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Ciclista Jorge Gálvez do Louletano conquista 46.º Grande Prémio Abimota

O ciclista espanhol Jorge Gálvez (Aviludo-Louletano-Loulé) conquistou hoje a 46.ª edição do Grande Prémio Abimota, ao chegar no grupo da frente na terceira e última etapa, vencida pelo neerlandês Enzo Leijnse.

O corredor da Anicolor-Campicarn bateu os seus companheiros de fuga no final dos 140 quilómetros entre Sever do Vouga e Águeda, relegando o português João Medeiros (Credibom-LA Alumínios-MarcosCar) para o segundo lugar, com as mesmas 3:34.37 horas do vencedor.

Jorge Gálvez foi terceiro na meta, a um segundo de Leijnse, e, graças às bonificações, conquistou a geral, celebrando o primeiro triunfo como profissional.

“Sabíamos que era complicado, porque tinha alguns segundos de atraso em relação aos três da frente da geral e porque tínhamos três baixas devido a queda desde o primeiro dia, mas, no final, saiu tudo perfeito”, disse o ciclista de 26 anos.

O espanhol destronou Fábio Costa (Feira dos Sofás-Boavista), que chegou apenas 1.02 minutos depois do vencedor, e acabou na terceira posição da geral, a 45 segundos do corredor da Aviludo-Louletano-Loulé.

O segundo da geral foi o britânico Harrison Wood (Feirense-Beeceler), outro dos integrantes da fuga do dia, que ficou a cinco segundos de Gálvez.

Melhor português na última Volta a Portugal e vencedor da Volta ao Alentejo deste ano, Tiago Antunes (Efapel) foi quarto, a 53.

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Casal atropelado no passeio em Albufeira: mulher morre e condutora terá tentado fugir

Uma mulher de 28 anos morreu e um homem de 32 ficou em estado grave depois de ambos terem sido colhidos por um carro quando circulavam num passeio junto ao quartel dos Bombeiros de Albufeira, na madrugada deste sábado.

Segundo avançou o Correio da Manhã, a viatura terá saído da estrada e atingido o casal, projetando as vítimas para uma zona de arbustos, circunstância que dificultou as operações de socorro. A mulher, de nacionalidade cabo-verdiana, entrou em paragem cardiorrespiratória e o óbito acabou por ser declarado no local.

Socorro prestado poucos segundos após o acidente

A proximidade ao quartel dos Bombeiros de Albufeira permitiu uma resposta imediata. “Os operacionais que estavam de serviço ouviram um barulho e foram rapidamente ver o que se passava. O socorro foi prestado poucos segundos após ter ocorrido o acidente”, referiu ao Correio da Manhã Daniel Jacinto, adjunto dos Bombeiros de Albufeira.

Apesar da rápida intervenção dos meios de emergência, não foi possível reverter a situação clínica da mulher. O homem foi transportado em estado grave para uma unidade hospitalar.

O alerta foi dado pelas 00:02. Nas operações de socorro estiveram envolvidos cerca de três dezenas de operacionais dos Bombeiros, INEM, Cruz Vermelha Portuguesa e GNR.

Condutora constituída arguida

De acordo com o mesmo jornal, a condutora da viatura terá tentado ausentar-se do local após o atropelamento, mas foi retida por elementos dos bombeiros até à chegada da GNR. A mulher foi constituída arguida.

Chegou ainda a ser mobilizado um helicóptero, que deveria aterrar no Estádio Municipal de Albufeira, mas o médico da VMER acabou por desmobilizar o meio aéreo.

A GNR esteve no local a realizar perícias. O atropelamento terá sido presenciado por uma moradora, que contactou o 112, sendo o seu testemunho considerado relevante para esclarecer as circunstâncias do acidente.

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Rio Guadiana sob buscas após homem pedir auxílio e desaparecer

Um homem desapareceu hoje nas margens do rio Guadiana, no concelho de Mértola, distrito de Beja, disseram à agência Lusa fontes da Proteção Civil e da Autoridade Marítima Nacional (AMN).

Fonte do Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Baixo Alentejo indicou que o alerta para o desaparecimento, que ocorreu na zona de Azenhas do Guadiana, no concelho de Mértola, foi dado pelas 12:48.

