ver a reação dos homenageados. Muitos nunca imaginaram receber uma homenagem destas. São pessoas humildes que fazem o bem sem esperar nada em troca. Ver a emoção e a gratidão nos seus rostos faz todo o esforço valer a pena.”
Numa mensagem dirigida à comunidade, apelou ainda à importância de continuar a valorizar aqueles que contribuem para o bem coletivo “todos temos talentos diferentes e formas distintas de servir a comunidade. É importante reconhecer aqueles que dedicam o seu tempo e energia a ajudar os outros e a fortalecer a nossa comunidade.”
Entre os homenageados deste ano esteve Tony do Vale, reconhecido pelo seu percurso de liderança e pelo trabalho desenvolvido no sindicato LIUNA Local 506. Ao receber a distinção, mostrou-se agradecido pelo reconhecimento “sempre procurei fazer o melhor possível pela nossa comunidade. Este reconhecimento significa muito para mim, mas não muda quem eu sou. Vou continuar a ajudar sempre que puder.”
Dirigindo-se aos jovens, deixou uma mensagem de orgulho e identidade “conheçam as vossas raízes. Nunca se esqueçam de onde vieram os vossos pais e avós. O futuro da nossa comunidade está nas mãos das novas gerações.”
Também Sónia Pereira recebeu a homenagem com surpresa e emoção. Reconhecida pelo trabalho desenvolvido junto de famílias e pessoas com necessidades especiais, aproveitou o momento para destacar a importância da empatia e da inclusão “foi uma enorme surpresa receber esta distinção. Precisamos de ser mais pacientes, mais compreensivos e mais bondosos. Muitas famílias enfrentam desafios invisíveis e é importante não julgarmos sem conhecer a história de cada pessoa.”
Sónia sublinhou ainda que a sensibilização para as necessidades especiais continua a ser uma responsabilidade de toda a sociedade.
Um dos momentos mais emocionantes da cerimónia aconteceu durante a homenagem póstuma a António do Forno, empresário, líder comunitário e uma figura muito respeitada na comunidade portuguesa de London, Ontário.
Em representação da família, o filho Paul do Forno recordou o legado deixado pelo pai “é um enorme orgulho ver o nome do meu pai reconhecido desta forma. Tudo o que ele fez foi motivado pelo desejo de ajudar os outros. Nunca procurou reconhecimento. Fazia-o porque acreditava que era a coisa certa a fazer.”
Visivelmente emocionado, recordou também os sacrifícios feitos pela geração pioneira dos portugueses no Canadá “o meu pai chegou ao Canadá há 60 anos e trabalhou incansavelmente para criar oportunidades para a família e para ajudar quem precisava. A vida que temos hoje é fruto do esforço e dos sacrifícios da sua geração.”
A homenagem a Joaquina Pires foi igualmente recebida com emoção. Figura incontornável da promoção da cultura portuguesa em Montreal e noutras comunidades canadianas, Joaquina dedicou grande parte da sua vida à valorização da língua portuguesa, da educação e da participação cívica “receber esta notícia foi uma enorme surpresa. Aceito esta homenagem com muita humildade porque sinto que esta estrela representa todas as pessoas com quem tive o privilégio de trabalhar ao longo dos últimos 60 anos.”
Ao recordar o seu percurso, destacou a importância da colaboração e do trabalho em equipa “sempre acreditei que os melhores projetos nascem quando as pessoas trabalham juntas. Não são apenas os recursos financeiros que fazem a diferença. São as ideias, a dedicação e a capacidade de unir esforços.”
Numa mensagem dirigida às futuras gerações, apelou à preservação das tradições e ao envolvimento dos jovens na vida comunitária “é fundamental mantermos vivas as nossas raízes e transmitir aos mais novos o orgulho pela nossa cultura. Precisamos dos jovens para garantir a continuidade do trabalho desenvolvido ao longo de tantas décadas.”
