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Queriam aumentos? Temos pena, mas o dinheiro vai ser investido em IA

A inteligência artificial não está a chegar apenas para tirar o emprego. Está aí para lhe roubar também o salário. A tecnológica norte-americana Teradata informou os seus 5100 trabalhadores de que não deverão contar com aumentos salariais anuais em 2026, numa altura em que a empresa está a redireccionar orçamento para investimentos em inteligência artificial. A decisão foi comunicada em Janeiro através de um memorando interno do presidente executivo, Steve McMillan, conta o Business Insider. No documento, McMillan afirma que a prioridade da empresa para este ano é “vencer no mercado com IA” e que, para isso, a empresa vai

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Amparar os nossos idosos nas comunidades portuguesas

Photo: @copyright

Quem está fora de Portugal sabe que emigrar é um ato de coragem. No entanto, envelhecer longe do nosso país, sem a devida proteção do Estado que se ajudou a construir além-fronteiras, é uma injustiça profunda. Como alguém que vive a realidade da diáspora e conhece de perto o pulsar das nossas comunidades no exterior, recuso-me a aceitar o silêncio e a inércia perante o sofrimento dos portugueses espalhados pelo mundo. A denúncia que o Grupo Parlamentar do Partido Socialista fez na Assembleia da República não é apenas uma interpelação política; é um grito de socorro que exige uma resposta imediata e sem tibiezas do Governo português.

Existem graves e insustentáveis atrasos no pagamento do Apoio Social para Idosos Carenciados a inúmeros cidadãos portugueses residentes na Venezuela e no Brasil. Falamos de pessoas idosas, muitas vezes doentes e isoladas, que têm neste apoio de sobrevivência a sua única e exclusiva tábua de salvação para garantir o básico: alimentação, medicamentos e habitação. Para agravar o cenário, na Venezuela, os atrasos no pagamento das pensões de reforma pela Segurança Social portuguesa já superam um ano. Isto não é apenas burocracia; é uma situação de desespero absoluto que atenta contra a dignidade humana.

O Apoio Social para Idosos Carenciados foi pensado como um instrumento mínimo de proteção social do Estado português junto das comunidades emigrantes mais fragilizadas. O valor atribuído é, por si só, reduzido, variando entre os 30 euros e o valor da pensão mínima do regime contributivo, sendo pago trimestralmente. Retardar estas verbas, cujas transferências deveriam ter sido efetuadas em março, significa empurrar centenas de idosos para a miséria extrema. A desculpa da falta de verbas ou de bloqueios nos mecanismos bancários e na emissão de cheques na Venezuela não pode servir de escudo para a incompetência operacional. Se existem constrangimentos bancários crónicos na Venezuela, o Estado tem o dever de encontrar e implementar soluções alternativas urgentes.

Não podemos tolerar que os nossos postos consulares fiquem de mãos atadas por falta de articulação central. A nossa diáspora não é um peso; é parte integrante da identidade e do património de Portugal. É inaceitável que cidadãos que dedicaram as suas vidas ao trabalho e mantiveram viva a ligação ao país fiquem meses sem receber as prestações sociais e as pensões a que têm pleno direito, privados de informação clara e de respostas eficazes.

Por isso, exigem-se esclarecimentos claros ao Governo: quantos idosos estão afetados por estes bloqueios? Quando será regularizado, integralmente, o pagamento do Apoio Social para Idosos Carenciados e das pensões em atraso? E que mecanismos estruturais serão criados para garantir que estes atrasos vergonhosos nunca mais se repitam? A solidariedade nacional não devia terminar dentro  das fronteiras geográficas do retângulo continental. Proteger os portugueses no estrangeiro, especialmente os mais vulneráveis, é um imperativo moral e constitucional do qual Portugal nunca deve abdicar. Ignorar esta realidade é falhar com a nossa própria história. O Governo deve agir de imediato, retificando estes erros operacionais e logísticos, assegurando que o apoio financeiro chegue a quem dele depende para sobreviver. Cuidar dos nossos idosos na diáspora não é uma escolha política ou uma benesse partidária, mas sim um ato elementar de justiça, respeito e humanidade para com aqueles que, mesmo distantes, sempre honraram Portugal .

