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Irã lança ataques contra bases dos Estados Unidos na Jordânia, Kuwait e Bahrein

O Irã lançou ataques aéreos contra bases militares dos Estados Unidos na Jordânia, no Kuwait e no Bahrein na manhã desta quarta-feira (10), no horário local. A ofensiva ocorre menos de 24 horas depois de forças americanas bombardearem alvos militares no sul do território iraniano.

Segundo informações do Estadão Conteúdo, a ação iraniana foi uma resposta direta à operação realizada pelos Estados Unidos na terça-feira (9). O governo americano ordenou ataques contra sistemas de defesa aérea e radares iranianos após a derrubada de um helicóptero Apache nas proximidades do Estreito de Ormuz.

Ataques ampliam tensão no Oriente Médio

Os bombardeios americanos foram autorizados pelo presidente Donald Trump, que classificou a ofensiva como uma medida de autodefesa e uma resposta proporcional ao incidente envolvendo a aeronave militar. O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) informou que os alvos atingidos estavam localizados no sul do Irã.

O governo iraniano, por sua vez, negou qualquer participação na queda do helicóptero, embora tenha prometido reagir à ação americana. Após os ataques dos EUA, a Guarda Revolucionária afirmou que responderia à ofensiva, enquanto o chanceler Abbas Araghchi declarou que nenhuma agressão contra o país ficaria sem resposta.

Crise começou após queda de helicóptero

O estopim da nova escalada foi a derrubada de um helicóptero AH-64 Apache do Exército americano na região do Estreito de Ormuz. Os dois tripulantes foram resgatados com vida, mas autoridades militares dos Estados Unidos investigam se a aeronave foi atingida por um drone iraniano do modelo Shahed.

A sucessão de ataques aumenta a instabilidade no Oriente Médio e coloca em risco as negociações que buscavam consolidar um cessar-fogo entre as partes desde o início de abril.

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© REPRODUÇÃO

Estreito de Ormuz
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Tensões escalam no Oriente Médio após bombardeio dos EUA ao Irã em retaliação a helicóptero abatido

Os Estados Unidos realizaram, nesta terça-feira (9), uma série de bombardeios contra o território iraniano. A operação militar ocorreu em retaliação à derrubada de um helicóptero Apache do Exército norte-americano na região estratégica do Estreito de Ormuz, ocorrida na noite de segunda-feira. A ação eleva drasticamente a tensão na região e ameaça o frágil cessar-fogo em vigor desde o início de abril.

O Comando Central dos EUA (Centcom) informou que os ataques de autodefesa começaram no fim da tarde, por ordem direta do presidente Donald Trump. As forças americanas miraram sistemas de defesa aérea e de radares iranianos no sul do país. Agências de notícias estatais do Irã confirmaram explosões na ilha de Qeshm e nas cidades de Bandar Abbas, Sirik, Kohstak e Minab, embora inicialmente tenham atribuído os ataques a uma "origem desconhecida". Em pronunciamento à emissora ABC, Trump classificou a reação militar como proporcional, necessária e "muito poderosa".

RESPOSTA DO IRÃ

A resposta de Teerã foi imediata. A Guarda Revolucionária iraniana prometeu uma reação contundente à agressão, enquanto o chanceler Abbas Araghchi declarou que nenhum ataque ou ameaça ficará sem resposta, emitindo um alerta para que civis deixem as áreas de risco no Oriente Médio. O acirramento dos ânimos ocorre em um momento delicado, visto que o governo norte-americano negociava o fim do conflito, iniciado em fevereiro, e havia sinalizado que as tratativas para um acordo final estavam avançadas.

O estopim para a crise foi a queda do helicóptero Apache AH-64 na segunda-feira. Os dois tripulantes foram resgatados do mar em condição estável com o auxílio de um drone marítimo. Embora o Exército dos EUA ainda investigue o caso, autoridades militares informaram que a aeronave foi atingida por um drone iraniano do modelo Shahed, restando apurar se o ataque foi intencional. Esta foi a primeira perda de um helicóptero Apache pelos EUA nesta guerra, um modelo considerado um dos mais avançados do mundo em termos de ataque e autodefesa.

© KYLE MAZZA/ESTADÃO CONTEÚDO

As forças americanas miraram sistemas de defesa aérea e de radares iranianos no sul do país
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