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ANJE lança Academia de Líderes e a Algarve UP! Social para abrir portas aos jovens empreendedores do Algarve

Abrir portas e proporcionar uma rede a jovens com ideias que queiram desenvolver ou que estejam apostados em empreender, ao mesmo tempo que aposta na capacitação dos técnicos de diferentes entidades que trabalham com empreendedorismo jovem, é o objetivo da Associação Nacional de Jovens Empresários com dois projetos que lançou recentemente no Algarve: a Academia de Líderes e a Algarve UP! Social.

Os dois projetos, «orientados para a liderança, empreendedorismo e inovação social na região», arrancaram oficialmente numa sessão que teve lugar em Tavira,

Segundo a ANJE Algarve, «o lançamento destes projetos representa um reforço do seu compromisso com a capacitação de pessoas, o empreendedorismo e a promoção de um território mais inclusivo, inovador e preparado para os desafios do futuro».

«Após este momento de lançamento, os projetos avançam agora para as suas atividades previstas, envolvendo participantes, parceiros e entidades regionais num percurso dedicado à promoção da liderança, empreendedorismo, inovação social e do desenvolvimento sustentável do Algarve.

À margem da sessão, Rita Gonçalves, Diretora Executiva da ANJE Algarve, explicou ao Sul Informação que a associação, graças ao trabalho que faz de análise da situação vivida na região, notou, nos últimos anos, a existência de «muitas lacunas, que têm não só a ver com questões com os migrantes, com o abandono escolar que existe na região do Algarve, com a falta de estrutura… toda a gente fala de empreendedorismo, toda a gente trabalha com empreendedorismo, mas [falta] alguém que efetivamente nos acompanhe do ponto A ao ponto B».

É aqui que surgem o Academia de Líderes e a Algarve UP! Social, dois projetos que «são para públicos-alvo completamente diferentes», mas acabam por estar interligados, «já que a Academia de Liderança pode ir buscar muitos jovens que tenham ideias de negócio ou ideias de microprojetos, que depois podem passar para o Algarve UP! Social, onde trabalhamos o empreendedorismo».

Este último projeto também pretende dar resposta a outra questão que foi identificada pela ANJE.

«Outra coisa que notámos foi muita falta de capacitação e de formação por parte dos técnicos dos municípios e dos municípios em si em relação às ferramentas que podem disponibilizar para apoiar os jovens e os empresários na região.

Isto é transversal ao país todo, não é só na região do Algarve, mas aqui no Algarve há muitos gabinetes de apoio ao empreendedorismo, mas depois as ferramentas em concreto para eles poderem efetivamente apoiar, acabam por não existir», disse Rita Gonçalves.

Daí o Algarve UP! Social também ter o objetivo de «capacitar técnicos, dirigentes, todas as pessoas que estejam envolvidas em trabalho com empreendedorismo».

O foco do projeto será «dar competências a estas pessoas para facilitar o trabalho delas e para haver um melhor circuito e a informação fluir, porque notamos que os apoios que nós temos, os contactos que conseguimos através de municípios e de IPSS é sempre através de um fator muito importante, o fator humano, que são as pessoas que estão lá todos os dias e que precisam de saber mais para fazer mais».

«E é pelo empenho dos técnicos que eu vejo diariamente, o trabalho que eles têm diariamente no terreno, em cada município, que eu acho que é muito importante podermos ajudá-los a serem ainda melhores no que já fazem, do que já são», elogiou a diretora executiva da ANJE Algarve.

Sul Informação
Rita Gonçalves – Rita Gonçalves -Foto: Hugo Rodrigues | Sul Informação

Segundo a ANJE, o projeto Academia de Líderes foi criado a pensar «nos jovens cheios de talento», que existem no Algarve, mas aos lhes faltam «redes, (…) portas abertas. Às vezes, falta-lhes simplesmente alguém que diga “tu consegues”».

«Alguns querem encontrar um rumo e não sabem como. Outros têm potencial de sobra, mas nunca ninguém lhes deu espaço para o mostrar. E há quem esteja completamente desligado do mercado de trabalho. Não por falta de vontade, mas por falta de oportunidade. A Academia existe para essas pessoas», descreve a associação.

As competências que se pretende dar, no âmbito deste projeto são: «Desenvolvimento pessoal e liderança inclusiva; Participação cívica, porque a cidadania também se treina; Apoio à integração de jovens imigrantes no tecido local; Microprojetos que deixam marca real nas comunidades».

Toda a informação sobre o projeto, nomeadamente sobre inscrições e sobre a calendarização dos ciclos de formação que irá oferecer, podem ser obtidas seguindo este link.

Já o Algarve Up! Social é «um programa gratuito da ANJE que apoia empreendedores e inovadores no Algarve a criar projetos com impacto social e ambiental. Inclui incubação, aceleração, formação e mentoria», dirigido a «qualquer pessoa com uma ideia ou projeto de impacto no Algarve. Empreendedores, profissionais, técnicos, estudantes, remote workers».