Uma outra fonte da AMN – Comando Local da Polícia Marítima de Vila Real de Santo António, distrito de Faro, entidade que está a coordenar as buscas, disse à Lusa que o homem “encontrava-se a banhos, pediu auxílio e desapareceu” nas águas do rio Guadiana.

A mesma fonte indicou que o homem tem entre 30 a 40 anos.

Nas operacionais de socorro estão envolvidos 20 operacionais, oito dos quais da AMN, auxiliados por três motas de água e uma outra semi-rígida, uma embarcação dos bombeiros de Mértola e uma equipa mergulhados de Serpa e cinco militares da GNR, apoiados por dois veículos.

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Conservatório de Albufeira encerra 30.º ano letivo com gala na Herdade dos Salgados

O Conservatório de Albufeira realizou a Gala Especial de Encerramento do 30.º Ano Letivo no Palácio de Congressos do Algarve, na Herdade dos Salgados, em Albufeira. A iniciativa contou com a presença de cerca de 700 pessoas, que assistiram à apresentação do trabalho desenvolvido ao longo do ano letivo por alunos da instituição.

Criado em 1996 por António Góis Nóbrega, o Conservatório de Albufeira é uma instituição de natureza cultural, educativa e social, funcionando em regime de total voluntariado. O estabelecimento é licenciado pelo Ministério da Educação.

António Nóbrega, presidente e fundador do Conservatório de Albufeira. Foto DR

Três décadas dedicadas à educação artística

Ao longo de 30 anos de atividade, milhares de alunos passaram pelo Conservatório de Albufeira, onde desenvolveram competências nas áreas artísticas. Alguns desses antigos alunos são hoje professores na escola que os acolheu.

António Nóbrega sublinha esse regresso como um sinal positivo para a instituição. “Felizmente”, afirma, “pois enfrentamos dificuldades enormes em encontrar professores habilitados”.

Instalações continuam a ser a principal preocupação

Apesar do percurso feito, a degradação das instalações é apontada como o principal problema do Conservatório. Segundo António Nóbrega, “o nosso maior problema reside na degradação das instalações”, acrescentando que o presidente da Câmara Municipal, Rui Cristina, anunciou a disponibilização da verba necessária à recuperação do edifício onde funciona a instituição.

O fundador recorda ainda que o objetivo de dotar o Conservatório de um espaço com melhores condições acompanha o projeto desde os primeiros anos. António Nóbrega afirma ter reunido o que considera necessário para instalar um estabelecimento de ensino superior em Albufeira, mantendo-se em cima da mesa, agora nas mãos da autarquia, o projeto de criação de um Instituto Politécnico de Artes Criativas no município.

“O sonho comanda a vida…”, conclui António Nóbrega.

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Conferência em Albufeira debate impacto das novas regras do urbanismo

Albufeira recebe, no dia 15 de junho, entre as 9:00 e as 16:00, a conferência “O Novo Urbanismo — As Transformações Implementadas na Gestão do Território pelo Decreto-Lei n.º 108/2026”, uma iniciativa do urbanista António Góis Nóbrega, integrada no Ciclo de Conferências sobre Urbanismo, Habitação e Qualidade de Vida.

O encontro, sem fins lucrativos, pretende analisar as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 108/2026, de 29 de maio, diploma que revê o regime aplicável ao licenciamento de operações urbanísticas e procede a alterações ao Regime Jurídico da Urbanização e da Edificação, ao Regime Jurídico da Reabilitação Urbana, ao Regulamento Geral das Edificações Urbanas e ao Decreto-Lei n.º 10/2024, segundo o Diário da República.

Alterações ao controlo municipal

Segundo a organização, o novo quadro legal “vem alterar profundamente alguns dos aspetos essenciais da legislação que envolve a gestão urbanística”, ao aliviar, em várias situações, o controlo prévio municipal sobre projetos e obras, reforçando a responsabilidade de promotores e técnicos pelo cumprimento da lei, bem como pelas condições de segurança e salubridade das edificações.

A conferência terá como eixos principais a aplicação da inteligência artificial à gestão urbanística, a resolução de conflitos por arbitragem e a responsabilização dos intervenientes nos procedimentos urbanísticos. Em debate estarão também os impactos do novo diploma no papel das câmaras municipais e na atuação dos técnicos projetistas, diretores de obra e demais profissionais envolvidos.

