Reading view
Autarquia ‘trava’ e os comerciantes entram em ‘pânico’: Albufeira muda regras e os empresários dizem não ter sido consultados antes
As novas regras para o funcionamento de estabelecimentos noturnos e comerciais em algumas das zonas mais movimentadas de Albufeira estão a gerar preocupação entre empresários locais, que receiam consequências económicas numa altura em que a época alta turística está prestes a atingir o seu pico. A decisão da autarquia surge com o objetivo de combater os excessos associados à vida noturna, mas os comerciantes afirmam ter sido surpreendidos pela forma como as medidas foram implementadas.
De acordo com o jornal Expresso, o despacho transitório abrange áreas, como a Oura, a Avenida Sá Carneiro, a baixa e o centro histórico de Albufeira. As novas regras determinam que lojas de conveniência, minimercados e garrafeiras passem a encerrar às 23 h, enquanto os bares ficam autorizados a funcionar até às 3 h e as discotecas até às 5 h. A iniciativa resulta de uma promessa assumida durante a campanha eleitoral por Rui Cristina, presidente da Câmara Municipal de Albufeira, que defendia uma intervenção mais firme sobre os problemas associados à animação noturna.
Empresários falam em surpresa e falta de diálogo
Embora reconheçam que existiam situações problemáticas em algumas zonas da cidade, os empresários garantem que estavam disponíveis para participar na definição de soluções equilibradas. O descontentamento surge sobretudo pela ausência de consulta prévia e pela rapidez com que as novas regras entram em vigor.
Representantes do setor tinham manifestado, ainda durante o mês de maio, disponibilidade para colaborar com a autarquia na procura de respostas para os problemas identificados. No entanto, poucos dias depois foram confrontados com a publicação do despacho. Entre os empresários existe receio de que as limitações tenham impacto direto na atividade económica durante os meses de maior procura turística. Alguns responsáveis descrevem mesmo o ambiente vivido no setor como de forte apreensão perante uma alteração considerada inesperada.
Novas exigências chegam já este mês
As alterações não se limitam aos horários de funcionamento. Os estabelecimentos abrangidos pelas novas regras terão também de cumprir requisitos relacionados com o controlo do ruído, uma das questões que mais tem gerado queixas ao longo dos últimos anos.
Segundo a mesma fonte, os espaços terão de instalar limitadores e contadores de ruído ainda durante este mês. A autarquia reconhece que a adaptação poderá representar desafios para alguns operadores, mas considera que as medidas são necessárias. A decisão surge depois de, no ano passado, o município ter avançado com um código de comportamento na via pública destinado a responder aos episódios de excesso que se repetiam em determinadas zonas da cidade.
Turismo continua a crescer apesar da polémica
O debate surge numa altura particularmente sensível para o concelho, que continua a apresentar indicadores turísticos muito expressivos e que espera receber ainda mais visitantes durante este verão. Por isso, muitos empresários defendem que alterações desta dimensão deveriam ter sido preparadas com maior antecedência.
A Associação Comercial de Albufeira estima que o número de visitantes durante a época alta possa atingir os quatro milhões este ano. Conforme a mesma fonte, só no verão passado foram registadas cerca de 3,2 milhões de dormidas no concelho. Estes números ajudam a explicar a preocupação do setor, que teme que restrições introduzidas em pleno arranque da época turística possam ter reflexos na atividade económica. Já a autarquia entende que as medidas deveriam ter sido adotadas há mais tempo e considera que a sua implementação é necessária para garantir um maior equilíbrio entre a atividade turística, o funcionamento dos negócios e a qualidade de vida de residentes e visitantes.
Leia também: Pode levar o cão à praia no Algarve? As regras que muitos donos ainda desconhecem
Quando deve cortar o cabelo
Nem São Miguel nem Terceira: TAP inaugura nova rota para esta ilha nos Açores
A rede de ligações aéreas entre o continente e os Açores continua a ser ajustada com novas rotas e reforços de capacidade, num movimento que procura responder à procura crescente por viagens entre os dois territórios. A mais recente alteração envolve a abertura de uma ligação direta a uma das ilhas menos servidas do arquipélago.
De acordo com o Jornal Económico, a TAP Air Portugal passou a operar uma nova rota entre Lisboa e a ilha de Santa Maria, nos Açores, reforçando a presença da companhia no arquipélago. A ligação arrancou com duas frequências semanais, programadas para quintas-feiras e domingos.
Segundo a mesma fonte, os voos partem de Lisboa ao início da tarde, com chegada a Santa Maria pouco depois, enquanto o regresso à capital ocorre ainda no mesmo dia, ao final da tarde.
Operação ajustada ao longo do ano
A operação vai variar consoante a época do ano, com diferentes aeronaves atribuídas à rota. A mesma fonte refere que, durante o verão, será utilizado o Airbus A320neo, com maior capacidade de passageiros, enquanto no restante período do ano a ligação será assegurada pelo Embraer 190.
Esta adaptação permite ajustar a oferta à procura sazonal, mantendo a regularidade da ligação ao longo do ano.
Expansão da rede para o arquipélago
A nova rota para Santa Maria surge integrada num conjunto mais amplo de alterações na operação da TAP para os Açores. Está também prevista a abertura de uma nova ligação entre o Porto e a ilha Terceira, com início marcado para o início de julho.
Com estas alterações, a companhia reforça a presença no arquipélago, onde já mantém ligações regulares a outras ilhas a partir de Lisboa.
Mais ligações semanais entre continente e Açores
Conforme o Jornal Económico, com a soma destas novas rotas às já existentes entre Lisboa, Ponta Delgada e Terceira, a TAP passa a disponibilizar um total de 48 voos semanais entre o continente e o arquipélago dos Açores.
O reforço da operação insere-se numa estratégia de aumento da conectividade aérea entre regiões, garantindo maior frequência de ligações ao longo da semana.
Leia também: ‘Maldivas portuguesas’: espanhóis rendidos ao parque de campismo desta ilha algarvia
O que fazer? Segunda é dia de ver barcos e peças de artesanato
Especialistas avisam: não deve lavar estas frutas ao chegar a casa e estes são os motivos
Lavar a fruta assim que chega a casa pode parecer uma boa prática, mas nem sempre é a melhor decisão. Especialistas alertam que alguns frutos devem ser guardados sem lavar, porque a humidade extra pode acelerar o aparecimento de bolor e reduzir a sua duração no frigorífico.
De acordo com o Notícias ao Minuto, a recomendação aplica-se sobretudo a frutas mais delicadas, porosas ou com camadas naturais de proteção. Nestes casos, o ideal é conservar o alimento seco e só passar por água fria imediatamente antes de o consumir.
