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Land Staging® chega ao Algarve através de parceria entre segmento urbano e Engel & Völkers Portimão

10 June 2026 at 21:54

O Segmento Urbano e a Engel & Völkers Portimão estabeleceram uma parceria estratégica para aplicar a metodologia Land Staging® à promoção e comercialização de terrenos e lotes urbanos no Algarve, introduzindo uma nova abordagem de valorização imobiliária focada no potencial de desenvolvimento dos ativos. A colaboração foi apresentada durante as comemorações do 8.º aniversário da […]

Clube Oriental de Pechão lança a primeira edição do “Sunset no Parque”

10 June 2026 at 21:40

No próximo dia 13 de junho de 2026, o Parque de Convívio e Lazer de Pechão recebe a primeira edição do Sunset no Parque, um evento de entrada livre promovido pelo Clube Oriental de Pechão, que promete marcar o arranque do verão na freguesia com música, convívio e animação ao ar livre. Com início marcado para as 18h30 e prolongando-se até às 02h00, […]

Clube de Basquetebol de Tavira | Programa oficial do XI Torneio Internacional de Basquetebol “Cidade de Tavira”

10 June 2026 at 21:32

O Clube de Basquetebol de Tavira (CBT) apresenta oficialmente o programa do XI Torneio Internacional de Basquetebol “Cidade de Tavira”, que decorrerá entre os dias 1 e 5 de julho de 2026, consolidando-se como um dos maiores eventos desportivos de formação realizados no Algarve. Ao longo de cinco dias, Tavira receberá centenas de atletas, treinadores, […]

Já lavra há várias horas grande incêndio em concelho que faz fronteira com o Algarve

10 June 2026 at 21:21

Um incêndio no concelho vizinho alentejano de Odemira, na zona de Lameiros, freguesia de São Luís, já lavra há muitas horas, obrigando a uma grande mobilização de meios.

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Autoridade Tributária explica: descubra quando é importante pedir número de contribuinte (NIF) na fatura

10 June 2026 at 21:20

Pedir fatura com número de contribuinte continua a ser uma prática importante para muitos consumidores portugueses, sobretudo quando está em causa a possibilidade de beneficiar de deduções no IRS. Apesar de ser um gesto simples no momento da compra ou da prestação de um serviço, o NIF na fatura ajuda a garantir que a despesa fica associada ao contribuinte e comunicada à Autoridade Tributária (AT).

A AT explica que, para as despesas poderem ser aceites como deduções à coleta de IRS, devem, por regra, estar suportadas por faturas, faturas simplificadas ou faturas-recibo com o NIF do adquirente inscrito.

Estes documentos têm ainda de titular aquisições de bens ou prestações de serviços comunicadas eletronicamente à AT ou emitidas no Portal das Finanças, de acordo com a informação oficial disponível no Portal das Finanças.

O porquê de colocar o NIF nas faturas

A indicação do NIF permite que as despesas fiquem registadas no e-Fatura e possam ser consideradas no cálculo das deduções, quando cumpram os requisitos legais. Ao mesmo tempo, este procedimento ajuda a tornar as operações mais transparentes, uma vez que cada fatura comunicada contribui para o controlo fiscal das compras e serviços prestados.

Obrigação de emitir fatura

Segundo o Código do IVA, os sujeitos passivos são obrigados a emitir fatura por cada transmissão de bens ou prestação de serviços, mesmo que o cliente não a peça. Esta obrigação aplica-se independentemente da qualidade do adquirente ou destinatário dos serviços, conforme resulta do artigo 29.º do Código do IVA, disponível no Portal das Finanças.

A fatura deve ser emitida, em regra, o mais tardar até ao quinto dia útil seguinte ao momento em que o imposto é devido, segundo o artigo 36.º do Código do IVA. Já a comunicação dos elementos das faturas à AT deve ser feita até ao dia 5 do mês seguinte ao da emissão, como esclarece a própria Autoridade Tributária nas perguntas frequentes do e-Fatura.

Como confirmar se as faturas foram comunicadas

Os contribuintes podem consultar as faturas na App e-Fatura ou no Portal das Finanças, acedendo à área de adquirente. Se uma fatura emitida com NIF não estiver disponível, o consumidor pode registá-la manualmente, desde que tenha o documento na sua posse, de acordo com as instruções da AT.

Existem, no entanto, situações com regras próprias. O Portal das Finanças esclarece que algumas despesas podem ser comprovadas por faturas, faturas-recibo, faturas simplificadas ou outros documentos quando o fornecedor esteja dispensado dessa obrigação.

Nas despesas de saúde e educação, por exemplo, há situações em que recibos ou documentos equivalentes podem ser relevantes, desde que cumpram os requisitos legais e permitam identificar a operação.

Quando o comerciante se recusa a emitir fatura

A recusa em emitir fatura, quando existe obrigação legal, não deve ser ignorada. A AT esclarece que os sujeitos passivos estão sempre obrigados a emitir fatura, mesmo quando o adquirente não a exige, e devem comunicar esses elementos à AT até ao prazo previsto na lei.

Perante uma recusa, o consumidor pode participar a situação em qualquer serviço de atendimento da AT, identificando o agente económico da forma mais completa possível, incluindo nome do estabelecimento, morada ou designação social. Esta comunicação permite que a Autoridade Tributária possa atuar sobre a situação reportada.

Uma prática simples com impacto direto

Pedir fatura com NIF e confirmar os documentos no e-Fatura são passos importantes para garantir que as despesas ficam corretamente registadas para efeitos de IRS. A AT lembra ainda que o contribuinte deve comunicar e confirmar no Portal das Finanças, até 25 de fevereiro do ano seguinte, se as despesas estão corretamente registadas.

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Advogados prometem livrar condutores de multas? Bastonário quer avaliar publicidade e sites

10 June 2026 at 20:30

A contestação de multas de trânsito voltou ao centro do debate depois de uma investigação televisiva ter mostrado a existência de escritórios de advogados que se apresentam como especialistas em Direito rodoviário e prometem elevadas taxas de sucesso na anulação de coimas.

De acordo com a CNN Portugal, o bastonário da Ordem dos Advogados, João Massano, vai enviar vários sites de advogados para apreciação dos conselhos de disciplina da Ordem, por considerar que alguma da publicidade encontrada pode ultrapassar os limites aceitáveis da profissão.

