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Operação contra PCC mira líderes que coordenavam crimes à distância em Goiás

O Ministério Público de Goiás (MP-GO) deflagrou, na manhã desta terça-feira (16), uma operação para desarticular uma estrutura de comando do Primeiro Comando da Capital (PCC) que, segundo as investigações, coordenava atividades criminosas em Goiás mesmo estando fora do estado.

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Batizada de Operação Convergência Nacional – Goiás 02, a ação resultou no cumprimento de oito mandados de prisão temporária e quatro de busca e apreensão. Os alvos são apontados como integrantes de alto escalão da facção criminosa, responsáveis por decisões estratégicas e pela gestão financeira da organização.

A operação foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com apoio de forças de segurança de São Paulo e Minas Gerais, estados onde parte dos investigados estaria atuando.

De acordo com o MP-GO, as apurações que culminaram na nova ofensiva começaram após a análise de materiais obtidos em uma operação realizada em 2023. Na ocasião, dezenas de integrantes da facção foram condenados por envolvimento em atividades criminosas ligadas ao PCC.

Lideranças atuavam à distância

As investigações apontam que integrantes da cúpula da organização deixaram Goiás, mas continuaram exercendo influência direta sobre as atividades da facção no estado. Segundo o Gaeco, eles utilizavam meios remotos para coordenar ações criminosas, incluindo ataques contra grupos rivais e julgamentos internos de membros da própria organização.

Os suspeitos fariam parte de dois núcleos considerados estratégicos para o funcionamento da facção. Um deles é conhecido como Sintonia dos 14, apontado pelo Ministério Público como a principal instância de deliberação do PCC em Goiás, responsável pelas decisões mais relevantes da organização.

Segundo as investigações, entre as atribuições do grupo estão:

AtribuiçãoDescrição
Coordenação de integrantesResponsável por orientar e supervisionar membros da facção que estão em liberdade.
Aplicação de punições internasDefine e executa sanções contra integrantes que descumprem regras da organização.
Controle de armas de fogoGerencia armamentos utilizados pela facção, conhecidos internamente como “ferramentas”.
Planejamento de ataquesOrganiza ações e ofensivas contra facções criminosas rivais.
Julgamento de integrantesAvalia a conduta dos membros e decide sobre possíveis punições ou medidas disciplinares.

Já o segundo grupo, denominado Sintonia Geral do Progresso, seria encarregado da administração financeira da facção. Conforme as investigações, esse núcleo atua na manutenção econômica do grupo criminoso, com recursos provenientes principalmente do tráfico de drogas, especialmente cocaína.

O Ministério Público informou que todo o material apreendido durante a operação será submetido à perícia e análise técnica. Após a conclusão dessa etapa, as denúncias contra os investigados deverão ser apresentadas dentro dos prazos previstos pela legislação.

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