O Governo do Ontário vai assumir oficialmente a gestão da Gardiner Expressway e da Don Valley Parkway no outono de 2027, anunciou o primeiro-ministro Doug Ford, ao lado da presidente da Câmara de Toronto, Olivia Chow.
Até lá, a província pagará até 353 milhões de dólares à cidade para garantir a operação e manutenção das duas vias. Segundo Olivia Chow, a transferência permitirá libertar verbas municipais para outras prioridades, como reparações na TTC, estradas, pontes e parques.
Doug Ford garantiu que as autoestradas continuarão sem portagens e afirmou que a medida faz parte do plano provincial para reduzir o congestionamento rodoviário. Desde 2023, Ontário já investiu cerca de 430 milhões de dólares na manutenção destas infraestruturas.
Era arrivato in Canada per inseguire il suo sogno di gareggiare nella UFC, la più famosa organizzazione di arti marziali miste al mondo. Oltre ad allenarsi, si era anche dovuto trovare un lavoro per mantenersi. E proprio mentre stava lavorando HrishikeshKoloth è stato ucciso da un orso nero. Un’aggressione fatale per il 27enne lottatore di MMA, nato nello stato di Kerala, in India. “Non ha avuto scampo”, ha raccontato un civile che si trovava nella zona e che è intervenuto sparando all’animale: ha ucciso l’orso, ma per Hrishikesh Koloth era ormai troppo tardi.
L’atleta 27enne era al lavoro come tecnico subappaltatore in un sito di esplorazione di uranio vicino al lago Nordbye, in una zona disabitata e selvaggia del Canada. Hrishikesh Koloth viveva molto lontano da lì, a Penticton, dove si era trasferito con il fratello maggiore Arjun nel 2023: “Il sogno di Hrishikesh era combattere, ecco perché è venuto in Canada. Voleva combattere nell’UFC”, ha raccontato. Per questo si divideva tra lavoro e allenamento in palestra.
Nonostante fosse un atleta e un lottatore di alto livello, nulla ha potuto di fronte all’aggressione dell’orso nero. Un animale massiccio, che però raramente attacca l’uomo: l’ultimo caso noto nella zona risaliva al 2020 e complessivamente sono stati registrati solo 4 attacchi mortali nella storia in questa regione del Canada. L’orso nero infatti è molto meno aggressivo rispetto al bruno: tra Canada e Usa sono presenti oltre 800mila esemplari.
Tecnicamente? Depende de quem responde à pergunta. Politicamente e na prática? É, sem dúvida, uma dor de cabeça para Mark Carney, embora disponha de algumas vantagens e margens de manobra que os seus antecessores não tiveram.
A realidade económica versus a arma política
Pela definição mais rigorosa – dois trimestres consecutivos de crescimento económico negativo – o Canadá encontra-se em recessão, uma vez que o PIB recuou 1,0% no quarto trimestre de 2025 e uma estimativa aponta para uma queda adicional de 0,1% no primeiro trimestre de 2026.
No entanto, como salientam os economistas, uma recessão técnica nem sempre corresponde a uma recessão real. Uma descida de apenas 0,1% pode facilmente desaparecer em futuras revisões estatísticas, e o atual abrandamento económico não apresenta os sinais de devastação generalizada típicos de uma verdadeira crise económica.
Mas, na política, a perceção muitas vezes sobrepõe-se aos aspetos técnicos. O líder conservador Pierre Poilievre tem utilizado repetidamente a palavra “recessão”, mencionando-a dezenas de vezes perante os jornalistas, numa tentativa de fragilizar a reputação de Mark Carney como gestor económico sólido e confiável. Para Carney, ver a palavra “recessão” associada ao seu nome apenas um ano depois de assumir o cargo de primeiro-ministro representa uma mudança de narrativa pouco favorável.
O fator Donald Trump
Neste momento, o principal trunfo de Carney é a forma como os canadianos interpretam as causas do abrandamento económico. Sondagens recentes sugerem que uma parte significativa da população (47% considera que o país está no rumo certo e 59% aprova o desempenho de Carney) atribui as dificuldades económicas a fatores externos, nomeadamente à instabilidade económica e às tarifas consideradas injustas impostas por Donald Trump, e não a falhas da política interna. Poilievre enfrenta uma batalha difícil para convencer os eleitores de que os impostos e a burocracia do governo Carney são os verdadeiros responsáveis pela situação, sobretudo porque o próprio governo já começou a avançar com reformas regulatórias que os Conservadores vinham defendendo há vários anos.
O luxo do tempo
Se existe uma razão principal para que esta recessão técnica ainda não represente um golpe fatal para Carney, essa razão é o calendário político.
Quando Stephen Harper enfrentou uma situação semelhante em 2015, a recessão técnica ocorreu durante o seu décimo ano no poder e em plena campanha eleitoral, prejudicando seriamente a sua imagem. Carney, pelo contrário, está apenas no primeiro ano do seu mandato. Além disso, graças à passagem de alguns deputados conservadores para outras bancadas, reforçando a sua posição parlamentar, Carney não terá, tecnicamente, de enfrentar os eleitores para defender o seu desempenho económico durante mais três anos.