Vitor M. Silva/MS

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Xiaomi annuncia i nuovi prodotti del 2026: lo smartphone 17T Pro, dispositivi wearable, TV ed elettrodomestici per una casa sempre più connessa

Xiaomi ha scelto Vienna per un evento che va oltre il tradizionale lancio di uno smartphone. La casa cinese la scorsa settimana ha portato sul palco una nuova ondata di prodotti pensati per raccontare la sua idea di ecosistema: telefoni, wearable, auricolari, speaker, TV e grandi elettrodomestici. Il filo conduttore è sempre lo stesso, cioè la strategia “Human × Car × Home”, con cui Xiaomi vuole mettere in comunicazione dispositivi personali, casa intelligente e mobilità. In questo scenario lo smartphone resta il centro dell’esperienza, ma non è più l’unico protagonista. Intorno a lui si muovono prodotti pensati per accompagnare momenti diversi della giornata, dal lavoro allo sport, dall’intrattenimento alla gestione della casa.

Xiaomi 17T Pro e Xiaomi 17T

Il prodotto più atteso dell’evento è stato Xiaomi 17T Pro, affiancato dal più compatto Xiaomi 17T. La serie T ha sempre avuto un ruolo particolare nella gamma del marchio, perché prova a portare funzioni da top di gamma in una fascia di prezzo meno estrema rispetto ai modelli Ultra. Con questa generazione Xiaomi punta soprattutto su fotografia, autonomia e display, tre aree che oggi pesano moltissimo nella scelta di uno smartphone. La collaborazione con Leica resta centrale, ma non va letta come un semplice marchio applicato al retro del telefono. Il lavoro riguarda ottiche, resa cromatica, modalità di scatto e approccio generale all’immagine, con l’obiettivo di rendere il telefono più versatile in ogni situazione. Entrambi i modelli hanno una tripla fotocamera con sensore principale da 50 MP e, soprattutto, un teleobiettivo Leica 5x da 50 MP con stabilizzazione ottica, una novità importante per la serie T.

Il teleobiettivo è probabilmente la caratteristica più interessante per chi usa davvero tanto la fotocamera dello smartphone. Non serve soltanto a fotografare un soggetto lontano, ma permette anche di lavorare meglio su ritratti, dettagli architettonici, concerti, viaggi e scene in cui avvicinarsi fisicamente non è possibile. Xiaomi parla di zoom ottico 5x nativo, zoom ottico 10x e Ultra Zoom AI fino a 120x, numeri che attirano l’attenzione ma che vanno riportati alla vita reale. La differenza più importante, infatti, sta nella possibilità di avere una focale più lunga e stabile per scattare immagini meno “piatte” e più curate. Anche le prime recensioni italiane hanno messo in evidenza proprio il teleobiettivo Leica 5x come una delle ragioni principali per guardare con interesse al 17T Pro.

La parte fotografica introduce anche Leica Live Moment, una funzione che prova a superare il concetto di semplice scatto statico. L’idea è catturare non solo il momento finale, ma anche il movimento e l’emozione che lo precedono, trasformando una foto in un piccolo racconto visivo. È una funzione pensata per scene dinamiche, bambini, animali, sport, viaggi o momenti spontanei in cui un singolo fotogramma rischia di perdere qualcosa. Sul 17T Pro arriva anche la Cinematografia Live, con Ultra-HD Live Moment in 4K e opzioni creative più evolute per gestire zoom e profondità. La versione Pro aggiunge inoltre una parte video più ambiziosa, con registrazione cinematografica 4K a 60 fps e un bokeh naturale dello sfondo, utile per dare ai filmati un aspetto più curato.

Il display segue la stessa direzione. Xiaomi 17T Series utilizza pannelli AMOLED 1.5K con luminosità di picco fino a 3.500 nit, pensati per restare leggibili anche all’aperto e sotto luce intensa. Il Pro arriva fino a 144 Hz, mentre Xiaomi 17T si ferma a 120 Hz, comunque più che sufficienti per una navigazione fluida, gaming all’altezza e contenuti video. Xiaomi introduce anche Vision Care, una tecnologia studiata per ridurre affaticamento visivo, luce blu, sfarfallio e motion blur.

