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“Quero que me recordem como alguém que deu algo de novo à nossa cultura” – Nuno Ribeiro

DR.

O panorama da música pop portuguesa contemporânea encontra em Nuno Ribeiro um dos seus nomes mais dinâmicos e originais. Numa altura em que as rádios e as plataformas de streaming parecem cada vez mais dominadas por tendências globais e sonoridades semelhantes, o cantor tem seguido um percurso diferente, apostando na valorização das raízes portuguesas e na recuperação de elementos ligados à identidade cultural nacional. Nesta entrevista, o artista falou sobre o crescimento da sua carreira, os novos desafios e a constante necessidade de reinvenção artística.

A conversa começou com uma reflexão sobre a participação de Nuno Ribeiro nos IPMA (International Portuguese Music Awards) de 2024, um evento de grande prestígio junto da comunidade portuguesa nos Estados Unidos. O cantor recordou a experiência com emoção e destacou o acolhimento caloroso que recebeu ao longo de toda a viagem. Para o músico, as comunidades portuguesas no estrangeiro vivem a música nacional de forma particularmente intensa devido à saudade da terra natal. Nuno Ribeiro considera que os emigrantes portugueses demonstram sempre um enorme carinho pelos artistas nacionais e transformam cada concerto num momento especial de união.

Foi precisamente nessa fase que “Maria Joana” se tornou um dos maiores sucessos da sua carreira. O tema conquistou Portugal e as comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo, criando uma forte ligação entre o cantor e o público. O artista admite que atuar para portugueses emigrados carrega uma energia diferente e mais emotiva. “Abraçam-nos sempre de uma maneira muito especial e diferente”, explicou, acrescentando que guarda sempre consigo o carinho recebido nas atuações realizadas fora do país.

Apesar do reconhecimento alcançado, Nuno Ribeiro confessa que continua a olhar para o sucesso com alguma surpresa, sobretudo porque sabe que muitas pessoas lutam diariamente pelos seus sonhos sem conseguirem concretizá-los. Ainda assim, o cantor garante que sempre acreditou no valor do esforço e do trabalho contínuo. “Se eu imaginava? Imaginava, claro que sim, porque senão não tinha lutado tanto”, afirmou. O músico reconhece que as dúvidas e inseguranças fizeram parte do percurso, mas acredita que o lado sonhador acabou sempre por prevalecer.

Outro dos momentos marcantes da carreira de Nuno Ribeiro foi o concerto em nome próprio no Coliseu de Lisboa. Para muitos artistas, atuar numa sala tão emblemática poderia ser motivo de grande pressão, mas o cantor prefere interpretar esse desafio como uma enorme responsabilidade perante o público. Segundo o músico, todo o espetáculo foi cuidadosamente preparado pela sua equipa, desde os detalhes técnicos até à construção do cenário, com o objetivo de proporcionar a melhor experiência possível aos espectadores. Por isso, os ensaios e toda a preparação foram feitos de forma rigorosa e intensa. O artista descreve essa noite como uma experiência especial e garante que novos concertos importantes serão anunciados futuramente.

Se “Maria Joana” representou um ponto de viragem importante, “Saloia” consolidou definitivamente a identidade artística do cantor. O tema mistura elementos tradicionais portugueses com sonoridades pop modernas, criando uma fusão entre tradição e contemporaneidade. O músico revelou que a música nasceu da vontade de combater o sentido pejorativo associado à palavra “saloia”. “Nós quisemos pegar aqui na saloia e torná-la numa pessoa cheia de força e poder”, explicou. Nuno Ribeiro mostrou ainda orgulho pelo facto de a figura feminina surgir representada como símbolo de autenticidade, resistência e orgulho cultural. O público acabou por abraçar a mensagem da canção e a sua sonoridade inovadora.