A edição de 2026 foi inspirada no tema ‘o espírito, o povo, a terra’, uma homenagem às raízes, às tradições culturais e às paisagens que moldam a identidade e a história do povo português. O tema assenta no trabalho fotográfico de Irwin Karnick, que capta de forma sensível a ligação profunda entre as pessoas e as suas origens.
Com a colocação das suas estrelas na Camões Square, os homenageados passam agora a integrar permanentemente o Portuguese Canadian Walk of Fame, juntando-se a uma lista crescente de luso-canadianos que ajudaram a escrever a história da comunidade portuguesa no Canadá.
Mais do que um reconhecimento individual, cada estrela simboliza um legado de dedicação, serviço e orgulho cultural. São histórias de trabalho, perseverança e generosidade que continuam a inspirar as gerações atuais e futuras.
Ano após ano, o Portuguese Canadian Walk of Fame reafirma-se como um símbolo vivo da herança portuguesa no Canadá, celebrando aqueles que, através das suas ações, fortalecem a comunidade e enriquecem o mosaico cultural canadiano.
O aeroporto do centro de Toronto, oficialmente conhecido como Aeroporto Billy Bishop da Cidade de Toronto, tem sido desde há muito objeto de debate. Localizado nas Ilhas de Toronto, a poucos minutos do distrito financeiro da cidade, o aeroporto oferece um serviço aéreo regional conveniente, ao mesmo tempo que ocupa uma localização única e sensível na zona ribeirinha de Toronto.
Ao longo da última década, as propostas para expandir o aeroporto geraram discussões intensas entre residentes, empresas, políticos, urbanistas e grupos ambientalistas. Os defensores argumentam que a expansão fortaleceria a economia de Toronto, melhoraria as opções de transporte e criaria postos de trabalho. Os opositores sustentam que um aeroporto maior alteraria fundamentalmente o caráter da zona ribeirinha, aumentaria o ruído e a poluição, e daria prioridade aos interesses comerciais em detrimento das necessidades da comunidade.
A questão central permanece: a expansão do aeroporto da ilha serviria a população de Toronto ou serviria principalmente os interesses da indústria da aviação e das operações aeroportuárias?
O Aeroporto Billy Bishop opera sob um acordo tripartido que envolve o governo federal, a Cidade de Toronto e a Autoridade Portuária de Toronto. O acordo dita as operações do aeroporto, incluindo restrições ao comprimento das pistas e aos tipos de aeronaves. Historicamente, o aeroporto destinava-se a permanecer um aeroporto urbano relativamente pequeno. As propostas de expansão incluíram extensões de pistas, a acomodação de aeronaves maiores e o aumento da capacidade de passageiros. Tais mudanças transformariam o aeroporto de uma instalação regional num centro de transportes mais significativo. Dado que o aeroporto se situa junto a bairros densamente povoados e a terrenos públicos ribeirinhos de grande valor, a expansão acarreta consequências que vão muito além da aviação.
O argumento mais forte contra uma grande expansão é o de que Toronto já possui um aeroporto internacional maior, o Pearson. Os críticos perguntam por que razão terrenos ribeirinhos valiosos no centro da cidade deveriam ser utilizados para duplicar uma infraestrutura que já existe noutras partes da região. O argumento mais forte a favor é a conveniência. Um aeroporto maior no centro da cidade poderia proporcionar um acesso mais rápido a milhões de viajantes e apoiar o crescimento económico na maior cidade do Canadá. A questão torna-se, portanto, uma questão de prioridades…. deverá a zona ribeirinha de Toronto ser primordialmente um corredor de transportes, ou deverá continuar focada no lazer, na habitação, no espaço público e na gestão ambiental?
Na minha humilde opinião, Doug Ford conseguiu uma vitória política significativa na política do Ontário, tendo o primeiro-ministro provincial sido capaz de convencer a presidente do município de Toronto, Olivia Chow, e o Primeiro-Ministro do Canadá a aceitarem a expropriação e a avançarem com o Aeroporto da Ilha, algo que nenhum outro governo alguma vez conseguiu alcançar. Doug Ford fez o que nenhum outro político sozinho foi capaz de manobrar: este acordo com todos os níveis de governo sintonizados. Ter-se-ão os astros alinhado todos ao mesmo tempo ou foi Doug Ford que fez isto acontecer?
