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Autarca de Toronto critica FIFA por proibir garrafas reutilizáveis no Mundial

 

Foto: DR.

A presidente da Câmara de Toronto, Olivia Chow, criticou duramente a decisão da FIFA de proibir os espectadores de levarem garrafas de água reutilizáveis para os estádios durante o Campeonato do Mundo, classificando a medida como “uma forma pura de angariar dinheiro”.

A alteração ao código de conduta dos estádios foi anunciada esta semana e impede os adeptos de entrarem nos jogos com as suas próprias garrafas reutilizáveis.

“É um aproveitamento. Porque é que as pessoas têm de comprar água dentro do estádio quando podem levá-la de casa? É mais barato e melhor para o ambiente”, afirmou Chow, acrescentando que a organização “já lucra milhares de milhões de dólares”.

A autarca reconheceu que a cidade tem pouca margem de intervenção, uma vez que a FIFA define as regras nos recintos oficiais. Ainda assim, sugeriu que a organização disponibilize garrafas de água gratuitas no interior do estádio como “um gesto positivo para os residentes de Toronto”.

Também a Toronto Environment Alliance criticou a decisão, considerando-a prejudicial para o ambiente. Segundo a organização, a utilização de recipientes reutilizáveis poderia evitar mais de um milhão de artigos descartáveis em Toronto durante o torneio.

Fonte: CP24 News

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Flight Path Home dá voz às histórias de migração e pertença 

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Flight Path Home, livro de Steven M. Silva
IMG_1986 IMG_1991 IMG_1976 IMG_1998 IMG_1984 IMG_1977 IMG_2002 IMG_2016 IMG_2017 Flight Path Home, livro de Steven M. Silva

Créditos: Francisco Pegado

A Galeria dos Pioneiros Portugueses e a Aliança dos Clubes e Associações Portuguesas do Ontário (ACAPO) promoveram uma sessão especial de apresentação do livro Flight Path Home: Stories of Family Migrations and Belonging (O Caminho de Regresso a Casa: Histórias de Famílias, Migração e Sentimento de Pertença), da autoria de Steven M. Silva.

O evento reuniu membros da comunidade, familiares, educadores e amantes da literatura para uma noite de leitura, reflexão, autógrafos e venda de exemplares da obra, que aborda temas como a migração, a identidade, a memória e o sentimento de pertença.

Partindo da história da sua própria família, Steven Silva conduz os leitores numa viagem entre a Ilha da Madeira, em Portugal, e o Canadá, revisitando memórias, desafios e conquistas que marcaram o percurso de várias gerações. A obra reflete sobre a experiência da emigração, a preservação das raízes portuguesas e a forma como estas histórias continuam a moldar a identidade e o sentimento de pertença das famílias luso-canadianas.

Na abertura da sessão, Manuel DaCosta, em representação da Galeria dos Pioneiros Portugueses, destacou a importância de preservar as histórias dos pioneiros portugueses no Canadá, sublinhando que obras como esta ajudam a manter viva a memória coletiva da comunidade e a transmitir esse legado às gerações futuras.

Também Kátia Caramujo, em representação da ACAPO, salientou o valor cultural e educativo do livro, considerando-o um importante testemunho da experiência de muitas famílias portuguesas que construíram uma nova vida no Canadá “apresentar Flight Path Home durante o Mês da Herança Portuguesa no Canadá é também uma forma de mostrar que esta celebração vai muito além das festividades e do Desfile do Dia de Portugal. É igualmente uma oportunidade para valorizar a nossa história, a nossa cultura e as histórias que moldaram a comunidade portuguesa no Canadá”, afirmou.

Durante a apresentação, Steven Silva explicou que a obra nasceu da vontade de compreender melhor o percurso da sua família e de explorar a forma como as experiências de migração continuam a marcar a identidade das gerações seguintes “é um sentimento de grande orgulho estar aqui, num espaço dedicado aos pioneiros portugueses e durante o Mês da Herança Portuguesa no Canadá. Este livro permitiu-me reconectar com o passado, fortalecer os laços familiares, encontrar-me através destas histórias e compreender melhor quem sou. É também uma celebração da nossa identidade, das nossas tradições e do orgulho nas nossas origens”, partilhou o autor que também não se esqueceu de agradecer às três pessoas que proporcionaram a apresentação do seu livro – Kátia Caramujo, José Eustáquio e Manuel DaCosta.