Publicidade levanta dúvidas disciplinares

Em causa estão páginas de escritórios que promovem serviços de contestação de multas de trânsito, perda de pontos na carta ou inibição de conduzir. Segundo a investigação do Exclusivo da TVI, citada pela CNN Portugal, alguns desses sites apresentam mensagens muito apelativas para condutores que querem evitar pagar coimas ou ficar temporariamente sem carta.

João Massano admite que ficou preocupado com o teor da publicidade. O bastonário considera que alguns exemplos podem “ultrapassar aquilo que é aceitável” do ponto de vista disciplinar, embora sublinhe que a decisão cabe aos conselhos competentes da Ordem dos Advogados.

Contestar multas é legal

O bastonário faz uma distinção importante. Contestar uma multa de trânsito é um direito dos cidadãos e faz parte do funcionamento normal do Estado de direito. Se um condutor entende que foi autuado de forma injusta, ou se existem fundamentos legais para impugnar a contraordenação, pode recorrer a um advogado e apresentar defesa.

O problema, segundo João Massano, não está na prestação desse serviço jurídico, mas na forma como alguns escritórios o publicitam, podendo criar a ideia de que é possível escapar sistematicamente às consequências de infrações rodoviárias.

Taxas de sucesso muito elevadas

A investigação da TVI apontou para escritórios que indicam taxas de sucesso entre 90% e 100% quando contactados por condutores interessados em contestar multas. Segundo a CNN Portugal, essas percentagens estão relacionadas com fragilidades do sistema punitivo do Estado, nomeadamente com a falta de meios da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária.

Quando há impugnações ou reclamações administrativas, muitos processos acabam por prescrever antes de haver uma decisão final. Na prática, isto pode levar a que condutores evitem pagar a coima ou cumprir sanções acessórias, não por inexistência da infração, mas por incapacidade do sistema em concluir o processo dentro dos prazos.

Sistema frágil favorece quem conhece a lei

A conclusão mais sensível do trabalho é que, em muitos casos, quase só paga a multa ou fica sem carta quem desconhece os mecanismos legais disponíveis ou não recorre a apoio especializado em Direito rodoviário.

Esta realidade cria uma desigualdade evidente entre condutores. Quem tem informação, recursos e acesso a advogados especializados pode conseguir arrastar o processo até à prescrição. Quem não conhece essas vias tende a pagar a coima ou aceitar a sanção. O tema ganha especial relevância num país onde a sinistralidade rodoviária continua a preocupar as autoridades e onde o Governo tem anunciado intenção de endurecer medidas no Código da Estrada.

Ordem quer avaliar limites da publicidade

A publicidade dos advogados tornou-se mais ampla após alterações legislativas recentes. Há cerca de dois anos, os profissionais passaram a ter maior margem para promover os seus serviços. Ainda assim, João Massano entende que essa abertura não deve permitir mensagens que possam ser consideradas incompatíveis com a dignidade da profissão. Por isso, o bastonário vai remeter os sites em causa para avaliação disciplinar. Caberá aos órgãos competentes da Ordem verificar se houve ou não infrações deontológicas.

Bastonário quer nova alteração à lei

João Massano defende ainda que a Assembleia da República deve voltar a discutir os limites da publicidade dos advogados. Na perspetiva do bastonário, a lei atual pode estar a permitir interpretações demasiado abertas, dando margem a práticas que considera prejudiciais para a imagem da advocacia. A intenção é que o Parlamento volte a impor alguns limites, evitando situações que, segundo o responsável da Ordem, não são aceitáveis na profissão.

Debate entre direito de defesa e segurança rodoviária

O caso coloca frente a frente dois princípios importantes. Por um lado, qualquer cidadão tem direito a defender-se de uma contraordenação e a recorrer aos meios legais previstos. Por outro, a utilização sistemática de falhas administrativas para evitar sanções pode fragilizar a prevenção rodoviária. As multas de trânsito não servem apenas para punir. Têm também uma função dissuasora, sobretudo em infrações associadas a velocidade excessiva, álcool, telemóvel ao volante ou outras condutas perigosas.

Se o sistema permite que muitos processos prescrevam quando são contestados, o problema deixa de estar apenas nos condutores ou nos advogados e passa a estar também na capacidade do Estado para fazer cumprir a lei.

O que está agora em causa

Para já, não está em causa a proibição de advogados contestarem multas de trânsito. Esse serviço continua a ser legítimo. O que será avaliado é a publicidade feita por alguns escritórios e a eventual promessa implícita ou explícita de resultados praticamente garantidos.

A decisão ficará nas mãos dos conselhos disciplinares da Ordem dos Advogados. Mas o debate já abriu uma questão maior: se o sistema rodoviário permite que tantas multas prescrevam, a resposta poderá ter de passar não apenas por regras deontológicas, mas também por reforço de meios e maior eficácia na tramitação dos processos.

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Exposição “lugar-depois” assinala nova etapa do Museu Zer0 em Tavira

10 June 2026 at 20:20

A exposição “lugar-depois” inaugurou esta terça-feira, 9 de junho, uma nova fase do Museu Zer0, em Santa Catarina da Fonte do Bispo, no concelho de Tavira.

A apresentação teve início por volta das 21:30, na Cooperativa Agrícola de Santa Catarina da Fonte do Bispo, onde foram projetadas imagens nos edifícios do espaço, alusivas ao conceito do museu e da exposição.

A mostra reúne artistas de diferentes áreas da arte contemporânea e propõe uma reflexão sobre as crises ecológicas, as transformações climáticas, a perda da biodiversidade e a relação entre território e humanidade.

Nova direção marca arranque de ciclo no Museu Zer0

Segundo Fátima Pereira, curadora da exposição e membro da nova direção do museu, esta etapa fica marcada pela entrada em funções de uma direção composta por cinco mulheres.

“A principal diferença é uma nova direção, completamente assumida por cinco mulheres”, afirmou ao POSTAL, acrescentando que o objetivo passa por dar continuidade à visão do fundador do museu, Paulo Teixeira Pinto, através de um trabalho conjunto.

O conceito de lugar-depois nasce de um questionamento sobre os desafios contemporâneos, desde as alterações climáticas à perda de biodiversidade. “Andamos aqui todos, mas ainda temos tempo de fazer qualquer coisa ou tudo”, referiu a curadora.

Barrocal algarvio e Ria Formosa inspiram criação artística

O Barrocal algarvio surge como elemento central da exposição, não apenas por acolher o Museu Zer0, mas também através das residências artísticas promovidas pela instituição.

