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6 horas de viagem passam a 40 minutos: vai ser construído o maior túnel subaquático do mundo e esta será a sua localização

11 June 2026 at 20:40

A China continua a apostar em grandes projetos ferroviários para encurtar distâncias, ligar regiões económicas estratégicas e reforçar a sua rede interna de transportes. Um dos exemplos que voltou a ganhar destaque é o projeto de um túnel subaquático no estreito de Bohai, pensado para criar uma ligação direta entre duas zonas costeiras com forte peso industrial e portuário.

Um túnel para ligar Liaodong a Shandong

O projeto, conhecido internacionalmente como Bohai Strait Tunnel, foi pensado para ligar a zona de Dalian, na península de Liaodong, à área de Yantai, na província de Shandong, de acordo com o jornal digital espanhol Noticias Trabajo.

Esta ligação funcionaria como um corredor estratégico entre o nordeste e o leste da China, numa região importante para o comércio, a indústria e a circulação de mercadorias.

Sem uma travessia fixa, a deslocação entre estas zonas continua dependente de percursos muito mais longos por estrada ou de ligações marítimas. As estimativas divulgadas sobre o projeto apontam para uma redução significativa do tempo de viagem, que poderia passar para cerca de 40 minutos caso a infraestrutura avance e fique operacional.

Infraestrutura com mais de 120 quilómetros

Na formulação mais repetida sobre o projeto, a futura ligação ferroviária através deste túnel subaquático teria cerca de 123 quilómetros de extensão total, o que a colocaria entre as maiores obras submarinas alguma vez planeadas. O investimento estimado tem sido apresentado na ordem de centenas de milhares de milhões de yuan, o equivalente a dezenas de milhares de milhões de euros.

O desenho associado à infraestrutura prevê três condutas: duas destinadas à circulação ferroviária e uma galeria central para manutenção, segurança e evacuação. Esta solução é habitual em projetos de elevada complexidade, sobretudo quando está em causa uma travessia submarina longa e tecnicamente exigente.

Condições técnicas e desafios associados

A travessia proposta para o estreito de Bohai atravessa uma zona sensível do ponto de vista geológico e sísmico, o que ajuda a explicar a cautela em torno do projeto, de acordo com a fonte anteriormente citada. A própria dimensão da obra obriga a estudos prolongados sobre segurança, impacto ambiental, custos e viabilidade técnica.

Entre os principais desafios referidos estão os sistemas de ventilação, impermeabilização, monitorização estrutural e resposta a emergências. Numa infraestrutura ferroviária submarina desta escala, estes elementos seriam essenciais para garantir a segurança da circulação e a proteção de passageiros e equipas de manutenção.

Importância estratégica para a economia chinesa

A relevância deste túnel subaquático vai além do transporte de passageiros, uma vez que a ligação é habitualmente apresentada como uma peça de integração logística entre duas áreas costeiras com forte atividade portuária, industrial e comercial.

Ao aproximar Dalian e Yantai, o projeto poderia facilitar o transporte de mercadorias, reforçar cadeias de abastecimento e melhorar a ligação entre o nordeste da China e outras zonas económicas do país, refere ainda a mesma fonte.

Projeções económicas e estado atual do projeto

A imprensa que tem acompanhado o dossiê refere projeções de receitas elevadas, sustentadas pelo tráfego de passageiros e pelo transporte de carga. Ainda assim, o Bohai Strait Tunnel deve ser lido, nesta fase, como um projeto de grande ambição ainda associado a estudos, planeamento e avaliações de viabilidade, e não como uma infraestrutura já concluída ou em funcionamento.

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Banco de Portugal ‘avisa’: é proibido fazer pagamentos em dinheiro acima deste valor em Portugal

11 June 2026 at 19:40

Os pagamentos em dinheiro continuam a levantar dúvidas entre muitos consumidores e empresas, sobretudo depois de a União Europeia (UE) ter aprovado novas regras para operações de valor elevado. Ainda assim, em Portugal já existem limites próprios e mais exigentes, pelo que importa perceber o que está atualmente em vigor antes de assumir que o teto europeu se aplica de forma direta.

A UE, através do Regulamento (UE) 2024/1624, aprovou um limite comum de 10 mil euros para pagamentos em numerário, mas essa regra só começa a aplicar-se a 10 de julho de 2027. Além disso, a legislação europeia permite que cada Estado-membro mantenha ou adote limites nacionais mais baixos, sempre que entenda que existem riscos que justificam maior controlo.

Qual é o limite para pagamentos em dinheiro em Portugal?

Em Portugal, a regra geral é mais restritiva do que o teto europeu. A lei proíbe pagamentos ou recebimentos em numerário de montantes iguais ou superiores a 3.000 euros.

Além disso, no caso de sujeitos passivos de IRC e de sujeitos passivos de IRS com contabilidade organizada, os pagamentos de valor igual ou superior a 1.000 euros devem ser feitos através de um meio que permita identificar o destinatário, como transferência bancária, cheque nominativo ou débito direto.

