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Estafeta ferido em acidente na estrada Barcelos-Famalicão

Um motociclista, que estava a trabalhar como estafeta, ficou ferido, esta quinta-feira, na sequência de um despiste na freguesia de Várzea, Barcelos.

Ao que O MINHO apurou junto de fonte do socorro, o sinistro ocorreu na Estrada Nacional 204, que liga Barcelos a Famalicão, junto à stand Solicar.

Ainda não são conhecidas do acidente rodoviário.

O motociclista foi assistido pelos Bombeiros Voluntários de Barcelinhos e transportado para o Hospital de Braga com ferimentos considerados ligeiros.

O alerta foi dado às 20:27.

A GNR registou a ocorrência.

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Associação diz que Braga “não pode responder com silêncio quando tem 1 atropelamento a cada 3 dias”

A associação Braga Ciclável alertou hoje para os recentes atropelamentos na cidade e referiu que Braga “não pode responder com silêncio quando tem um atropelamento a cada três dias”.

Em comunicado, lembrou a criança de 12 anos que foi atropelada na Avenida Dr. António Palha, em Lamaçães, na terça-feira, e ainda outro atropelamento recente que envolveu uma criança de 10 anos na Avenida da Liberdade. Ambos ocorreram durante atravessamentos na passadeira.

A Braga Ciclável considera que não são sinistros “isolados”, mas sim “episódios de um problema estrutural documentado, denunciado e com soluções conhecidas, que o Município continua a não dar resposta”.

“Os números do concelho falam por si. Entre 2019 e 2023, foram registados quase 400 atropelamentos no Concelho de Braga, o equivalente a um a cada três dias. O distrito de Braga registou 214 atropelamentos em 2025, o segundo valor mais alto do país, acima de Lisboa. Quase 70% dos atropelamentos em Braga ocorrem em passadeiras. Em 2026, foram já noticiados pelo menos quatro atropelamentos em Braga, todos em passadeiras, sendo que os dados oficiais irão revelar muito mais”, nota.

Lembra que a Câmara de Braga tem um Plano Municipal de Segurança Rodoviária que “não é conhecido publicamente e por conseguinte não existe nenhuma medida executada”.

A Braga Ciclável frisa que solicitou ao Município de Braga o estado do Plano Municipal de Segurança Rodoviária bem como a apresentação pública de um “calendário concreto” para a implementação das medidas de segurança pedonal e ciclável.

Radares, passadeiras sobrelevadas e fiscalização

A associação propõe radares fixos de velocidade nas avenidas com maior sinistralidade, como a Avenida Padre Júlio Fragata, a Avenida Frei Bartolomeu dos Mártires e as vias que compõem a Rodovia. Seria uma medida de “baixo custo”, “rápido retorno financeiro” e “elevado impacto na segurança rodoviária comprovado”.

Apela ainda à sobrelevação das passadeiras ao nível dos passos na zona densa e plana da cidade “eliminando a diferença de cota que induz o aumento de velocidade na aproximação”. “Esta medida não requer obras de grande envergadura e pode ser executada de forma faseada, com prioridade para as artérias com maior volume de tráfego pedonal e ciclável e registo de sinistros na última década”, refere.

Por fim, a Braga Ciclável pede ainda o reforço da fiscalização do cumprimento dos limites de velocidade e das regras de cedência de passagem a peões e ciclistas nos atravessamentos da cidade, em coordenação com a PSP e Polícia Municipal.

Em abril de 2024, a mesma associação já tinha publicado o Manifesto 40/24, com 40 medidas em 24 meses, entregando-o a todos os responsáveis políticos da cidade. Nesse manifesto, a associação propôs as seguintes medidas para reduzir os atropelamentos e melhorar a segurança rodoviária: “Adopção da Visão Zero Municipal – zero mortes nas ruas do concelho; Cidade 30 – limite de velocidade com medidas físicas de cumprimento, incluindo sobrelevação de passadeiras; Colocação de radares fixos de velocidade nas principais avenidas; Sobrelevação de todas as passadeiras na zona densa e plana da cidade”.



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Incêndio danifica passadiço junto ao marco n.º 1 de Portugal em Melgaço

Um incêndio florestal que deflagrou, na terça-feira da semana passada, danificou parte do passadiço junto ao marco de fronteira n.º 1, em Cevide, Melgaço.

As chamas terão tido origem num terreno agrícola situado nas imediações e que acabaram por se alastrar até aos passadiços em madeira que ligam a aldeia ao emblemático marco de fronteira, que é o ponto mais a norte de Portugal.

Desde o dia do incêndio, os Bombeiros Voluntários de Melgaço têm sido chamados com regularidade para consolidar o rescaldo, devido ao risco de reacendimento no local, apurou O MINHO junto de fonte da corporação.