Estes programas incentivam os artistas a trabalhar o território e as suas especificidades, dando origem a projetos ligados à realidade local.

Uma das salas da exposição resulta de um trabalho desenvolvido em torno da Ria Formosa, abordando questões relacionadas com este ecossistema e as transformações que o afetam, explicou a responsável ao POSTAL.

A exposição parte da ideia de que o território não se esgota na sua dimensão visível ou geográfica, sendo entendido como um espaço em permanente transformação, onde persistem memórias, vestígios e relações entre paisagem, comunidade, ecossistema e tempo.

“O museu abriu no ano passado, mas agora este é o tempo do museu”, concluiu Fátima Pereira, destacando o início de um novo ciclo para a única instituição portuguesa dedicada exclusivamente à arte digital.

EJ/CM

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Vai assar chouriço nos Santos Populares? Estes truques fazem toda a diferença

10 June 2026 at 20:00

Com a chegada dos Santos Populares, há petiscos que ganham lugar obrigatório à mesa. Além das sardinhas e das bifanas, o chouriço assado continua a ser uma das escolhas mais populares, seja num arraial, numa festa em casa ou numa refeição descontraída entre família e amigos.

Apesar de parecer simples, assar chouriço exige alguns cuidados para que o resultado fique no ponto certo. A escolha do enchido, o tipo de assador, a quantidade de álcool e o tempo de exposição ao lume fazem toda a diferença entre um chouriço suculento e outro demasiado seco ou queimado.

O chouriço assado é apreciado precisamente por juntar sabor intenso, textura crocante por fora e interior mais macio. Quando bem preparado, fica pronto em poucos minutos e acompanha na perfeição com pão fresco, broa ou até outros petiscos típicos da época.

A escolha do chouriço faz diferença

De acordo com o Notícias ao Minuto, o primeiro passo está na escolha do chouriço. Deve preferir uma peça com equilíbrio entre carne e gordura, já que a gordura ajuda a manter o enchido mais suculento durante a confeção. Se tiver pouca gordura, o chouriço pode secar depressa e perder parte do sabor.

Ainda assim, também não convém escolher um chouriço demasiado gordo, pois pode libertar excesso de gordura durante a confeção e tornar-se enjoativo. O ideal é procurar um enchido de boa qualidade, com aspeto firme, aroma agradável e composição equilibrada.

Entre as opções mais recomendadas está o chouriço de porco preto, muitas vezes mais saboroso e adequado para este tipo de preparação. Já os chouriços mais secos podem ser melhores para fatiar e servir crus ou em tábuas, mas nem sempre são a melhor escolha para assar.

Antes de o levar ao lume, deve dar alguns golpes no chouriço ou picá-lo ligeiramente com um garfo. Este passo ajuda a gordura a derreter de forma mais uniforme e evita que o enchido rebente ou fique cozinhado de forma irregular.

O assador de barro continua a ser uma boa opção

O assador de barro é uma das formas mais tradicionais de preparar chouriço assado. Além do efeito visual, com a chama à vista, este tipo de assador ajuda a distribuir melhor o calor e permite controlar a confeção com mais facilidade.

Antes de começar, é importante garantir que o assador está limpo e completamente seco. Qualquer resto de gordura, água ou álcool usado anteriormente pode interferir com a chama e tornar o processo menos seguro.

O álcool deve ser colocado apenas no fundo do assador, em pequena quantidade. Duas a três colheres de sopa costumam ser suficientes para assar um chouriço, dependendo do tamanho da peça e da intensidade da chama.

Deve usar álcool etílico próprio para uso alimentar, geralmente entre 70% e 90%, e nunca despejá-lo diretamente da garrafa junto da chama. O mais seguro é colocar primeiro o álcool no assador, afastar a garrafa e só depois acender com um fósforo comprido ou um isqueiro adequado.

Como assar sem deixar queimar

Quando a chama estiver acesa, coloque o chouriço sobre o assador e deixe cozinhar lentamente. O segredo está em virar a peça com frequência, idealmente a cada 30 segundos, para que todos os lados recebam calor de forma equilibrada.

O objetivo não é queimar o chouriço, mas sim caramelizar o exterior e aquecer bem o interior. Se ficar demasiado tempo exposto à chama no mesmo ponto, pode escurecer depressa e ganhar um sabor amargo.

Em média, o chouriço fica pronto entre seis a oito minutos, embora o tempo possa variar conforme o tamanho, a espessura e a intensidade do lume. Deve estar atento à cor, ao aroma e à textura para perceber quando está no ponto certo.

Se a chama apagar antes de o chouriço estar pronto, pode adicionar mais uma pequena quantidade de álcool, mas sempre com o lume apagado e com cuidado. Nunca deve colocar álcool diretamente sobre uma chama ativa.

Um toque diferente no final

Para quem gosta de sabores mais intensos, há pequenos truques que podem transformar o resultado final. Nos últimos segundos de confeção, pode pincelar o chouriço com um pouco de mel e aguardente, criando uma camada ligeiramente caramelizada.

Este passo deve ser feito com moderação, para não tapar o sabor natural do enchido. A ideia é apenas acrescentar brilho, doçura e um aroma diferente, sem transformar o petisco numa preparação demasiado pesada.

Depois de assado, o chouriço deve repousar durante um ou dois minutos antes de ser cortado. Desta forma, os sucos assentam e a textura fica mais agradável. O ideal é servir em rodelas, ainda quente, acompanhado de pão.

Também pode usar forno ou air fryer

Quem não tem assador de barro em casa pode preparar chouriço no forno. Neste caso, deve pré-aquecer o forno a 200 ºC, colocar o chouriço num tabuleiro e deixar assar durante cerca de 15 minutos, virando a meio do tempo.

A air fryer também é uma alternativa prática. Basta colocar o chouriço no cesto, programar cerca de oito minutos a 180 ºC e virar a meio da confeção. Tal como no assador, deve dar alguns golpes antes de cozinhar.

Embora estas alternativas não tenham o mesmo efeito tradicional da chama, conseguem um resultado saboroso e mais simples para quem quer evitar o uso de álcool ou não tem espaço para preparar o chouriço no assador.

No fim, o segredo está em três pontos simples: escolher um bom chouriço, controlar o calor e evitar cozinhar em excesso. Com estes cuidados, este petisco típico dos Santos Populares fica pronto em poucos minutos e com sabor digno de arraial.

