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Também penta, seleção de futebol de cegos terá filme exibido nos EUA

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O Brasil estreia na Copa do Mundo neste sábado (13), às 19h (horário de Brasília/18h local), no Metlife Stadium, em Nova Jersey, contra Marrocos. Mais cedo, no mesmo dia, outra equipe verde e amarela e pentacampeã mundial estará em evidência, a cerca de 15 quilômetros dali. Às 16h (15h em Nova Jersey), o Museu de Arte de Newark exibe "O Jogo Mais Difícil", um documentário sobre a preparação da seleção brasileira de futebol de cegos para a Paralimpíada de Paris (França), em 2024.

A sessão é aberta ao público e tem entrada gratuita. Após o filme, o museu transmitirá, ao vivo, a estreia brasileira na Copa, com sede nos Estados Unidos, México e Canadá.

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Além de mostrar a rotina a jornada rumo à última Paralimpíada, dos treinos em João Pessoa (PB) a competições em França e Inglaterra, o documentário traz peculiaridades do esporte, como a importância da orientação espacial, da comunicação frequente, do tempo de reação e do domínio técnico. A obra foi lançada em novembro do ano passado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) em parceria com a Bushatsky Filmes.
seleção brasileira de futebol de cegos é homenageada no filme O jogo mais difícil - 2026 seleção brasileira de futebol de cegos é homenageada no filme O jogo mais difícil - 2026
Documentário acompanha a jornada da seleção de futebol de cegos na Paralimpíada de Paris, onde foi medalha de bronze. Os brasileiros também colecionam cinco títulos mundiais - Divulgação/O Jogo Mais Difícil

No futebol de cegos, são cinco jogadores de cada lado e a bola tem um guizo, que permite a orientação de quem está em campo por meio da audição. Os atletas de linha utilizam uma venda escura para aqueles com baixa visão não se sobressaírem contra os que não podem ver. Os goleiros são os únicos que enxergam.

O Brasil é a maior potência do futebol de cegos. São cinco medalhas de ouro paralímpicas nas seis edições em que a modalidade foi disputada. A única vez que o país não esteve no topo do pódio foi exatamente a de Paris, com a eliminação para a Argentina na semifinal. A seleção verde e amarela ficou com o bronze. A anfitriã França foi a campeã.

Os brasileiros têm, ainda, cinco títulos mundiais. No ano que vem, a busca pelo hexa será em casa, no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, em outubro.

Com Ederson, Brasil reúne representantes de 78 clubes em Copas

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A convocação do volante Ederson para o lugar do lateral-direito Wesley, cortado por contusão, incluiu a Atalanta na história de participações da seleção brasileira em Mundiais. O clube italiano se tornou o 78º a ter um jogador representando o Brasil em Copa do Mundo. A lista completa reúne 23 equipes do país e 55 do exterior.

O elenco atual do técnico italiano Carlo Ancelotti inseriu seis novos clubes na estatística. A lista com os 26 nomes originalmente chamados pelo treinador já contava com representantes inéditos dos sauditas Al-Ahli (o zagueiro Ibañez) e Al-Ittihad (o volante Fabinho), dos ingleses Brentford (Igor Thiago) e Bournemouth (o também atacante Rayan) e do turco Fenerbahçe (o goleiro Ederson).

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Se seguisse entre os convocados, Wesley seria o 11º atleta da Roma a vestir a camisa do Brasil em uma Copa. Entre os estrangeiros, o time italiano é o terceiro com mais representantes, ao lado do francês Paris Saint-Germain (PSG) e atrás somente dos espanhóis Real Madrid (14) e Barcelona (12). A Inter de Milão, também da Itália (nove), completa o top-5. 
Soccer Football - Serie A - AC Milan v Atalanta - San Siro, Milan, Italy - May 10, 2026 AC Milan's Ruben Loftus-Cheek in action with Atalanta's Ederson and Marten de Roon REUTERS/Daniele Mascolo Soccer Football - Serie A - AC Milan v Atalanta - San Siro, Milan, Italy - May 10, 2026 AC Milan's Ruben Loftus-Cheek in action with Atalanta's Ederson and Marten de Roon REUTERS/Daniele Mascolo
Ederson, volante da Atalanta (à esquerda na foto), foi convocado para o lugar do lateral-direito Wesley, cortado por lesão. O clube italiano é 78º a ter representantes brasileiros no Mundial - - Reuters/Daniele Mascolo/proibida reprodução

Considerando as ligas do exterior que cederam jogadores à seleção brasileira, a troca de Wesley por Ederson não impacta a liderança, que segue com a Itália. São 44 convocados desde 1982, quando o ex-volante Paulo Roberto Falcão, à época na Roma, abriu a porteira.