Então…
Embora possa parecer apenas uma questão “técnica” numa folha de cálculo, o enfraquecimento da economia representa um desafio real para o governo. Se os canadianos continuarem a sentir dificuldades financeiras à medida que o verão avança, Carney não poderá refugiar-se indefinidamente no argumento de que “a culpa é de Trump”. Mais cedo ou mais tarde, as bases económicas mais fortes e resilientes que prometeu terão de se tornar visíveis no dia a dia dos cidadãos. A questão é saber se a estratégia agressiva de Pierre Poilievre na interpretação dos dados económicos acabará por desgastar os elevados níveis de aprovação de Carney ou se Donald Trump continuará a ser visto, pela maioria dos canadianos, como o principal responsável pelos problemas económicos do país.
A decisão do Toronto District School Board (TDSB) de transferir temporariamente os alunos da Heydon Park Secondary School para outra localização, a partir de janeiro, está a preocupar pais e encarregados de educação. Embora o TDSB garanta a continuidade dos serviços, da equipa docente e da direção, muitas famílias receiam que a mudança seja o primeiro passo para o encerramento definitivo da escola, especializada no apoio a alunos com necessidades educativas especiais. As preocupações são agravadas pela redução das admissões nos últimos anos e pela alegada falta de consulta à comunidade escolar. Os pais alertam ainda para o impacto que a alteração poderá ter nos alunos, para quem a estabilidade e a familiaridade do ambiente escolar são fundamentais.
Disputa sobre terrenos escolares gera novo debate
Uma disputa entre o Toronto District School Board (TDSB), o Toronto Catholic District School Board (TCDSB) e a Câmara Municipal de Toronto está a gerar preocupação sobre o futuro dos terrenos escolares da cidade. Em causa está a exclusão destes terrenos da Avenues Policy, um plano que permite a construção de edifícios de média altura em grandes avenidas. As juntas escolares recorreram da decisão, defendendo que a inclusão dos terrenos lhes daria maior flexibilidade de gestão. No entanto, associações de moradores receiam que a reclassificação urbanística aumente o valor das propriedades e facilite futuras vendas ou requalificações, colocando em risco espaços importantes para as escolas e para as comunidades locais, como recreios e campos desportivos.
O que está realmente em causa?
A política municipal permite a construção de edifícios entre seis e 14 andares em determinadas avenidas de Toronto, mas excluiu os terrenos escolares após consultas públicas. As juntas escolares contestam essa decisão, alegando que limita a gestão dos seus ativos e a adaptação a futuras necessidades. Já a Câmara Municipal defende que a medida integra a sua estratégia para aumentar a oferta de habitação e responder à crise habitacional da cidade.
Mobilização comunitária ganha força. Maria Judas é um rosto da luta
A controvérsia em torno das escolas e dos terrenos escolares em Toronto tem vindo a mobilizar cada vez mais a comunidade. Uma encarregada de educação em Toronto, Virginia Johnson começou a alertar para planos que poderão permitir a venda de terrenos de mais de 200 escolas públicas. Johnson lançou uma petição, criou um site e organizou protestos para sensibilizar a comunidade, defendendo que a população deve ser informada antes de possíveis decisões avançarem. Também critica a possibilidade de venda destes terrenos a promotores privados, considerando a situação um conflito de interesses e prejudicial para as comunidades, já que estes espaços são usados também para lazer e circulação local. A par de Virginia Johnson que foi a mulher que iniciou toda essa manifestação, entre as vozes mais envolvidas está Maria Judas, mãe e ativista, que expressa preocupação com o impacto destas decisões no futuro das próximas gerações. “Tal como qualquer mãe, quero o melhor para a minha filha. Quero que cresça numa comunidade forte, onde as famílias tenham voz e onde as escolas continuem a ser espaços de aprendizagem, convivência e identidade”, afirma.
Maria tem participado ativamente na organização de iniciativas destinadas a informar os cidadãos sobre o processo e a incentivar a participação pública nas audiências do tribunal. Segundo a ativista, existe uma lista de escolas potencialmente afetadas em toda a região da Grande Toronto (GTA), incluindo estabelecimentos como a St. Helen’s Catholic School, Stella Maris Catholic School, St. Mary of the Angels Catholic School e Pope Francis Catholic School. Dirigindo-se particularmente à comunidade portuguesa e luso-canadiana, Maria Judas deixa um apelo à participação cívica.
“A nossa voz conta. Não podemos ficar indiferentes quando estão em causa instituições que servem as nossas famílias e os nossos bairros. Cada assinatura, cada carta enviada e cada telefonema feito podem fazer a diferença.” Para muitas famílias, a situação sobre os terrenos escolares em Toronto vão muito além de uma simples decisão administrativa — tocam no coração do que significa comunidade. Está em causa a ideia de que as escolas devem continuar a servir as necessidades das gerações atuais e futuras, preservando espaços educativos que são parte essencial da vida dos bairros, onde se constrói identidade, pertença e futuro.
Petição ultrapassa 6.000 assinaturas em defesa de terrenos escolares e parques públicos
A petição para proteger escolas e terrenos de parques públicos já ultrapassou as 6.000 assinaturas, num movimento crescente de mobilização comunitária. Na última audiência do Ontario Land Tribunal, foi concedida uma extensão que permite a mais residentes solicitarem o estatuto de participante no processo. Os pedidos podem ser feitos através de www.protectschoollands.ca/participant, onde os cidadãos são convidados a explicar de que forma a situação os afeta pessoalmente. A próxima audiência está marcada para 9 de setembro, em formato virtual. Os organizadores apelam à continuidade da mobilização, incentivando a assinatura e partilha da petição, bem como o contacto com representantes governamentais e autoridades locais, sublinhando que “cada ação conta” na defesa destes espaços públicos.