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Atraso na Linha do Algarve bloqueia reforço ferroviário no Alentejo

10 June 2026 at 19:41

A reafetação de material circulante ferroviário a ‘diesel’ para responder às necessidades da Linha do Alentejo continua condicionada pelo atraso no processo de certificação da modernização da Linha do Algarve, indicou o Governo.

O argumento consta da resposta do gabinete do ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, a uma pergunta apresentada há cerca de um mês pelo deputado do Bloco de Esquerda Fabian Figueiredo, consultada hoje pela agência Lusa no ‘site’ do parlamento.

Na resposta, a tutela afirma ter conhecimento da “existência de constrangimentos na disponibilidade de material circulante ferroviário” no país, atribuindo a situação a “um prolongado período de desinvestimento na renovação da frota”.

Segundo o Governo, esse contexto leva à utilização de “material com elevada antiguidade, o qual exige níveis acrescidos de manutenção e, consequentemente, condiciona a sua disponibilidade operacional”.

Atraso na Linha do Algarve condiciona frota

No caso da Linha do Alentejo, o ministério de Pinto Luz explica que “o atraso no processo de certificação da modernização da Linha do Algarve tem vindo a impedir a reafetação de material circulante ‘diesel’ atualmente afeto àquela linha”.

“Essa circunstância limita a flexibilidade na gestão da frota e na programação das intervenções de manutenção, com impacto na oferta disponível”, salienta.

De acordo com o gabinete do ministro, a conclusão da eletrificação da Linha do Algarve está prevista para julho, o que vai permitir “uma gestão mais eficiente da frota ‘diesel’ da CP” e o reforço dos serviços ferroviários não eletrificados.

A tutela diz que há um acompanhamento do cumprimento das obrigações de serviço público, revelando estarem “em curso ações de monitorização e fiscalização, através das quais se avaliam os níveis de serviço prestado e se identificam medidas corretivas”.

Segundo o Governo, a CP “dispõe de mecanismos operacionais para mitigar situações de rutura de oferta, incluindo a reafetação de material circulante entre linhas, adaptação de horários e, sempre que possível, reforço de meios alternativos de transporte”.

Governo admite aluguer e compra de novas automotoras

O gabinete do ministro admite que o aluguer de material circulante é “uma solução que tem vindo a ser analisada no contexto da gestão global da frota, tendo em consideração as limitações técnicas, operacionais e financeiras associadas”.

Nesta resposta, a tutela destaca ainda a compra de 22 automotoras da Stadler e de 153 da Alstom para reforço e substituição gradual do material circulante existente.

“Prevê-se que as primeiras três automotoras bimodo [diesel e elétrica] da Stadler entrem ao serviço no primeiro trimestre de 2027, estando prevista a sua alocação à Linha do Alentejo”, acrescentou.

BE questionou degradação do serviço no Alentejo

Em meados de maio, o deputado Fabian Figueiredo questionou o Governo sobre o que dizia ser a “degradação do serviço ferroviário na Linha do Alentejo”, alertando para dois incidentes ocorridos no troço Beja-Casa Branca, no dia 05 daquele mês.

Um dos episódios está relacionado com uma automotora, que, devido a uma avaria, ficou parada com os passageiros no seu interior, a cerca de cinco quilómetros da estação ferroviária de Casa Branca, referia então o parlamentar.

O outro diz respeito ao transporte rodoviário substituto de uma automotora avariada, que, por causa de uma estrada cortada devido a obras, “acabou por se desviar para um caminho de terra batida”, quando seguia para Casa Branca.

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Portugal vai ficar completamente ‘às escuras’: vem aí o maior eclipse solar total do século e é já nesta data

10 June 2026 at 19:20

O eclipse solar total previsto para agosto de 2026 está a gerar grande expectativa em Portugal, por se tratar de um fenómeno astronómico raro e com visibilidade muito expressiva no país. A aproximação da data tem despertado o interesse de especialistas, curiosos e observadores, sobretudo porque uma pequena zona do território nacional ficará dentro da faixa de totalidade.

No dia 12 de agosto de 2026, a Lua ficará alinhada entre a Terra e o Sol, ocultando a luz solar em várias regiões do planeta. Em Portugal, o fenómeno será especialmente relevante, já que parte do nordeste transmontano poderá assistir à totalidade, durante cerca de 26 segundos, enquanto o restante território verá um eclipse parcial muito profundo, de acordo com o programa nacional Eclipse 2026 da NASA.

O último eclipse total do Sol observado em Portugal ocorreu em 1912. Depois do evento de 2026, um fenómeno semelhante só deverá voltar a ser visível no país em 2144, o que ajuda a explicar a atenção crescente em torno desta data.

Onde o eclipse será total e onde será parcial

A faixa de totalidade será relativamente estreita e atravessará zonas como o Ártico, a Gronelândia, a Islândia, o Atlântico, Espanha e uma pequena área do nordeste de Portugal. A NASA confirma que o eclipse total de 12 de agosto de 2026 também será visível numa pequena parte do território português.

Em Portugal continental, a ocultação do Sol deverá variar entre 92% e 100%. Para observar o eclipse total, será necessário estar numa zona muito específica do Parque Natural de Montesinho, no distrito de Bragança, onde se encontra a pequena área portuguesa abrangida pela totalidade.

No restante território continental, o eclipse será parcial, mas ainda assim bastante expressivo. Nas regiões autónomas dos Açores e da Madeira, a ocultação prevista será menor, mas o fenómeno também deverá ser visível, desde que as condições meteorológicas o permitam.

O que vai acontecer no céu

Durante a fase de totalidade, a luz solar deverá diminuir de forma brusca, criando por breves segundos um ambiente invulgar, semelhante ao anoitecer. Nessa altura, poderá ser possível observar a coroa solar, a camada mais externa da atmosfera do Sol, que habitualmente fica escondida pelo brilho intenso do disco solar.

Mesmo nas zonas onde o eclipse será parcial, a redução da luminosidade deverá ser percetível, sobretudo perto do momento de maior ocultação. Ainda assim, os especialistas alertam que nunca se deve olhar diretamente para o Sol sem proteção adequada, já que a exposição pode causar lesões graves e permanentes na visão.

Como ver o fenómeno em segurança

Para observar o eclipse em segurança, e de acordo com a fonte anteriormente citada, será indispensável usar óculos próprios para observação solar ou visores certificados. Óculos de sol comuns, mesmo que sejam escuros, não oferecem proteção suficiente para olhar diretamente para o Sol.