O cantor reconhece que esta mudança artística exigiu coragem, sobretudo porque se afastou da fórmula mais segura e comercial que marcou os primeiros anos da sua carreira. Inicialmente, descreve-se como alguém mais “certinho”, focado naquilo que sabia que funcionava melhor nas rádios. No entanto, sentiu necessidade de mostrar um lado mais verdadeiro e criativo da sua personalidade. A evolução artística tornou-se evidente primeiro em “Maria Joana”, através da introdução de elementos tradicionais portugueses, e ganhou maior expressão em “Saloia”, onde assume plenamente a mistura entre raízes culturais e inovação pop.

Outro traço importante da personalidade de Nuno Ribeiro é o perfeccionismo. O músico define-se como “um eterno insatisfeito”, alguém que procura constantemente melhorar o seu trabalho e elevar a qualidade daquilo que faz. Essa exigência pessoal impede-o de cair na acomodação e obriga-o a manter um foco permanente na evolução artística. Para o cantor, a vontade de experimentar novas sonoridades e superar desafios é essencial para continuar a crescer enquanto artista.

No final da entrevista, Nuno Ribeiro refletiu sobre o legado que gostaria de deixar. Mais do que números de streaming ou sucessos comerciais, deseja ser lembrado pelo contributo dado à valorização da música portuguesa e das tradições culturais do país. Ao mesmo tempo, revelou que gostaria de ser recordado como uma pessoa genuína e verdadeira ao longo de todo o percurso.

Para terminar, fez questão de deixar uma mensagem direta, carinhosa e bastante emotiva a toda a vasta comunidade portuguesa residente no Canadá e em toda a diáspora espalhada pelo mundo: “Deixo um abraço apertado e com muita saudade a todos. Sempre que me quiserem ver por aí, eu vou com todo o gosto do mundo. Continuem a ouvir e a apoiar aquilo que é nosso, a nossa música portuguesa, e a valorizar as nossas raízes. Nós, os artistas, valorizamos também muito o vosso abraço caloroso sempre que aí vamos cantar. Um beijinho gigante para todos e obrigado.” Um artista que se tornou verdadeiramente universal.

Paulo Perdiz/MS

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Expansão do Aeroporto Billy Bishop poderá custar 5 mil milhões de dólares ao longo de 25 anos, afirma Autoridade Portuária

Créditos: billybishopairport

A Autoridade Portuária de Toronto afirma que uma proposta de expansão do Aeroporto Billy Bishop Toronto City poderá custar entre 4 e 5 mil milhões de dólares nos próximos 25 anos.

O CEO da autoridade portuária, RJ Steenstra, disse a um comité de Queen’s Park esta semana que o projeto seria implementado por fases e financiado maioritariamente de forma privada. “Isto não é um investimento de um dia para o outro”, disse Steenstra na reunião do comité. “Isto levará tempo para garantir que estamos a responder às necessidades. É uma abordagem faseada.”

A Autoridade Portuária de Toronto possui e opera o aeroporto, enquanto o terminal de passageiros é propriedade da Nieuport Aviation. Steenstra disse ao comité que os aeroportos comerciais no Canadá são geralmente autofinanciados através de taxas de passageiros e companhias aéreas ao abrigo da Lei da Aeronáutica, e afirmou que o Billy Bishop seguiria o mesmo modelo.

“O aeroporto Billy Bishop precisa de se preparar para o crescimento futuro da população da província e da nossa economia em crescimento”, afirmou. “Se não planearmos com antecedência, a falta de capacidade aeroportuária poderá resultar em tarifas mais elevadas por passageiro, no declínio da conectividade regional, incluindo o acesso a comunidades remotas do norte, e numa redução no turismo e na atividade empresarial.”  O Projeto de Lei 110, introduzido no final de abril, permitiria que Ontário substituísse a Cidade de Toronto no acordo tripartido que rege os terrenos do aeroporto. Durante as audições do comité, Steenstra confirmou que não foi realizado um plano de negócios ou estudos de saúde e ambientais que analisem os impactos da expansão, e os planos ainda não foram partilhados com a Cidade de Toronto.