L’altra grande notizia è la batteria. Xiaomi 17T Pro monta un’unità al silicio-carbonio da 7.000 mAh, affiancata da ricarica cablata HyperCharge da 100 W e ricarica wireless da 50 W. Xiaomi 17T, più compatto, integra invece una batteria da 6.500 mAh con ricarica cablata da 67 W. Il Pro utilizza il MediaTek Dimensity 9500 a 3 nm, mentre il modello base adotta il Dimensity 8500-Ultra a 4 nm. Entrambi sono supportati dal sistema Xiaomi 3D IceLoop, pensato per gestire meglio il calore durante gaming, registrazione video e multitasking. In Italia i prezzi partono da 899,90 euro per Xiaomi 17T Pro e da 749,90 euro per Xiaomi 17T, con promozioni di lancio che includono bundle e servizi digitali.

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Flight Path Home dá voz às histórias de migração e pertença 

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Flight Path Home, livro de Steven M. Silva
IMG_1986 IMG_1991 IMG_1976 IMG_1998 IMG_1984 IMG_1977 IMG_2002 IMG_2016 IMG_2017 Flight Path Home, livro de Steven M. Silva

Créditos: Francisco Pegado

A Galeria dos Pioneiros Portugueses e a Aliança dos Clubes e Associações Portuguesas do Ontário (ACAPO) promoveram uma sessão especial de apresentação do livro Flight Path Home: Stories of Family Migrations and Belonging (O Caminho de Regresso a Casa: Histórias de Famílias, Migração e Sentimento de Pertença), da autoria de Steven M. Silva.

O evento reuniu membros da comunidade, familiares, educadores e amantes da literatura para uma noite de leitura, reflexão, autógrafos e venda de exemplares da obra, que aborda temas como a migração, a identidade, a memória e o sentimento de pertença.

Partindo da história da sua própria família, Steven Silva conduz os leitores numa viagem entre a Ilha da Madeira, em Portugal, e o Canadá, revisitando memórias, desafios e conquistas que marcaram o percurso de várias gerações. A obra reflete sobre a experiência da emigração, a preservação das raízes portuguesas e a forma como estas histórias continuam a moldar a identidade e o sentimento de pertença das famílias luso-canadianas.

Na abertura da sessão, Manuel DaCosta, em representação da Galeria dos Pioneiros Portugueses, destacou a importância de preservar as histórias dos pioneiros portugueses no Canadá, sublinhando que obras como esta ajudam a manter viva a memória coletiva da comunidade e a transmitir esse legado às gerações futuras.

Também Kátia Caramujo, em representação da ACAPO, salientou o valor cultural e educativo do livro, considerando-o um importante testemunho da experiência de muitas famílias portuguesas que construíram uma nova vida no Canadá “apresentar Flight Path Home durante o Mês da Herança Portuguesa no Canadá é também uma forma de mostrar que esta celebração vai muito além das festividades e do Desfile do Dia de Portugal. É igualmente uma oportunidade para valorizar a nossa história, a nossa cultura e as histórias que moldaram a comunidade portuguesa no Canadá”, afirmou.

Durante a apresentação, Steven Silva explicou que a obra nasceu da vontade de compreender melhor o percurso da sua família e de explorar a forma como as experiências de migração continuam a marcar a identidade das gerações seguintes “é um sentimento de grande orgulho estar aqui, num espaço dedicado aos pioneiros portugueses e durante o Mês da Herança Portuguesa no Canadá. Este livro permitiu-me reconectar com o passado, fortalecer os laços familiares, encontrar-me através destas histórias e compreender melhor quem sou. É também uma celebração da nossa identidade, das nossas tradições e do orgulho nas nossas origens”, partilhou o autor que também não se esqueceu de agradecer às três pessoas que proporcionaram a apresentação do seu livro – Kátia Caramujo, José Eustáquio e Manuel DaCosta.