A recomendação passa também por planear a observação com antecedência, sobretudo para quem pretende deslocar-se até à zona de totalidade. Além da procura por alojamento, será importante escolher um local com horizonte desobstruído para oeste, uma vez que o eclipse ocorrerá ao final do dia.

O eclipse total do Sol previsto para 12 de agosto de 2026 deverá ser um dos acontecimentos científicos mais marcantes do século em Portugal. Para muitos portugueses, será uma oportunidade única de assistir a um fenómeno raro, que só deverá repetir-se no país dentro de mais de cem anos.

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Alemães destacam praia no Algarve pelas lagoas naturais e poucas multidões: “Paisagem é impressionante”

10 June 2026 at 19:00

Uma página alemã dedicada à vida no Algarve destacou uma praia portuguesa pela combinação invulgar de mar, ribeira, dunas, falésias e lagoas naturais. O local fica na costa oeste algarvia e tem sido apontado como uma alternativa para quem procura paisagens menos urbanizadas e areais com menor pressão turística.

A praia em causa é a Praia da Amoreira, no concelho de Aljezur, integrada no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina. A página de Instagram @leben_in_der_algarve, criada por uma alemã que vive no Algarve, descreveu o local como uma das praias naturais mais espetaculares da costa portuguesa.

Mar e ribeira no mesmo cenário

O elemento que mais distingue a Praia da Amoreira é a foz da Ribeira de Aljezur, que desagua diretamente no Atlântico. Esta característica cria dois ambientes diferentes no mesmo espaço. De um lado, encontra-se o oceano, com ondulação mais forte e condições procuradas por surfistas e praticantes de bodyboard. Do outro, surgem zonas de água mais calma, associadas à ribeira, que podem tornar a praia mais apelativa para famílias, sobretudo durante a maré baixa.

Na publicação da página @leben_in_der_algarve, a criadora de conteúdos destaca precisamente esta versatilidade, sublinhando que a praia permite experiências diferentes no mesmo local.

Lagoas naturais mudam com a maré

Durante a maré baixa, a Praia da Amoreira transforma-se. A descida da água revela lagoas naturais, canais no areal e formações rochosas que ficam escondidas noutras alturas do dia.

Este sistema estuarino-lagunar dá ao local uma aparência diferente consoante a maré e a luz. A praia não se apresenta sempre da mesma forma, o que contribui para a sensação de descoberta referida por muitos visitantes. A combinação entre a ribeira e o Atlântico cria também um espaço de elevado valor paisagístico e ecológico, marcado por zonas de dunas, sapal e vegetação autóctone.

“A paisagem é impressionante”

A criadora da página alemã resume o impacto visual da Praia da Amoreira numa frase: “a paisagem é impressionante”. O destaque vai para as dunas preservadas, as falésias escuras e a amplitude do areal. Mesmo durante os meses mais procurados, a praia tende a manter uma sensação de espaço superior à de muitos areais mais pequenos ou urbanos do Algarve.

Outro ponto referido é a menor concentração de pessoas. Segundo a página @leben_in_der_algarve, mesmo no verão, é raro encontrar a praia demasiado cheia, o que ajuda a reforçar a imagem de refúgio natural.

Falésias e formações rochosas invulgares

A norte da praia, as arribas em xisto e grauvaques desenham uma forma que é frequentemente comparada à silhueta de um gigante deitado junto ao mar.

A sul, a paisagem apresenta formações rochosas associadas a vestígios fossilizados de uma antiga duna. Estes elementos acrescentam interesse geológico ao local e ajudam a distinguir a Amoreira de outras praias algarvias. A praia é, por isso, mais do que um areal para banhos. É também um ponto de observação da costa vicentina, com uma paisagem marcada por processos naturais que se mantêm visíveis no terreno.

Uma praia para surfistas, famílias e caminhantes

A Praia da Amoreira atrai públicos diferentes. Para surfistas, a exposição atlântica garante ondas consistentes. Para famílias, as lagoas formadas pela ribeira em maré baixa podem oferecer zonas mais calmas para brincar na água, sempre com atenção às condições do dia.

Para quem gosta de caminhadas, a praia está associada ao Circuito Praia da Amoreira, integrado nos percursos da Rota Vicentina e do Trilho dos Pescadores. Esta ligação reforça o perfil de destino de natureza, procurado por quem quer juntar praia, passeio e paisagem selvagem.

Acesso a partir de Aljezur

O acesso à Praia da Amoreira faz-se a partir de Aljezur, num percurso de cerca de sete quilómetros. A estrada atravessa o Vale D. Sancho, acompanhando a Ribeira de Aljezur e uma paisagem rural marcada por vegetação autóctone e pastagens.

A praia conta com Bandeira Azul, vigilância durante a época balnear, parque de estacionamento, restaurantes e apoio recreativo. Ainda assim, por se encontrar numa zona natural sensível, a visita exige respeito pela sinalização, pelos acessos definidos e pelas áreas dunares.

Um Algarve menos óbvio

A Praia da Amoreira mostra uma face diferente do Algarve. Em vez das grutas, falésias douradas e águas mais abrigadas do litoral sul, oferece uma paisagem atlântica, aberta e marcada pelo encontro entre rio e mar.

O destaque dado por uma página alemã dedicada à região reforça o interesse crescente de visitantes estrangeiros por praias menos massificadas e mais ligadas à natureza. Entre lagoas naturais, dunas, falésias e a sensação de espaço, a Amoreira continua a afirmar-se como uma das praias mais singulares de Aljezur. Um lugar onde, como resume a publicação alemã, a paisagem fala primeiro.

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“Movem-se com arrogância pela cidade”: estrangeiros são cada vez menos bem-vindos nesta cidade portuguesa

10 June 2026 at 18:50

Mudar para Lisboa continua a ser visto por muitos estrangeiros como uma forma de procurar uma vida mais calma, com mais sol e maior qualidade de vida. No entanto, o crescimento de residentes vindos de fora também tem acentuado debates sobre habitação, integração, impostos e equilíbrio social na capital portuguesa.

Nos últimos anos, Lisboa recebeu milhares de profissionais estrangeiros, trabalhadores remotos e famílias com rendimentos obtidos fora de Portugal. Em bairros como Lapa, Rato ou Santos, multiplicam-se relatos de quem escolheu a cidade pelo clima, pelas escolas internacionais, pelos espaços de trabalho partilhados e por uma vida que, durante muito tempo, parecia mais acessível, segundo o jornal britânico The Guardian.