Entre as questões que a organização pretende colocar em discussão estão a responsabilidade civil das autarquias nos atos praticados no âmbito da gestão urbanística e a forma como a engenharia poderá garantir a segurança e salubridade das edificações num contexto de menor controlo prévio municipal.

Responsabilidade dos técnicos em análise

O programa prevê ainda uma reflexão sobre a “dignidade do termo de responsabilidade”, isto é, sobre o alcance efetivo da declaração subscrita pelos técnicos responsáveis e a sua capacidade de assegurar o cumprimento da legalidade e a segurança jurídica dos processos.

Foram convidadas a participar várias entidades profissionais e associativas ligadas ao urbanismo, construção, direito e mediação imobiliária, incluindo a Ordem dos Engenheiros, a Ordem dos Advogados, a ASMIP — Associação dos Mediadores do Imobiliário, a Ordem dos Arquitectos, a Associação Portuguesa de Arbitragem e a APPC — Associação Portuguesa de Projetistas e Consultores.

De acordo com a informação enviada pela organização, estão confirmadas as participações da Ordem dos Engenheiros, da Ordem dos Advogados e da ASMIP.

Oradores e inscrições

Entre os oradores anunciados estão João Luís Gonçalves, procurador no Tribunal Central Administrativo e autor do livro “A Responsabilidade Civil das Autarquias”, e António Góis Nóbrega, urbanista e organizador do Ciclo de Conferências Urbanismo, Habitação e Qualidade de Vida.

A organização sublinha que “o debate consciente e informado é a base essencial de qualquer política pública credível” e considera que a partilha de conhecimento nesta área é determinante para a qualidade da sociedade e do território.

As inscrições estão sujeitas à lotação da sala e serão aceites por ordem de registo e regularização. O formulário de inscrição está disponível em: https://forms.gle/YzxQ3jvKR7h74gTt5

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Hugo Pereira formaliza candidatura à liderança do PS Algarve

Sob o mote “Sim, pelo Algarve e pelos algarvios, vamos conseguir!”, Hugo Pereira defende um PS mais próximo das pessoas, com prioridade à habitação, aos rendimentos das famílias e aos investimentos estruturantes para a região.

Hugo Pereira formalizou a candidatura à Presidência da Federação Regional do Algarve do Partido Socialista junto da Comissão Organizadora do Congresso, anunciou o PS Algarve em nota enviada à imprensa.

A candidatura é apresentada como um projeto de reforço da capacidade do partido para liderar a defesa dos interesses da região e reconstruir uma proposta política mobilizadora para os algarvios.

Segundo o comunicado, o projeto sublinha que o PS continua a ser “a principal força política autárquica do Algarve”, liderando a maioria dos municípios e freguesias da região, o que, para a candidatura, representa uma responsabilidade acrescida na defesa dos interesses dos algarvios e na promoção do desenvolvimento regional.

Hugo Pereira reconhece que os resultados das últimas eleições legislativas refletem um afastamento de parte do eleitorado, associado à perceção de respostas insuficientes aos problemas específicos da região. Nesse sentido, defende a abertura de um novo ciclo de proximidade, escuta e construção de soluções concretas para os desafios do Algarve.

Entre as prioridades apontadas estão a concretização dos investimentos estruturantes que têm sido sucessivamente adiados, a resposta à crise da habitação, o reforço dos rendimentos das famílias e a mitigação dos efeitos do elevado custo de vida, com impacto particularmente significativo na região.

“Apresento esta candidatura com sentido de responsabilidade, convicto de que o PS Algarve deve assumir plenamente o papel de liderança regional que os algarvios lhe confiaram. É tempo de ouvir mais, preparar melhor e construir um projeto ambicioso que coloque o Algarve no centro das decisões nacionais”, afirma Hugo Pereira, citado no comunicado do partido.

De acordo com a nota, a iniciativa pretende fortalecer o Partido Socialista no Algarve e contribuir para uma região “mais justa, desenvolvida, coesa e com mais oportunidades para todos”.

Hugo Pereira é assim o primeiro a apresentar a candidatura à sucessão de Luís Graça, deputado à Assembleia da República e atual presidente da Federação algarvia, eleito pela primeira vez para a liderança da estrutura partidária regional em 2018 e que está a finalizar o quarto mandato no cargo, o limite previsto nos estatutos do partido.

As eleições nas Federações socialistas estão marcadas para 19 e 20 de junho.

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