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Adeus Al Sud, olá Preceito: no novo restaurante que abriu em Lagos o peixe vem do mercado e as ostras da Ria de Alvor

O antigo Al Sud, restaurante que chegou a conquistar uma estrela Michelin em Lagos, deu lugar a um novo conceito gastronómico. Chama-se Preceito, abriu portas a 15 de abril no Palmares Ocean Living & Golf e é liderado pelos chefs Alexandre Cabrita e Andreia Carreira. De acordo com a NiT, o projeto aposta numa cozinha centrada no produto nacional, com especial destaque para ingredientes provenientes do Algarve, mantendo os 24 lugares do restaurante anterior, mas com uma abordagem diferente daquela que caracterizava o espaço.

O encerramento do Al Sud, liderado por Louis Anjos, marcou o fim de uma etapa naquele resort algarvio. O Preceito nasce agora com uma identidade própria, procurando combinar uma cozinha cuidada com um ambiente mais descontraído. Alexandre Cabrita, natural de Portimão e vencedor do título de Chefe do Ano 2025, assume a liderança de uma carta que procura valorizar o território algarvio sem deixar de incorporar referências de outras regiões do país.

Algarve como principal inspiração

Grande parte dos produtos utilizados na cozinha chega de fornecedores locais. O peixe é adquirido no Mercado de Lagos e as ostras vêm diretamente da Ria de Alvor. A aposta passa por trabalhar ingredientes próximos do restaurante e criar uma ligação entre a oferta gastronómica e a região onde está inserido.

A mesma filosofia estende-se às sobremesas assinadas por Andreia Carreira. A chef, distinguida anteriormente com o prémio Jovem Talento da Gastronomia, criou uma das sobremesas mais procuradas da casa a partir de três ingredientes associados ao Algarve: alfarroba, amêndoa e folha de figueira. “Quis juntar estes ingredientes todos e tem sido um grande sucesso”, afirmou à mesma fonte.

Carta que vai além da região

Embora os produtos algarvios tenham um papel central, os responsáveis decidiram integrar outras referências da gastronomia portuguesa. Segundo a mesma fonte, a intenção passa por oferecer mais diversidade aos clientes sem perder a identidade principal do projeto.

Entre os exemplos encontram-se o atum vermelho proveniente dos Açores e um croquete inspirado no tradicional leitão da Bairrada. “O primeiro foco foi sempre aquilo que está mais perto, de uma ponta à outra do Algarve, mas também temos esta diversidade”, explicou Alexandre Cabrita, reforçando a ideia de uma carta que combina proximidade e variedade.

Dos petiscos aos pratos principais

Nas entradas destacam-se propostas, como o tártaro de novilho com enguia fumada e gema curada, as ostras da Ria de Alvor servidas com molho ponzu e poejo, os croquetes de leitão e o carabineiro de Sagres grelhado. São pratos que refletem a importância atribuída à matéria-prima e ao trabalho desenvolvido à volta dos produtos do mar.

Nos pratos principais surgem opções, como lula grelhada com manteiga de cabra e xerém de citrinhos, robalo e gamba da costa com arroz de forno, terrina de rabo de boi e ainda um bitoque de lombo de novilho acompanhado por carabineiro grelhado. A carta inclui igualmente alternativas vegetarianas e pratos concebidos para partilhar.

Novo capítulo no Palmares

A equipa procurou criar um restaurante menos formal e mais acessível, sem abdicar da qualidade dos ingredientes nem do cuidado na execução. Conforme a mesma fonte, o objetivo foi disponibilizar um espaço capaz de atrair tanto os hóspedes do resort como visitantes que procuram uma experiência gastronómica ligada ao Algarve.

Além do restaurante, o Palmares Ocean Living & Golf disponibiliza várias opções de alojamento, incluindo hotel e apartamentos turísticos. Com uma nova identidade, uma nova equipa e uma forte ligação aos sabores da região, o Preceito inicia agora uma nova etapa num dos espaços gastronómicos mais conhecidos de Lagos.