Um dos momentos mais emotivos da noite contou com a participação de quatro antigas professoras de Steven Silva, Gabriella Colussi Arthur, Maria João Maciel Jorge, Mary Di Biase Petrungaro e Gabriela Sangiorgio, que recordaram o seu percurso académico e a sua dedicação à aprendizagem e às suas raízes culturais.

Em destaque esteve também a mãe do autor, Cesaltina Silva, que visivelmente emocionada afirmou: “é um enorme orgulho ver o meu filho fazer aquilo que ama e transformar as histórias da nossa família numa obra que pode inspirar tantas outras pessoas”.

A iniciativa terminou com uma sessão de autógrafos e convívio entre os participantes, celebrando não apenas o lançamento de um livro, mas também as histórias, as memórias e as experiências que continuam a unir a comunidade luso-canadiana e a enriquecer o património cultural português no Canadá.

Francisco Pegado/MS

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PicNic Borges Foods: Um convívio solidário

@Julio Carias

É uma tradição já com 33 anos, o PicNic Borges Foods começou em 1993, sempre com o objetivo de promover o convívio entre todos os colaboradores, clientes e amigos da empresa.

Acontece sempre nesta altura, entre o final do mês de maio e o dia 10 de Junho, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, o que transforma este evento, também, numa excelente ocasião para celebrar a cultura portuguesa.

Para além de tudo isto, há ainda uma outra razão para o Borges Foods continuar com esta iniciativa, ano após ano – transformar um convívio numa oportunidade para ser solidário com instituições canadianas (ou luso-canadianas) que desenvolvem um trabalho essencial em prol dos outros. Este ano a instituição contemplada foi a Canadian Cancer Association.

@Julio Carias

Para além dos comes e bebes, como uma boa festa à portuguesa que é, também não faltou animação musical, garantida por: Rancho Folclórico e Bombos da Associação Cultural do Minho; João Marques e ainda a dupla Daniel e Tânia.

Assim, ao longo de mais de três décadas, o PicNic Borges Foods tem demonstrado que o sucesso de uma empresa também se mede pela sua capacidade de unir pessoas e retribuir à comunidade. Mais do que um simples encontro anual, este evento tornou-se um símbolo de amizade, tradição e solidariedade, reunindo gerações em torno dos valores que ajudaram a construir a história da empresa.

Entre momentos de convívio, celebração da cultura portuguesa e apoio a causas nobres, o PicNic Borges Foods continua a afirmar-se como uma iniciativa que faz a diferença, fortalecendo laços e deixando uma marca positiva na comunidade luso-canadiana e na sociedade em geral.

Júlio Carias/Madalena Balça/MS

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42.ª Gala da UTPA celebra o mérito académico e o futuro da juventude portuguesa

 

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Luso-Can Tuna.
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Membros da Direção da University of Toronto Portuguese Association (UTPA)
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Fotos: Francisco Pegado

Num ambiente de celebração, reconhecimento e orgulho comunitário, a University of Toronto Portuguese Association (UTPA) realizou a sua 42.ª Gala Anual no Casa do Alentejo Community Centre, em Toronto.

Fundada em 1984, a associação tem como missão apoiar estudantes luso-canadianos, promovendo a educação, a cultura portuguesa e o envolvimento comunitário ao longo do ano.

O evento reuniu estudantes, famílias, líderes comunitários e representantes políticos, num momento de forte ligação intergeracional e de valorização do percurso académico dos jovens da comunidade.

Na abertura da cerimónia, o presidente da UTPA, Pedro Benevides, sublinhou a importância do papel da juventude na continuidade da comunidade portuguesa “hoje celebramos os jovens que se dedicam ao voluntariado nos nossos clubes e associações e que representam com orgulho a cultura portuguesa, enquanto prosseguem o seu percurso académico. Na UTPA, acreditamos que a juventude é um dos pilares da nossa comunidade. São os líderes de amanhã e terão um papel fundamental em levar a comunidade portuguesa a novos horizontes.”

Seguiu-se o momento central da noite: a atribuição de 12 bolsas de estudo a estudantes que se destacaram pela excelência académica, liderança e envolvimento comunitário. Os premiados deste ano foram Victoria da Silva, Raphael Mendes, Beatriz Simas, Vanessa Sousa, Leonor das Neves, Melanie Silva, Auriana da Costa, Evan Nunes, Matthew Goulart, Tomas Isabel, Arabella Rafie e Daniel Braga.