Para 2026, porém, o Campeonato Inglês foi o que mais teve jogadores chamados para vestir a camisa do Brasil: oito. A liga chegou a 34 convocados mundialistas pela seleção verde e amarela e assumiu o segundo lugar, ultrapassando a Espanha (33), que teve somente os atacantes Raphinha (Barcelona) e Vinícius Júnior (Real Madrid) lembrados desta vez.

As presenças de Ibañez e Fabinho incluíram a liga saudita entre as que tiveram jogadores chamados para representar a seleção brasileira em Copas. São 17 países diferentes. Além da Arábia e do trio que lidera a estatística, aparecem França (18), Alemanha (14), Portugal (nove), Japão, Ucrânia, Rússia (três cada), Turquia (dois), China, Uruguai, Grécia, Holanda, México e Canadá (um cada).

Domínio glorioso

Entre os clubes brasileiros, o Botafogo segue como o que mais teve nomes defendendo a Amarelinha em Mundiais. O volante Danilo Santos se tornou a 48º convocação do Glorioso, que é seguido pelo São Paulo (46). O Flamengo, com as presenças dos zagueiros Danilo e Léo Pereira, do lateral-esquerdo Alex Sandro e do meia Lucas Paquetá na edição deste ano, aparece em terceiro, com 39 representantes, abrindo vantagem para os rivais Vasco, com 35, e Fluminense, com 32.

Outras 19 equipes do país tiveram atletas defendendo o Brasil em Copas desde 1930. O Santos, graças ao atacante Neymar, chegou a 25 nomes e ultrapassou o Palmeiras (24).

Sem representantes no elenco de 2026, Corinthians (23), Atlético-MG (12) e Cruzeiro (11) completam o top-10. E a lista ainda reúne Grêmio (nove), Internacional (oito), Portuguesa (seis), Ponte Preta (cinco), Bangu, São Cristóvão (ambos quatro), América-RJ (três), Guarani, Ypiranga-RJ (dois), Americano-RJ, Americano-RS, Athletico-PR e Portuguesa Santista (um cada).

Brasileirão tem recorde de jogadores convocados para uma Copa do Mundo

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Sete entre as 48 seleções da Copa do Mundo, que inicia nesta quinta-feira (11), possuem jogadores que atuam no Campeonato Brasileiro. Ao todo, são 32 atletas, que representam dez clubes da primeira divisão.

A marca supera o recorde anterior, de 27 nomes, na edição de 1974, sendo que 22 representavam a própria equipe verde e amarela - os demais estiveram distribuídos por três seleções (Uruguai, Chile e Argentina). Além disso, o número é 357% maior que o da Copa passada, em 2022, que reuniu somente sete jogadores que atuavam no Brasil.

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"Os grandes [times] brasileiros não têm tantos concorrentes [de mercado] no continente quanto os ingleses, que competem com clubes como Real Madrid, Barcelona [ambos da Espanha], Bayern de Munique [Alemanha], Paris Saint-Germain [França], entre muitos outros", analisou, via assessoria de imprensa, Marcos Casseb, sócio da Roc Nation Sports Brazil, empresa que atua com gerenciamento de carreira.
Piquerez, Palmeiras, zagueiro Piquerez, Palmeiras, zagueiro
Joaquín Piquerez (foto), lateral do Palmeiras, defenderá a seleção uruguaia, assim como Guillermo Varela, Nico de la Cruz e Giorgian de Arrascaeta, que atuam no Flamengo - Cesar Greco/Palmeiras/proibida reprodução

Três países dividem o protagonismo: Brasil, Uruguai e Paraguai. Cada um tem sete atletas do Brasileirão nas respectivas seleções.

O time brasileiro conta com quatro nomes do Flamengo: os zagueiros Danilo e Léo Pereira, o lateral-esquerdo Alex Sandro e o meia Lucas Paquetá. Completam a relação de quem atua por aqui o goleiro Weverton (Grêmio), o volante Danilo Santos (Botafogo) e o atacante Neymar (Santos).