A expansão do Aeroporto Billy Bishop da Cidade de Toronto oferece benefícios económicos e de transporte claros. O aumento da conectividade, a criação de emprego e o acesso a empresas poderiam fortalecer a posição de Toronto como uma das principais cidades da América do Norte. No entanto, esses benefícios devem ser pesados face a custos substanciais, incluindo o ruído, os impactos ambientais, a pressão sobre os bairros circundantes e a potencial perda de oportunidades para a zona ribeirinha.
Se o acordo tripartido serve o interesse público depende em grande parte da visão de cada um sobre o que a zona ribeirinha de Toronto se deve tornar. Se o crescimento económico e a eficiência dos transportes forem os objetivos principais, a expansão parece atrativa. Se a preservação do espaço público ribeirinho, a qualidade de vida dos bairros e a sustentabilidade ambiental forem as prioridades, uma expansão significativa torna-se muito mais difícil de justificar.
O debate não é simplesmente sobre um aeroporto. É uma discussão mais ampla sobre a identidade futura da própria cidade de Toronto e sobre a forma como a cidade escolhe equilibrar o crescimento, a mobilidade e a qualidade de vida.
Ford parece ter ganho a batalha política para pôr em marcha a expansão do Billy Bishop, mas a luta mais ampla sobre se o projeto é uma boa ideia — e que parte dele acabará por ser construída — ainda continua em disputa.
Ame-se ou odeie-se, o Aeroporto da Ilha de Toronto domina uma coisa melhor do que a maioria dos aeroportos: manter uma cidade inteira a falar antes mesmo de os passageiros levantarem voo.
Se foi ou não uma “vitória” para Doug Ford, depende do ponto de vista de cada um.
Vincent Black/MS
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When Dwayne De Rosario wore the Canadian national team jersey, he could hardly have imagined that one day Canada would host matches for a FIFA World Cup. Considered one of the greatest players in the history of Canadian soccer, the former international closely followed the evolution of the sport in the country and believes that the 2026 World Cup represents a transformative moment for Canadian soccer.
Currently serving as a City of Toronto Ambassador for the 2026 FIFA World Cup, De Rosario sees the tournament as a unique opportunity to inspire future generations, strengthen national pride, and consolidate the growth that soccer has experienced over recent decades. In his opinion, the arrival of Major League Soccer in Canada was a deciding factor in changing the sport’s reality, creating new opportunities for young athletes and bringing communities together around the game.
In this interview with Milénio Stadium, he talks about the significance of seeing Canada host a World Cup, the expectations for the national team, the legacy he hopes to leave for the next generations, and Portugal’s chances in a competition that promises to capture the attention of the entire world.
Milénio Stadium: As a former Canadian international and current ambassador for the 2026 World Cup, what do you feel seeing Canada host matches for a men’s World Cup at home for the first time?
Dwayne de Rosario: An historic moment in Canada for sports but especially for the growth and movement around the game Soccer in Canada.
MS: Toronto and Vancouver will be at the centre of the soccer world’s attention for several weeks. What legacy do you hope this event leaves for future generations of Canadian players?
DdR: First to inspire the future and injecting a new sense of Canadian pride and passion we haven’t seen in this country
MS: When you represented Canada, did you imagine that the country could one day organize a World Cup of this scale? What has changed in Canadian soccer to make this possible?
DdR: Never dreamt we would be hosting a World Cup in Canada due to the lack of support and respect Soccer receives but the biggest factor is MLS coming to Canada that’s what sparked growth and opportunities for youth to strive to play in a professional league and environment, also for the soccer community to rally around and share passion around the game every weekend. This changed the landscape for the Soccer community!