Num ambiente de emoção e reconhecimento, os bolseiros subiram ao palco para receber a distinção, sublinhando o impacto que este apoio terá nos seus percursos académicos e pessoais.

Entre eles, Victoria da Silva destacou o significado do percurso que a trouxe até este momento “sou muito grata por todo o apoio que tenho recebido da comunidade portuguesa desde o primeiro dia. Tive a felicidade de fazer parte da Queens Portuguese Association e de trabalhar com o deputado Charles Sousa, experiências que contribuíram muito para o meu crescimento pessoal e profissional. Fazer parte da comunidade portuguesa tem um significado muito especial para mim.”

Também Raphael Mendes reforçou o sentimento de gratidão e motivação perante esta distinção “ser selecionado pela UTPA é uma grande honra e uma recompensa por todo o esforço e dedicação ao longo dos anos. Esta bolsa será um apoio importante para mim e para a minha família e motiva-me a continuar os meus estudos com ainda mais empenho.”

As palavras dos restantes bolseiros refletiram igualmente o reconhecimento coletivo de que esta oportunidade representa um voto de confiança no seu potencial.

O significado da educação como pilar da comunidade foi também sublinhado pelos representantes políticos presentes. Entre eles, o deputado federal pelo círculo eleitoral de Mississauga–Lakeshore, Charles Sousa, destacou a evolução da presença portuguesa no ensino superior ao longo das últimas décadas:“tenho muito orgulho em ser luso-canadiano e em ver os nossos jovens a alcançar cada vez mais sucesso. Quando entrei na universidade, éramos poucos; hoje, vemos estudantes portugueses a destacar-se em muitas áreas. A educação sempre foi uma prioridade para a nossa comunidade, e iniciativas como estas bolsas de estudo ajudam os jovens a concretizar o seu potencial e a construir um futuro melhor.”

Na mesma linha, a Cônsul-Geral de Portugal em Toronto, Ana Luísa Riquito, destacou a relevância destas iniciativas na preservação e valorização da língua, cultura e identidade portuguesa junto das novas gerações.

A gala prosseguiu com momentos de convívio, gastronomia tradicional portuguesa e a atuação da Luso-Can Tuna, num ambiente marcado pela partilha e pelo orgulho das raízes.

A noite encerrou com homenagens, música e dança, reforçando o compromisso da UTPA em apoiar a educação e inspirar as futuras gerações de luso-canadianos.

Francisco Pegado/MS

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Portuguese Canadian Walk of Fame volta a homenagear luso-canadianos de excelência

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Fotos: Adriana Paparella

A Camões Square, em Toronto, voltou a ser palco de uma das mais significativas celebrações da comunidade portuguesa no Canadá. Entre abraços, reencontros e momentos de emoção, realizou-se mais uma edição do Portuguese Canadian Walk of Fame, uma iniciativa que homenageia homens e mulheres cujo trabalho e dedicação deixaram uma marca duradoura na comunidade luso-canadiana.

Mais do que uma cerimónia de reconhecimento, o evento celebra a herança portuguesa, as histórias de perseverança e os valores que ajudaram gerações de imigrantes e seus descendentes a construir um lugar de destaque na sociedade canadiana. É também uma oportunidade para recordar aqueles que, muitas vezes longe dos holofotes, dedicaram a sua vida ao serviço da comunidade.

Este ano, foram homenageados Sónia Pereira, Joaquina Pires, Tony do Vale e António do Forno, este último a título póstumo. Quatro percursos distintos, unidos pelo compromisso com a comunidade, pela generosidade e pela vontade de fazer a diferença, não só na comunidade portuguesa, mas também na construção de um Canadá melhor.

A cerimónia reuniu familiares, amigos, líderes comunitários e representantes de diversas organizações portuguesas, num ambiente marcado pelo orgulho e pela gratidão.

Para Manuel DaCosta, fundador e presidente do Portuguese Canadian Walk of Fame, a edição de 2026 foi uma das mais desafiantes no processo de seleção “recebemos muitas nomeações de enorme qualidade. Este ano decidimos olhar para além dos votos e concentrar-nos sobretudo no impacto humano e comunitário de cada pessoa. Há muitas pessoas extraordinárias que dedicam a sua vida aos outros sem nunca procurarem reconhecimento. Sentimos que os homenageados deste ano representam precisamente esse espírito de dedicação e serviço.”