Na seleção uruguaia, a maioria dos convocados também vem do Rubro-Negro: o lateral Guillermo Varela e os meias Nico de la Cruz e Giorgian de Arrascaeta. Do Palmeiras, foram chamados o lateral Joaquín Piquerez e o volante Emiliano Martínez. Outros dois clubes do Brasileirão representados na Celeste Olímpica são o Internacional, com o goleiro Sérgio Rochet; e o Fluminense, com o atacante Agustín Canobbio.

A equipe paraguaia, por sua vez, tem o Verdão em destaque, com três nomes: o zagueiro Gustavo Gómez, o meia Maurício (que é brasileiro naturalizado) e o atacante Ramón Sosa. Também jogam no Brasileirão os zagueiros Fabian Balbuena (Grêmio) e Junior Alonso (Atlético-MG), o volante Damián Bobadilla (São Paulo) e o atacante Isidro Pitta (Red Bull Bragantino).

Outra equipe com três convocados de um mesmo clube do Brasil é a do Equador: o lateral Ángelo Preciado, o volante Alan Franco e o atacante Alan Minda, todos do Atlético-MG. A seleção tricolor conta, ao todo, com cinco atletas que jogam por aqui. Os demais são o zagueiro Felix Torres (Internacional) e o atacante Gonzalo Plata (Flamengo).

País que mais cresceu em representatividade no Brasileirão nas últimas cinco temporadas, a Colômbia convocou quatro dos 26 atletas que estão na Série A: os meias Juan Portilla (Athletico-PR) e Jorge Carrascal (Flamengo)  e os atacantes Jhon Arias (Palmeiras) e Andrés Gómez (Vasco).

Por fim, duas seleções têm, cada uma, um atleta do Brasileirão. Atual campeã, a Argentina convocou o centroavante Flaco Lopez, do Palmeiras. Desde a Copa de 2006, quando foram chamados o volante Javier Mascherano e o atacante Carlos Tévez, então no Corinthians, os hermanos não chegavam ao Mundial com jogadores atuando no Brasil.

Já o Corinthians será representado na Copa pelo atacante Memphis Depay. O camisa 10 é o maior artilheiro da história da seleção holandesa, com 54 gols. É a primeira vez que um atleta europeu é convocado para o Mundial jogando no Brasileirão.

"O futebol brasileiro deixou de ser apenas um exportador de talentos e passou a se posicionar também como um mercado estratégico dentro da cadeia global do esporte", concluiu, também por meio de comunicado à imprensa, Alexandre Frota, diretor-executivo da FutPro Expo, evento sobre a indústria do futebol, que ocorreu em Fortaleza no começo de maio.

Received — 7 June 2026 Agência Brasil

Brasil supera Egito em último compromisso antes da Copa do Mundo

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Os testes chegaram ao fim para o técnico Carlo Ancelotti. Neste sábado (6), a seleção masculina do Brasil realizou o último amistoso preparatório para a Copa do Mundo. Já em solo norte-americano, os brasileiros superaram o Egito por 2 a 1 no Huntington Bank Field, em Cleveland, diante de mais de 64 mil torcedores.

O próximo compromisso do Brasil já será o primeiro da caminhada em busca do sexto título. No próximo sábado (13), às 19h (horário de Brasília), a seleção canarinho estreia na Copa do Mundo contra Marrocos, no MetLife Stadium, em Nova Jersey.

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No dia 19 de junho, às 21h30, o confronto será diante do Haiti, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia. No dia 24, os brasileiros finalizam a participação no Grupo C contra a Escócia, às 19h, no Hard Rock Stadium, em Miami.

Como esperado, Ancelotti promoveu várias mudanças em relação ao time que iniciou a goleada contra o Panamá no domingo passado (31 de maio), por 6 a 2, no Maracanã. Os zagueiros Léo Pereira e Bremer, o lateral-esquerdo Alex Sandro e os atacantes Matheus Cunha e Luiz Henrique, titulares no Rio de Janeiro, deram lugar, respectivamente, a Ibãnez, Marquinhos, Lucas Paquetá e Igor Thiago contra o Egito.

O atacante Neymar, que se recupera de uma lesão na panturrilha direita, sofrida na derrota do Santos para o Coritiba, por 3 a 0, na Neo Química Arena, em São Paulo, em 17 de maio, pelo Campeonato Brasileiro, sequer viajou para Cleveland. O camisa 10 permaneceu em tratamento na concentração da seleção verde e amarela, em Nova Jersey.