O quotidiano passou a juntar famílias portuguesas com património herdado e novos residentes com salários pagos por empresas estrangeiras. O resultado é uma realidade paralela, feita de várias línguas, diferentes níveis de rendimento e consumos que nem sempre acompanham a vida da maioria dos lisboetas.

A chegada de muitos estrangeiros coincidiu com o antigo regime de residente não habitual, que foi revogado a partir de 1 de janeiro de 2024, mantendo-se apenas para quem já estava inscrito ou abrangido por regras transitórias, de acordo com a Autoridade Tributária.

“Estes vistos foram criados para atrair estrangeiros desejáveis”, explicou Fabiola Mancinelli, antropóloga da Universidade de Barcelona, citada pela mesma fonte, referindo que se esperava que trouxessem trabalho, rendimentos próprios e independência financeira.

Aumento do desconforto

Durante algum tempo, Lisboa foi vista por muitos recém-chegados como uma cidade quase perfeita. No entanto, à medida que a diferença entre rendimentos locais e estrangeiros se tornou mais visível, também aumentou o desconforto.

Este ano, novos dados sobre arrendamento voltaram a colocar Lisboa entre as cidades europeias mais difíceis para viver, com rendas de um T1 no centro a absorver quase a totalidade de um salário médio líquido local.

“Não fazia ideia do benefício fiscal”, admitiu Chris Pitney, designer britânico, em declarações à mesma fonte. “Só percebi depois de um ano a viver aqui, quando descobri que não tinha de pagar imposto sobre rendimentos vindos do estrangeiro.”

Cafés novos, rendas a subir

No dia a dia, o contraste continua a notar-se nas ruas. Cafés tradicionais dão lugar a espaços de brunch com decoração cuidada, estúdios de ioga surgem onde antes havia lojas antigas e clínicas com atendimento em inglês tornam-se mais comuns.

“A lógica por trás dos vistos é criar consumidores residentes, esperando que esse dinheiro beneficie a cidade”, afirmou Mancinelli. Mas, na prática, muitos estrangeiros acabam por gastar sobretudo em negócios também frequentados ou geridos por outros estrangeiros.

Ainda assim, esta realidade não é igual para todos. Algumas empresas criadas por imigrantes geram emprego e pagam salários acima da média a jovens portugueses, mas persiste a ideia de que a mão de obra local deve ser mais barata. “Irrita-me quando um estrangeiro em Portugal me oferece um valor baixo só porque sou português”, afirmou o escritor Alex Couto, citado pela mesma fonte.

Peso do olhar local

As tensões não são apenas económicas. Há também mudanças subtis na forma como diferentes grupos ocupam a cidade, usam os espaços públicos e se relacionam com quem sempre viveu ali. “Existe uma certa arrogância na forma como alguns estrangeiros circulam pela cidade”, lamentou Inês, lisboeta de 60 anos, também citada pelo The Guardian. “Nos supermercados passam à frente, estão sempre ao telefone, sem atenção aos outros.”

Duas realidades partilham as mesmas ruas, mas raramente os mesmos espaços. Para muitos portugueses, Lisboa tornou-se mais cara e distante; para muitos estrangeiros, a integração acaba por ficar limitada a círculos sociais, profissionais e comerciais onde se fala sobretudo inglês.

Necessidade e não escolha para muitos

Há também quem tenha chegado a Portugal por necessidade e não apenas por escolha de estilo de vida. A produtora Hiwote Getaneh, que saiu dos Estados Unidos à procura de maior segurança, disse ao mesmo jornal que a evolução política e social em Portugal a começou a deixar apreensiva.

“Com o crescimento da extrema-direita e manifestações neonazis, começo a temer pela minha segurança”, admitiu. Nos grupos de estrangeiros, a preocupação passou também pela nova Lei da Nacionalidade, em vigor desde 19 de maio de 2026, que passou a exigir sete anos de residência legal para cidadãos da UE e da CPLP e 10 anos para nacionais de outros países.

Quando o sonho começa a desvanecer

À medida que as rendas continuam elevadas, cresce também o número de estrangeiros e trabalhadores remotos que se sentem sem proteção. Alguns vivem afastados dos sistemas públicos dos países de origem, sem acesso pleno a redes de saúde, segurança social ou estabilidade profissional. “O trabalho está a tornar-se mais incerto”, alertou Mancinelli. “Com a inteligência artificial e as novas fronteiras políticas, não sabemos o que espera os trabalhadores remotos.”

Nas ruas de Lisboa, os protestos contra despejos, pressão turística e transformação de espaços tradicionais tornaram-se mais frequentes. “Se alguém se muda para um lugar apenas para aproveitar o custo de vida mais baixo, está a explorar desigualdades, e haverá sempre reação política”, observou o antropólogo Dave Cook, também citado pelo The Guardian.

Sentimento de desconexão

Entretanto, até eventos associados a um estilo de vida simples ou sustentável acabam por revelar outra dimensão do problema. Segundo o The Guardian, alguns festivais e encontros ligados à natureza são organizados por entidades estrangeiras e usados para promover novos projetos imobiliários.

A falta de integração também se sente no dia a dia. Sem ligação regular ao sistema público, sem participação em atividades locais, sem consumo de informação nacional e com uma vida centrada em espaços internacionais, muitos estrangeiros reconhecem viver numa bolha social e económica dentro de Lisboa.

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João Neves voltou às origens: algarvio esteve em Tavira dias antes de se juntar ao estágio da Seleção Nacional

10 June 2026 at 18:20

O jogador algarvio, João Neves, esteve em Tavira, nos dias que antecederam a sua integração no estágio da Seleção Nacional, num regresso às origens marcado por descanso, tempo em família e momentos partilhados com a namorada. De acordo com a revista TV Guia, o médio do Paris Saint-Germain aproveitou esta pausa antes de se ter juntado no último sábado, 6 de junho, ao grupo que prepara o Mundial de 2026.

Segundo a mesma fonte, o jogador algarvio não marcou presença no jogo frente ao Chile, devido ao calendário após o final de época ao serviço do clube francês, e apresentou-se mais tarde no estágio da Seleção.

Durante estes dias, João Neves esteve em Tavira, cidade onde nasceu e onde mantém ligações pessoais fortes, tendo aproveitado para descansar e circular pela região.

Descanso, namoro e ligação ao Algarve

A publicação acrescenta que o jogador esteve acompanhado pela namorada, Madalena Aragão, num período de lazer que incluiu passeios e praia, com vários momentos partilhados nas redes sociais.

