Centenas trocaram motos por viagem de barco à Culatra antes do arranque do Portugal de Lés-a-Lés
O passeio de abertura do 28º Portugal de Lés-a-Lés levou esta quarta-feira centenas de motociclistas à ilha da Culatra, «descobrindo o verdadeiro pulmão marinho do sotavento algarvio» antes do arranque do evento mototurístico.
Foi «a primeira vez na história do evento que os participantes deixaram terra firme e trocaram as motos pela viagem no barco, através dos canais da Ria Formosa», refere a Federação de Motociclismo de Portugal (FMP).
Levar todos os participantes no Lés-a-Lés à descoberta de uma das ilhas barreira que delimitam a Ria Formosa a sul obrigou a uma complexa logística de viagens, de e para Faro, em que o barco Mira Sado trabalhou mais do que nos melhores dias de Verão.
A confirmação foi dada por Geraldo Carmo, o presidente da Associação de Moradores da Ilha da Culatra (AMIC), que enalteceu «a vitalização da economia local, nomeadamente da restauração, ao receber um grupo tão grande de pessoas que chegam com um espírito diferente, para divertir-se num animado convívio e numa agradável interação com a população local», lê-se, em comunicado.
À saída do barco, no porto da Culatra, os marinheiros de ocasião foram recebidos, de forma surpreendente e divertida, pelos ilhéus, no ponto alto deste primeiro dia do Portugal de Lés a Lés.
Para os participantes, a jornada começou cedo para as primeiras equipas, com verificações técnicas e documentais desde as 8h30, no Largo de São Francisco.
Na quinta-feira, dia 11, os motociclistas arrancarão a partir das 6h00 para os 425 quilómetros da 1ª etapa, ligando Faro a Alcochete.
Cerca de 10 horas e meia de condução através da serra algarvia, com passagem pelo Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, até às portas ribatejanas de Alcochete, onde os primeiros motociclistas são esperados a partir das 16h30.
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