Depois de anos de trabalho, circulação e encontros com diferentes públicos, temos o orgulho de compartilhar que o filme baiano Café, Pépi e Limão já está disponível para aluguel e compra nas plataformas Apple TV, Google Play Filmes, Prime Video, Vivo Play, Claro TV+ e YouTube Filmes, com distribuição da Kajá Filmes.Para quem acompanhou a trajetória do filme, este é mais um capítulo de uma caminhada construída com muito esforço, dedicação e trabalho coletivo. Para quem ainda não conhece a obra, este é um convite para descobrir uma história produzida na Bahia, realizada por profissionais baianos e que agora pode ser assistida em diferentes regiões do Brasil e do mundo.
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Desde o início, Café, Pépi e Limão foi pensado como uma obra capaz de provocar reflexões. Com roteiro assinado por mim e direção realizada ao lado de Adler ‘Kibe’ Paz, o filme foi produzido pela DocDoma Filmes, com participação da PLAM Produções Cinematográficas como produtora associada.Ao longo de sua circulação, a obra encontrou espaço não apenas em festivais e salas de exibição, mas também em ambientes dedicados à educação, à pesquisa, à saúde mental, à juventude e aos direitos humanos.Ver o filme gerar debates sobre infância, adolescência, vulnerabilidade social, violência, abandono, pertencimento e construção de vínculos afetivos foi uma das experiências mais significativas de toda essa trajetória.Trajetória gratificanteNossa caminhada começou internacionalmente, com o lançamento do filme na França, durante o festival La Fiesta del Cine.Em seguida, Café, Pépi e Limão percorreu importantes festivais nacionais e internacionais, conquistando premiações no Panorama Internacional Coisa de Cinema, SatyriCine Bijou, FECINE – Festival de Cinema do Nordeste Brasileiro, Los Angeles Brazilian Film Festival (LABRFF) e Tela Cariri – O Nordeste é Coisa de Cinema.Ao longo desse percurso, o filme conquistou 13 premiações em categorias como Roteiro, Direção, Filme, Fotografia, Direção de Arte e Atuação e, também, integrou a seleção do Prêmio Grande Otelo do Cinema Brasileiro, com 13 indicações.Mas a maior conquista foi perceber que as reflexões propostas pelo filme encontraram espaço em universidades, instituições públicas, projetos sociais e diferentes ambientes de formação e diálogo.Na Universidade Federal da Bahia (Ufba), o filme participou de atividades promovidas pelos projetos Infância em Cena, Cinema e Healing e Observatório em Gestalt-Terapia. Também esteve presente em atividades promovidas pelo Centro de Referência Integral de Adolescentes (CRIA) e integrou debates que reuniram profissionais, pesquisadores e representantes de iniciativas voltadas para juventudes, saúde mental, direitos humanos, redução de danos e atenção à população em situação de vulnerabilidade social, entre elas o Programa Corra pro Abraço e os Consultórios na Rua de Salvador.Em 2025, o filme integrou a programação do Cine Debate MPBA, promovido pelo Ministério Público da Bahia. A sessão reuniu promotores de Justiça, delegados de polícia, pesquisadores, psicólogos, especialistas e representantes de diferentes instituições do sistema de garantia de direitos para discutir temas relacionados à infância, adolescência, violência, exploração sexual, vulnerabilidade social e políticas públicas de proteção.Cinema cria pontesPara mim, essas experiências demonstram a capacidade que o cinema possui de criar pontes entre diferentes setores da sociedade e de estimular diálogos necessários sobre questões que fazem parte da nossa realidade.A fotografia que acompanha este texto reúne parte da equipe que tornou Café, Pépi e Limão possível.Cada prêmio, cada exibição, cada debate e cada novo público alcançado carrega o talento, a dedicação e o compromisso desses artistas e técnicos do cinema baiano.Meu agradecimento a todos que fizeram parte dessa jornada.Café, Pepi e Limão (2023)Dir.: Pedro Léo e Adler ‘Kibe’PazCom: João Vitor Souza, Leonardo Lacerda e Mary NascimentoDisponível para aluguel e compra: nas plataformas Apple TV, Google Play Filmes, Prime Video, Vivo Play, Claro TV+ e YouTube Filmes
O Cine Glauber Rocha lançou o projeto ‘Ações Culturais no Cine Glauber Rocha’, que acaba de começar e segue por 12 meses, com o objetivo de oferecer filmes e oficinas gratuitos para os amantes de cinema de Salvador.A programação reúne sessões voltadas para professores, estudantes e públicos em situação de vulnerabilidade social, além de ciclos de cinema, ações inclusivas, pré-estreias e oficinas de formação audiovisual.As sessões começaram no dia 6 de junho, com a primeira edição da Sala do Professor, que volta a acontecer neste sábado, 13, exibindo o filme ‘100 noites de Desejo’, de Julia Jackman.Segundo o Cine, a atividade voltada para docentes acontecerá semanalmente, sempre nas tardes de sábado, com a exibição de filmes que estão no circuito comercial. Para participar, basta apresentar comprovação de atividade profissional e retirar o ingresso na bilheteria do cinema.
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Sessão InclusivaO projeto segue com a estreia da Sessão Inclusiva e exibe ‘Mambembe’, de Fabio Meira, na próxima terça-feira, 16, para pessoas em situação de vulnerabilidade social.A atividade acontecerá por meio de parceria com instituições e entidades ligadas aos públicos-alvo e terá dois formatos possíveis. As sessões do segundo tipo exibirão filmes com Libras, legenda descritiva e audiodescrição, fomentando a presença de pessoas com deficiência no cinema.Ciclos de CinemaNo dia 1º de julho vai acontecer a segunda edição dos Ciclos de Cinema, com sessão do clássico ‘São Bernardo’, de Leon Hirszman. A atividade quinzenal busca resgatar filmes fora do circuito comercial, incluindo produções brasileiras, obras históricas e títulos ligados ao cinema baiano.Os Ciclos de Cinema também pretendem estimular o contato do público com a projeção em película: o Cine Glauber Rocha é atualmente o único cinema do Nordeste em funcionamento com projetor 35 mm ativo.Pré-estreias com acesso gratuitoO projeto Ações Culturais no Cine Glauber Rocha irá realizar, ao longo de um ano, quatro pré-estreias gratuitas seguidas de debates com os diretores, apresentando em primeira mão obras que ainda não entraram em cartaz.A primeira será no dia 14 de julho, com o documentário ‘Juntas pelo Bem Viver: Vozes da Marcha das Mulheres Negras’, seguida de conversa com representantes do filme.Oficina História do CinemaProfessores e estudantes da rede pública de Salvador estão em foco na oficina História do Cinema, que será ministrada pelo crítico e cineclubista Adolfo Gomes.Os encontros acontecerão semanalmente, alternando as atividades para docentes e alunos, e abordarão a evolução da linguagem cinematográfica. A proposta é combinar momentos de conversa e exibição de trechos de filmes clássicos de diferentes períodos e nacionalidades.