Segundo especialistas citados pela EatingWell, frutos como morangos, mirtilos, framboesas, amoras, maçãs, pêssegos, nectarinas, uvas e cerejas podem estragar-se mais depressa quando são lavados antes de serem guardados.
Frutos vermelhos absorvem água
Morangos, mirtilos, framboesas e amoras são frutos porosos, ou seja, absorvem água com facilidade. Quando são lavados antes de irem para o frigorífico, ficam com mais humidade na superfície e no interior.
Essa humidade cria um ambiente favorável ao crescimento de bolor e pode fazer com que amadureçam mais depressa. Mesmo uma lavagem rápida pode reduzir em vários dias a vida útil destes frutos.
O ideal é guardá-los secos, num recipiente ventilado, sobre papel de cozinha e, se possível, numa só camada. A lavagem deve ser feita apenas no momento de comer.
Maçãs também devem ficar secas
Apesar de serem mais resistentes, as maçãs também não devem ser lavadas antes de serem armazenadas. A razão está na camada natural cerosa que ajuda a proteger o fruto.
Essa cutícula ajuda a reter humidade e a manter a maçã crocante durante mais tempo. Quando é removida pela lavagem antecipada, a fruta pode ficar mais vulnerável ao ressecamento e à deterioração.
As maçãs devem ser guardadas à temperatura ambiente ou no frigorífico, consoante a duração pretendida. Também é aconselhável mantê-las afastadas de outras frutas, porque libertam etileno, um gás que acelera o amadurecimento.
Pêssegos e nectarinas são delicados
Pêssegos e nectarinas têm casca fina e macia, o que os torna mais sensíveis à humidade. Quando são lavados antes de serem guardados, a água pode penetrar na casca e acelerar o aparecimento de bolor.
Estes frutos devem ser manuseados com cuidado, especialmente se já estiverem maduros. Pequenas marcas ou zonas pisadas podem tornar-se pontos de deterioração mais rápida.
A melhor opção é mantê-los secos até ao consumo. Quando chegar a altura de os comer, devem ser lavados em água corrente fria e consumidos pouco depois.
Uvas têm uma proteção natural
As uvas muitas vezes apresentam uma camada esbranquiçada na casca, que algumas pessoas confundem com pó ou sujidade. Na verdade, trata-se de pruína, uma proteção natural do fruto.
Essa camada ajuda a proteger as uvas contra insetos e deterioração. Lavar as uvas antes de as guardar pode remover essa proteção e aumentar a humidade no cacho.
Por isso, deve resistir à tentação de lavar as uvas logo após a compra. O melhor é conservá-las secas e lavá-las apenas na quantidade que vai consumir.
Cerejas devem manter o caule
As cerejas também não devem ser lavadas antes de serem guardadas. A humidade na casca pode acelerar a deterioração e favorecer o bolor.
Outro cuidado importante é não retirar os caules antes do tempo. O caule ajuda a proteger o fruto e a manter a frescura durante mais tempo.
Tal como acontece com os frutos vermelhos, as cerejas devem ser lavadas apenas antes de serem comidas. Depois de molhadas, o ideal é consumi-las rapidamente.
Como lavar a fruta corretamente
A fruta com casca comestível deve ser lavada antes do consumo, mas não precisa de sabão, detergente, vinagre ou outros produtos químicos. A recomendação é usar apenas água corrente fria.
Durante a lavagem, deve remover sujidade ou resíduos visíveis com cuidado, sem danificar a casca. Depois, pode secar a fruta com papel de cozinha limpo ou um pano adequado.
Os especialistas lembram que as bactérias podem contaminar produtos cultivados de diferentes formas, pelo que lavar antes de consumir continua a ser importante. A diferença está no momento certo: não ao chegar a casa, mas sim antes de comer.
Regra simples para conservar melhor
A regra prática é guardar a fruta seca e lavar apenas no momento do consumo. Esta dica é especialmente importante para frutos vermelhos, uvas, cerejas, pêssegos, nectarinas e maçãs.
Ao evitar humidade desnecessária, é possível prolongar a frescura, reduzir desperdício e poupar dinheiro. Muitas vezes, o hábito que parece mais higiénico acaba por fazer a fruta estragar-se mais depressa.
Por isso, antes de lavar tudo ao chegar das compras, vale a pena separar o que deve ficar seco. A fruta continua a precisar de ser lavada, mas só na altura certa.
Leia também: “Ouro verde”: espanhóis rendidos ao fruto exótico muito produzido no Algarve que ‘dá’ anos de vida e ajuda o coração
Adeus vespas: o truque natural para as afastar sem inseticidas e com algo que tem em casa
Com os dias quentes e as refeições ao ar livre, as vespas voltam a aparecer em jardins, varandas, esplanadas e piqueniques. Para quem quer evitar inseticidas, há um truque simples que tem ganho popularidade: queimar café moído para criar fumo e afastar estes insetos.
O método é natural, barato e fácil de aplicar. De acordo com o jornal espanhol AS, basta usar café moído seco, um recipiente resistente ao calor e um isqueiro ou fósforo. Ao arder lentamente, o café liberta um fumo com odor intenso que pode tornar o local menos atrativo para vespas, mosquitos e outros insetos.
Este truque não mata as vespas. A ideia é apenas mantê-las afastadas durante algum tempo, permitindo comer ou estar ao ar livre com menos incómodo.
Como fazer o truque do café
Para experimentar, coloque café moído seco num pequeno recipiente resistente ao calor, como um prato de cerâmica, uma taça metálica ou uma tampa de alumínio. O café deve estar seco para conseguir libertar fumo.
Depois, aproxime uma chama direta durante alguns segundos. O café não deverá arder com chama viva, mas sim começar a fumegar lentamente, de forma semelhante a um incenso.
O recipiente pode ser colocado perto da mesa, da varanda, de uma janela ou de uma porta. Se estiver a comer no exterior, deve ficar num local seguro, afastado de crianças, animais, tecidos, toalhas ou materiais inflamáveis.
Porque pode afastar vespas
O fumo do café contém compostos voláteis e tem um cheiro forte, desagradável para alguns insetos. É por isso que muitas pessoas usam este método como repelente natural em espaços exteriores.
As vespas tendem a evitar zonas com fumo e odores intensos. O mesmo pode acontecer com mosquitos e tábanos, embora a eficácia varie conforme o local, o vento, a quantidade de insetos e o alimento exposto.
