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Helicóptero militar dos EUA cai próximo ao Estreito de Ormuz; tripulantes sobrevivem

Um helicóptero AH-64 Apache do Exército dos Estados Unidos caiu próximo ao Estreito de Ormuz na manhã desta terça-feira (9). Os dois militares que estavam a bordo sobreviveram ao acidente e não sofreram ferimentos graves, segundo informações divulgadas pelo presidente Donald Trump.

Embora a queda tenha sido confirmada por autoridades americanas e pela mídia estatal iraniana, ainda não foram informadas as causas do acidente. Donald Trump afirmou que um relatório sobre o caso deverá ser divulgado nas próximas horas.

Aeronave é utilizada em operações na região

O jornal The New York Times foi o primeiro a noticiar a queda do helicóptero, descrevendo o caso como um acidente ocorrido em circunstâncias ainda não esclarecidas.

Os helicópteros Apache são amplamente utilizados pelas forças armadas dos Estados Unidos em operações militares. Na região do Golfo, o modelo tem sido empregado em ações relacionadas ao bloqueio do transporte de petróleo iraniano e ao monitoramento de embarcações que circulam pelo Estreito de Ormuz.

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© Feito com IA

Estreito de Ormuz é ponto nauvrálgico da guerra no Oriente Médio
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Irã acusa EUA de coordenar ataques de Israel e responsabiliza Washington por escalada

O governo do Irã acusou nesta segunda-feira (8) os Estados Unidos de participarem diretamente da ofensiva israelense contra o país e afirmou que Washington será responsabilizado por qualquer agravamento das tensões no Oriente Médio. As declarações foram feitas pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei, durante entrevista coletiva em Teerã.

Segundo Baghaei, nenhuma ação militar de Israel ocorre sem coordenação prévia com os EUA. "Em nossa região, ninguém acredita que o regime sionista possa realizar qualquer ação sem coordenação e cooperação prévias com os Estados Unidos", afirmou.

O porta-voz também alegou que o Comando Central das Forças Armadas americanas (Centcom) atua em estreita cooperação com Israel tanto em operações defensivas quanto ofensivas. De acordo com a avaliação de inteligência do governo iraniano, o Centcom estaria envolvido diretamente nos ataques aéreos conduzidos ao lado das forças israelenses.

Baghaei rejeitou declarações de autoridades americanas que negam participação nas ações militares e afirmou que a responsabilidade dos EUA pela atual crise "está estabelecida". Ele argumentou que Washington é parte do entendimento de cessar-fogo firmado em 8 de abril e que qualquer violação desse acordo, direta ou indiretamente, implicará responsabilidade americana.

O representante iraniano acrescentou que os Estados Unidos também responderão pelas consequências de eventuais ataques contra embarcações comerciais iranianas, ações militares em território iraniano ou operações conduzidas por Israel com apoio de Washington em outros pontos da região.

TRUMP EXIGE FIM DE HOSTILIDADE

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exigiu nesta segunda-feira que Israel e o Irã cessem "imediatamente" os ataques, após a troca de bombardeios nas últimas horas que agrava o conflito e coloca em risco o cessar-fogo acordado em abril.

"Israel e o Irã devem parar de 'atirar' imediatamente", afirmou o presidente americano em uma breve mensagem em sua rede social, após a troca de ataques entre o Irã e Israel desde a noite de domingo, na sequência do recrudescimento dos bombardeios israelenses em Beirute, no Líbano, que constituíam uma 'linha vermelha' para Teerã.

Assim, Israel informou sobre o lançamento de projéteis do Irã em direção ao seu território, em aparente retaliação ao bombardeio sobre os bairros do sul de Beirute. A essa escalada seguiram-se outros bombardeios do Exército de Israel contra um complexo petroquímico na província iraniana de Juzestão, no oeste do país asiático, enquanto a Guarda Revolucionária do Irã afirma ter "respondido" com ataques contra "indústrias semelhantes" em Haifa.

A esse respeito, Trump insistiu para que Teerã e Tel Aviv cessem os ataques, após se posicionar contra a retaliação de Israel aos ataques diretos do Irã contra seu território. Assim, ele disse que iria pedir ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que não retribuísse o ataque, a fim de facilitar uma saída negociada para o conflito.

Da mesma forma, ele instou o Irã a interromper os ataques com mísseis contra o território israelense e a retornar à mesa de negociações para fechar um acordo. "O que eu sugeriria ao Irã é: vocês lançaram seus mísseis. Chega. Voltem à mesa e cheguem a um acordo", afirmou o presidente dos Estados Unidos em declarações divulgadas pela mídia norte-americana.

 

© Divulgação/Irã

Segundo Baghaei, nenhuma ação militar de Israel ocorre sem coordenação prévia com os EUA
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Israel e Irã rompem trégua após dois meses e voltam a trocar fogo

Após dois meses de trégua, Israel e Irã voltaram a trocar fogo nesta segunda-feira (8) o que ameaça arrastar novamente o Oriente Médio para um conflito de larga escala.

As forças israelenses informaram que duas ondas de mísseis foram lançadas pelo Irã, em resposta à ofensiva de Israel contra alvos militares no centro e no oeste do território persa. O regime iraniano decidiu ir ao ataque após Israel bombardear Beirute, na véspera.

Israel amplia ataques e atinge cidades iranianas

Em contra-ataque, Israel lançou bombas contra Teerã, Isfahan, Karaj e Tabriz. O Irã fechou o espaço aéreo ao redor do Aeroporto Internacional Imã Khomeini, o principal terminal do país, em meio à retomada das hostilidades.

A Guarda Revolucionária do Irã disse que Israel usou mísseis balísticos lançados do ar, mas não forneceu detalhes sobre os alvos.

Instalação petroquímica é alvo de bombardeio

As agências de notícias iranianas semioficiais Fars e Mehr informaram que os bombardeios atingiram uma fábrica petroquímica na cidade de Mahshahr, na província de Khuzestan. As forças israelenses confirmaram ter atingido a unidade.

Sirenes de alerta soaram em várias partes de Israel após a detecção de um míssil lançado do Iêmen, lar dos rebeldes houthis apoiados pelo Irã. O artefato, porém, não provocou danos.

Na Arábia Saudita, sirenes de alerta de mísseis soaram perto de uma base aérea que abriga forças dos Estados Unidos, na Província de Al Kharj. Logo depois, porém, o governo saudita declarou que não houve danos na região. 

Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira, 8, que Israel e Irã devem parar imediatamente com a "troca de tiros". A declaração foi dada em breve publicação na Truth Social na manhã desta segunda.

A postagem veio após Israel e Irã voltarem a trocar ataques nos últimos dias, colocando em risco as chances de um acordo mais amplo entre EUA e Teerã para encerrar o conflito no Oriente Médio.

Diante da nova escalada das tensões, o petróleo voltou a subir com força. Às 7h20 (de Brasília), o WTI avançava 4,5%.

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© HUSSEIN MALLA / ESTADÃO CONTEÚDO

Israel e Irã retomaram os ataques após dois meses de trégua
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