Existe, contudo, uma exceção para pessoas singulares não residentes em território português, desde que não atuem enquanto empresários ou comerciantes. Nestes casos, o limite sobe para 10 mil euros, ficando em linha com o valor máximo previsto no novo enquadramento europeu.

Quando estão em causa impostos, o limite é ainda mais baixo. A Lei n.º 92/2017, de 22 de agosto, proíbe o pagamento em numerário de impostos acima de 500 euros. O Banco de Portugal recorda também que as pessoas coletivas devem pagar prestações tributárias e outros créditos cobrados pela Autoridade Tributária através de meios eletrónicos.

O que muda com a regra europeia

Na prática, o novo limite europeu não significa que Portugal passe a permitir pagamentos em dinheiro até 10 mil euros entre residentes. O regulamento europeu estabelece um teto máximo comum para a UE, mas permite que cada país mantenha regras mais apertadas. Como Portugal já aplica limites de 3.000 e 1.000 euros em várias situações, a legislação nacional continua, para já, a ser mais restritiva do que a futura regra europeia.

O objetivo assumido pelas instituições europeias é reduzir o risco de branqueamento de capitais, financiamento do terrorismo e outras operações ilícitas associadas ao uso de grandes quantias em numerário. A intenção passa por tornar mais difícil a circulação de dinheiro sem rasto documental em transações de valor elevado.

A Comissão Europeia (CE) sublinha que o dinheiro continua a ser um meio de pagamento legítimo e disponível no quotidiano. Ainda assim, considera que as transações de montante elevado apresentam riscos acrescidos, por serem mais difíceis de rastrear quando comparadas com meios de pagamento bancários ou eletrónicos.

Atenção ao transporte de dinheiro nas fronteiras

Separadamente das regras aplicáveis aos pagamentos, continua em vigor a obrigação de declarar às autoridades aduaneiras qualquer entrada ou saída da UE com 10 mil euros ou mais em numerário. Esta obrigação aplica-se aos viajantes e não deve ser confundida com os limites nacionais para pagar compras ou serviços em dinheiro.

A CE explica que essa declaração é obrigatória e alerta que o dinheiro não declarado pode ser retido, além de poder originar sanções. Por isso, quem transporta quantias elevadas ao atravessar fronteiras deve cumprir as regras aduaneiras aplicáveis.

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Especialistas avisam: se disser estas palavras ‘proibidas’ em chamada pode ficar com a conta bancária ‘a zeros’

11 June 2026 at 17:30

O cibercrime tem vindo a adaptar-se a novas tecnologias, mas continua a explorar sobretudo momentos de distração e excesso de confiança. Entre os esquemas que mais preocupam especialistas estão as burlas telefónicas, nas quais os criminosos se fazem passar por entidades credíveis para obter dados pessoais, bancários ou até gravações de voz. Por vezes, um truque simples é suficiente para causar prejuízos sérios à sua conta bancária.

Segundo o jornal espanhol El Economista, uma das fraudes telefónicas em circulação recorre à clonagem de voz para tentar suplantar a identidade das vítimas. A técnica pode ser usada em tentativas de autorização de operações, contratação de serviços ou outros contactos fraudulentos em nome de terceiros.

O esquema começa, muitas vezes, com uma chamada aparentemente normal. Do outro lado da linha pode não haver resposta, ou pode surgir alguém a apresentar-se como funcionário de uma empresa, banco ou entidade conhecida. O objetivo é manter a vítima em linha tempo suficiente para recolher respostas curtas e claras.

Palavras a evitar

De acordo com a mesma fonte, expressões como “Sim”, “OK” e “Aceito” devem ser evitadas em chamadas suspeitas, sobretudo quando surgem perguntas insistentes ou demasiado óbvias. O risco apontado está na possibilidade de esses pequenos excertos serem usados com ferramentas de inteligência artificial para imitar a voz da vítima, embora as autoridades recordem que as burlas dependem muitas vezes de vários elementos, como engenharia social, dados pessoais e códigos de autenticação.

Como pode proteger-se e à sua conta bancária

O Banco de Portugal alerta que, perante contactos supostamente feitos por bancos ou prestadores de serviços de pagamento, nunca se devem divulgar dados pessoais, credenciais de acesso ou códigos de autenticação por telefone, SMS ou email. Em caso de dúvida, a recomendação é não partilhar informação e contactar diretamente a entidade através dos canais oficiais.

Confirme a identidade de quem liga

Outra medida essencial passa por confirmar sempre a identidade de quem está do outro lado da linha. O INCIBE, instituto espanhol de cibersegurança, recomenda, citado pelo El Economista, que, perante chamadas suspeitas ou pedidos inesperados, se confirme a informação através de outro contacto seguro, se bloqueie o número fraudulento e nunca se forneçam dados pessoais ou bancários.

Estas precauções simples podem fazer a diferença perante burlas que misturam chamadas telefónicas, pressão psicológica e novas ferramentas de inteligência artificial. Desligar uma chamada suspeita, contactar o banco pelos canais oficiais e denunciar a situação às autoridades continua a ser a forma mais segura de evitar prejuízos.

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