Em dias de vento, o truque pode funcionar pior, porque o fumo dispersa rapidamente. Em espaços muito abertos, pode ser necessário colocar o recipiente num ponto estratégico, sem comprometer a segurança.
Cuidado com alimentos doces
As vespas são atraídas por alimentos doces, fruta madura, bebidas açucaradas, compotas e restos de comida. Por isso, além do café queimado, é importante manter a mesa limpa e tapar alimentos sempre que possível.
Bebidas em latas ou copos devem ser verificadas antes de beber, porque as vespas podem entrar sem serem vistas. Este cuidado é especialmente importante com crianças.
Também deve evitar deixar fruta cortada, doces ou restos de carne expostos durante muito tempo. Quanto menos alimento disponível houver, menor será a probabilidade de atrair insetos para a mesa.
Outros truques naturais
Há outros métodos caseiros usados para tentar afastar vespas. Algumas pessoas recorrem a cravinho, hortelã, lavanda, alho, cebola assada ou óleos essenciais com odores intensos.
Outra opção é colocar algo doce, como pedaços de melão ou um pouco de compota, longe da zona onde está a comer. A ideia é atrair as vespas para outro ponto, afastado da mesa principal.
Ainda assim, estes truques nem sempre resultam da mesma forma. O comportamento das vespas depende da espécie, da época do ano, da presença de alimento e da existência de ninhos nas proximidades.
Não tente destruir ninhos
Se houver muitas vespas numa varanda, jardim ou telhado, pode existir um ninho por perto. Nesse caso, não deve tentar destruí-lo sem apoio adequado.
A remoção de ninhos pode ser perigosa, sobretudo para pessoas alérgicas ou em locais de difícil acesso. O mais seguro é contactar serviços especializados ou as autoridades locais, consoante a situação.
As picadas de vespa podem causar dor, inchaço e, em pessoas alérgicas, reações graves. Em caso de dificuldade respiratória, tonturas, inchaço no rosto ou sensação de desmaio, deve procurar ajuda médica urgente.
Truque simples para o verão
O café queimado pode ser uma ajuda prática para refeições ao ar livre, piqueniques, churrascos ou fins de tarde na varanda. Não substitui cuidados básicos de higiene e segurança, mas pode reduzir a presença de insetos.
O truque é simples: café seco, recipiente seguro e atenção ao fogo. Se for usado com cuidado, pode tornar o ambiente mais confortável sem recorrer a inseticidas.
Com o verão à porta, esta é uma solução fácil para experimentar em casa. As vespas podem não desaparecer por completo, mas o cheiro do café queimado pode ajudar a mantê-las a uma distância mais confortável.
Leia também: Junho é o mês delas: saiba como escolher a melhor sardinha
Esta praia escondida entre falésias no Algarve já foi considerada uma das melhores da Europa
Há praias no Algarve que se impõem pelo nome e pela fama. Outras mantêm-se mais discretas, escondidas entre falésias, acessíveis por escadarias e conhecidas sobretudo por quem fica alojado nas imediações ou procura recantos menos movimentados.
É nesse segundo grupo que entra a Praia da Cova Redonda, no concelho de Lagoa, uma pequena baía protegida por arribas altas e associada a um ambiente mais tranquilo do que o de muitos areais vizinhos. Segundo o Algarve Portugal Tourism, esta praia já foi considerada uma das melhores da Europa, distinção que ajuda a explicar a curiosidade que continua a despertar.
Uma praia abrigada entre arribas
A Praia da Cova Redonda fica na zona de Porches e é também conhecida como Praia das Gaivotas ou Praia do Vilalara, numa referência ao resort situado no topo das falésias. Apesar da proximidade a unidades hoteleiras, mantém um ambiente relativamente reservado. É frequentada por hóspedes dos hotéis próximos, mas também por visitantes que procuram uma alternativa aos areais mais cheios da região.
O areal tem dimensão média quando comparado com outras praias do concelho de Lagoa. Durante a época balnear, parte da praia pode estar concessionada, com colmos e espreguiçadeiras disponíveis para aluguer. Há também vigilância por nadadores-salvadores no período oficial.
Mar geralmente calmo e protegido do vento
As falésias altas ajudam a proteger a praia do vento, criando um ambiente mais resguardado. O mar costuma apresentar-se calmo, o que torna o local apelativo para quem procura banhos tranquilos. No lado nascente, junto a uma formação rochosa de grande dimensão, a água tende a ser menos profunda. Esta característica pode tornar a zona mais confortável para crianças, embora a praia seja frequentemente procurada por casais.
Ainda assim, como acontece em várias praias de arribas no Algarve, é necessário respeitar a distância de segurança face às falésias. O risco de queda de blocos existe e deve ser levado a sério, mesmo em dias de bom tempo.
Um areal discreto, mas com alguns cuidados
A areia da Praia da Cova Redonda pode não ser tão fina como a de outros areais algarvios, apresentando pequenas pedras e conchas. Para muitos visitantes, é apenas uma característica natural do local. Para outros, pode justificar algum cuidado ao caminhar ou o uso de calçado adequado. A praia é sobretudo procurada para descansar, tomar banho e observar a paisagem. Ao largo, é comum ver embarcações turísticas a passar, e há também quem aproveite as condições do mar para praticar stand up paddle.
Não existe um restaurante ou bar de apoio fixo no areal. Por isso, quem pretende passar várias horas na praia deve levar água e alguma comida. Em alguns anos pode surgir um pequeno quiosque junto à entrada, mas essa presença não é garantida.
O acesso faz-se por escadaria
O acesso à praia é feito através de uma escadaria situada na Rua da Cova Redonda, subindo a partir da zona do Hotel Pestana Viking. A descida tem mais de uma centena de degraus, mas não é particularmente íngreme. Ainda assim, a subida pode exigir algum esforço, sobretudo em dias de calor ou depois de várias horas no areal.
Por essa razão, a praia não é indicada para pessoas com mobilidade reduzida. Também deve ser tida alguma cautela por quem transporte chapéus de sol, geleiras ou outro equipamento mais pesado.
Como chegar à Praia da Cova Redonda
De carro, a Praia da Cova Redonda fica a cerca de dez minutos de Armação de Pêra, 20 minutos do Carvoeiro e 25 minutos de Albufeira. O estacionamento é feito na estrada, podendo tornar-se mais difícil nos períodos de maior procura, sobretudo durante a época alta.
Para quem usa transportes públicos, existem ligações da Vamus com paragem próxima, na zona da Praia Senhora da Rocha. Segundo o Algarve Portugal Tourism, as carreiras 13 e 51 fazem ligações a partir de localidades como Albufeira, Portimão e Lagos. Ainda assim, a frequência pode ser limitada, sobretudo aos fins de semana. Por isso, convém confirmar horários antes da deslocação, para evitar dificuldades no regresso.