A presidente do município de Toronto, Olivia Chow, criticou o processo e afirmou que a cidade deveria ter um maior envolvimento. Ela pronunciou-se contra um plano provincial para assumir uma secção de um parque na marginal de Toronto como parte dos planos para expandir o Aeroporto Billy Bishop. “Este parque pertence às pessoas. E não, não deve ser expropriado. Não deve ser pavimentado”, disse Chow numa conferência de imprensa no início de maio no Little Norway Park. “É apenas uma pura usurpação de poder.” “Ao governo provincial: não vão apagar este parque sem luta. E às pessoas aqui presentes e a todos os habitantes de Toronto, precisamos da vossa voz. Falem com os vossos vizinhos, façam barulho. Este parque pertence-vos e vamos mantê-lo assim.”  O conselho municipal aprovou moções para contestar a província e irá equacionar uma ação judicial. “Não terminámos”, disse Chow.

OCN/MS

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Karting: Vicente Costa arranca em grande no Canadian Rookie Karting Championship

Créditos: MDC Media Group

O jovem piloto Vicente Costa começou da melhor forma a sua participação no Canadian Rookie Karting Championship 2026, disputado em Goodwood Kartways, deixando já a sua marca entre os talentos emergentes da modalidade.

Depois dos treinos e da sessão de qualificação, Vicente alinhou na segunda posição da grelha de partida. Na primeira corrida da categoria Youth Class (7 aos 12 anos), confirmou o seu forte andamento ao terminar num sólido 2.º lugar, registando ainda o segundo melhor tempo do seu grupo.

Um arranque promissor, numa competição onde ainda faltam nove corridas até à grande final, mas onde o jovem português já demonstra personalidade, velocidade e uma evolução consistente fruto de muito trabalho, dedicação e inúmeras horas de treino.

Por detrás do capacete está uma história feita de esforço, disciplina e humildade. Luis Costa e Andreia Pereira, pais de Vicente, vivem este percurso com enorme felicidade e orgulho, mas mantendo sempre os “pés bem assentes no chão”, conscientes de que o crescimento no desporto se constrói passo a passo.

Vicente leva consigo, em cada volta, a bandeira portuguesa, representando com paixão as suas raízes, enquanto ostenta também o símbolo da MDC – Media Group, numa ligação de confiança assumida desde o primeiro momento por Manuel DaCosta, que acreditou no potencial deste jovem pi loto e decidiu apoiar o seu caminho.

Num desporto onde os detalhes fazem a diferença, Vicente Costa continua a mostrar que talento e trabalho podem andar lado a lado. O campeonato ainda agora começou, mas a determinação já está bem visível dentro e fora da pista.

A estrada até à final é longa. Mas já há um jovem piloto português que começou a escrever a sua história.

Romulo M. Avila/MS

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Cristiano Ronaldo lidera a lista de atletas mais bem pagos em 2026

Créditos: JN

Aos 41 anos, Cristiano Ronaldo, jogador do Al Nassr e da seleção nacional, continua a ser o atleta mais bem pago do mundo, agora pelo quarto ano consecutivo, segundo o ranking da Forbes divulgado.

Nos últimos 12 meses, Ronaldo é o atleta com maiores rendimentos, com estimados 258,5 milhões de euros (300 milhões de dólares), antes de impostos ou comissões de agentes, igualando o máximo já registado pela publicação, que pertencia a Floyd Mayweather, em 2015. O montante inclui 202 milhões de euros do contrato com o Al Nassr e 56 milhões provenientes de patrocínios, participações públicas, concessão de licenças, artigos de coleção e outras atividades comerciais.

Em segundo na lista está o boxeador mexicano Canelo Álvarez e Messi é terceiro, ambos a rondar metade dos rendimentos de Ronaldo. LeBron James, basquetebolista, é quarto e o basebolista Shohei Ohtani é quinto.

É a sexta vez que Ronaldo lidera este ranking, sendo que em termos de jogadores de futebol, é o mais bem pago desde 2019, segundo o último relatório da conceituada publicação.

JN/MS

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