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Los riesgos de una subida de tipos

La decisión del Banco Central Europeo (BCE) de subir los tipos de interés un cuarto de punto, hasta el 2,25%, es una amenaza para el frágil crecimiento europeo, y puede tener un impacto en las hipotecas que los ciudadanos ya están notando. La institución que presidente Christine Lagarde ha dado este paso por unanimidad y como consecuencia de las presiones inflacionistas por el conflicto en Oriente Próximo. Sin visos de un acuerdo cercano en una guerra que ha rebasado la barrera de los cien días, el encarecimiento del barril de petróleo ha empezado a trasladarse al resto de la cesta de la compra hasta situar la inflación en el 3,2% en mayo desde el 1,9% de febrero. El peligro es que el encarecimiento del dinero acabe siendo una piedra en el camino de la recuperación, ya amenazada por la misma guerra en Irán, y que en última instancia acabe dañando aún más el bolsillo de los ciudadanos.

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© DPA vía Europa Press (DPA vía Europa Press)

La presidenta del BCE, Christine Lagarde, comparece ante los medios, este jueves en Fráncfort.
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Ações corrigem com resiliência do emprego nos EUA e alta de 25 pb do BCE

Depois de a taxa de desemprego ter subido gradualmente desde o mínimo de 3,4% em abril de 2023 até aos 4,2% em novembro de 2024, mês da eleição de Donald Trump, o mercado de trabalho tem evidenciado sinais de estabilização. Em simultâneo, o crescimento económico mantém-se relativamente robusto, com a economia norte-americana a crescer à volta de 3% nos últimos dois anos. Atualmente, o GDPNow da Fed de Atlanta permanece alinhado com essa tendência, apontando para um crescimento de 3,3% no segundo trimestre.

Por sua vez, o índice NFIB de confiança das pequenas empresas, um importante barómetro da perceção económica nos EUA, continua acima dos níveis registados antes das eleições presidenciais. Estes são sinais relevantes para as eleições intercalares de novembro, que tendem a influenciar a segunda metade dos mandatos presidenciais. Os eleitores votam, em grande medida, com o bolso e, caso os preços da gasolina recuem nos próximos meses, na sequência de um eventual cessar-fogo duradouro no Médio Oriente e da normalização do tráfego no estreito de Ormuz, a perceção da situação económica poderá continuar a ser favorável à Administração Trump.

No passado dia 5 de junho, os mercados acionistas recuaram significativamente após os fortes dados do emprego nos EUA terem reforçado a expectativa de taxas de juro elevadas durante mais tempo. Foi mais um exemplo do “good news is bad news”. Todavia, a mesma robustez do mercado de trabalho que pressiona em alta as yields também suporta o crescimento económico e os resultados empresariais. Entretanto, a probabilidade de um aumento das taxas de juro pela Fed dos EUA este ano passou de 55% para 70%, impulsionando as yields do tesouro e penalizando sobretudo as tecnológicas, em particular as ligadas à inteligência artificial. A bitcoin, um importante barómetro do setor de software norte-americano, já vinha a cair desde meados de maio, mas acelerou as perdas após os fortes dados do emprego, refletindo a subida das yields e a força do dólar.

Também as ofertas de emprego aumentaram de 6,9 para 7,6 milhões em abril, o valor mais elevado desde novembro de 2024, enquanto a taxa de desemprego permaneceu nos 4,3%. A criação de emprego mensal tem rondado os 200 mil postos de trabalho nos últimos três meses. Por isso, a reação negativa das ações poderá revelar-se temporária, caso a robustez económica continue a traduzir-se em melhores resultados empresariais.

Já no final desta semana, o BCE subiu os juros em 25 pb tal como esperado. Lagarde confirmou que o BCE continua mais preocupado com os riscos de inflação do que com o abrandamento da economia da zona euro. Embora tenha reconhecido sinais de enfraquecimento da atividade, sobretudo nos serviços, e revisto em baixa o crescimento do PIB para 0,8% em 2026, o BCE reviu em alta as projeções de inflação para 3% este ano e 2,3% em 2027, muito acima da estabilidade de preços de 2%, refletindo o impacto da subida dos preços da energia. O conflito no Médio Oriente e os riscos sobre os preços sobretudo do petróleo dominaram grande parte da conferência.

Lagarde destacou a resiliência do mercado de trabalho, com o desemprego nos 6,3%, um dos níveis mais baixos desde a criação do euro, mas admitiu alguns sinais de fragilidade. Apesar disso, evitou dar qualquer indicação sobre os próximos passos da política monetária, insistindo numa abordagem dependente dos dados. A ausência de forward guidance não alterou significativamente as expectativas do mercado, que continua a antecipar uma nova subida das taxas em setembro e eventualmente outra em dezembro. No essencial, o tom de Lagarde foi cauteloso, firme e ligeiramente mais duro do que muitos investidores esperavam.

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Un alza de tipos que vale para todo: por qué la justifica Lagarde también si termina la guerra

La reunión que ayer mantuvo el Consejo de Gobierno del BCE había suscitado un debate entre los economistas que no tuvo lugar para la institución monetaria. El mercado ya daba por descontada la subida de tipos que se acordó, de 25 puntos básicos, pero entre los expertos hay quien advertía del riesgo de que subir los tipos ahora pudiera ser un error, un sacrificio excesivo a costa del crecimiento en defensa del control de precios. Muchos han recordado estos días las alzas decididas por Jean-Claude Trichet en 2008, justo antes de la quiebra de Lehman Brothers, y en 2011, en los inicios de la crisis de deuda soberana. Pero el BCE tiene claro que el alza de tipos es ahora necesaria, sin contemplar otras opciones. Christine Lagarde defendió que la inflación ya se está transmitiendo a los alimentos y a los servicios y argumentó que la subida de tipos es necesaria incluso ante un escenario más benigno que el actual, ante un final del conflicto en Irán que abarate el precio de la energía.

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© DPA vía Europa Press (DPA vía Europa Press)

Christine Lagarde, presidenta del BCE, en rueda de prensa el 11 de junio de 2026.
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Hogares empobrecidos y un petróleo a 97 dólares a finales de año: el BCE empeora su visión ante un impacto mayor de la guerra en Irán

El banco central eleva tipos por primera vez en tres años para contener el alza de los precios. Eleva también sus estimaciones para la inflación hasta el 3% para finales de año, y en un escenario severo llegará al 4% Leer

El banco central eleva tipos por primera vez en tres años para contener el alza de los precios. Eleva también sus estimaciones para la inflación hasta el 3% para finales de año, y en un escenario severo llegará al 4%
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