Praias próximas completam o passeio
A Praia da Cova Redonda fica perto de alguns dos recantos mais conhecidos da zona de Porches. A Praia da Senhora da Rocha, com a ermida no topo do promontório, fica a cerca de dez minutos a pé e é uma das imagens mais fotografadas desta faixa costeira.
Ao lado, através de um túnel escavado na falésia, encontra-se a Praia Nova, de maior dimensão. Para leste, ficam ainda as praias dos Tremoços e dos Beijinhos, mais pequenas e com ambiente também reservado. Esta proximidade permite combinar a ida à Cova Redonda com um passeio por diferentes praias da costa de Lagoa, desde que sejam respeitados os acessos permitidos e as regras de segurança junto às arribas.
Um recanto para quem procura tranquilidade
A Praia da Cova Redonda não é a opção mais óbvia para quem procura grandes apoios, acessos fáceis ou restaurantes no areal. Também não é a praia mais indicada para quem tem mobilidade reduzida, devido à escadaria de acesso.
Mas para quem valoriza paisagem, mar calmo e alguma tranquilidade, continua a ser uma das baías mais interessantes desta zona do Algarve. Entre falésias, águas abrigadas e um ambiente mais discreto, este recanto de Lagoa mostra que ainda há praias algarvias capazes de surpreender sem precisarem de grandes multidões.
Leia também: Sul de Portugal vai ficar ‘à pinha’ no verão? Turismo do Algarve admite não ter subido preços
Afinal estas cinco praias portuguesas têm dono? Esta empresa diz ser proprietária dos areais e avança com ação judicial
A propriedade de terrenos costeiros continua a gerar disputas em várias zonas do país. Em Setúbal, uma ação judicial veio reabrir a discussão sobre a titularidade de cinco praias situadas na zona da Herdade da Comenda, colocando uma empresa privada em confronto com entidades do Estado. Em causa está a definição dos limites entre domínio privado e domínio público marítimo.
De acordo com o jornal Público, a Palácio da Comenda, S.A. avançou com uma ação judicial para reclamar a propriedade das praias da Rasca, Comenda, Rainha, Maria Esguelha e Albarquel, bem como de outras áreas localizadas junto à ribeira da Ajuda e ao estuário do Sado. A empresa sustenta que estes terrenos integram o domínio particular e não o domínio público marítimo.
O processo decorre no Tribunal Judicial da Comarca de Setúbal desde julho do ano passado e procura obter o reconhecimento formal da propriedade dessas áreas.
Ministério Público e APA rejeitam argumentos
A pretensão da empresa é contestada pelo Ministério Público, que considera não terem sido apresentados elementos suficientes para demonstrar, de forma inequívoca, a propriedade e posse dos terrenos reclamados. Segundo a mesma fonte, o entendimento do MP é que as praias em causa continuam a integrar o domínio público marítimo.
Também a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) rejeita a posição da autora da ação. A entidade defende que o cadastro existente não inclui aquelas praias no prédio correspondente à Herdade da Comenda e aponta ainda falta de clareza na delimitação concreta da área reclamada.
Decisão caberá aos tribunais
O Público refere que a APA questiona igualmente a ausência de cartografia suficientemente detalhada para identificar de forma inequívoca os limites do terreno objeto da ação judicial. Essa questão poderá assumir relevância na apreciação do processo.
A decisão final caberá agora aos tribunais, que terão de determinar se existem fundamentos legais para reconhecer a natureza privada dos terrenos ou se as praias permanecem integradas no domínio público marítimo, como defendem as entidades do Estado.
Leia também: Tem infiltração vinda do vizinho? Saiba quem pode ter de pagar os estragos
Ouvidos “entupidos” no avião? Há um truque simples que quase ninguém usa corretamente
A pressão nos ouvidos durante um voo é um problema frequente, sobretudo na descolagem e na aterragem, e pode traduzir-se numa sensação de bloqueio, audição abafada ou até dor. O fenómeno tem um nome clínico, barotrauma do ouvido, e surge quando o organismo não consegue ajustar rapidamente a diferença de pressão entre o ouvido médio e o ambiente da cabine.
De acordo com a Women’s Health, revista de lifestyle, existe uma técnica simples que pode ajudar a aliviar este desconforto de forma imediata. Trata-se da chamada manobra de Valsalva, frequentemente utilizada em contexto clínico para equilibrar a pressão no ouvido.
Um gesto simples que pode fazer a diferença
A chamada manobra de Valsalva assenta num princípio básico: forçar suavemente a igualdade de pressão entre o interior do ouvido e o exterior. Na prática, consiste em fechar a boca, tapar o nariz com os dedos e tentar expelir o ar de forma ligeira, sem o deixar sair.
Este pequeno gesto ajuda a abrir a trompa de Eustáquio, o canal que liga o ouvido médio à parte posterior da garganta e que é responsável por regular a pressão interna. Quando este canal não reage com rapidez suficiente às alterações de altitude, surge a sensação de ouvido “entupido”.
Segundo a mesma fonte, o alívio é, muitas vezes, imediato ou surge após algumas repetições. Ainda assim, os especialistas alertam para um ponto essencial: a força aplicada deve ser sempre moderada. Um esforço excessivo pode causar lesões, incluindo danos no tímpano.
Porque acontece esta sensação durante o voo
As alterações rápidas de pressão são mais intensas nas fases de subida e descida do avião. Nesses momentos, a pressão externa varia mais depressa do que a capacidade de adaptação do ouvido humano.
Numa situação normal, a trompa de Eustáquio abre-se de forma automática para compensar essa diferença. No entanto, se estiver parcialmente bloqueada, por exemplo devido a alergias ou congestão, essa regulação torna-se mais difícil. O resultado é uma pressão desigual nos dois lados do tímpano, que pode provocar desconforto ou dor.
Esse desequilíbrio explica também fenómenos como o “estalar” dos ouvidos, que não é mais do que o momento em que a pressão se equaliza subitamente.
Outras estratégias que ajudam a aliviar
Quando a manobra de Valsalva não é suficiente, existem outras abordagens simples que podem ajudar a reduzir o incómodo durante o voo. Muitas passam por estimular o movimento da mandíbula e da garganta, favorecendo a abertura da trompa de Eustáquio.
Entre as mais comuns estão gestos como mastigar pastilha elástica, bocejar ou engolir frequentemente. Estes movimentos ativam os músculos responsáveis por permitir a passagem de ar, facilitando o equilíbrio da pressão no ouvido médio.