Um dos momentos mais emotivos da noite contou com a participação de quatro antigas professoras de Steven Silva, Gabriella Colussi Arthur, Maria João Maciel Jorge, Mary Di Biase Petrungaro e Gabriela Sangiorgio, que recordaram o seu percurso académico e a sua dedicação à aprendizagem e às suas raízes culturais.

Em destaque esteve também a mãe do autor, Cesaltina Silva, que visivelmente emocionada afirmou: “é um enorme orgulho ver o meu filho fazer aquilo que ama e transformar as histórias da nossa família numa obra que pode inspirar tantas outras pessoas”.

A iniciativa terminou com uma sessão de autógrafos e convívio entre os participantes, celebrando não apenas o lançamento de um livro, mas também as histórias, as memórias e as experiências que continuam a unir a comunidade luso-canadiana e a enriquecer o património cultural português no Canadá.

Francisco Pegado/MS

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“Emiliano torni giudice a Benevento”: al Csm la destra vota per il rientro in toga dell’ex governatore Pd dopo 23 anni

Per conoscere il suo immediato futuro, Michele Emiliano dovrà pazientare ancora un po’. Al termine di un ping pong durato oltre sei mesi, la Terza Commissione del Consiglio superiore della magistratura si è finalmente espressa sulla richiesta dell’ex sindaco di Bari e governatore pugliese – tuttora un pubblico ministero in aspettativa elettorale – di diventare consulente istituzionale in attesa di un seggio in Parlamento, evitando un clamoroso ritorno in toga dopo 23 anni (la legge Cartabia anti-porte girevoli non si applica al suo caso, essendo entrata in vigore dopo l’ultima elezione). Ma il verdetto non è stato univoco: la commissione ha partorito due proposte contrapposte, tra cui il plenum, l’organo al completo, dovrà scegliere in una delle prossime sedute (probabilmente a luglio). La prima, votata dai quattro consiglieri togati, dà il via libera al collocamento fuori ruolo di Emiliano come consulente della Commissione d’inchiesta del Senato sulle condizioni di lavoro. La seconda, votata dalle due “laiche” Isabella Bertolini e Daniela Bianchini, elette in quota Fratelli d’Italia, respinge invece la richiesta e ricolloca Emiliano in ruolo come giudice del Tribunale di Benevento, sede indicata da lui stesso come seconda preferenza (la prima era la Direzione nazionale antimafia). Una posizione, a guardar bene, abbastanza paradossale: proprio le rappresentanti della maggioranza allergica alle “toghe rosse” ora chiedono di far rientrare in magistratura uno dei più importanti esponenti del Partito democratico, di cui fu candidato addirittura alla segreteria.

La consulenza al Senato è il “piano B” studiato per Emiliano dal suo amico e conterraneo Francesco Boccia, capogruppo del Pd a palazzo Madama. La soluzione iniziale individuata per l’ex governatore, infatti, era la nomina a collaboratore di Antonio Decaro, suo delfino politico e successore alla guida della Regione. La richiesta di Decaro, però, è stata respinta per ben tre volte dalla Terza Commissione, nonostante vari aggiustamenti formali e sostanziali: secondo il Csm, né l’incarico di “consigliere giuridico” né quello di consulente per le crisi industriali erano autorizzabili in base alla legge. Così, con la mediazione di Boccia, il presidente della Commissione d’inchiesta sul lavoro Tino Magni (Alleanza Verdi e Sinistra) ha lanciato un salvagente inviando un’istanza alternativa a palazzo Bachelet. Anche questa strada, però, si è rivelata non priva di ostacoli: su richiesta del Consiglio superiore, Magni ha dovuto spiegare perché abbia bisogno proprio di Emiliano, considerato anche il fatto che la sua commissione si avvale già della consulenza di un altro magistrato fuori ruolo. Lo stesso ex governatore, mercoledì, è stato ascoltato dalla Terza Commissione del Csm, sottolineando l’inopportunità di un suo rientro in toga dopo due decenni: “L’attuale normativa prevede che chi è stato in politica non possa rientrare nelle funzioni per evitare un danno molto grave all’indipendenza e all’immagine di imparzialità della magistratura. Anche se ovviamente a me non si applica, ho comunque dato disponibilità ad applicarla”, ha detto.