Esta quinta-feira, os bombeiros acionados às 17:00 e deslocaram-se ao local.

“Muito triste”

Mário Monteiro, um conhecido impulsionador da aldeia de Cevide, confirma a destruição parcial dos passadiços, uma situação “muito triste”.

Em declarações a O MINHO, apela à autarquia de Melgaço para que proceda à limpeza do mato na zona para evitar que o fogo atinja aquela zona emblemática.

A Junta de Freguesia de Cristóval interditou entretanto os passadiços por “questões de segurança”.

“Tentaremos ser breves na reparação desta nossa pérola”, refere a Junta, numa publicação nas redes sociais.

Incêndio danifica passadiço junto ao marco n.º 1 de Portugal em Melgaço
Foto: Mário Monteiro / Facebook
Incêndio danifica passadiço junto ao marco n.º 1 de Portugal em Melgaço
Foto: Mário Monteiro / Facebook
Incêndio danifica passadiço junto ao marco n.º 1 de Portugal em Melgaço
Foto: Mário Monteiro / Facebook

A aldeia de Cevide é onde começa Portugal, isto é, onde se situa o primeiro marco de fronteira.

De acordo com a autarquia, uma das particularidades desta aldeia é que se ouvem cantar os galos de três províncias: Minho, Pontevedra e Ourense.

O acesso ao marco de fronteira é feito através de um pequeno passadiço com cerca de um quilómetro.

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Barbeiro de Barcelos cortou cabelo a Ronaldo: “Perguntei-lhe como se sentia para o seu penúltimo Mundial”

Vasco Coelho, de Barcelos, é barbeiro há quase nove anos, abriu o seu salão há três e cumpriu um “sonho” na passada sexta-feira: cortou o cabelo a Cristiano Ronaldo em plena Cidade do Futebol, em Oeiras, na véspera do jogo frente ao Chile em que o capitão da seleção nacional foi titular.

“Nem sei bem explicar o que foi aquilo, ainda não estou bem ciente do que aconteceu. É difícil dizer por palavras a experiência que eu tive”, diz Vasco Coelho.

Durou pouco mais de uma hora, entre o corte e outros tratamentos que estavam previamente agendados. Num espaço reservado apenas para o futebolista, o barbeiro e Diogo Dalot – amigo de ambos – falaram da terra de Cristiano Ronaldo, a ilha da Madeira, e também, claro, de futebol.

E Vasco Coelho fez Ronaldo rir: “Perguntei-lhe como se sentia para o seu penúltimo Mundial. Achou muita graça”.

“Não sabemos, é o Cristiano Ronaldo, ele até pode fazer mais dois não sei. É o que ele quiser”, conta o barbeiro, em declarações a O MINHO.  

Pressão? “A cabeça daquele homem vai ser vista pelo mundo todo”

Vasco Coelho confessa que há “uma pressão diferente” por estar a cortar o cabelo àquele que é considerados por muitos o melhor jogador de futebol da história.

“É uma coisa que eu faço há oito anos e não tenho problema nenhum em cortar qualquer cabelo, mas a cabeça daquele homem vai ser vista pelo mundo todo. Então, faz uma pessoa ter mais receio, não é a mesma coisa que cortar ao vizinho… mas sempre fui uma pessoa segura na minha área e as coisas correram bem”, explica.

“É uma pessoa como nós”

O barbeiro não esquece a “presença forte” do astro português e do seu cheiro: “É uma pessoa que cheira muito bem”.

Contudo, sublinha que Ronaldo é “uma pessoa super acessível”, que o “deixou à vontade” e mostrou interesse em o ouvir. “É uma pessoa engraçada, uma pessoa como nós, mas tem a amplitude dele”, refere o barbeiro de 28 anos.

Vasco Coelho é barbeiro de ‘craques’

Este “sonho” foi concretizado graças a Diogo Dalot, que é de Braga, e lhe fez uma grande “assistência”. Vasco Coelho corta o cabelo do lateral do Manchester United há cerca de cinco anos e pelas suas mãos já passaram outros ilustres como o vianense Pedro Neto, Rafael Leão, Samuel Lino ou Carlos Forbs.

Mas, apesar da proximidade que tem com Dalot, “nunca foi tema de conversa pedir-lhe uma ajuda para chegar ao Ronaldo”. “Mas ele confiou em mim e surgiu”, conta o profissional que tem um salão na freguesia de Manhente, em Barcelos.

Agora, depois de cumprido do “sonho” que não imaginava ser “possível”, quer fazer a “dobradinha”. “O impossível já aconteceu uma vez, portanto pode ser que surja. Ainda tenho muita coisa para lhe dizer”, atira.

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