Segundo o Manuel DaCosta, a essência do projeto está precisamente em reconhecer aqueles que trabalham em silêncio, muitas vezes sem esperar qualquer recompensa “a melhor parte é ver a reação dos homenageados. Muitos nunca imaginaram receber uma homenagem destas. São pessoas humildes que fazem o bem sem esperar nada em troca. Ver a emoção e a gratidão nos seus rostos faz todo o esforço valer a pena.”

Numa mensagem dirigida à comunidade, apelou ainda à importância de continuar a valorizar aqueles que contribuem para o bem coletivo “todos temos talentos diferentes e formas distintas de servir a comunidade. É importante reconhecer aqueles que dedicam o seu tempo e energia a ajudar os outros e a fortalecer a nossa comunidade.”

Entre os homenageados deste ano esteve Tony do Vale, reconhecido pelo seu percurso de liderança e pelo trabalho desenvolvido no sindicato LIUNA Local 506. Ao receber a distinção, mostrou-se agradecido pelo reconhecimento “sempre procurei fazer o melhor possível pela nossa comunidade. Este reconhecimento significa muito para mim, mas não muda quem eu sou. Vou continuar a ajudar sempre que puder.”

Dirigindo-se aos jovens, deixou uma mensagem de orgulho e identidade “conheçam as vossas raízes. Nunca se esqueçam de onde vieram os vossos pais e avós. O futuro da nossa comunidade está nas mãos das novas gerações.”

Também Sónia Pereira recebeu a homenagem com surpresa e emoção. Reconhecida pelo trabalho desenvolvido junto de famílias e pessoas com necessidades especiais, aproveitou o momento para destacar a importância da empatia e da inclusão “foi uma enorme surpresa receber esta distinção. Precisamos de ser mais pacientes, mais compreensivos e mais bondosos. Muitas famílias enfrentam desafios invisíveis e é importante não julgarmos sem conhecer a história de cada pessoa.”

Sónia sublinhou ainda que a sensibilização para as necessidades especiais continua a ser uma responsabilidade de toda a sociedade.

Um dos momentos mais emocionantes da cerimónia aconteceu durante a homenagem póstuma a António do Forno, empresário, líder comunitário e uma figura muito respeitada na comunidade portuguesa de London, Ontário.

Em representação da família, o filho Paul do Forno recordou o legado deixado pelo pai “é um enorme orgulho ver o nome do meu pai reconhecido desta forma. Tudo o que ele fez foi motivado pelo desejo de ajudar os outros. Nunca procurou reconhecimento. Fazia-o porque acreditava que era a coisa certa a fazer.”

Visivelmente emocionado, recordou também os sacrifícios feitos pela geração pioneira dos portugueses no Canadá “o meu pai chegou ao Canadá há 60 anos e trabalhou incansavelmente para criar oportunidades para a família e para ajudar quem precisava. A vida que temos hoje é fruto do esforço e dos sacrifícios da sua geração.”

A homenagem a Joaquina Pires foi igualmente recebida com emoção. Figura incontornável da promoção da cultura portuguesa em Montreal e noutras comunidades canadianas, Joaquina dedicou grande parte da sua vida à valorização da língua portuguesa, da educação e da participação cívica “receber esta notícia foi uma enorme surpresa. Aceito esta homenagem com muita humildade porque sinto que esta estrela representa todas as pessoas com quem tive o privilégio de trabalhar ao longo dos últimos 60 anos.”

Ao recordar o seu percurso, destacou a importância da colaboração e do trabalho em equipa “sempre acreditei que os melhores projetos nascem quando as pessoas trabalham juntas. Não são apenas os recursos financeiros que fazem a diferença. São as ideias, a dedicação e a capacidade de unir esforços.”

Numa mensagem dirigida às futuras gerações, apelou à preservação das tradições e ao envolvimento dos jovens na vida comunitária “é fundamental mantermos vivas as nossas raízes e transmitir aos mais novos o orgulho pela nossa cultura. Precisamos dos jovens para garantir a continuidade do trabalho desenvolvido ao longo de tantas décadas.”

