Normal view

Condenação de ex-capitão da Marinha é mantida pela Justiça fluminense

Logo Agência Brasil

A desembargadora Maria Sandra Kayat Direito, da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), negou provimento ao recurso da defesa do oficial da Marinha, Cristiano da Silva Lacerda.

A magistrada manteve a condenação pelos homicídios qualificados de Geraldo Pereira Coelho e Osélia da Silva Coelho, pais de seu ex-namorado, Felipe da Silva Coelho.

Notícias relacionadas:

Na decisão, foram mantidas a perda do cargo público de capitão da Marinha e a indenização mínima de R$ 200 mil por danos morais aos familiares das vítimas.

Os advogados de defesa queriam anular o julgamento alegando inépcia da denúncia, suposta violação da cadeia de custódia, cerceamento de defesa em razão de alegada amnésia do acusado, nulidade do laudo de insanidade mental e ausência de dolo em razão da ingestão de álcool e medicamentos. Todos os argumentos foram rejeitados.

A desembargadora destacou “que a denúncia atendeu aos requisitos legais e que o exame de insanidade mental concluiu que o réu era plenamente capaz de compreender o caráter ilícito de seus atos, além de ter sido afastada a tese de que a embriaguez ou o uso de medicamentos teriam excluído a responsabilidade penal”.

Ao analisar a dosimetria, Maria Sandra Kayat avaliou a necessidade de reduzir parcialmente a pena aplicada na sentença, afastando uma das circunstâncias judiciais negativas utilizadas para aumentar a pena-base, mas não acolheu a anulação do julgamento. Com isso, a condenação foi recalculada de 80 para 72 anos de reclusão.

“Nesse contexto, a ausência de confissão ou de arrependimento não constitui dado idôneo a justificar a negativação de circunstância judicial prevista no art. 59 do Código Penal, sob pena de indevida penalização pelo exercício de direito fundamental”.

O crime ocorreu em junho de 2022, no Jardim Botânico, zona sul do Rio, e foi motivado pelo inconformismo do réu com o fim do relacionamento amoroso com Felipe. Por isso, Cristiano matou os dois idosos a facadas para provocar sofrimento ao ex-companheiro.

O Conselho de Sentença reconheceu as qualificadoras de motivo torpe, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa das vítimas, além da causa de aumento de pena pelo fato de os crimes terem sido praticados contra pessoas idosas.

 

No segundo dia de Copa, EUA vence e Canadá empata

Logo Agência Brasil

O Canadá, um dos países-sede da Copa do Mundo 2026, começou perdendo para a Bósnia Herzegovina, na primeira rodada do Grupo B, no Toronto Stadium, nesta sexta-feira (12). O primeiro gol foi marcado por Jovo Lukic, aos 20 minutos do primeiro tempo para a Bósnia.

O gol dos anfitriões só saiu no segundo tempo. O atacante Cyle Larin, marcou aos 33 minutos para os canadenses.

Notícias relacionadas:

Esse foi o primeiro ponto marcado pelo Canadá na participação do país em Copas do Mundo. O retrospecto é de seis derrotas e um empate. Com o resultado, canadenses e bósnios somam um ponto cada, no grupo B.

Os outros dois adversários do Grupo B, Qatar e Suíça se enfrentam neste sábado (13), às 16h, no Levi’s Stadium, na Baia de São Francisco, nos Estados Unidos. Como detalhe: as duas seleções são estreantes em Copa do Mundo.

Grupo D

 

Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Group D - United States v Paraguay - Los Angeles Stadium, Inglewood, California, U.S. - June 12, 2026 Giovanni Reyna of the U.S. celebrates scoring their fourth goal with teammates IMAGN IMAGES via Reuters/Kiyoshi Mio Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Group D - United States v Paraguay - Los Angeles Stadium, Inglewood, California, U.S. - June 12, 2026 Giovanni Reyna of the U.S. celebrates scoring their fourth goal with teammates IMAGN IMAGES via Reuters/Kiyoshi Mio
Paraguai sofre goleada histórica da seleção dos Estado Unidos. Reuters/Kirby Lee - Reuters/KIRBY LEE/Proibida reprodução

Pelo Grupo D, Estados Unidos e Paraguai se enfrentaram às 22h, desta sexta, no SoFI Stadium, em Los Angeles.

A seleção norte-americana dominou a equipe paraguaia nos dois tempos da partida. Os americanos saíram na frente, logo aos 6 minutos, após Danián Bobadilla cortar mal um passe do atacante McKennie e marcar contra.

Ainda no primeiro tempo, os Estados Unidos fizeram mais dois gols com o atacante Folarin Balogun, aos 31 minutos e aos 49 minutos, ampliando o placar para 3 x 0.