MS: The Canadian national team currently enjoys unprecedented talent and visibility. What are your expectations for the team, and what do you consider to be a realistic goal for Canada in this tournament?
DdR: I personally am very proud and excited of the future of our National Team our players are doing extremely well in their personal journeys and collectively as a National Team. Now as an association and provenances governing bodies need to catch up with the talent on the field. We need more youth and new energy around decision making and taking our entire program to new heights.
MS: Portugal remains one of the most respected national teams in world soccer and generates enormous interest within the Luso-Canadian community. How do you assess Portugal’s chances in the World Cup, and who do you consider to be the main contender for the title in 2026?
DdR: Portugal has always been a country with talented players and a competitive team. They have very good chance to go far in the WC.
Madalena Balça/MS
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Hello, good morning, how have you been? Well, I hope. Regarding time, perhaps I can no longer answer you so literally. Because time, it flies by, it gallops. Before we blink an eye, booo, it’s Christmas!
Now tell me, if you want to, of course. What is your state of mind like for “dealing” with crowds during the World Cup matches?
Toronto will be the target of a temporary “invasion” of teams, entourages, fans, etc. A city that already has extreme difficulty “draining” its own traffic—imagine the chaos that will become part of the daily life for anyone who has to leave the house to go to work. Yes, because not everyone is a government employee (Federal or Provincial) who is being granted the opportunity to work from home on match days in Toronto.
Despite remaining the fourth-largest city in North America, one way or another, Toronto has never created a logistical system capable of making the city flow. Politician after politician, in the most varied leadership positions, only fill their “billboards” with promises—but, by the way, we actually know full well that, deep down, deep down… politicians all attend, without exception, the exact same learning classes.
The question arises… Will Portugal be in Toronto’s sights during the World Cup? Yes, there is a possibility that Portugal will play in Toronto! The National Team has qualified for the 2026 World Cup, and if they advance in the competition and finish second in the group stage, they have their Round of 32 match scheduled for July 2nd at BMO. If that happens, my friends, Toronto is truly going to STOP! So stay tuned for how these updates unfold.
I sincerely hope that this event takes place with serenity and very little incompetence on the part of the city and the entire organization, and that it counts on the cooperation of all its residents and thousands of visitors.
It is what it is and will always be worth what it’s worth.
The Ontario government has announced it is investing $1.7 billion to fund an additional 70,000 seats in high-demand sectors such as health care, STEM, education and the skilled trades at publicly assisted colleges and universities across the province.
According to a release, it is part of the government’s $6.4 billion new postsecondary funding model.
Since its launch in February, the province has invested $975 million to fund 30,000 more seats in health care, STEM and education. This recent announcement builds on that by launching a call for proposals supported by a further $730 million investment, to create 40,000 new seats across economy-driving programs including health care, teaching, STEM and skilled trades, for a total of 70,000 seats and $1.7 billion.
As part of the call for proposals, colleges and universities will engage with local businesses and employers in their community to submit a growth plan to the provincial government that ensures expanded seats are aligned with local labour market demands. The first of these seats will be open for students in the fall, the release adds.
Skills Ontario applauded the news, noting it is particularly encouraged by the focus on regional labour market alignment through the proposed Priority Growth Plans.
“This investment goes beyond increasing access — it’s about building a responsive and future-ready training system,” said Ian Howcroft, Skills Ontario CEO, in a statement. “By connecting education to local economic needs, we can better equip students to thrive while supporting the competitiveness of Ontario’s industries.”
AECOM has announced it has been awarded the top position on Defence Construction Canada’s (DCC) National Architecture and Engineering (A&E) Source List.
The multi-year program has a potential value of up to $270 million, explains a release, and will support the Department of National Defence (DND) in delivering infrastructure across Canada.
The contract comprises a three-year agreement with two additional one-year period options. AECOM will provide multidisciplinary architecture and engineering services spanning the full spectrum of planning, design and construction-phase support.