Os primeiros minutos foram de falhas cruciais, decisivas para a rede balançar. Aos seis, o volante Mohannad Lashin demorou a decidir para que lado sair jogando e foi desarmado na entrada da área por Bruno Guimarães, que bateu na saída do goleiro Mostafa Shobeir.

Quatro minutos depois, foi a vez de Marquinhos recuar sem força para Alisson e o atacante Mostafa Abdelraouf, conhecido pelo apelido Ziko em referência ao ídolo do Flamengo, antecipar-se e aproveitar para empatar a partida.

Aos 15 minutos, preocupação com Wesley. O lateral-direito sentiu a virilha após uma finalização e teve de ser substituído por Danilo. O ex-jogador do Flamengo, atualmente na Roma (Itália), não segurou as lágrimas no banco de reservas, ainda sem detalhes de uma possível lesão.

O Brasil tentou não diminuir o ritmo após o gol de Ziko e o baque pela saída de Wesley e acumulou chances perdidas. Aos 25 minutos, Vinícius Júnior foi lançado pela esquerda e invadiu a área com liberdade, mas o chute de direita saiu fraco, para defesa de Shobeir.

Sete minutos depois, foi a vez do também atacante Raphinha parar no goleiro egípcio, em finalização de dentro da área, buscando o canto direito. Já aos 37, Igor Thiago recebeu de Bruno Guimarães entre os zagueiros e também arriscou, forçando Shobeir a fazer outra grande intervenção.

A exemplo do amistoso contra o Panamá, Ancelotti voltou para o segundo tempo com a equipe bastante modificada. Saíram Alisson, Marquinhos, Ibañez, Casemiro, Bruno Guimarães, Lucas Paquetá, Vinícius Júnior e Igor Thiago para as entradas de Weverton, Bremer, Léo Pereira, Fabinho, Danilo Santos, Luiz Henrique, Matheus Cunha e Endrick.

E foi dos pés deste último que saiu o segundo gol brasileiro. Aos seis minutos, Raphinha ficou com a sobra de uma bola recuperada no campo ofensivo e cruzou rasteiro, da esquerda, para Endrick chegar batendo na área e recolocar a seleção de Ancelotti na frente.

As substituições, de ambos os lados, diminuíram a intensidade do jogo. O técnico italiano ainda colocou Alex Sandro e Gabriel Martinelli nas vagas de Douglas Santos e Raphinha. Um time inteiro de alterações, com pouca criação de oportunidades fora o lance do segundo gol.

No lado egípcio, o atacante Mohammed Salah, astro do futebol mundial que está de saída do Liverpool (Inglaterra), entrou na etapa final, mas pouco acrescentou. A rede acabou não mais balançando em Cleveland.

Em virada relâmpago, seleção brasileira feminina vence Estados Unidos

O Brasil levou a melhor no primeiro de dois amistosos em casa diante da seleção mais tradicional e vitoriosa do futebol feminino. Neste sábado (6), as brasileiras derrotaram os Estados Unidos, tetracampeões mundiais e donos de cinco ouros olímpicos, por 2 a 1, de virada, na Neo Química Arena, em São Paulo.

Esta foi apenas a quinta vitória da equipe canarinho sobre as norte-americanas, em 44 jogos entre os países na história. Curiosamente, o segundo triunfo seguido. No último embate, em 8 de abril de 2025, as brasileiras ganharam por 2 a 1 no PayPal Park, em San José, alcançando o primeiro resultado positivo diante das rivais na casa delas.

Considerando o histórico de confrontos entre as seleções em solo brasileiro, o Brasil chegou a três triunfos em sete partidas, com dois empates e duas derrotas. Os times se reencontram nesta terça-feira (9), às 21h30 (horário de Brasília), na Arena Castelão, em Fortaleza.

O técnico Arthur Elias mandou o Brasil a campo com a goleira Lelê, as zagueiras Mariza, Isa Haas e Thais Ferreira; a lateral Isabela pelo lado direito e Taina Maranhão na ala esquerda; as volantes Angelina e Duda Sampaio e as atacantes Kerolin, Dudinha e Bia Zaneratto. A craque Marta, em transição após se recuperar de um edema na coxa esquerda, ficou no banco de reservas, mas sabendo que não iria entrar em campo.