Todas as informações sobre o projeto podem ser encontradas neste link.

Quer um projeto, quer outro, «irão estar a ser executados durante três anos. Nós também temos outros projetos a decorrer que irão interligar com estes e, de alguma forma, dar sempre continuidade».

Rita Gonçalves salientou ainda que a ANJE anda «no terreno há 40 anos a trabalhar o empreendedorismo, a trabalhar a área de inovação».

«Agora temos uma experiência nova na área de inovação social, que está num lugar muito próximo do coração, porque só ouvimos falar cada vez mais em inteligência artificial, onde também há tecnologia e inovação, mas aqui há o ponto mais importante disto tudo, que é o lado humano, o fator humano, o apoio em rede e acima de tudo a importância que as comunidades têm».

«Para além de todos os parceiros com quem estamos a falar, já temos os remote workers como a Local Foundation e a Loft Community, que são estrangeiros que vivem em Portugal e que trabalham uns em empresas cá e outros remotamente, que tem uma comunidade muito forte. Eles acabam por aportar muito ao Algarve e fazemos muita transferência de conhecimento entre os nossos empresários e os estrangeiros. Acima de tudo, trata-se de trabalhar a rede que nós temos no Algarve, que é genuinamente fantástica», concluiu Rita Gonçalves.

André Magalhães, presidente da ANJE a nível nacional, que também esteve na sessão, explicou ao nosso jornal que a escolha do Algarve se deve ao facto de ser «um território que tem um potencial para explorar».

A inovação social faz-se, acima de tudo, com o capital humano, com pessoas com ideias, com capacidade de resiliência, com competências. (…) E nós olhamos para o Algarve como um território com um grande potencial, mas que tem vários desafios de desenvolvimento, pela sua sazonalidade, pela sua falta de coesão territorial e de participação cívica, de fixação de jovens.

A ideia destes dois projetos é pegar nesse «grande capital humano», seja dos jovens algarvios, seja de quem vem para cá viver e trabalhar, para transformar o Algarve «num hub de inovação, em particular, um hub de inovação social».

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Juiz decreta prisão de trio suspeito na morte de jovem em salto sem corda

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Justiça de Limeira (SP) converteu em preventiva (sem prazo) a prisão de três homens detidos em flagrante no sábado (13) após a morte de Maria Eduarda Rodrigues Freitas, 21, lançada durante uma atividade de rope jump (salto com corda) na ponte do Esqueleto, localizada no limite com a cidade de Cordeirópolis, no interior de São Paulo.
Segundo a polícia, os três homens, de 27, 32 e 42 anos, foram presos em flagrante por homicídio com dolo eventual.
A conversão da prisão em preventiva ocorreu na manhã deste domingo (14), em audiência de custódia realizada por videoconferência. Com isso, os três responderão ao processo presos.
O nome dos suspeitos não foi informado pela polícia. A reportagem busca a defesa dos presos.
Segundo o boletim de ocorrência, no momento do salto, os equipamentos de segurança não estavam devidamente fixados. A vítima não resistiu à queda e o óbito foi constatado por equipes do Samu.
Seis pessoas foram conduzidas ao Distrito Policial de Limeira para prestar esclarecimentos e três acabaram presas.
“As investigações prosseguem para apurar as circunstâncias e eventuais responsabilidades”, diz a SSP (Secretaria da Segurança Pública), em nota.
Segundo o governo federal, a empresa responsável pela atividade não possuía autorização para realizar esse tipo de prática.
O corpo de Maria Eduarda foi enterrado neste domingo em Jandira, na Grande São Paulo.
Imagens compartilhadas em redes sociais indicam que ela teria sido arremessada sem estar presa a qualquer tipo de corda.
O rope jump, também conhecido como “pêndulo humano”, consiste em saltos de grandes alturas com o praticante preso a cordas que produzem um movimento de balanço após a queda. A modalidade difere do bungee jump. Neste, o praticante utiliza uma corda elástica que provoca rebotes.
A ponte do Esqueleto é um conhecido ponto de saltos na região, com registro de ao menos outras duas pessoas feridas no ano passado –ao terem se chocado contra o chão durante salto de “rope jump”, segundo a imprensa local. Em 2024, a estrutura chegou a ter o acesso bloqueado a pedido da União após a morte de uma ciclista, porém as atividades foram posteriormente retomadas.
A Prefeitura de Limeira publicou uma nota de pesar após o acidente. No comunicado, a administração municipal manifestou solidariedade aos familiares e amigos da jovem e afirmou que vai colaborar com as autoridades competentes na apuração do caso.
A academia onde a jovem trabalhava também lamentou a morte nas redes sociais. Em nota, a equipe da Panobianco Silverstone afirmou que ela era uma colaboradora marcada pela dedicação, carinho, alegria e respeito com que tratava colegas e alunos. O estabelecimento ainda prestou solidariedade à família e aos amigos e desejou força para enfrentar a perda.

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