“As the largest source list ever issued by DCC in total maximum estimated value, this program represents a major investment in Canada’s defense infrastructure,” the release reads. “The source list selection process is specifically designed to provide DCC with the best value partners, and AECOM’s top position reflects the company’s superior value across technical merit, cost, and specialized defense experience.”
Work under the program will encompass the delivery of hangars and aircraft maintenance buildings, vehicle maintenance bays, high‑security office complexes, accommodations, mess facilities, recreational amenities and training facilities.
The release adds AECOM will also provide strategic planning services with long-term recapitalization plans and asset portfolio management.
“Across Canada, our local teams take deep pride in supporting the people and infrastructure that safeguard the nation,” said Richard Barrett, chief executive of AECOM’s Canada region, in a statement. “As we help DND prepare for future challenges, we will leverage our full architecture and engineering expertise, along with advanced energy modelling, asset management and innovative design solutions, to help deliver facilities that perform, endure, and meet the highest standards of safety and technical excellence.”
The City of Toronto is celebrating a major construction milestone for a new rental housing development in Scarborough that will include 80 affordable homes as part of efforts to accelerate housing construction across the city.
Mayor Olivia Chow, Scarborough-Woburn MP Michael Coteau and Scarborough Centre Coun. Michael Thompson joined representatives from The Rose Corporation and development partner Michael Langer on Friday to mark the “topping off” of 26 Gilder Dr., signalling the completion of the building’s structural framework.
The project, known as The Glenview, will deliver 341 rental units, including 80 affordable homes and 261 market-rate apartments. Located near Kennedy Station, the development is intended to provide residents with easier access to public transit, employment opportunities and community services. Occupancy is expected to begin in the second half of 2027.
It’s the first of 44 developments currently under construction through the City’s Rental Housing Supply Program (RHSP) to break ground in March 2025. City officials say the program is helping speed up the construction of new rental housing.
Toronto is contributing more than $11.4 million in financial incentives for the project, including development charge deferrals and waivers. The development is also supported by nearly $150 million in funding and financing from Canada Mortgage and Housing Corporation through its SEED and Apartment Construction Loan Program initiatives.
The milestone follows last week’s groundbreaking ceremony for another RHSP-supported purpose-built rental project at 72 Perth Ave. Together, the developments form part of the city’s broader strategy to expand rental housing supply and support home construction.
Once completed, the 44 RHSP projects currently underway are expected to deliver more than 11,000 new homes, including more than 6,200 rent-controlled or affordable units.
“Every Torontonian deserves a safe, affordable place to call home close to transit, jobs and the services they rely on,” Chow said in a statement. “By partnering with other levels of government and the private sector, we are cutting red tape and moving faster to build the homes Toronto needs.”
Thompson called the project especially meaningful for Scarborough residents seeking more affordable housing options close to transit and services.
“It’s clear that housing is one of the top priorities for people in Scarborough,” Coteau added, saying federal investments in housing are helping strengthen communities and create jobs.
Daniel Berholz, president of The Rose Corporation, said the project reflects a collaborative effort between the public and private sectors to address housing needs in the community.
“Simply put, this project would not have happened without their partnership,” Berholz said, referring to support from the City of Toronto and CMHC.
The Portuguese Pioneers Gallery and the Alliance of Portuguese Clubs and Associations of Ontario (ACAPO) hosted a special presentation for the book Flight Path Home: Stories of Family Migrations and Belonging, authored by Steven M. Silva.
The event brought together community members, families, educators, and literature lovers for an evening of reading, reflection, book signings, and sales of the work, which addresses themes such as migration, identity, memory, and the feeling of belonging.
Starting from his own family’s history, Steven Silva leads readers on a journey between the Island of Madeira, in Portugal, and Canada, revisiting memories, challenges, and achievements that marked the path of several generations. The work reflects on the emigration experience, the preservation of Portuguese roots, and how these stories continue to shape the identity and sense of belonging of Luso-Canadian families.