O duelo começou eletrizante. Pressionando a saída de bola do Brasil, as norte-americanas saíram na frente com apenas um minuto de jogo. A meia Lily Yohannes desarmou Mariza na intermediária e a atacante Sophie Wilson aproveitou a sobra para se aproximar da área e chutar rasteiro, no canto direito de Lelê, que não chegou a tempo para efetuar a defesa.

As brasileiras não se intimidaram e se lançaram ao ataque. Aos seis minutos, Bia Zaneratto avançou pela direita, encarou a marcação e tentou a batida cruzada. O chute não saiu forte e sobrou com Dudinha, que finalizou de primeira, quase da marca do pênalti, mas por cima da meta adversária.

Não demorou para o empate sair. Aos dez minutos, Isabela cruzou pela direita e Taina Maranhão, de cabeça, escorou no contrapé da goleira Mandy McGlynn, para deixar tudo igual. Três minutos depois, Bia Zaneratto virou o placar. Ela arrancou desde o círculo central, entrou na área e rolou para Dudinha, que retribuiu a gentileza. A Imperatriz teve tempo de dominar e mandar para as redes.

Apesar de não terem saído mais gols no primeiro tempo, as equipes mantiveram a postura ofensiva. O Brasil conseguiu ocupar o campo de ataque por mais tempo e dar bastante trabalho à marcação adversária. As norte-americanas, com dificuldades, assustaram aos 44 minutos, quando Wilson ficou frente a frente com Lelê, dentro da área, mas parou duas vezes na goleira do Corinthians.

Na volta do intervalo, os Estados Unidos adotaram uma posição mais agressiva, dificultando a saída de bola do Brasil. Aos 12 minutos, a pressão norte-americana quase surtiu efeito, com um bate-rebate que terminou em chute rasteiro da lateral Avery Patterson que Isa Haas conseguiu antecipar e desviar para escanteio com a ponta do pé.

Para dar sangue novo à equipe brasileira, Arthur trocou, inicialmente, Angelina e Taina Maranhão por Yaya e Ludmila, respectivamente. Depois, promoveu quatro alterações, com Lorena, Rafaelle, Aline Gomes e Gio Garbelini nos lugares de Lelê (que deixou o campo com dores), Thais Ferreira, Kerolin e Bia Zaneratto.

O Brasil conseguiu equilibrar as ações e teve alguns contra-ataques, mas não teve êxito. Aos 45, Gio Garbelini teve grande chance, cara a cara com McGlynn, mas o chute por cobertura saiu fraco e a goleira conseguiu a defesa.

Nos acréscimos, a meia Jaedyn Shaw, após outro bate-rebate, desperdiçou a oportunidade do empate quase na pequena área, chutando por cima da meta. Apito final e festa dos mais de 31 mil torcedores presentes na Neo Química Arena.

Vitória vira sobre Fortaleza e conquista o penta da Copa do Nordeste

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Pela quinta vez na história, a Copa do Nordeste é do Esporte Clube Vitória. Neste sábado (6), o Leão rubro-negro derrotou o Fortaleza por 2 a 1 no Barradão, em Salvador, repetindo o placar do triunfo no jogo de ida, na última terça-feira (2), na Arena Castelão, na capital cearense.

Campeão em 1997, 1999, 2003, 2010 e, agora, 2026, o time comandado por Jair Ventura retoma o posto de maior vencedor da competição, perdido no ano passado para o arquirrival Bahia, a quem volta a igualar.

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O Leão do Pici, que tinha ficado com a taça nas três ​anteriores em que decidiu o torneio (2019, 2022 e 2024), amargou um inédito vice-campeonato.

Nas contas do Vitória, porém, este é o sexto título e, não, o quinto. O clube entende que o Torneio José Américo de Almeida Filho, de 1976, organizado pela Federação Paraibana de Futebol, tem o peso de uma Copa do Nordeste.

Há um pleito junto a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), realizado em 2021 e que também envolve o Náutico, pelo reconhecimento de conquistas regionais anteriores a 1994.

Prêmio

Com o título, o Leão rubro-negro garante vaga antecipada à terceira fase da Copa do Brasil do ano que vem. Além disso, o clube assegurou, durante a campanha, um acumulado de R$ 6,5 milhões, sendo R$ 1 milhão pelo triunfo na decisão.