Há ainda quem recorra a sprays nasais, especialmente em casos de congestão, para desobstruir as vias respiratórias e melhorar a ventilação do ouvido. Em situações mais persistentes, poderá ser necessária avaliação médica, sobretudo se a dor for intensa ou prolongada.
Atenção aos sinais de alerta
Na maioria dos casos, a pressão nos ouvidos durante o voo é temporária e resolve-se rapidamente após a aterragem. Ainda assim, há sintomas que não devem ser ignorados.
Se a dor persistir, se houver sensação de perda auditiva ou sinais como tonturas e secreção no ouvido, é aconselhável procurar um especialista. Estes indícios podem apontar para uma complicação rara, mas possível, como uma lesão no tímpano.
Segundo a Women’s Health, a prevenção continua a ser a melhor abordagem. Aplicar técnicas simples no momento certo, sobretudo durante a descida, pode ser suficiente para evitar que um incómodo comum se transforme numa experiência dolorosa.
New York Times criticado por fazer perfil da “actriz” IA Tilly Norwood
Porque a Apple está a pensar incluir câmaras nos seus próximos AirPods?
RTP, SIC e TVI transmitem 20 jogos do Mundial 2026
Tenista Carlos Alcaraz falha Roland Garros por lesão e escolhe esta praia no sul de Portugal para descansar
O circuito profissional de ténis continua a ser marcado por exigências físicas elevadas e períodos de recuperação que condicionam a presença dos principais atletas nos grandes torneios internacionais. Nesse contexto, o tenista espanhol Carlos Alcaraz volta a ser notícia, desta vez por motivos ligados à sua gestão física e ao calendário competitivo.
De acordo com o Correio da Manhã, o número um espanhol aproveitou o último domingo, 31 de maio, para passar algum tempo de descanso no Jncquoi Beach Club, situado na Praia do Pego, na Comporta, concelho de Alcácer do Sal.
Pausa em território português
O jogador esteve acompanhado por amigos e regressou a um destino que já conhece bem. Segundo a mesma fonte, Portugal tem sido uma escolha recorrente para períodos de pausa entre competições, funcionando como local de recuperação física e mental.
A deslocação ao sul do país surge numa fase em que o atleta se encontra a recuperar de uma lesão no punho direito, sofrida durante um encontro frente ao finlandês Otto Virtanen, no ATP de Barcelona. O problema físico interrompeu a preparação do tenista para os torneios seguintes do circuito.
Ausências confirmadas no calendário
A lesão teve impacto direto na participação em algumas das principais provas do calendário. Uma das competições em questão é o Roland Garros, em Paris, que decorre até ao dia 7 de junho, prova que o espanhol venceu em 2024 e 2025.
A decisão de afastamento estende-se também a outros torneios importantes. O tenista indicou que, por precaução, não estará presente em Wimbledon nem no ATP 500 do Queen’s Club, em Londres.
Impacto no circuito
A ausência de Alcaraz altera o panorama competitivo do circuito de relva e terra batida, numa fase em que os principais nomes do ténis mundial ajustam a sua preparação para os grandes torneios da temporada.
O jogador espanhol, que já venceu Wimbledon em 2023 e 2024 e alcançou a final em 2025, onde foi derrotado pelo italiano Jannik Sinner, entra agora num período de recuperação sem calendário competitivo imediato definido.
A gestão da condição física torna-se, assim, o fator central na decisão sobre o regresso às competições, num circuito onde o calendário apertado continua a colocar pressão sobre os principais atletas.
Leia também: ‘Maldivas portuguesas’: espanhóis rendidos ao parque de campismo desta ilha algarvia
Nem precisa de ginásio: este hábito matinal pode ajudar a evitar picos de açúcar no sangue
Controlar os níveis de açúcar no sangue não depende apenas do que se coloca no prato. A forma como o corpo se movimenta depois das refeições também pode influenciar a resposta da glicose, sobretudo em pessoas com diabetes, pré-diabetes ou maior risco metabólico.
De acordo com a EatingWell, site especializado em saúde e bem-estar, uma caminhada curta depois do pequeno-almoço é apontada por especialistas como um hábito simples que pode ajudar a reduzir os picos de açúcar no sangue. Não exige ginásio, equipamento próprio ou muito tempo: bastam cerca de dez minutos de marcha ligeira a moderada.
O corpo usa melhor a glicose
Depois de uma refeição, é normal que os níveis de açúcar no sangue subam. Essa subida tende a ser mais evidente quando o pequeno-almoço inclui hidratos de carbono, como pão, cereais, fruta, bolachas ou outros alimentos ricos em amido ou açúcar. A médica Rebecca Jaspan, citada pela EatingWell, explica que uma breve caminhada após o pequeno-almoço pode ajudar a reduzir esses picos, uma vez que a glicose passa a ser usada como energia mais imediata, em vez de permanecer acumulada na corrente sanguínea.
Durante a caminhada, os músculos entram em atividade e precisam de combustível. Parte desse combustível vem da glicose disponível no sangue, o que pode ajudar a suavizar a subida dos valores após a refeição.
O momento da caminhada faz diferença
O efeito pode ser mais útil quando a caminhada acontece pouco depois de comer. Segundo o artigo citado, o ideal será fazer esse movimento nos minutos seguintes à refeição, especialmente quando houve ingestão de hidratos de carbono. A ideia não é fazer exercício intenso logo depois do pequeno-almoço, mas sim pôr o corpo em movimento. Uma caminhada curta, a ritmo confortável, pode ser suficiente para ativar os músculos e melhorar a forma como o organismo lida com a glicose.
Este hábito pode também ser adaptado à rotina de cada pessoa. Pode passar por caminhar na rua, dar uma volta pelo quarteirão, deslocar-se a pé até ao trabalho ou simplesmente andar dentro de casa durante alguns minutos.
Pode melhorar a resposta à insulina
A caminhada matinal também pode ajudar o corpo a responder melhor à insulina, hormona responsável por permitir a entrada da glicose nas células. A médica Amy Kimberlain, citada no mesmo artigo, lembra que, em pessoas com diabetes, pode existir resistência à insulina ou produção insuficiente desta hormona. A prática regular de atividade física ajuda as células a tornarem-se mais sensíveis à insulina, facilitando a utilização da glicose.
A nutricionista Lauren Plunkett acrescenta que este efeito é cumulativo. Ou seja, caminhar uma vez pode ajudar, mas transformar o gesto num hábito diário tende a trazer melhores resultados ao longo do tempo.