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Filho conversava com a mãe como se estivesse em Lisboa mas estava na Tailândia: “Temo que possa ter ido fazer aquilo que não devia”

O desaparecimento de João Espada, jovem português de 20 anos que vivia em Lisboa, deixou a família sem respostas desde o início de maio, após o último contacto conhecido e uma sequência de mensagens contraditórias que sugerem uma viagem inesperada para fora do país. O caso envolve comunicações apagadas, deslocações entre a Tailândia e o Vietname e uma investigação ainda sem resultados conclusivos.

De acordo com o Correio da Manhã, João vivia sozinho em Lisboa e trabalhava num restaurante na Penha de França, sendo dado como em rotina normal pela família até ao início de maio. O último contacto direto terá ocorrido no dia 7 desse mês, altura em que deixou de responder de forma consistente. Poucos dias depois surgiram mensagens de um número português desconhecido, sem identificação, que alteraram o rumo do caso e levantaram dúvidas sobre o seu paradeiro.

“Esta pessoa disse-me que tinha conhecido o João num bar, em Banguecoque, na Tailândia. Acrescentou que se o João não tinha regressado a Portugal, deveria apresentar queixa na polícia. Eu nem sequer sabia que o meu filho estava fora do País”, relatou Sara Figueiredo, mãe do jovem, em declarações ao Correio da Manhã. As mensagens terão sido apagadas pouco depois e o contacto desapareceu, levando a família a avançar com queixa junto da PSP.

Pistas na Ásia e registos limitados

Segundo a mesma fonte, a família conseguiu entretanto confirmar que João terá chegado à Tailândia a 29 de abril, mantendo contactos regulares com a mãe nos dias seguintes, apesar de simular estar em Lisboa. “Eu não sei a razão da viagem, mas temo que possa ter ido fazer aquilo que não devia”, afirmou a mãe, acrescentando que não existem registos de movimentos bancários no período em causa, o que aumenta as dúvidas sobre o que terá acontecido.

Conforme a mesma fonte, a investigação familiar levou ainda à identificação de uma mulher na Tailândia que confirmou ter estado com o jovem, existindo também uma fotografia tirada num bar em Banguecoque a 6 de maio como único registo visual confirmado. Pouco depois da entrevista da mãe ao ao jornal, surgiu a indicação de que João terá atravessado a fronteira para o Vietname no dia 7 de maio, data do último contacto conhecido.

Caso permanece sem respostas

Desde então, não há novos registos confirmados do seu paradeiro. As autoridades continuam a ser acompanhadas pela família, mas até ao momento não foram divulgados desenvolvimentos conclusivos. O caso mantém-se em aberto, sustentado apenas por pistas dispersas entre dois países asiáticos e pela esperança de uma mãe que procura respostas a milhares de quilómetros de distância.

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Sul de Portugal vai ficar ‘à pinha’ no verão? Turismo do Algarve admite não ter subido preços

O Algarve entra na época alta com sinais de forte procura turística e preços ainda estáveis, apesar do aumento dos custos de energia e da incerteza internacional. A Região de Turismo do Algarve (RTA) garante que, para já, não há subidas generalizadas no alojamento ou na animação turística, embora admita que esse cenário pode vir a alterar-se se a pressão económica continuar.

De acordo com o jornal Diário de Notícias, o presidente da RTA, André Gomes, afirma que o setor tem conseguido evitar aumentos no preço final ao consumidor, apesar da subida dos custos operacionais. “Não há um aumento de preços no Algarve face ao ano passado”, disse, explicando que esta estabilidade resulta do esforço dos empresários para manter a procura.

Segundo a mesma fonte, essa estratégia passa por absorver internamente os encargos adicionais, sobretudo ligados aos combustíveis. Ainda assim, o responsável admite que esta solução poderá não ser sustentável a médio prazo. “Os empresários estão a engolir os custos, mas mais tarde será inevitável uma subida”, referiu.

Procura em alta e crescimento sustentado

Apesar das pressões, a perspetiva para o verão mantém-se positiva. André Gomes afirma que o Algarve continua a registar um nível de reservas ligeiramente superior ao do ano passado e antecipa um crescimento moderado, sem aumentos abruptos na procura.

Conforme a mesma fonte, os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram que, nos primeiros quatro meses do ano, a região recebeu 1,2 milhões de hóspedes e 4,4 milhões de dormidas, com crescimento também nos proveitos turísticos, que subiram 6,9% para 288 milhões de euros.