A edição de 2026 foi inspirada no tema ‘o espírito, o povo, a terra’, uma homenagem às raízes, às tradições culturais e às paisagens que moldam a identidade e a história do povo português. O tema assenta no trabalho fotográfico de Irwin Karnick, que capta de forma sensível a ligação profunda entre as pessoas e as suas origens.

Com a colocação das suas estrelas na Camões Square, os homenageados passam agora a integrar permanentemente o Portuguese Canadian Walk of Fame, juntando-se a uma lista crescente de luso-canadianos que ajudaram a escrever a história da comunidade portuguesa no Canadá.

Mais do que um reconhecimento individual, cada estrela simboliza um legado de dedicação, serviço e orgulho cultural. São histórias de trabalho, perseverança e generosidade que continuam a inspirar as gerações atuais e futuras.

Ano após ano, o Portuguese Canadian Walk of Fame reafirma-se como um símbolo vivo da herança portuguesa no Canadá, celebrando aqueles que, através das suas ações, fortalecem a comunidade e enriquecem o mosaico cultural canadiano.

Francisco Pegado/MS

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“Quero que me recordem como alguém que deu algo de novo à nossa cultura” – Nuno Ribeiro

DR.

O panorama da música pop portuguesa contemporânea encontra em Nuno Ribeiro um dos seus nomes mais dinâmicos e originais. Numa altura em que as rádios e as plataformas de streaming parecem cada vez mais dominadas por tendências globais e sonoridades semelhantes, o cantor tem seguido um percurso diferente, apostando na valorização das raízes portuguesas e na recuperação de elementos ligados à identidade cultural nacional. Nesta entrevista, o artista falou sobre o crescimento da sua carreira, os novos desafios e a constante necessidade de reinvenção artística.

A conversa começou com uma reflexão sobre a participação de Nuno Ribeiro nos IPMA (International Portuguese Music Awards) de 2024, um evento de grande prestígio junto da comunidade portuguesa nos Estados Unidos. O cantor recordou a experiência com emoção e destacou o acolhimento caloroso que recebeu ao longo de toda a viagem. Para o músico, as comunidades portuguesas no estrangeiro vivem a música nacional de forma particularmente intensa devido à saudade da terra natal. Nuno Ribeiro considera que os emigrantes portugueses demonstram sempre um enorme carinho pelos artistas nacionais e transformam cada concerto num momento especial de união.

Foi precisamente nessa fase que “Maria Joana” se tornou um dos maiores sucessos da sua carreira. O tema conquistou Portugal e as comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo, criando uma forte ligação entre o cantor e o público. O artista admite que atuar para portugueses emigrados carrega uma energia diferente e mais emotiva. “Abraçam-nos sempre de uma maneira muito especial e diferente”, explicou, acrescentando que guarda sempre consigo o carinho recebido nas atuações realizadas fora do país.

Apesar do reconhecimento alcançado, Nuno Ribeiro confessa que continua a olhar para o sucesso com alguma surpresa, sobretudo porque sabe que muitas pessoas lutam diariamente pelos seus sonhos sem conseguirem concretizá-los. Ainda assim, o cantor garante que sempre acreditou no valor do esforço e do trabalho contínuo. “Se eu imaginava? Imaginava, claro que sim, porque senão não tinha lutado tanto”, afirmou. O músico reconhece que as dúvidas e inseguranças fizeram parte do percurso, mas acredita que o lado sonhador acabou sempre por prevalecer.

Outro dos momentos marcantes da carreira de Nuno Ribeiro foi o concerto em nome próprio no Coliseu de Lisboa. Para muitos artistas, atuar numa sala tão emblemática poderia ser motivo de grande pressão, mas o cantor prefere interpretar esse desafio como uma enorme responsabilidade perante o público. Segundo o músico, todo o espetáculo foi cuidadosamente preparado pela sua equipa, desde os detalhes técnicos até à construção do cenário, com o objetivo de proporcionar a melhor experiência possível aos espectadores. Por isso, os ensaios e toda a preparação foram feitos de forma rigorosa e intensa. O artista descreve essa noite como uma experiência especial e garante que novos concertos importantes serão anunciados futuramente.