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La investigación biomédica en España: entre el liderazgo, la maraña burocrática y el desafío del control de datos

La investigación biomédica en España: entre el liderazgo, la maraña burocrática y el desafío del control de datos

La mesa ‘Ciencia para la vida: la investigación al servicio de la salud’ cerró el I Foro Impacto con el objetivo de entender cómo la innovación se pone al servicio de la población

La jornada ‘I Foro Impacto. Innovación con propósito’, organizada por elDiario.es, puso su broche final con una mesa de debate que diseccionó el presente y el futuro del sector salud en España. 

Los expertos que participaron en el debate fueron César Hernández, director general de cartera y farmacia del Ministerio de Sanidad; Cristina Avendaño, presidenta de la Federación de Asociaciones Científico Médicas Españolas (FACME); Amelia Martín Uranga, directora de investigación clínica y transnacional de Farmaindustria; y Alfredo Moyano Olmos, director de Sanidad y Pharma de PWC. 

Moderados por el periodista David Noriega, jefe de la sección de Sociedad de elDiario.es, los cuatro analizaron cómo transformar el conocimiento científico en beneficios para los pacientes en un sistema que busca ser vanguardista y sostenible. 

El sistema público como motor

El punto de partida de la conversación fue la actualidad regulatoria, ya que César Hernández explicó el impacto del recién aprobado Real Decreto para la evaluación de medicamentos y tecnologías sanitarias. Para el director general, el Sistema Nacional de Salud es el “elemento tractor” indispensable: “Si no tira del tipo de innovación, investigación, desarrollo o fabricación que queremos, no hay otro mercado fuera”, afirmó, subrayando que el sistema público debe ser el que oriente la investigación hacia las necesidades reales de salud. 

El camino desde el laboratorio hasta el paciente no está exento de obstáculos. Cristina Avendaño coincidió en que España genera “muy buena ciencia”, pero destacó que existe un “cuello de botella” en su transferencia. Avendaño fue tajante al pedir un cambio de paradigma en el reconocimiento de los profesionales: “Lo que nos hace falta en este país es mejorar mucho más la integración de la investigación con la que se hace en el sistema nacional de salud”, señalando que actualmente la labor investigadora de los médicos especialistas no se valora suficientemente en sus carreras profesionales. 

La conversación derivó rápido hacia la colaboración entre sectores y Amelia Martín Uranga destacó que España se ha consolidado como un referente internacional en ensayos clínicos, un éxito que atribuyó a un ecosistema bien engrasado entre industria, agencias reguladoras y hospitales. No obstante, advirtió sobre el alto nivel de competencia, mencionando que países como Alemania están intentando copiar el modelo español. “Los hospitales que hacen investigación dan una mejor asistencia. Hay que cuidarlos, hay que protegerlos”, defendió Martín Uranga. 

Amelia Martín Uranga,, directora de Investigación Clínica y Translacional de Farmaindustria.
Amelia Martín Uranga,, directora de Investigación Clínica y Translacional de Farmaindustria.

Por su parte, Alfredo Moyano introdujo una matización sobre el reto demográfico: “Yo creo que el problema no es el envejecimiento, sino que es la cronicidad y la pluripatología, cómo convivir con eso y cómo el modelo asistencial se tiene que adaptar a la nueva realidad”. Moyano abogó en su intervención por innovaciones que fomenten el “hospital líquido” a través de la telemonitorización y la telefarmacia, aunque criticó la tendencia a realizar proyectos pilotos aislados “sin una estrategia clara de cómo se incorporan luego al sistema”. 

Alfredo Moyano Olmos, director de Sanidad y Pharma de PWC
Alfredo Moyano Olmos, director de Sanidad y Pharma de PWC

Integración contra la fragmentación 

Uno de los temas centrales del debate fue la necesidad de una estrategia nacional unificada. Los ponentes coincidieron en que la política de investigación aún se percibe fragmentada, por ejemplo en las diferentes áreas de actuación de los ministerios, en un momento en el que la multidisciplinariedad es imprescindible. Cristina Avendaño lamentó que la investigación médica no siempre vaya de la mano de la ciencia de datos o el medio ambiente. Alfredo Moyano reforzó esta idea pidiendo una gobernanza única con “objetivos claros y medibles a ocho o diez años”. 