Transporte aéreo e mercados internacionais impulsionam região

O reforço da ligação aérea a Faro tem ajudado a sustentar a procura, com mais 400.000 lugares disponíveis este verão. Estão incluídas novas rotas para cidades, como Bucareste e Katowice, além do regresso de ligações transatlânticas.

André Gomes destaca ainda o crescimento dos mercados norte-americano e canadiano, sublinhando que a região continua a atrair visitantes internacionais, mesmo num contexto global instável. Também o mercado nacional mantém peso relevante, contrariando a ideia de uma eventual quebra de interesse dos portugueses pelo destino.

O responsável da RTA deixou críticas à falta de investimento da TAP em Faro, considerando “incompreensível” a ausência de reforço comparável ao observado noutras regiões do país. Ainda assim, reconhece como positivo o aumento de algumas ligações, nomeadamente a partir do Funchal.

Debate sobre praias acrescenta tensão ao setor

Mais recentemente, a discussão sobre a utilização de chapéus de sol em praias concessionadas gerou contestação entre entidades regionais e autoridades ambientais. A RTA considera que o tema cria ruído desnecessário num momento crítico para a atividade turística.

“Estamos a levantar problemas onde eles não existem”, afirmou André Gomes, defendendo que a prática sempre foi habitual e regulada localmente. A Agência Portuguesa do Ambiente (APA), por sua vez, lembra que as praias são de uso público e que a ocupação por concessões está sujeita a limites definidos por lei.

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Vai à Loja do Cidadão? Estes serão os únicos serviços assegurados esta sexta-feira

O funcionamento das Lojas do Cidadão e conservatórias está a sofrer perturbações esta sexta-feira, 5 de junho, devido a um plenário nacional de trabalhadores dos registos e notariado, com impacto direto na prestação de vários serviços públicos em Portugal. Em causa estão limitações temporárias que obrigam a definir serviços mínimos para garantir respostas consideradas urgentes.

De acordo com o site da rádio TSF, o plenário reúne mais de 3.000 trabalhadores inscritos e deverá provocar constrangimentos em serviços centrais, conservatórias e Lojas do Cidadão. Ainda assim, estão previstos serviços mínimos para situações específicas, nomeadamente pedidos urgentes de cartão de cidadão, passaporte e casamentos previamente agendados.

Arménio Maximino, presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Registos e do Notariado, explicou à TSF que, apesar das perturbações, haverá resposta em casos prioritários. “Serviços para o cartão de cidadão e passaporte extremamente urgentes, o cartão cidadão provisório e os casamentos urgentes e os previamente agendados”, afirmou o dirigente sindical.

Negociações sem acordo em abril

Segundo a mesma fonte sindical, o plenário surge na sequência de negociações falhadas com o Ministério da Justiça, que terminaram em abril sem consenso. O sindicato considera que a proposta apresentada pela tutela “não resolvia nenhum problema estrutural”, mantendo em aberto várias reivindicações do setor.

Arménio Maximino aponta ainda um défice significativo de recursos humanos. “Há atualmente um défice crónico acumulado de recursos humanos. Faltam 279 conservadores de registos e 2731 oficiais de registos”, afirmou, acrescentando que esta realidade afeta diretamente a capacidade de resposta dos serviços. O sindicalista sublinha que os atrasos são recorrentes e que a dificuldade em garantir atendimento em tempo útil é já estrutural.

Receitas e contestação sindical

O responsável do STRN critica também a gestão financeira do setor. “Os cidadãos e as empresas pagam em taxas de registo 600 milhões de euros por ano”, disse, defendendo que este valor deveria permitir o funcionamento pleno dos serviços. Na mesma intervenção, acusou o Governo de desviar verbas para outros organismos, agravando a pressão sobre os registos.

O sindicato considera que “cedeu até onde podia ceder” nas negociações de abril, mas mantém que não foi possível chegar a um entendimento. Arménio Maximino reforça que “uma negociação tem de ser boa para ambas as partes”, referindo que o prolongamento do diálogo não produziu resultados. O STRN avançou entretanto com uma greve marcada para começar na próxima segunda-feira e prolongar-se até 13 de junho.