Se “Maria Joana” representou um ponto de viragem importante, “Saloia” consolidou definitivamente a identidade artística do cantor. O tema mistura elementos tradicionais portugueses com sonoridades pop modernas, criando uma fusão entre tradição e contemporaneidade. O músico revelou que a música nasceu da vontade de combater o sentido pejorativo associado à palavra “saloia”. “Nós quisemos pegar aqui na saloia e torná-la numa pessoa cheia de força e poder”, explicou. Nuno Ribeiro mostrou ainda orgulho pelo facto de a figura feminina surgir representada como símbolo de autenticidade, resistência e orgulho cultural. O público acabou por abraçar a mensagem da canção e a sua sonoridade inovadora.

O cantor reconhece que esta mudança artística exigiu coragem, sobretudo porque se afastou da fórmula mais segura e comercial que marcou os primeiros anos da sua carreira. Inicialmente, descreve-se como alguém mais “certinho”, focado naquilo que sabia que funcionava melhor nas rádios. No entanto, sentiu necessidade de mostrar um lado mais verdadeiro e criativo da sua personalidade. A evolução artística tornou-se evidente primeiro em “Maria Joana”, através da introdução de elementos tradicionais portugueses, e ganhou maior expressão em “Saloia”, onde assume plenamente a mistura entre raízes culturais e inovação pop.

Outro traço importante da personalidade de Nuno Ribeiro é o perfeccionismo. O músico define-se como “um eterno insatisfeito”, alguém que procura constantemente melhorar o seu trabalho e elevar a qualidade daquilo que faz. Essa exigência pessoal impede-o de cair na acomodação e obriga-o a manter um foco permanente na evolução artística. Para o cantor, a vontade de experimentar novas sonoridades e superar desafios é essencial para continuar a crescer enquanto artista.

No final da entrevista, Nuno Ribeiro refletiu sobre o legado que gostaria de deixar. Mais do que números de streaming ou sucessos comerciais, deseja ser lembrado pelo contributo dado à valorização da música portuguesa e das tradições culturais do país. Ao mesmo tempo, revelou que gostaria de ser recordado como uma pessoa genuína e verdadeira ao longo de todo o percurso.

Para terminar, fez questão de deixar uma mensagem direta, carinhosa e bastante emotiva a toda a vasta comunidade portuguesa residente no Canadá e em toda a diáspora espalhada pelo mundo: “Deixo um abraço apertado e com muita saudade a todos. Sempre que me quiserem ver por aí, eu vou com todo o gosto do mundo. Continuem a ouvir e a apoiar aquilo que é nosso, a nossa música portuguesa, e a valorizar as nossas raízes. Nós, os artistas, valorizamos também muito o vosso abraço caloroso sempre que aí vamos cantar. Um beijinho gigante para todos e obrigado.” Um artista que se tornou verdadeiramente universal.

Paulo Perdiz/MS

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Expansão do Aeroporto Billy Bishop poderá custar 5 mil milhões de dólares ao longo de 25 anos, afirma Autoridade Portuária

Créditos: billybishopairport

A Autoridade Portuária de Toronto afirma que uma proposta de expansão do Aeroporto Billy Bishop Toronto City poderá custar entre 4 e 5 mil milhões de dólares nos próximos 25 anos.

O CEO da autoridade portuária, RJ Steenstra, disse a um comité de Queen’s Park esta semana que o projeto seria implementado por fases e financiado maioritariamente de forma privada. “Isto não é um investimento de um dia para o outro”, disse Steenstra na reunião do comité. “Isto levará tempo para garantir que estamos a responder às necessidades. É uma abordagem faseada.”

A Autoridade Portuária de Toronto possui e opera o aeroporto, enquanto o terminal de passageiros é propriedade da Nieuport Aviation. Steenstra disse ao comité que os aeroportos comerciais no Canadá são geralmente autofinanciados através de taxas de passageiros e companhias aéreas ao abrigo da Lei da Aeronáutica, e afirmou que o Billy Bishop seguiria o mesmo modelo.

“O aeroporto Billy Bishop precisa de se preparar para o crescimento futuro da população da província e da nossa economia em crescimento”, afirmou. “Se não planearmos com antecedência, a falta de capacidade aeroportuária poderá resultar em tarifas mais elevadas por passageiro, no declínio da conectividade regional, incluindo o acesso a comunidades remotas do norte, e numa redução no turismo e na atividade empresarial.”  O Projeto de Lei 110, introduzido no final de abril, permitiria que Ontário substituísse a Cidade de Toronto no acordo tripartido que rege os terrenos do aeroporto. Durante as audições do comité, Steenstra confirmou que não foi realizado um plano de negócios ou estudos de saúde e ambientais que analisem os impactos da expansão, e os planos ainda não foram partilhados com a Cidade de Toronto.