At the opening of the session, Manuel DaCosta, representing the Portuguese Pioneers Gallery, highlighted the importance of preserving the stories of Portuguese pioneers in Canada, underlining that works like this help keep the community’s collective memory alive and transmit this legacy to future generations.
Kátia Caramujo, representing ACAPO, also emphasized the cultural and educational value of the book, considering it an important testament to the experience of many Portuguese families who built a new life in Canada: “Presenting Flight Path Home during Portuguese Heritage Month in Canada is also a way to show that this celebration goes far beyond festivities and the Portugal Day Parade. It is equally an opportunity to value our history, our culture, and the stories that shaped the Portuguese community in Canada,” she stated.
During the presentation, Steven Silva explained that the work was born from a desire to better understand his family’s journey and to explore how migration experiences continue to impact the identity of subsequent generations: “It is a feeling of great pride to be here, in a space dedicated to Portuguese pioneers and during Portuguese Heritage Month in Canada. This book allowed me to reconnect with the past, strengthen family bonds, find myself through these stories, and better understand who I am. It is also a celebration of our identity, our traditions, and pride in our origins,” the author shared.
One of the most emotional moments of the evening featured the participation of four of Steven Silva’s former teachers – Gabriella Colussi Arthur, Maria João Maciel Jorge, Mary Di Biase Petrungaro, and Gabriela Sangiorgio – who recalled his academic journey and his dedication to learning and to his cultural roots.
Also in the spotlight was the author’s mother, Cesaltina Silva, who was visibly moved and stated: “It is a source of enormous pride to see my son doing what he loves and turning our family’s stories into a work that can inspire so many other people.”
The initiative concluded with a book signing session and camaraderie among the participants, celebrating not just the launch of a book, but also the stories, memories, and experiences that continue to unite the Luso-Canadian community and enrich the Portuguese cultural heritage in Canada.
Francisco Pegado/MS
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This text is a journey — literally and figuratively — through some of the greatest mysteries of modern life. Let’s laugh. But if you feel like crying: scream loudly!
Applause for Nothing and Other Unexplainable Airborne Traditions
I’ve never understood people who clap when the plane lands. I mean… why? The pilot just did… their job. Literally the function of a pilot: get the thing off the ground without killing anyone and, a few hours later, put it back down without turning the runway into a special episode of National Geographic: Air Disasters.
Clapping after landing is like applauding a journalist because they wrote an article: “Bravo! You managed to use verbs and punctuation!” Or like me starting to clap when Manuel Da Costa hands me my cheque: “Outstanding! You honored the agreement!”
Nobody lands a plane expecting a Coldplay-concert-style standing ovation. Imagine the absurdity in other professions. The plumber fixes your pipe: applause! The dentist finishes your root canal: everybody on your feet, ladies and gentlemen! The supermarket cashier scans the barcode without swallowing a plum: encore! encore!
So, besides landing the plane — which was already the Olympic minimum requirement of the profession — the pilot also manages to interrupt my only decent sleep at 36,000 feet. “Ladies and gentlemen, we have safely arrived.” Yes, excellent. That was precisely the package I paid for.
But no. There’s always that group of passengers reacting to the landing as if they had just witnessed the miracle of the loaves and fishes. Clapping. Smiles. Emotional people. All that’s missing is someone shouting: “He did it! The madman actually did it!”
Relax, people. We didn’t cross the Cape of Storms in a wooden boat. We just did Lisbon to Toronto sitting beside a man eating a tuna sandwich at seven in the morning loaded with garlic.
And then there’s always that hesitant applause on the plane… it starts with two highly enthusiastic people in the back, probably the same ones who thank the ATM when cash comes out. Clap… clap clap… and suddenly the cabin goes into crisis mode: “Do we join in? Is this tradition? Or are we just embarrassing ourselves?”
No, António. We’re in a bus with wings. That’s all.
And the logic should apply to everything: elevator reaches the ground floor — engineering genius. Wi-Fi works on the first try — immediate Nobel Prize. Microwave heats the lasagna without leaving frozen patches — practically Tesla reincarnated.