O herói do penta foi Emmanuel Martínez. Aos 26 minutos do segundo tempo, quando o Vitória perdia por 1 a 0 graças a um gol de Luiz Fernando na etapa inicial, o também atacante Erick bateu escanteio rasteiro pela direita e o meia argentino, livre, próximo da entrada da área, chutou de primeira, no ângulo direito do goleiro João Ricardo.

O Fortaleza se lançou com tudo ao ataque para recuperar a vantagem de um gol e, pelo menos, levar a decisão para os pênaltis, sem sucesso.

Pelo contrário. Aos 45, Martínez afastou a bola com um chutão desde o campo de defesa e deu o contra-ataque para Renato Kayzer. O centroavante invadiu a área e bateu rasteiro para virar o placar e decretar o título.

Received — 6 June 2026 Agência Brasil

Invicto, Brasil enfrenta campeãs olímpicas na Liga das Nações de Vôlei

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A semana de abertura da Liga das Nações de vôlei feminino termina neste domingo (7). A seleção brasileira, uma das anfitriãs da primeira sequência de jogos do torneio, tem pela frente a Itália, atual campeã olímpica e líder do ranking mundial, no Ginásio Nilson Nelson, em Brasília, às 14h30 (horário local). O canal da Federação Internacional da modalidade (FIVB) transmite a partida ao vivo.

Na primeira fase da Liga das Nações, que reúne 18 seleções, as equipes fazem 12 jogos em três sedes diferentes, com quatro partidas em cada. Além de receber os duelos desta primeira semana, o Brasil terá confrontos em Ancara (Turquia) e Osaka (Japão). As oito melhores campanhas vão à fase final, em Macau, região administrativa pertencente à China.

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O duelo contra as italianas será o quarto e último do Brasil nesta sequência em casa, em que a seleção comandada por José Roberto Guimarães acumula três vitórias em três jogos. A mais recente na tarde deste sábado (6), sobre a Bulgária, por 3 sets a 0, com parciais de 25/23, 25/17 e 25/13, diante de aproximadamente nove mil torcedores no ginásio da capital federal.

A oposta Tainara, com 14 pontos (11 de ataque e três aces - quando a jogadora saca e as adversárias não evitam que a bola atinja a quadra), foi o principal nome do Brasil na partida. As centrais Júlia Kudiess e Diana também se destacaram, atingindo, cada uma, a marca de cem pontos de bloqueio na história da Liga das Nações, disputada desde 2018.

As vitórias anteriores foram conquistadas sobre Holanda e República Dominicana, nas últimas quarta-feira (3) e quinta-feira (4), ambas por 3 sets a 1. As brasileiras perseguem um título inédito, após três vice-campeonatos, em 2021, 2022 e 2025. No ano passado, o revés na decisão foi justamente para a Itália.

Ministro do Esporte entrega marco regulatório da Copa Feminina à Fifa

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O ministro do Esporte, Paulo Henrique Cordeiro, apresentou ao presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Gianni Infantino, o marco regulatório completo da Copa do Mundo Feminina de 2027, sancionado na terça-feira passada (2) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O encontro foi em Miami (Estados Unidos), na última sexta-feira (5).

Na reunião, Cordeiro também mostrou o andamento de ações para a realização do evento em solo brasileiro, com a conclusão das inspeções técnicas nas oito sedes do torneio. Estão confirmadas as cidades do Rio de Janeiro (Maracanã), Salvador (Casa de Apostas Arena Fonte Nova), São Paulo (Neo Química Arena), Belo Horizonte (Mineirão), Brasília (Arena Mané Garrincha), Fortaleza (Arena Castelão), Porto Alegre (Beira-Rio) e Recife (Arena de Pernambuco).

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"O Brasil está cumprindo todos os compromissos assumidos desde a candidatura. A sanção do marco regulatório representa um passo decisivo para garantir segurança jurídica, organização e excelência na realização do torneio. Estamos construindo as condições para fazer da Copa do Mundo Feminina de 2027 um marco para o esporte brasileiro e para o futebol feminino mundial", afirmou o ministro, em comunicado enviado pelo Ministério do Esporte.

Infantino afirmou que a federação tem confiança de que o evento "será um sucesso".

"Teremos um impacto mundial incrível, que vai mudar o esporte feminino, porque será no Brasil. Fifa e Brasil estão juntos nessa missão", completou Infantino, no mesmo comunicado à imprensa.