A presidente do município de Toronto, Olivia Chow, criticou o processo e afirmou que a cidade deveria ter um maior envolvimento. Ela pronunciou-se contra um plano provincial para assumir uma secção de um parque na marginal de Toronto como parte dos planos para expandir o Aeroporto Billy Bishop. “Este parque pertence às pessoas. E não, não deve ser expropriado. Não deve ser pavimentado”, disse Chow numa conferência de imprensa no início de maio no Little Norway Park. “É apenas uma pura usurpação de poder.” “Ao governo provincial: não vão apagar este parque sem luta. E às pessoas aqui presentes e a todos os habitantes de Toronto, precisamos da vossa voz. Falem com os vossos vizinhos, façam barulho. Este parque pertence-vos e vamos mantê-lo assim.”  O conselho municipal aprovou moções para contestar a província e irá equacionar uma ação judicial. “Não terminámos”, disse Chow.

OCN/MS

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Karting: Vicente Costa arranca em grande no Canadian Rookie Karting Championship

Créditos: MDC Media Group

O jovem piloto Vicente Costa começou da melhor forma a sua participação no Canadian Rookie Karting Championship 2026, disputado em Goodwood Kartways, deixando já a sua marca entre os talentos emergentes da modalidade.

Depois dos treinos e da sessão de qualificação, Vicente alinhou na segunda posição da grelha de partida. Na primeira corrida da categoria Youth Class (7 aos 12 anos), confirmou o seu forte andamento ao terminar num sólido 2.º lugar, registando ainda o segundo melhor tempo do seu grupo.

Um arranque promissor, numa competição onde ainda faltam nove corridas até à grande final, mas onde o jovem português já demonstra personalidade, velocidade e uma evolução consistente fruto de muito trabalho, dedicação e inúmeras horas de treino.

Por detrás do capacete está uma história feita de esforço, disciplina e humildade. Luis Costa e Andreia Pereira, pais de Vicente, vivem este percurso com enorme felicidade e orgulho, mas mantendo sempre os “pés bem assentes no chão”, conscientes de que o crescimento no desporto se constrói passo a passo.

Vicente leva consigo, em cada volta, a bandeira portuguesa, representando com paixão as suas raízes, enquanto ostenta também o símbolo da MDC – Media Group, numa ligação de confiança assumida desde o primeiro momento por Manuel DaCosta, que acreditou no potencial deste jovem pi loto e decidiu apoiar o seu caminho.

Num desporto onde os detalhes fazem a diferença, Vicente Costa continua a mostrar que talento e trabalho podem andar lado a lado. O campeonato ainda agora começou, mas a determinação já está bem visível dentro e fora da pista.

A estrada até à final é longa. Mas já há um jovem piloto português que começou a escrever a sua história.

Romulo M. Avila/MS

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Cristiano Ronaldo lidera a lista de atletas mais bem pagos em 2026

Créditos: JN

Aos 41 anos, Cristiano Ronaldo, jogador do Al Nassr e da seleção nacional, continua a ser o atleta mais bem pago do mundo, agora pelo quarto ano consecutivo, segundo o ranking da Forbes divulgado.

Nos últimos 12 meses, Ronaldo é o atleta com maiores rendimentos, com estimados 258,5 milhões de euros (300 milhões de dólares), antes de impostos ou comissões de agentes, igualando o máximo já registado pela publicação, que pertencia a Floyd Mayweather, em 2015. O montante inclui 202 milhões de euros do contrato com o Al Nassr e 56 milhões provenientes de patrocínios, participações públicas, concessão de licenças, artigos de coleção e outras atividades comerciais.

Em segundo na lista está o boxeador mexicano Canelo Álvarez e Messi é terceiro, ambos a rondar metade dos rendimentos de Ronaldo. LeBron James, basquetebolista, é quarto e o basebolista Shohei Ohtani é quinto.

É a sexta vez que Ronaldo lidera este ranking, sendo que em termos de jogadores de futebol, é o mais bem pago desde 2019, segundo o último relatório da conceituada publicação.

JN/MS

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