Por alusiones, César Hernández explicó que la Estrategia de la industria farmacéutica busca precisamente ser ese núcleo integrador que reúna a varios ministerios. El director general enfatizó la importancia de una visión holística para competir con potencias como China o Estados Unidos: “Es injusto pedir al dinero de Sanidad que tire de la fabricación en Europa, de innovación desligada del valor, si realmente luego no se le reconoce que todo eso requiere un esfuerzo que no está pagando el valor concreto del medicamento, sino el valor de toda la cadena que hace que todo eso sea posible”. 

César Hernández, director general de cartera y farmacia del Ministerio de Sanidad.
César Hernández, director general de cartera y farmacia del Ministerio de Sanidad.

La mesa también abordó la importancia de que el código postal no determine el acceso a la innovación. Amelia Martín Uranga destacó los esfuerzos para descentralizar los ensayos clínicos y llevarlos más allá de Madrid y Barcelona. Para acelerar estos procesos, Avendaño y Martín Uranga coincidieron en la urgencia de reducir la burocracia. “Lo que no podemos es convertir el ensayo clínico en algo tremendamente complejo, lleno de gestión administrativa, de burocracia, de auditoría”, criticó Avendaño. 

César Hernández añadió a este punto una reflexión sobre la “asequibilidad” del sistema, sugiriendo que la utilización de datos en vida real podría permitir una toma de decisiones más fluida y menos rígida que la actual. 

La tecnoética y la protección de datos

En el tramo final la atención recayó sobre la Inteligencia Artificial y el uso de datos. Alfredo Moyano defendió la IA como una herramienta que liberará al médico de tareas administrativas para que pueda dedicarse a aportar valor. Martín Uranga y Hernández coincidieron en que la clave reside en la “tecnoética” y en evitar sesgos.

Cristina Avendaño quiso lanzar un mensaje de tranquilidad sobre la privacidad, pidiendo que no se convierta en una barrera ideológica: “Lo que hay que dar es garantías de que los datos se utilizan bien y ya está. Nada de consentimientos, por favor”, pidió, defendiendo la importancia de divulgar que el uso social de los datos para investigar es un valor compartido. 

Cristina Avendaño, presidenta de la Federación de Asociaciones Científico Médicas Españolas (FACME).
Cristina Avendaño, presidenta de la Federación de Asociaciones Científico Médicas Españolas (FACME).

A forma de cierre, los ponentes resumieron su petición fundamental para mejorar el sistema. Alfredo Moyano apostó por la “interoperabilidad” de los 17 subsistemas de salud autonómicos. Amelia Martín Uranga pidió reforzar la colaboración público-privada y medir el valor social del medicamento. Cristina Avendaño instó a corregir la “gestión administrativa ineficiente” que consume el 40% del tiempo de los investigadores. César Hernández concluyó con la necesidad de “romper silos” para dar continuidad a las políticas de salud tanto en España como en Europa.

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Lançamento do livro sobre o Tapete Mágico na FNAC de Faro

Clube de Teatro Tapete Mágico Património Emocional do Agrupamento Pinheiro e Rosa. A FNAC de Faro foi o palco privilegiado da apresentação do livro sobre o Clube de Teatro Tapete Mágico, coordenado pela sua fundadora, a professora Ana Cristina Oliveira. O livro, que marca os 30 anos de trabalho ininterrupto, foi apresentado por uma das […]

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Entenda protestos que paralisaram Bolívia e já derrubaram três ministros

Ruas vazias, aulas virtuais e escassez de alimentos, combustíveis e medicamentos. Parece uma cidade em lockdown na pandemia de Covid-19, há seis anos, mas esta é La Paz de 2026 após um mês sitiada por protestos que, entre outras reivindicações, pedem a renúncia do recém-eleito presidente da Bolívia, Rodrigo Paz. Leia mais (06/03/2026 - 23h00)
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