Conforme a mesma fonte, Tavira tem um significado especial para o casal, por ter sido também o local onde surgiram os primeiros registos públicos da relação, tornando a passagem pelo Algarve particularmente simbólica.

Regresso ao trabalho com o Mundial no horizonte

A mesma revista refere ainda que João Neves se juntou ao estágio da Seleção a 6 de junho, já em preparação para o Mundial de 2026, competição que arranca no México, com Portugal a estrear-se a 17 de junho. O médio chega num momento de afirmação internacional, sendo apontado como uma das peças em destaque da nova geração da Seleção.

Segundo a mesma fonte, João Neves foi recentemente considerado o português mais valioso num ranking internacional, surgindo também associado a interesse de grandes clubes europeus, embora o Paris Saint-Germain não demonstre intenção de o vender. Entre descanso no Algarve e preparação para uma grande competição, o jogador entra agora numa fase decisiva da sua carreira internacional.

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Ideias do Levante apresenta “Vozes na Minha Cabeça”

10 June 2026 at 18:11

A associação cultural Ideias do Levante vai apresentar a sua 48.ª produção teatral, intitulada “Vozes na Minha Cabeça”, no dia 14 de junho, pelas 17h, no auditório do Centro Cultural do Convento S. José, em Lagoa.

O guião e a encenação têm a assinatura de Mário Rui Filipe. O elenco será composto por Joana Santos, Laura Vicente, Maria Pacheco, Pedro Rodrigues, Rita Beja e Rui Martins.

De acordo com a  Ideias do Levante, Mário Rui Filipe inspirou-se em textos de Filipe Pereira que abordam duas realidades: “a vida dos artistas no presente e a dor dos amigos que se perdem no mundo das dependências”.

“São textos contemporâneos que, mergulhados na atualidade, servem para transmitir uma mensagem de esperança e resiliência em tempos difíceis”, acrescenta.

O espetáculo, de entrada gratuita, é recomendado para maiores de 12 anos e limitado à lotação da sala (84 lugares). No entanto, “qualquer donativo será bem-vindo para apoiar a associação”. Reservas podem ser feitas aqui.

Fogo em Odemira combatido por mais de 160 operacionais

10 June 2026 at 17:49

Mais de 160 operacionais, com o apoio de três meios aéreos, combatiam às 17h30 de hoje um incêndio em mato no concelho de Odemira, havendo casas em perigo, de acordo com as autoridades.

A fonte do Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo Litoral indicou à agência Lusa que o fogo, para o qual foi dado alerta às 11h49, consome uma área de mato na freguesia de São Luís, no concelho de Odemira.

Contactado pela Lusa, o comandante dos bombeiros de Odemira, Luís Oliveira, limitou-se a adiantar que as chamas estão próximas de algumas casas.

O combate às chamas mobilizava, às 17h30, um total de 161 operacionais, com o apoio de 56 meios terrestres e três meios aéreos, segundo o site da Proteção Civil.

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Projeto de turismo industrial dedicado à alfarroba premiado no Concurso Inova Algarve + Diversificar

10 June 2026 at 17:25

O projeto «Viagem ao Coração da Alfarroba», da autoria da Industrial Farense, foi distinguido como vencedor da categoria “Turismo & Alfarroba e Amêndoa”, na final do Concurso Inova Algarve + Diversificar, promovido pelo NERA.

A distinção e o prémio monetário de 2.500 euros foram atribuídos durante uma conferência dedicada à fileira da alfarroba e amêndoa, revelou a associação empresarial.

O projeto vencedor «Viagem ao Coração da Alfarroba», apresentado por Carlos Moura, destacou-se pela criação de «uma experiência de turismo industrial dedicada a uma das mais emblemáticas fileiras agroalimentares do Algarve».

O conceito propõe visitas guiadas às unidades de produção, permitindo aos visitantes conhecer o percurso da alfarroba, desde a sua transformação até aos diversos produtos dela derivados.

A iniciativa pretende valorizar este recurso endógeno, promover os produtores e empresas locais e contribuir para a diversificação da oferta turística regional.

O ciclo de conferências Inova Algarve + Diversificar prossegue já no próximo dia 18 de Junho, com uma sessão dedicada à fileira do medronho, «dando continuidade ao trabalho de valorização das fileiras estratégicas e dos recursos endógenos do Algarve», refere o NERA.

Após o interregno de Verão, a iniciativa regressará com novas conferências centradas nas plantas e flores, economia do mar, recursos geológicos e citrinos.

A participação é gratuita, mediante inscrição prévia, estando o programa completo e o calendário das próximas sessões disponíveis aqui.

A iniciativa é organizada pelo NERA, em parceria com a Algarve Evolution, Associação KIPT, CCDR Algarve, Região de Turismo do Algarve, Tertúlia Algarvia e Universidade do Algarve, no âmbito do Projeto Inova Algarve 3.0, cofinanciado pelo Programa Regional Algarve 2030 | Portugal 2030.

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Praia e ruas do Carvoeiro voltam a transformar-se na 12ª Noite Black & White

10 June 2026 at 16:28

A praia e as ruas do centro do Carvoeiro vão transformar-se, no dia 20 de Junho, numa gigantesca celebração ao ar livre, com música, arte e muita animação no programa da 12ª Noite Black & White, anunciou o município de Lagoa.

Com vários palcos e cenários de animação espalhados por diferentes zonas do Carvoeiro, o evento, que decorre das 20h30 às 3h00 da madrugada do dia seguinte, apresenta um programa diversificado que cruza diferentes estilos musicais e expressões artísticas.

Nesta edição, sobem ao palco, entre outros, os mexicanos Mariachi Mezcal, a cantora brasileira Lidia Brandão, os portugueses Six Irish Men e os DJ nacionais Francisco Gil, Pedro Carrilho e Christian F, que prometem contagiar o público com ritmos que atravessam décadas — dos clássicos dos anos 70, 80 e 90 aos grandes sucessos da dance music atual.

«Mais do que a primeira grande festa de verão do Algarve, o Carvoeiro Noite Black & White consolidou-se, ao longo dos últimos 12 anos, como uma das maiores festas de verão realizadas em Portugal, reunindo mais de 30 mil pessoas numa única noite», sublinha a organização, a cargo do município de Lagoa.