Também pode ajudar a reduzir o stress
O açúcar no sangue não é influenciado apenas pela alimentação. O stress também pode interferir nos valores de glicose. Quando o organismo está sob tensão, há libertação de hormonas como cortisol e adrenalina. Estas hormonas podem levar o fígado a libertar glicose para a corrente sanguínea, preparando o corpo para uma resposta de esforço, mesmo quando essa energia extra não é necessária.
Segundo Rebecca Jaspan, caminhar a um ritmo moderado pode ajudar a reduzir as hormonas do stress, sobretudo o cortisol. Por isso, uma caminhada depois do pequeno-almoço pode ter um duplo efeito: apoiar o controlo da glicose e ajudar a começar o dia com menor tensão.
Há ainda impacto na saúde intestinal
A investigação recente tem também apontado para uma ligação entre exercício físico, microbiota intestinal e controlo da glicemia. Amy Kimberlain refere que, em pessoas com diabetes, o exercício pode ajudar a regular os níveis de açúcar no sangue através de alterações na microbiota intestinal. Algumas bactérias benéficas produzem compostos com efeito anti-inflamatório, conhecidos como ácidos gordos de cadeia curta. Estes compostos podem contribuir para um metabolismo energético mais eficiente, melhor utilização da glicose e maior sensibilidade à insulina.
Um hábito simples, não uma solução isolada
Uma caminhada de dez minutos depois do pequeno-almoço não substitui medicação, acompanhamento médico ou alterações alimentares quando estas são necessárias. Deve ser vista como uma medida complementar, simples e acessível. Para pessoas com diabetes ou outras doenças metabólicas, qualquer alteração relevante à rotina deve ser articulada com o médico, sobretudo quando há medicação que possa baixar a glicemia.
Ainda assim, para a maioria das pessoas, caminhar depois da primeira refeição do dia pode ser uma forma prática de ajudar o corpo a lidar melhor com a glicose. É um gesto pequeno, mas com potencial para reduzir picos de açúcar no sangue, melhorar a resposta à insulina e tornar a rotina matinal mais saudável.
Leia também: Segurança Social permite voltar a receber subsídio de doença pela mesma doença? Esta é a regra em Portugal
Está a chegar mais uma edição desta viagem histórica de comboio em Portugal com vista para o rio e numa carruagem do século XX
O regresso de iniciativas ferroviárias históricas tem vindo a ganhar destaque no turismo em Portugal, combinando património, paisagem e experiência a bordo. No Douro, prepara-se uma nova temporada de viagens que recupera carruagens do século XX e um percurso marcado pela ligação ao rio.
De acordo com o site da CP, citado pelo portal Porto Secreto, o Comboio Histórico do Douro regressa este ano com 51 viagens previstas entre a Régua e o Tua, ao longo de um período que decorre de 6 de junho a 18 de outubro. As circulações distribuem-se por fins de semana e algumas datas adicionais em dias úteis durante o verão.
Segundo a mesma fonte, o percurso mantém o formato habitual, mas com carruagens históricas e um enquadramento operacional adaptado às condições atuais da Linha do Douro.
Carruagens históricas e mudança na locomotiva
A composição integra cinco carruagens restauradas, pintadas nas cores originais e associadas ao início do século XX. Ainda assim, a tração volta a ser assegurada por locomotiva a diesel, opção que se mantém pelo segundo ano consecutivo.
Conforme a CP, esta alteração resulta de restrições preventivas aplicadas na Linha do Douro pela Infraestruturas de Portugal, que condicionam o uso da locomotiva a vapor tradicional.
A experiência decorre ao longo de cerca de 36 quilómetros, entre a Régua e o Tua, numa zona integrada na paisagem vinhateira do Douro classificada como Património Mundial da UNESCO. A bordo, o programa inclui momentos de animação e prova de vinho do Porto, com a viagem a começar habitualmente na estação da Régua ao início da tarde. O cenário exterior do vale do Douro assume-se como elemento central do percurso.
Programa detalhado da viagem
O programa da viagem inclui uma receção na Régua às 15 h, seguida de partida cerca de meia hora depois com animação musical a bordo. Acrescenta a mesma fonte que a chegada ao Tua ocorre por volta das 16:35 h, permitindo um período de pausa para observação da paisagem. No regresso, a composição parte às 17:07 h, com passagem pelo Pinhão e chegada prevista à Régua ao final da tarde.
As viagens decorrem sobretudo aos sábados e domingos entre junho e outubro, com reforço de datas durante o verão para responder à procura. Explica a CP que, nas semanas de maior afluência, estão também previstas circulações às quartas-feiras, sobretudo em julho e agosto, com o objetivo de distribuir o fluxo de passageiros.
Bilhetes e condições de acesso
Os bilhetes são disponibilizados através dos canais habituais da CP, com preços diferenciados para adultos, crianças e grupos organizados. Conforme a mesma fonte, os valores situam-se nos 60 euros para adultos, 32 euros para crianças entre os 4 e os 12 anos e 56 euros para reservas de grupo, sendo possível a compra online ou em bilheteiras físicas.
Leia também: ‘Maldivas portuguesas’: espanhóis rendidos ao parque de campismo desta ilha algarvia
Ao pé desta praia no Algarve há uma rocha que é o resto da chaminé de um vulcão com mais de 70 milhões de anos
O litoral do Algarve combina praias muito procuradas com elementos geológicos que ajudam a contar a história antiga do território, visíveis em formações rochosas que se destacam na paisagem costeira. Entre esses pontos encontra-se uma estrutura natural que remonta a um passado vulcânico com dezenas de milhões de anos.
De acordo com o jornal online Algarve Marafado, junto à Praia da Luz, no concelho de Lagos, existe uma formação rochosa conhecida como Rocha Negra, que se tornou um dos elementos mais reconhecíveis daquela zona costeira. A mesma fonte descreve-a como um marco visual que sobressai pela cor escura e pela dimensão.
Trata-se de um afloramento com cerca de 40 metros de altura, identificado como o que resta da chaminé de um antigo vulcão, com origem estimada em mais de 70 milhões de anos. Segundo a mesma fonte, apesar de o vulcão estar extinto, a estrutura mantém-se visível e continua a marcar a paisagem.
Praia com enquadramento natural marcado
A Praia da Luz, situada a poucos quilómetros do centro de Lagos, integra este cenário geológico num ambiente costeiro que combina zonas urbanizadas e arribas naturais. De acordo com o portal de informação turística Algarve Portugal Tourism, trata-se de uma localidade com forte procura turística, especialmente por famílias, mantendo no entanto um ambiente descrito como tranquilo.