No segundo tempo, o Paraguai diminuiu a diferença com o meia Maurício, paraguaio que joga no Palmeiras. O cronômetro marcava 72 minutos, quando Enciso achou Maurício na área adversária para marcar com tranquilidade.

Nos acréscimos, os Estados Unidos fizeram o quarto gol, completando a goleada histórica contra o Paraguai.

Estreia da seleção brasileira

Brasil e Marrocos se enfrentam às 19h (de Brasília) deste sábado (13), no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. A partida é válida pela primeira rodada do grupo C.

 

Carlo Ancelotti anuncia escalação da seleção brasileira para amistoso contra Panamá, em 30/05/2026 Carlo Ancelotti anuncia escalação da seleção brasileira para amistoso contra Panamá, em 30/05/2026
Carlo Ancelotti: Marrocos é um time bem organizado - Rafael Ribeiro/CBF

O técnico Carlo Ancelotti não escondeu a alegria em comandar a Seleção Brasileira em uma Copa do Mundo.

Nesta sexta-feira (12), véspera da estreia no Mundial, contra o Marrocos, ele comentou que vai desfrutar desta oportunidade com “alegria e felicidade”.

“É uma experiência nova. Ter a responsabilidade e a honra de representar o país do futebol, a seleção mais laureada do mundo. Duas coisas: responsabilidade e honra. Eu quero aproveitar esse momento com alegria e felicidade porque é um momento muito bonito da minha história”, celebrou.

Para Ancelotti, Marrocos é um time bem organizado, com qualidade em todos os aspectos.

“Temos que fazer um jogo completo. Não podemos esquecer de nada, defensivamente, ofensivamente ou em transição. Vigiar bem o nível defensivo, ter uma bola parada forte porque temos qualidade aí”, analisou.

“Marrocos é um dos melhores times da África. É um time muito bem preparado e forte”, concluiu Ancelotti.

Governo do RJ é condenado a pagar indenização por morte de crianças

Logo Agência Brasil

Nesta semana, de forma inédita, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro condenou o governo do estado a pagar indenização às famílias das primas Emily Vitória, de 4 anos, e Rebecca dos Santos, de 7 anos.

Elas foram mortas durante uma ação policial, em 4 de dezembro de 2020, na comunidade do Sapinho, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A ação ainda cabe recurso.

Notícias relacionadas:

A ação indenizatória, julgada procedente, foi proposta pela Defensoria Pública. O Tribunal condenou o estado do Rio de Janeiro não apenas a pagar indenização às famílias das meninas pelas mortes ocorridas no contexto de uma operação policial, mas foi além, condenou também o estado a pagar indenização específica em razão das graves falhas na investigação criminal.

De acordo com o defensor público André Castro, do Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos, responsável pelo caso, “a sentença do poder judiciário examina cuidadosamente o caso e vai verificar que a investigação não atendeu aos critérios necessários previstos em lei para uma apuração adequada e, portanto, falhou com as famílias ao buscar a verdade, tanto é que até hoje não se sabe quem são os responsáveis”, disse.

“Essa sentença traz esse aspecto muito importante, de certo modo inédito, que protege não só o direito a reparação, mas também o direito a verdade que as famílias têm. Direito a verdade que é o direito de saber quem foi o responsável ou responsáveis pelas mortes das meninas Emily e Rebecca”, afirmou Castro.

Na decisão, a juíza Cristiana Aparecida de Souza Donato determina o pagamento de indenização por danos morais e pensão aos familiares das vítimas.

A magistrada citou uma súmula do Supremo Tribunal Federal na qual diz que o “Estado é responsável na esfera cível por morte ou ferimento decorrente de operações de segurança pública, nos termos do risco administrativo”.

Ainda segundo a súmula, a perícia inconclusiva sobre a origem do disparo fatal durante operações policiais e militares “não é suficiente, por si só, para afastar a responsabilidade civil do Estado, por constituir elemento indiciário”.

Caso

As crianças brincavam do lado de fora da casa quando foram atingidas por um único tiro de fuzil. O disparo ocorreu em meio a uma ação da Polícia Militar, no momento em que a viatura policial passava com dois militares, armados de fuzil, na frente da rua onde as meninas estavam.

De acordo com a ação judicial, testemunhas informaram ter visto um flash de luz saindo de dentro da viatura. Já as investigações policiais acabaram concluindo que o disparo necessariamente teria vindo do outro lado da rua, de supostos criminosos que nunca foram identificados, o que resultou num processo criminal contra os líderes do tráfico local.