O branco e o preto assumem-se como elementos centrais de toda a experiência, inspirando a decoração, os espetáculos, a animação de rua e a energia vibrante que invade cada recanto da vila.

Com entrada livre e transportes gratuitos assegurados pelo município, entre os parques de estacionamento de apoio e o centro de Carvoeiro, o evento «convida residentes e visitantes a celebrar o início do verão numa noite memorável junto ao mar».

Pode consultar o programa completo aqui ou na imagem em baixo.

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Já é mesmo oficial: União Europeia vai proibir pagamentos em dinheiro acima deste valor já a partir desta data

10 June 2026 at 18:00

Os pagamentos em numerário continuam a ser usados em muitas compras do dia a dia, mas a União Europeia (UE) prepara uma regra comum para limitar o uso de dinheiro vivo em transações comerciais de valor elevado. A medida faz parte do novo pacote europeu de combate ao branqueamento de capitais e ao financiamento do terrorismo.

Novo teto europeu para pagamentos em dinheiro

A partir de 10 de julho de 2027, as compras de bens ou prestações de serviços de valor igual ou superior a 10 mil euros deixarão de poder ser pagas em numerário na UE, sempre que pelo menos uma das partes atue enquanto profissional ou empresa.

Esta alteração consta do Regulamento (UE) 2024/1624, publicado no Jornal Oficial da UE em junho de 2024, no âmbito do novo quadro europeu de prevenção da utilização do sistema financeiro para fins ilícitos. O Conselho da União Europeia explicou, ainda durante o processo legislativo, que o objetivo é criar um limite máximo comum em toda a UE, evitando diferenças demasiado grandes entre Estados-membros.

Na prática, Bruxelas fixa um limite máximo comum de 10 mil euros para pagamentos em dinheiro vivo, mas não impede os Estados-membros de manterem ou aprovarem tetos mais baixos. Em Portugal, por exemplo, já existem limites nacionais mais apertados, de 3 mil euros, para determinadas transações em numerário.

Entrada em vigor

Embora o regulamento europeu já esteja aprovado, a aplicação prática desta regra está marcada para 10 de julho do próximo ano. Até lá, continua em curso um período de adaptação para os Estados-membros e para os operadores económicos abrangidos.

Este calendário é importante porque afasta a ideia de uma proibição imediata do numerário. A decisão já está tomada ao nível europeu, mas os efeitos obrigatórios só chegarão no verão de 2027.

Mudanças nas compras e serviços

O ponto central da nova regra está nas operações comerciais. Quem vende bens ou presta serviços só poderá aceitar ou fazer pagamentos em dinheiro vivo abaixo dos 10 mil euros, quando a transação esteja ligada a uma atividade profissional ou empresarial.

Além disso, o novo pacote europeu também reforça os deveres de controlo em operações ocasionais em numerário entre 3 mil e 10 mil euros, impondo a identificação e verificação da identidade em determinadas situações por parte das entidades obrigadas.

Operações entre particulares ficam de fora

A nova limitação não significa o fim do dinheiro físico. O enquadramento europeu exclui os pagamentos entre pessoas singulares que não estejam a atuar no exercício de uma atividade profissional, o que deixa de fora negócios estritamente privados entre particulares.

Ainda assim, a lógica da medida é clara: quanto mais elevado for o valor da operação e quanto mais profissional for o contexto da transação, maior deve ser a rastreabilidade do pagamento.

Razões apresentadas pela UE para limitar numerário

Segundo o Conselho da União Europeia, o objetivo é dificultar a utilização de grandes quantias em dinheiro em esquemas de branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo. O numerário é visto pelas instituições europeias como um meio de pagamento mais difícil de rastrear quando comparado com soluções bancárias ou eletrónicas.

Ao harmonizar as regras, a UE pretende reduzir diferenças entre legislações nacionais e evitar que operações suspeitas sejam deslocadas para países com limites mais permissivos. A existência de um teto comum procura, assim, reforçar a transparência no mercado interno.

Impacto poderá variar de país para país

O efeito concreto desta medida não será igual em toda a UE. Nos países onde já vigoram limites baixos para pagamentos em numerário, como acontece em Portugal em várias situações, a mudança poderá ser menos sentida.

Já nos Estados-membros onde o uso de dinheiro vivo em montantes elevados continuava a ser mais livre, a adaptação poderá ser mais visível, sobretudo em setores do comércio e dos serviços onde ainda são comuns pagamentos de valor elevado.

No essencial, a UE não vai proibir o uso do numerário no dia a dia. A partir de 10 de julho de 2027, o que passa a existir é uma regra comum que fecha a porta a pagamentos comerciais de 10 mil euros ou mais feitos em dinheiro vivo, sem prejuízo de limites nacionais mais baixos.

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Atraso na Linha do Algarve trava reforço ferroviário no Alentejo

By: Lusa
10 June 2026 at 17:51

A certificação da Linha do Algarve continua atrasada e impede o reforço ferroviário da Linha do Alentejo, indicou o Governo.

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Incêndio rural mobiliza mais de 160 operacionais em São Luís, Odemira

10 June 2026 at 17:51

Um incêndio rural deflagrou na manhã desta quarta-feira, na localidade de São Luís, concelho de Odemira, distrito de Beja, mobilizando um forte dispositivo de combate por parte dos meios de emergência e proteção civil. O alerta foi dado às 11h49, na zona de São Luís – M532, Lameiros, segundo dados da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

Ao início da tarde, o incêndio encontrava-se ainda em curso, sendo combatido por 163 operacionais, apoiados por 56 viaturas terrestres e cinco meios aéreos, numa operação coordenada para evitar a propagação das chamas numa área de mato e vegetação rural.

As condições meteorológicas, frequentemente marcadas por temperaturas elevadas e vento no Alentejo nesta altura do ano, podem representar um desafio acrescido às operações no terreno, dificultando o controlo do incêndio e aumentando o risco de propagação para zonas envolventes. Até ao momento, não há indicação oficial de habitações ameaçadas ou vítimas associadas ao fogo.

Os bombeiros e restantes forças de proteção civil continuam a acompanhar a evolução da situação, enquanto os meios aéreos realizam descargas estratégicas para conter as frentes ativas do incêndio. As autoridades apelam à população para evitar deslocações desnecessárias à zona afetada e manter-se atenta às informações oficiais.

Este incêndio ocorre numa altura de maior vigilância devido ao aumento do risco de incêndio rural em várias regiões do país, reforçando a importância da prevenção e da rápida mobilização de meios de socorro.

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