A mesma fonte refere que a praia apresenta diferentes enquadramentos ao longo da sua extensão, com uma zona mais aberta e outra mais protegida junto às falésias, onde a paisagem se torna mais recortada.
Entre falésias, areia e pequenas enseadas
Importa destacar que a Praia da Luz se caracteriza pela sua areia fina e águas geralmente calmas e pouco profundas, o que contribui para condições consideradas seguras para banhistas, incluindo crianças.
A mesma fonte acrescenta que o lado nascente da praia tende a ser mais sossegado, enquanto o lado poente inclui pequenas enseadas entre as rochas, onde se formam zonas de abrigo natural. Nestes espaços, a presença de formações rochosas cria pequenas piscinas naturais, embora com superfícies irregulares que exigem alguma atenção.
Ponto geológico integrado na paisagem turística
A Rocha Negra permanece assim integrada numa zona balnear que conjuga interesse geológico e utilização turística regular. A formação, resultante de processos vulcânicos antigos, tornou-se parte da identidade visual da Praia da Luz, sendo visível a partir de vários pontos da envolvente costeira.
Leia também: ‘Maldivas portuguesas’: espanhóis rendidos ao parque de campismo desta ilha algarvia
Jogos do Mundial de Futebol vão ser transmitidos ao ar livre no Albufeira Terrace
O Albufeira Terrace vai transformar o seu terraço panorâmico numa fan zone dedicada ao Mundial de Futebol 2026, proporcionando aos visitantes a possibilidade de acompanhar os principais momentos da competição num ambiente ao ar livre e com vista para o mar.
A iniciativa, denominada “Mundial 2026 no Terraço”, decorre entre 11 de junho e 19 de julho e promete reunir residentes e turistas em torno do maior evento futebolístico do planeta. Durante mais de um mês, o espaço será palco de transmissões de jogos, atividades de entretenimento e várias propostas destinadas a diferentes faixas etárias.
Jogos, gaming e troca de cromos animam programação
Os encontros com início até às 21:00 serão transmitidos em direto no terraço do centro comercial, enquanto os restantes poderão ser vistos em diferido no dia seguinte, permitindo aos visitantes acompanhar os principais momentos da competição.
Além das transmissões dos jogos, o programa inclui uma zona de gaming com matraquilhos e consolas PlayStation, um espaço temático para fotografias, insufláveis para crianças e uma área dedicada à troca de cromos do Mundial, uma atividade que continua a mobilizar adeptos de diferentes gerações.
Entre os momentos mais aguardados estão os jogos da Seleção Nacional, com destaque para os encontros frente ao Congo, agendado para 17 de junho, e ao Uzbequistão, marcado para 23 de junho, ambos com transmissão prevista para as 18:00.
O Albufeira Terrace pretende, com esta iniciativa, reforçar “a sua aposta na criação de experiências diferenciadoras e momentos de lazer ao ar livre, dando continuidade à dinamização do terraço enquanto ponto de encontro para residentes e turistas”.
Leia também: Aos 102 anos, algarvia Gracinda Andrade continua a encantar gerações
Esta praia secreta do Algarve está escondida entre arribas e “parece saída de um filme”
Há praias no Algarve que dispensam grandes apresentações. Outras, pelo contrário, parecem existir quase em segredo, escondidas entre arribas, acessíveis apenas a quem aceita caminhar, procurar e respeitar os limites impostos pela natureza.
É o caso da Praia do Ninho de Andorinha, uma pequena enseada situada na zona de Albufeira, entre a Praia de São Rafael e a Praia da Coelha. De acordo com o Algarve Marafado, o local impressiona pelo enquadramento natural, pelo areal reduzido e pela forma como o mar entra através de um arco e de um túnel natural escavado na rocha.
Uma caminhada entre arribas
O acesso pode ser feito a partir da Praia de São Rafael, seguindo um trilho pelas arribas em direção a poente. Pelo caminho, a paisagem oferece vistas amplas sobre o litoral, com o azul do mar a contrastar com os tons dourados e ocres das formações rochosas. Outra possibilidade é começar a caminhada na Praia da Coelha. Em ambos os casos, o percurso exige atenção, sobretudo em zonas mais irregulares ou próximas das arribas.
Segundo o Algarve Marafado, há partes do trilho que apresentam alguma dificuldade. Por isso, a visita deve ser feita com calçado adequado, tempo disponível e cuidado redobrado, evitando aproximações perigosas à beira das falésias.
Uma praia pequena e bem escondida
A Praia do Ninho de Andorinha não é uma praia ampla nem preparada para grandes multidões. Pelo contrário, é precisamente a sua dimensão reduzida e o acesso menos evidente que ajudam a manter o carácter mais reservado do local. O pequeno areal dourado fica praticamente cercado por arribas imponentes. Na maré cheia, a faixa de areia pode quase desaparecer, o que torna essencial consultar previamente a maré antes de tentar descer ou permanecer no local.
A singularidade da praia está também no túnel natural que permite a entrada da água do mar. O enquadramento cria um cenário visualmente marcante, muito procurado por quem gosta de fotografia, vídeos de viagem ou simplesmente de descobrir recantos menos óbvios do Algarve.
Acesso pode estar condicionado
Apesar da beleza do lugar, a visita exige prudência. Existe um trilho com degraus esculpidos que permite a descida até à praia, mas o acesso pode ser condicionado ou interditado pelas autoridades por razões de segurança. O risco de derrocada nas arribas é uma realidade em várias zonas do litoral algarvio. Por isso, qualquer sinalização existente no local deve ser respeitada, mesmo que a praia pareça acessível.
A recomendação é simples: antes de descer, confirme se o acesso está permitido e evite permanecer junto às arribas. Em zonas deste tipo, a beleza natural não elimina o risco associado à instabilidade das falésias.
Pelo mar, uma entrada alternativa
Muitos visitantes chegam à Praia do Ninho de Andorinha pelo mar, sobretudo em caiaque ou em pequenas embarcações. Esta opção permite atravessar o túnel natural quando as condições marítimas e a maré o permitem.
Ainda assim, também este acesso depende do estado do mar, da altura da maré e da experiência de quem se desloca. Em dias de ondulação mais forte, vento ou maré desfavorável, a aproximação pode tornar-se perigosa. Para quem não conhece a zona, o ideal é recorrer a operadores locais ou a visitas organizadas, que conheçam os horários, as condições do mar e as limitações do local.