A Copa Feminina será realizada entre os dias 24 de junho e 25 de julho de 2027. Além do Brasil, mais dez seleções já estão confirmadas. Seis delas se credenciaram por meio da Copa da Ásia: Austrália, China, Coreia do Norte, Coreia do Sul, Filipinas e Japão. A Nova Zelândia venceu as eliminatórias da Oceania e a Alemanha, na última sexta-feira (5), tornou-se o primeiro classificado na Europa.

Também na sexta, Argentina e Colômbia asseguraram as respectivas vagas restando ainda uma rodada para o fim da Liga das Nações, eliminatória da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) para definir os dois países classificados ao Mundial e outros dois que vão para uma repescagem internacional, prevista para ocorrer entre novembro e fevereiro. Venezuela, Equador, Paraguai e Peru ainda estão na briga.

Guto Miguel se torna 1º brasileiro campeão juvenil em Roland Garros

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O goiano Luiz Augusto Queiroz Miguel, de 17 anos, fez história em Paris (França) neste sábado (6). Guto, como é conhecido, tornou-se o primeiro brasileiro a ser campeão de simples entre os juvenis em Roland Garros, um dos quatro principais torneios do tênis mundial, os Grand Slams - os demais são o Aberto da Austrália, Wimbledon (Grã-Bretanha) e US Open (Estados Unidos).

O tenista, que iniciou a competição em quarto no ranking mundial de juvenis, superou, na decisão, o norte-americano Michael Antonius por 2 sets a 0, com parciais de 6/2 e 6/4. Com o resultado, ele assumirá a primeira colocação da lista da Federação Internacional de Tênis (ITF, sigla em inglês) entre os atletas até 18 anos.

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Guto já havia se tornado apenas o quarto brasileiro a chegar em uma decisão de simples em Roland Garros no juvenil. O último havia sido o paulista Luís Felipe Tavares, em 1967.

Com o título, ele repetiu os feitos de outros três brasileiros que conseguiram títulos de Grand Slam na categoria juvenil em simples: o alagoano Tiago Fernandes (Aberto da Austrália, em 2010), o paranaense Thiago Wild (US Open, em 2018) e o carioca João Fonseca (US Open, em 2023).

"Sei que é um torneio juvenil, sei o que é ser o número um do mundo juvenil, mas ainda existe muito pela frente na minha carreira. É importante aproveitar esse momento, mas manter os pés no chão e continuar trabalhando", afirmou Guto, que ocupa o 829º lugar do ranking da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP), em comunicado à imprensa.

Guto chegou à final superando o compatriota Leonardo Storck, por 2 sets a 1 (6/1, 3/6 e 6/2), em semifinal disputada na sexta-feira (5).

Número 56 do ranking juvenil antes de Roland Garros, o mato-grossense Storck, de 17 anos, foi convidado para o Grand Slam após vencer o Junior Series, torneio realizado em São Paulo no mês de abril, em parceria das Confederações Brasileira (CBT) e Sul-Americana (Cosat) com a Federação Francesa de Tênis (FFT). Entre os profissionais, ele ocupa a 1782ª posição.

Outra promessa a se destacar em Paris foi Victoria Barros. A potiguar de 16 anos, terceira do mundo entre as tenistas até 18 anos, foi semifinalista em Roland Garros, perdendo da chinesa Xinran Sun, na sexta, por 2 sets a 0 (6/2 e 6/3). Ela foi a primeira brasileira desde a paulista Dadá Vieira, em 1987, a ir tão longe em um Grand Slam juvenil em simples. No ranking da Associação de Tênis Feminino, Victoria está na 968ª colocação.

Received — 3 June 2026 Agência Brasil

Seleção dos EUA enaltece Marta e já mira a Copa Feminina no Brasil

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Os quatro títulos de Copa do Mundo e as cinco medalhas olímpicas de ouro explicam o porquê de os Estados Unidos terem a seleção feminina de futebol mais vitoriosa [e temida] do planeta. E mesmo assim, é do Brasil que vem a referência delas. A idolatria por Marta Vieira da Silva, maior jogadora da história, transcende fronteiras.

"Marta é uma lenda! Honestamente, estar em campo com ela é surreal. É a jogadora em que muitas de nós se espelharam. Enfrentá-la é um desespero [risos]", disse a meia Rose Lavelle, em entrevista coletiva no centro de treinamento (CT) do São Paulo, onde a seleção norte-americana se prepara para dois amistosos contra o Brasil - o primeiro neste sábado (6), às 18h30 (horário de Brasília), na Neo Química Arena, na capital paulista.