Impacto no atendimento ao público

A paralisação e o plenário desta sexta-feira decorrem até às 20 h, período durante o qual se esperam constrangimentos em vários serviços administrativos. Apesar disso, os serviços mínimos definidos deverão evitar a interrupção total do atendimento em situações consideradas urgentes.

O sindicato sustenta que a proposta governamental recente não respondeu às dificuldades estruturais do setor, mantendo-se em aberto questões relacionadas com carreiras, número de trabalhadores e organização dos serviços. O impacto deverá ser mais sentido em unidades com maior pressão de atendimento ao público.

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Novo Lidl pode estar a caminho desta cidade no Algarve: loja deverá situar-se junto da EN125

A cidade de Lagos poderá vir a receber uma nova loja Lidl, num projeto que depende de um processo administrativo já em curso na Câmara Municipal. De acordo com o jornal online Algarve Marafado, a futura superfície comercial deverá ser construída na área industrial da Marateca, junto à Estrada Nacional 125, numa zona próxima das atuais bombas de combustível, caso avance a venda de um terreno municipal que está a ser preparado para esse fim.

O processo começou com a aprovação, por unanimidade, da desafetação de uma parcela de terreno com 3604 metros quadrados, propriedade do município. Esta decisão é necessária para retirar o espaço do domínio público e permitir a sua posterior venda, abrindo caminho à integração do terreno numa operação imobiliária com destino comercial.

Terreno e a avaliação feita pela autarquia

Segundo o documento analisado pela autarquia, o terreno foi avaliado por um perito independente em pouco mais de 418.000 euros. A venda está prevista para uma empresa que já detém um terreno contíguo naquela zona industrial, o que permite a junção das parcelas para criação de uma área mais ampla.

Conforme a mesma fonte, essa integração será determinante para viabilizar a construção de uma futura superfície comercial, que ficará posteriormente associada à marca Lidl através de um contrato de arrendamento.

Estrutura do negócio em análise

O comprador identificado no processo é a empresa Barlavenda – Compra e Venda de Propriedades, que ficará responsável pela aquisição do terreno municipal. Depois da compra, o espaço será arrendado à Lidl & Companhia, que deverá ser a entidade a explorar o supermercado.

A operação ainda não está fechada e depende de várias fases administrativas, incluindo um período de apreciação pública onde poderão ser apresentadas reclamações ou contributos por parte de cidadãos ou entidades interessadas.

Próximos passos do processo

Depois desta fase de consulta, o processo seguirá para a Assembleia Municipal de Lagos, onde será votado pelos deputados municipais. Só com essa aprovação final poderá avançar a concretização da venda do terreno e, consequentemente, a possibilidade de instalação do novo supermercado.

Segundo o Algarve Marafado, trata-se de um procedimento habitual em operações deste tipo, especialmente quando envolvem património municipal e projetos de potencial impacto económico local.

Projeto ainda dependente de decisões políticas

A localização escolhida, junto à EN125 e na zona industrial da Marateca, é considerada estratégica pela sua acessibilidade e proximidade a outras infraestruturas comerciais. Este fator é apontado como um dos elementos que justificam o interesse no terreno por parte dos promotores.

Apesar disso, o projeto ainda não está fechado e depende inteiramente da conclusão dos trâmites legais e da aprovação final por parte dos órgãos municipais competentes.

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ASAE apreende mais de 14.000 peças automóveis contrafeitas: valiam mais de 600.000€

Uma operação da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica resultou na apreensão de mais de 14.000 peças automóveis contrafeitas, distribuídas por vários pontos do país e avaliadas em mais de 600.000 euros. De acordo com o Notícias ao Minuto, a intervenção decorreu ao longo da última semana e incidiu sobre estabelecimentos localizados em Vila Nova de Gaia, Leiria e Lisboa, tendo culminado na abertura de um processo-crime relacionado com fraude sobre mercadorias.

A ASAE realizou uma “operação de prevenção criminal” no âmbito de uma investigação centrada no combate à contrafação de componentes automóveis. Segundo a mesma fonte, o objetivo passou por verificar o cumprimento das regras aplicáveis à comercialização de peças de marcas internacionais, incluindo a autenticidade dos produtos, a sua origem e a conformidade técnica.