If we’re going to celebrate the basics, let’s do it properly: landing with confetti, marching band on the runway, giant banner: “Thank you for doing your job.” Meanwhile, the pilot inside is thinking: “…I landed. That was the plan.”
This is like a surgeon walking out and hearing: “He closed the abdomen! We never doubted him!”
But, to be clear: total respect for pilots. I just don’t understand the timing of the applause — which is always exactly when I had finally fallen asleep, neck folded into origami mode.
Deep down, my issue isn’t even with the clapping. It’s with the schedule of the clapping. Because it always happens at the exact second when I’m finally asleep, leaning against the window, neck in a clinically impossible position, discreetly drooling onto my jacket sleeve. Clap clap clap. I wake up. Not knowing whether we’ve arrived in Rome or a revolution has just begun.
And on planes, those women who, moments before landing, decide to perfume themselves in the microscopic bathroom, leaving the aircraft smelling powerful enough to kill any fly or mosquito. Or those people who travel dressed as though they were attending a Hollywood gala…
Anyway… now I’m going to applaud the baker because the bread arrived… shaped like bread and with salt.
The Tourist Flight Through Portuguese Reality (Turbulence Included)
Back home, the journey changes, and although I’m not a pilot, I’ll make the announcement:
“Ladies and gentlemen, dear community, welcome aboard special flight Month of Portugal – permanent commemorative edition, because here we celebrate everything until it stops making sense.
We would like to inform you that we are about to enter a zone of mild atmospheric instability — also known as everyday reality — where everything looks perfectly organized in PowerPoint, but in practice depends on someone still checking whether there’s a budget, a consensus, or whether the enthusiasm has already expired.
During the flight, you may experience normal phenomena such as: institutional smiles so wide they should be taxed; mandatory hugs with people who yesterday were ‘difficult’ but today are ‘strategic partners’; and that classic Portuguese specialty: total unity… until someone says ‘let’s align this better’ and the cabin enters emotional structural review.
Please note: today we are all moving in the same direction. Not thanks to GPS — that would be far too comfortable — but thanks to tradition. And tradition, as we know, means moving forward even when nobody is entirely sure where ‘forward’ actually is, but nobody wants to be the first to ask.
We ask that you remain seated, standing, or emotionally available, with your patriotic spirit in continuous-update mode.
If there is turbulence, do not be alarmed: it’s just the country testing, once again, our ability to survive minor tragedies with coffee, jokes, and highly functional resignation.
And remember: nothing is stronger than our national talent for improvising temporary solutions to permanent problems while confidently declaring, ‘This time it’s really going to work.’
We continue together… until the next brilliant idea nobody asked for but that will nevertheless move straight into production.”
We continue together until… the park bathroom, because I usually end up desperate, in urgent need, with planning done in the shape of a figure eight.
Unofficial Manual of Community Life: Where Nobody Knows Everything, But Everyone Has an Opinion
Community life is that place where everybody knows everybody… even when they’d rather not know quite that much.
It all begins with community meetings. The idea is to solve problems, but it usually turns into an opinion marathon, where someone always says, “In my day things were better,” and another replies, “But that was never solved anyway.”
In the end, a decision comes out… or at least the promise of one.
And just when it seems over, someone remembers “one quick matter” that lasts another forty minutes and reopens everything all over again.
The WhatsApp/Facebook group is another ecosystem altogether. It begins with an innocent “good morning, community” at six in the morning and, by the time you blink, there are already 83 messages, 19 repeated stickers, an unnecessary four-minute voice note, and a philosophical debate about a paranormal event.
At community events, everything is “simple and organized”… until it begins. Then it becomes queues, improvisation, someone forgetting something, and always one person saying, “But it turned out beautiful anyway.”
And there’s always someone who brings a box of pastries “just to help” and instantly becomes the official hero of the day.