O laudo de confronto de balística indica que os fuzis portados pelos policiais eram compatíveis com o projétil que atingiu as duas crianças, “embora não pudesse afirmar com certeza, que o disparo fora efetuado por alguma daquelas armas usadas pelos PMs”, diz o texto.

De acordo com a Defensoria Pública do Rio de Janeiro “esse processo, no entanto, acabou sendo arquivado por falta de provas e a conclusão que se tem é que até hoje não se sabe quem são os responsáveis pela morte das meninas”.

Reconstrução

Para o Projeto Mirante, projeto de pesquisa sediado na Universidade Federal Fluminense (UFF), a decisão é uma “vitória histórica”.

Pesquisadores do projeto atuaram na reconstrução do caso, que envolveu medições nas ruas, conversas com moradores e familiares, e muita técnica, incluindo reconstrução 3D.

Nas redes sociais, a pesquisadora Liliana Sanjurjo comentou a atuação do projeto:

“A gente observou muitas falhas sobretudo no laudo de reprodução simulada que foi feito na época do inquérito e faltavam uns elementos para a conclusão”, disse.

Com o cruzamento de informações, imagens e localização de GPS, segundo Sanjurjo, foi possível comprovar “que de fato havia uma viatura da polícia no exato momento do incidente”. 

Nota do governo

O Governo do Estado do Rio de Janeiro diz, por meio de nota, que aguarda ainda a análise da Justiça dos embargos de declaração feitos pela a Defensoria Pública para decidir se entrará ou não com recurso de apelação contra a sentença judicial.

Segundo o governo, a investigação conduzida pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense concluiu que os disparos que atingiram as vítimas não partiram dos policiais militares investigados.

“Com base nos laudos periciais e demais provas técnicas reunidas ao longo da apuração, o Ministério Público requereu o arquivamento do procedimento em relação aos agentes de segurança. As investigações também identificaram a participação de dois traficantes nos fatos, que foram indiciados pela Polícia Civil”, ressaltou.

A nota diz ainda que, durante a investigação, foram realizadas diversas diligências, oitivas de testemunhas, perícia no local, exames balísticos, perícias nos corpos das vítimas, reprodução simulada dos fatos e análise de todos os elementos probatórios disponíveis.

Violência armada

Segundo a plataforma Futuro Exterminado, que reúne dados de crianças e adolescentes que foram vítimas de armas de fogo, entre 2016 e 2026, 778 foram baleadas, sendo que 347, durante operações policiais, no Rio de Janeiro e região metropolitana. Dessas, 342 morreram. Em 2020, foram 62 baleados e, desses, 26 morreram, entre elas, Emily e Rebecca.

PM do Rio reforça policiamento durante jogos da seleção brasileira

Logo Agência Brasil

Os locais de grande concentração de torcedores terão reforço no policiamento durante os jogos da Seleção Brasileira no Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Militar (PM) fluminense, a corporação “vai mobilizar um amplo aparato policial e tecnológico para garantir a segurança”.

Neste sábado (13), quando o Brasil estreia na Copa do Mundo 2026, nos Estados Unidos, contra o Marrocos, às 19h, no estádio MetLife Stadium, em Nova Jersey, as unidades operacionais e especializadas da PM vão atuar em diversos bairros da cidade do Rio e em municípios da Baixada Fluminense, da região metropolitana, Costa Verde e do interior do estado.

Notícias relacionadas:

Na região da Grande Tijuca, na zona norte da capital, 246 policiais militares do 6º BPM reforçarão a segurança nos eventos organizados nas ruas Jorge Rudge, Pereira Nunes e Zulmira, além do tradicional Alzirão, na Tijuca, que há 48 anos, recebe milhares de torcedores nos jogos da Copa do Mundo.

Na zona sul, mais 200 policiais militares estarão mobilizados na segurança dos torcedores que acompanharão os jogos transmitidos em um telão na Fan Fest, na Praia de Copacabana, altura da Avenida Princesa Isabel.

A região terá ainda o reforço no patrulhamento com motocicletas, além de 20 viaturas e a presença de policiais dos batalhões de Ações com Cães e de Rondas Especiais e Controle de Multidões.

“As equipes de motociclistas realizarão rondas em toda a extensão da Avenida Atlântica, na orla da praia de Copacabana, com o objetivo de ampliar a sensação de segurança para moradores, turistas e torcedores, além de atuar na prevenção e repressão aos crimes de roubo e furto”, informou a PM.

O planejamento operacional também prevê o emprego de recursos tecnológicos, monitoramento em tempo real e reforço do policiamento ostensivo em áreas de grande circulação de pessoas, garantindo pronta resposta a eventuais ocorrências e contribuindo para que a população possa acompanhar os jogos com tranquilidade e segurança.

❌