No total, foram apreendidos 14.629 artigos por contrafação, imitação e uso indevido de marca. Entre os produtos retirados do circuito comercial encontram-se filtros de óleo, filtros de combustível, filtros de ar, filtros de habitáculo, rolamentos, válvulas, tensores de correia e cilindros de travão.

Valor da mercadoria ultrapassa 600.000 euros

A operação permitiu identificar um conjunto significativo de peças com suspeitas de falsificação, cujo valor global ultrapassa os 600.000 euros. Conforme a mesma fonte, estes materiais estavam integrados numa rede de distribuição que operava em diferentes zonas do território nacional.

Foi instaurado um processo-crime pelos ilícitos detetados, incluindo fraude sobre mercadorias e venda ou ocultação de produtos. A ASAE sublinha que este tipo de infrações está associado a riscos não apenas económicos, mas também de segurança.

Cooperação internacional na investigação

A ação contou com o apoio de peritos europeus ligados às marcas afetadas, que participaram na identificação e confirmação da não autenticidade dos produtos apreendidos. Esta colaboração técnica permitiu validar os resultados da operação no terreno e reforçar a investigação em curso.

Acrescenta a publicação que esteve igualmente presente um investigador da OLAF, o organismo europeu responsável pelo combate à fraude, o que, no entendimento da ASAE, reforça a articulação entre entidades nacionais e internacionais no combate à economia paralela.

Aviso sobre riscos para a segurança rodoviária

Na mesma nota, a ASAE deixou um alerta relativamente ao impacto da utilização de peças contrafeitas em veículos. “Mantém um compromisso forte no combate à contrafação e à economia paralela e alerta que a utilização de peças automóveis contrafeitas constitui um grave risco para a segurança rodoviária e para a integridade física dos condutores e passageiros”, refere a entidade.

A investigação permanece em curso, não tendo sido divulgados, até ao momento, dados adicionais sobre eventuais detenções ou suspeitos identificados.

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Nesta vila algarvia há um hotel a 40 metros da praia onde todos os quartos têm vista-mar e uma noite pode custar menos de 60€

Há um hotel no Algarve onde todos os quartos têm vista para o mar e que se encontra a apenas 40 metros da praia. Situado na vila de Salema, no concelho de Vila do Bispo, o Salema Beach Hotel apresenta-se como uma opção para quem procura alojamento junto à costa algarvia sem os preços habitualmente associados a localizações de primeira linha. De acordo com o site do Salema Beach Hotel, numa simulação para a noite de 9 para 10 de junho, um Quarto Duplo Standard com pequeno-almoço incluído custava 108 euros para duas pessoas, o equivalente a 54 euros por pessoa.

Localizado no coração de Salema, o hotel beneficia de uma das características mais valorizadas por quem visita o Algarve: a proximidade ao mar. A curta distância que o separa do areal permite aos hóspedes deslocarem-se a pé entre o alojamento e a praia, sem necessidade de recorrer ao automóvel.

Com mais de 30 anos de atividade, a unidade hoteleira de três estrelas dispõe de quartos com varanda privativa voltada para o Atlântico, além de serviço de pequeno-almoço e bar. O conceito do espaço assenta numa combinação entre simplicidade, conforto e uma ligação permanente à paisagem costeira que caracteriza esta zona da Costa Vicentina.

Vila que preserva a tradição piscatória

A vila continua a destacar-se entre as localidades algarvias por manter uma forte ligação às suas origens. Apesar do crescimento do turismo nas últimas décadas, Salema preserva parte significativa da sua identidade, sendo ainda possível observar o regresso das embarcações de pesca ao areal e o trabalho diário dos pescadores junto à praia.

A Praia de Salema estende-se por cerca de um quilómetro numa baía relativamente abrigada. De um lado encontram-se as embarcações tradicionais e, do outro, as áreas procuradas pelos banhistas. Fora da época alta, a localidade assume um ritmo mais tranquilo, contrastando com algumas das zonas mais movimentadas da região.

Entre a natureza e a história

Além da componente balnear, a envolvente da praia guarda também elementos de interesse geológico. As arribas calcárias que delimitam a baía têm mais de 150 milhões de anos e constituem uma das marcas naturais da paisagem local.

Em 2001, um grupo de geólogos identificou pegadas de dinossauros numa das extremidades da praia durante trabalhos de investigação relacionados com fósseis encontrados na zona. A descoberta veio acrescentar um elemento histórico a um local já conhecido pelas suas características naturais.