And of course, there’s the classic “inspector neighbor,” who knows everything: who arrived, who left, who spoke too loudly, and who grabbed an extra chair without asking. They don’t need an agenda — they are the agenda.
In the end, community life is exactly that: a mixture of confusion, coexistence, and plenty of funny stories — because if you don’t take it lightly, you simply can’t keep up with the pace.
Yet somehow, between the chaos and the meetings that never end, there’s still that rare moment when everyone laughs together and pretends, “This time we’ll be more organized.”
And the eternal postponed promise remains: “Next time we’ll do it properly.”
I’ll finish, dear reader, as my friend Augusto Bandeira wrote in the previous edition of this newspaper:
“We can improve if we know how to listen. Many people make mistakes not out of bad intentions…”
Indeed, my friend — these days, only the foolish choose ignorance, and many people seem to have very small ears.
In an atmosphere of celebration, recognition, and community pride, the University of Toronto Portuguese Association (UTPA) held its 42nd Annual Gala at the Casa do Alentejo Community Centre in Toronto.
Founded in 1984, the association’s mission is to support Luso-Canadian students, promoting education, Portuguese culture, and community involvement throughout the year.
The event brought together students, families, community leaders, and political representatives in a moment of strong intergenerational connection and appreciation for the academic journey of the community’s youth.
At the opening of the ceremony, the president of the UTPA, Pedro Benevides, underlined the importance of the role of youth in the continuity of the Portuguese community: “Today we celebrate the young people who dedicate themselves to volunteering in our clubs and associations and who proudly represent Portuguese culture while pursuing their academic journeys. At UTPA, we believe that youth is one of the pillars of our community. They are the leaders of tomorrow and will play a fundamental role in taking the Portuguese community to new horizons.”
This was followed by the central moment of the evening: the presentation of 12 scholarships to students who stood out for academic excellence, leadership, and community involvement. This year’s recipients were Victoria da Silva, Raphael Mendes, Beatriz Simas, Vanessa Sousa, Leonor das Neves, Melanie Silva, Auriana da Costa, Evan Nunes, Matthew Goulart, Tomas Isabel, Arabella Rafie, and Daniel Braga.
In an atmosphere of emotion and recognition, the scholars took the stage to receive the distinction, emphasizing the impact this support will have on their academic and personal journeys.
Among them, Victoria da Silva highlighted the meaning of the journey that brought her to this moment: “I am very grateful for all the support I have received from the Portuguese community since day one. I had the good fortune of being part of the Queen’s Portuguese Association and working with MP Charles Sousa, experiences that contributed greatly to my personal and professional growth. Being part of the Portuguese community holds a very special meaning for me.”
Raphael Mendes also reinforced the feeling of gratitude and motivation upon receiving this distinction: “Being selected by the UTPA is a great honour and a reward for all the effort and dedication over the years. This scholarship will be an important support for me and my family, and it motivates me to continue my studies with even greater commitment.”
The words of the remaining scholars likewise reflected a collective recognition that this opportunity represents a vote of confidence in their potential.
The meaning of education as a pillar of the community was also emphasized by the political representatives in attendance. Among them, the Member of Parliament for the riding of Mississauga–Lakeshore, Charles Sousa, highlighted the evolution of the Portuguese presence in higher education over the last few decades: “I am very proud to be Luso-Canadian and to see our youth achieving more and more success. When I entered university, there were few of us; today, we see Portuguese students excelling in many fields. Education has always been a priority for our community, and initiatives like these scholarships help young people realize their potential and build a better future.”
In the same vein, the Consul General of Portugal in Toronto, Ana Luísa Riquito, highlighted the relevance of these initiatives in preserving and promoting Portuguese language, culture, and identity among the newer generations.
The gala continued with moments of camaraderie, traditional Portuguese gastronomy, and a performance by the Luso-Can Tuna, in an environment marked by sharing and pride in one’s roots.
The evening concluded with tributes, music, and dancing, reinforcing the UTPA’s commitment to supporting education and inspiring future generations of Luso-Canadians.