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Lula deve criticar “medidas protecionistas” no G7 sem citar tarifaço

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve criticar medidas “unilaterais” e “protecionistas”, na Cúpula do G7, sem citar o tarifaço dos Estados Unidos, segundo fontes no Palácio do Planalto. O encontro dos líderes acontece em Évian-les-Bains, na França, nos dias 16 e 17 deste mês.

Com Donald Trump presente, Lula não fará menções explícitas às tarifas, mas dará recados, garantem diplomatas brasileiros. A avaliação é de que não cabem, em uma cúpula multilateral, críticas direcionadas como as que o petista aborda em discursos no Brasil.

Não há previsão, até este sábado (13), de uma bilateral entre os mandatários às margens da Cúpula. O Palácio do Planalto decidiu não pedir uma nova reunião, sob o argumento de que não há motivação para tal, visto o recente encontro entre Lula e Trump na Casa Branca.

Dessa maneira, uma reunião preparada — como a ocorrida na Malásia em outubro de 2025 — está praticamente descartada pelo Planalto. Uma conversa fortuita e pontual, mais parecida com o contato na Assembleia Geral da ONU (Nações Unidas) em setembro, ainda é uma possibilidade.

Desde o encontro da Casa Branca, ao menos três episódios estremeceram a relação entre os governos dos países: a classificação pelos EUA de facções criminosas brasileiras como terroristas, e as ameaça de taxação em 25% na “seção 301” e 12,5% por suposta falta de controle sobre trabalho forçado.

Lula no G7

O presidente embarca para a França no domingo (15). No G7, Lula retomará a ideia central de seus discursos em cúpulas do G20 e dos Brics: de que os países emergentes precisam de mais espaço nos espaços de debates globais.

O Brasil vai participar de sessões abertas aos convidados. Na terça-feira (16), a discussão será sobre parcerias internacionais. Na quarta-feira (17), o tema será o crescimento econômico equilibrado. Nesse mesmo dia, haverá um almoço dedicado a discutir a atuação e responsabilização das big techs.

Também estão previstas reuniões bilaterais. Até o momento, estão confirmados encontros entre Lula e a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, e o presidente da França, Emmanuel Macron, que é o anfitrião do evento.

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