Alternativa para quem procura tranquilidade

Num contexto em que muitos visitantes procuram locais menos massificados para passar alguns dias de descanso, a Salema continua a surgir como uma alternativa dentro do Algarve. A combinação entre a proximidade ao mar, a dimensão reduzida da vila e a manutenção de tradições ligadas à pesca contribui para a sua popularidade junto de quem prefere ambientes mais reservados.

Com todos os quartos voltados para o oceano e preços que, em determinadas datas, podem ficar abaixo dos 60 euros por pessoa, o Salema Beach Hotel procura posicionar-se como uma das opções de alojamento para quem pretende conhecer uma das zonas mais tranquilas do litoral algarvio.

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Portugueses rumam ao Algarve mas sem ‘sorte’: vento de norte e água fria afastam os banhistas das praias

O feriado do Corpo de Deus levou muitos portugueses a escolherem o Algarve para alguns dias de descanso, mas as condições meteorológicas estão a alterar os planos de quem esperava passar horas no areal ou mergulhar no mar. O vento de norte que se tem feito sentir na região e a baixa temperatura da água estão a afastar muitos banhistas das praias algarvias, apesar de a época balnear já estar oficialmente em curso. De acordo com a SIC Notícias, várias zonas costeiras apresentam extensos areais praticamente vazios, numa altura em que tradicionalmente já se observa uma maior afluência de visitantes.

Em vez de chapéus-de-sol alinhados junto à água e longos períodos de permanência na praia, muitos dos que viajaram para sul optam por passeios à beira-mar e caminhadas junto à costa. A falta de condições para banhos prolongados acabou por criar uma realidade pouco habitual para um período de miniférias que costuma marcar um aumento significativo da ocupação das praias algarvias.

Mar continua a exigir precaução

Apesar da menor presença de pessoas dentro de água, os responsáveis pela vigilância balnear recordam que os riscos continuam a existir. A abertura da época balnear trouxe também o reforço da vigilância em várias praias da região, numa altura em que já foram registadas algumas ocorrências relacionadas com afogamentos.

Em declarações à SIC Notícias, o nadador-salvador Júlio Fonseca alertou para a importância de manter uma distância de segurança, sobretudo quando estão crianças junto ao mar. “A dica que dou é a distância de segurança. Não é estar na linha de água, a distância de segurança é de um braço”, explicou.

Mais jovens continuam entre os grupos de maior risco

A vigilância dos menores continua a ser uma das principais preocupações dos profissionais que trabalham nas praias durante os meses mais movimentados do ano. Segundo a mesma fonte, os primeiros dias da época balnear já registaram vários incidentes relacionados com situações de afogamento.

Júlio Fonseca recordou que “começámos a temporada a 7 de maio e no dia 8 já houve um afogamento e, até então, já tivemos quatro afogamentos”. O nadador-salvador destacou ainda que os adolescentes estão entre os grupos que mais frequentemente assumem comportamentos de risco quando entram na água.

Praias com espaço de sobra

Enquanto as temperaturas não sobem e o vento não abranda, o cenário repete-se em várias praias da região. Muitos visitantes aproveitam o contacto com o mar de uma forma diferente, privilegiando caminhadas, momentos de descanso ou simplesmente a contemplação da paisagem.

A ausência de grande concentração de pessoas faz com que, pelo menos para já, encontrar espaço no areal não seja um problema. Conforme a mesma fonte, a procura existe, mas as condições atmosféricas têm condicionado a permanência prolongada junto ao mar.

Espera por dias mais quentes

A chegada do verão aproxima-se, mas muitos visitantes aguardam agora por uma melhoria das condições para aproveitarem plenamente as praias algarvias. Até lá, a recomendação das autoridades e dos profissionais de vigilância mantém-se centrada na prevenção e na adoção de comportamentos seguros.

Com a época balnear já aberta, o foco continua a estar na segurança de quem frequenta as zonas costeiras. “Dos 12 aos 15 anos é a faixa que mais arrisca e se coloca em perigo”, alertou ainda Júlio Fonseca, numa mensagem dirigida especialmente aos pais e encarregados de educação que acompanham crianças e adolescentes nas praias algarvias.

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