Rose Lavelle - seleção de futebol feminina dos EUA - treino em SP antes de amistoso contra o Brasil - em 03/06/2026 Rose Lavelle - seleção de futebol feminina dos EUA - treino em SP antes de amistoso contra o Brasil - em 03/06/2026
"Marta é uma lenda! Honestamente, estar em campo com ela é surreal. É a jogadora em que muitas de nós se espelharam. Enfrentá-la é um desespero [risos]", disse a meia Rose Lavelle em entrevista coletiva em São Paulo  - Reprodução / United States Soccer Federation

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"[Admiro] A maneira como ela [Marta] encara o jogo, técnica e taticamente, mas também o quanto ela gosta de jogar. Sempre adorei ver jogadoras que têm esse encanto. Ela tem uma mentalidade vencedora e traz muita alegria aos torcedores", destacou a também meio-campista Lindsay Heaps, capitã dos Estados Unidos.

O histórico dos confrontos entre as seleções no futebol feminino é amplamente favorável às norte-americanas. Em 43 jogos, são apenas quatro triunfos brasileiros. No último compromisso entre as equipes, porém, deu Brasil. O triunfo por 2 a 1 no PayPal Park, em San Jose, na Califórnia, foi o primeiro do time verde e amarelo na casa das rivais. As atacantes Kerolin e Amanda Gutierres balançaram as redes.

"O Brasil é um time de classe mundial, com um grande técnico [Arthur Elias]. Sou grande fã do trabalho dele. A equipe joga com muita responsabilidade e torna muito difícil você ter o controle do jogo. Não importa quem elas enfrentam, estão sempre em alto nível. E nunca desistem. Acho que o Brasil sempre teve um time muito bom, mas que essa geração tem mais jogadoras no alto nível", avaliou a técnica dos Estados Unidos, Emma Hayes.

Marta durante Copa América Feminina 2025 Marta durante Copa América Feminina 2025
A última vez que Marta defendeu a seleção brasileira foi em agosto do ano passado, quando a Amarelinha foi campeã da Copa América, em Quito (Equador) - Lívia Villas Boas/CBF/Direitos Reservados

Presentes em todas as Copas do Mundo femininas desde a edição inaugural, em 1991, as norte-americanas ainda precisam se classificar para a edição de 2027, no Brasil. Para isso, têm de ficar entre as quatro seleções mais bem colocadas do Campeonato da Confederação de Futebol das Américas do Norte, Central e Caribe (Concacaf), que elas mesmas sediarão, entre os dias 27 de novembro e 5 de dezembro.

"Que experiência pode ser melhor do que estarmos aqui para enfrentar o Brasil, na casa delas e onde será a Copa do Mundo? Acho que temos que aproveitar o máximo da experiência. As viagens, os trajetos de ônibus, os treinos e tudo que o país tem a oferecer. Acredito que a atmosfera será incrível", projetou Heaps.

"O futebol feminino, hoje, é uma indústria multibilionária. Está se tornando um grande negócio. É o esporte que mais cresce no mundo. O investimento no esporte feminino é um investimento inteligente. Espero que [a Copa] traga [ao Brasil] mais investimento nos clubes, maior profissionalização. E o mais importante: que as meninas sigam jogando o máximo de tempo possível. Sei que o Mundial trará um impacto massivel ao país. E estou ansiosa para isso", destacou Hayes.

Apesar do histórico negativo em decisões contra os Estados Unidos, com derrotas nas finais olímpicas de Atenas (Grécia), Pequim (China) e Paris (França), o Brasil levou a melhor em dois títulos que disputou em casa contra as rivais. Em 2007, as brasileiras conquistaram a medalha de ouro dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro goleando as norte-americanas por 5 a 0 no Maracanã.

Já em 2014, o empate sem gols no Mané Garrincha deu o título do Torneio Internacional de Brasília à seleção canarinho, beneficiada pela melhor campanha ao longo da competição amistosa. Aquele foi, inclusive, o último encontro entre as equipes em solo brasileiro.

Além da partida na Neo Química Arena, Brasil e Estados Unidos se enfrentam na próxima terça-feira (9), às 21h30, na Arena Castelão, em Fortaleza.

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