Contra a vontade do governo, comissão do Senado aprova independência do Banco Central e autonomia do PIX
A BALA DO ESTADO!
Não repercutiram bem, na Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados, as declarações da primeira-dama, Rosângela da Silva, ao dizer que "a gente precisa não ter medo de que nossos filhos andem pelas ruas da comunidade sem levar uma bala do Estado".
— Em vez de focar no combate ao crime organizado, que aterroriza a sociedade, Janja ataca a polícia. É a máxima do PT: defender criminosos e demonizar a polícia — disse à coluna o deputado Mendonça Filho (PSD-PE).
NEM UM PIU
Ninguém apareceu para defender o agente do Estado, o policial que precisa ir atrás do traficante, das organizações terroristas e do crime organizado. Estes, sim, impõem medo, extorquem moradores e recrutam a juventude.
PERNAMBUCO CONTRA A REDUÇÃO PENAL
Avançou na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara a PEC que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos. Mas a maioria da bancada pernambucana rejeitou a iniciativa. Enquanto Mendonça Filho (PSD) votou a favor da redução da maioridade penal para 16 anos, Renildo Calheiros (PCdoB), Túlio Gadelha (PSD) e Waldemar Oliveira (Avante) se posicionaram contra a proposta.
O PIX É NOSSO
Mais explícito, impossível. O relatório do senador Plínio Valério (PSDB-AM), que trata da autonomia e independência do Banco Central, não poderia ser mais objetivo. O PIX passará a ser constitucionalmente gratuito, ficando proibidas sua privatização, concessão ou transferência de gestão para qualquer instituição que não seja o Banco Central independente.
PARA NÃO ESQUECER
Lá se vão 14 meses de quando explodiu o escândalo de descontos indevidos de benefícios de aposentados e pensionistas do INSS. Até agora pouco ou nada avançou sobre os mentores intelectuais da fraude, o governo mandou enterrar as investigações da CPMI e quem vivia à base de ansiolíticos hoje dorme o sono dos que se fazem de inocente.
APLAUSOS À CENSURA
Foi da deputada Adriana Ventura (Novo-SP) a declaração de que aqueles que soltaram foguetes quando o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, "tirou o X do ar, perseguiu jornalistas e censurou reportagens", agora reclamam da decisão do ministro Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de suspender a divulgação de uma pesquisa por "vícios metodológicos" e por "induzir respostas negativas" sobre o pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
— Quem aplaudiu a censura de Alexandre de Moraes não tem moral para criticar a censura de Nunes Marques. O problema nunca foi a censura. Era quem estava sendo censurado, afirmou a parlamentar.
HORA DE ORAR
De quatro em quatro anos, o PT lança sua carta aos evangélicos. Neste ano não foi diferente, embora o partido tenha tentado afastar a imagem de uma iniciativa meramente eleitoreira.
— Este compromisso não nasce do uso eleitoral da fé, pois compartilhamos do entendimento do próprio presidente de que não se deve "tirar proveito político de uma coisa sagrada", diz a carta.
OS OTIMISTAS ESTÃO DE VOLTA
Do ministro Gilmar Mendes, do STF, a pretexto de fazer um alerta aos "pessimistas", ressaltando que o Brasil é repleto de "insumos tão potentes" como "uma população jovem, produtiva e com elevado espírito empreendedor".
— Apesar disso, ficamos para trás em temas como saneamento básico e segurança pública, mesmo em comparação com outros países emergentes. São problemas urgentes que precisam ser enfrentados com coragem, estratégia e persistência, avalia o decano da Corte.
ALÔ, ALÔ
O presidente Lula da Silva (PT) disse que o governo "vai disparar" uma mensagem para mais de 2 milhões de celulares roubados, mas já livrou boa parte dos brasileiros endinheirados que, certamente, ficariam constrangidos ao receber uma mensagem do tipo: "Oh, devolva o celular roubado". Segundo Lula, "rico não compra telefone roubado"; já "os pobres compram".
PENSE NISSO!
Impressiona como boa parte dos gestores confunde curtidas nas redes sociais com prestígio e política de governo.
Cercados, muitas vezes, por sabujos, rodeados de "aspones" que dizem e repetem apenas o que o chefe quer ouvir, fazem de nossas manifestações culturais um caldo de mau gosto, temperado por ingredientes que, ainda que atraiam público, passam longe das tradições que, aos poucos, vão sendo escanteadas em nome do "povão".
A cultura de massa, que amassa a cultura popular — com licença para o trocadilho — enche ruas, mas esvazia os cofres públicos, e aniquila manifestações transmitidas de geração em geração, com a espontaneidade e o folclore que, em passado não tão distante, tanto nos encantaram.
Pense nisso!


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