Um recanto para ver com responsabilidade
A Praia do Ninho de Andorinha é um daqueles lugares que explicam por que razão o litoral algarvio continua a surpreender mesmo quem já o conhece bem. Não é uma praia para longas jornadas de toalha estendida, mas sim um recanto para observar, fotografar e visitar com cautela. O seu encanto está na combinação entre isolamento, rocha, mar e luz. Mas essa mesma fragilidade obriga a uma utilização responsável, sem lixo, sem ruído excessivo e sem desrespeito pela sinalização.
No fundo, esta praia escondida do Algarve “parece saída de um filme”, como refere o Algarve Marafado, precisamente porque não se entrega de imediato. Exige caminho, atenção e alguma paciência. Em troca, oferece um dos cenários mais inesperados da costa de Albufeira.
Leia também: Sul de Portugal vai ficar ‘à pinha’ no verão? Turismo do Algarve admite não ter subido preços
Estas praias fluviais sem multidões são refúgios ideais para famílias e para fugir ao calor (e algumas têm Bandeira Azul)
Quando o calor aperta no Alentejo, nem sempre é preciso seguir em direção ao litoral. Entre rios, albufeiras e barragens, há praias fluviais que oferecem água doce, zonas de sombra, vigilância durante a época balnear e um ambiente mais tranquilo do que muitos areais marítimos em pleno verão.
De acordo com o Ekonomista, algumas das melhores opções para fugir ao calor alentejano passam por praias fluviais como Mourão, Monsaraz, Tapada Grande e Portagem. São espaços procurados por famílias, pela combinação entre água controlada, zonas de merendas, acessos preparados e enquadramentos naturais que convidam a passar o dia sem pressas.
Mourão, espaço amplo junto ao Alqueva
A Praia Fluvial de Mourão é uma das referências do Alentejo para quem procura espaço, água calma e infraestruturas pensadas para famílias. Situada junto ao Parque de Merendas, no concelho de Mourão, beneficia da proximidade ao Grande Lago do Alqueva e de uma envolvente mais serena do que a encontrada em muitas praias costeiras. O espaço conta com uma zona de areal extensa, relvado, chapéus de sol, piscina flutuante para crianças e zonas de apoio aos banhistas. A presença de vigilância durante a época balnear reforça a atratividade para famílias com crianças.
A praia tem sido também associada à distinção Qualidade de Ouro, atribuída pela Quercus a zonas balneares que cumprem critérios exigentes de qualidade da água ao longo de várias épocas. É, por isso, uma das opções a considerar para quem quer fugir ao calor sem abdicar de condições de segurança e conforto.
Monsaraz, banhos com vista para a vila medieval
A Praia Fluvial de Monsaraz é outra das grandes referências do Alqueva. Inserida no Centro Náutico de Monsaraz, fica a poucos minutos da vila medieval e permite juntar banhos, descanso e visita cultural no mesmo dia. Segundo o Ekonomista, esta praia dispõe de piscina fluvial para crianças, zonas de sombra, mesas de piquenique, guarda-sóis de palha e nadador-salvador durante a época balnear. A existência de cadeira anfíbia torna-a também uma opção mais inclusiva para pessoas com mobilidade reduzida.
A distinção Bandeira Azul reforça o estatuto desta praia entre as melhores zonas balneares interiores da região. Para famílias, é uma escolha particularmente prática, pela combinação entre vigilância, apoios, paisagem e atividades náuticas disponíveis no Centro Náutico.
Tapada Grande, uma praia no interior de Mértola
A Praia Fluvial da Tapada Grande, na Mina de São Domingos, concelho de Mértola, é uma das praias interiores mais conhecidas do Baixo Alentejo. Fica numa zona marcada pela antiga atividade mineira, mas hoje destaca-se como espaço de lazer, descanso e contacto com a natureza. A praia conta com Bandeira Azul e tem também estatuto de Praia Acessível. Entre as infraestruturas disponíveis estão parque de merendas, espaço infantil, apoios balneares e condições para pessoas com mobilidade condicionada.
Durante a época balnear, a presença de nadador-salvador torna o local mais adequado para famílias. É uma alternativa interessante para quem se encontra no interior do Baixo Alentejo e procura uma zona de banhos sem fazer longas deslocações até à costa.
Portagem, água fresca com Marvão por cenário
No Alto Alentejo, a Praia Fluvial da Portagem, no concelho de Marvão, oferece um enquadramento diferente. Situada nas margens do rio Sever, combina água fluvial, sombras, zona de lazer e vista para uma das vilas mais bonitas da região. O local dispõe de área de piquenique, estacionamento, bar de apoio, balneários e espaço para crianças. A proximidade a Marvão permite transformar a ida à praia numa escapadinha mais completa, juntando banhos, património e passeio.
A qualidade da água tem sido classificada como excelente pela Agência Portuguesa do Ambiente, segundo a informação disponível sobre esta zona balnear. Para quem procura uma praia fluvial com ambiente familiar e paisagem marcada pela Serra de São Mamede, é uma das opções mais fortes do Alentejo.
Montargil prepara nova zona balnear
Na Barragem de Montargil, no concelho de Ponte de Sor, está em desenvolvimento a Praia dos Tesos, uma nova zona balnear que pretende reforçar a oferta da região. O projeto inclui banco de areia permanente, piscina flutuante, restaurante, campo de jogos, parque infantil, parque de merendas, estacionamento e percursos pedonais.
Ainda assim, antes de planear a deslocação, convém confirmar junto da Câmara Municipal de Ponte de Sor se a zona já se encontra operacional. A abertura e funcionamento dependem da conclusão da obra e da confirmação oficial das condições de utilização. Montargil continua, no entanto, a ser uma das zonas mais procuradas do interior alentejano para descanso, atividades náuticas e escapadinhas de fim de semana.
O que deve confirmar antes de sair de casa
A época balnear nas praias fluviais decorre, em regra, entre junho e setembro, mas as datas variam consoante o local. É nesse período que existe vigilância oficial, nadador-salvador e condições balneares organizadas. Fora da época balnear, ou fora dos horários de vigilância, os banhos exigem maior cautela. Mesmo em zonas com boa qualidade da água, é importante respeitar sinalização, profundidades, correntes, vento e indicações das autoridades.
As distinções Bandeira Azul e Qualidade de Ouro ajudam a identificar praias com melhores condições ambientais e de qualidade da água, mas não dispensam a consulta de informação atualizada antes da viagem. No essencial, o Alentejo tem praias fluviais que funcionam como refúgios nos dias mais quentes. Sem a pressão habitual dos grandes areais costeiros, estes espaços oferecem água doce, sombra, tranquilidade e condições adequadas para famílias que procuram fugir ao calor sem enfrentar multidões.