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Tem o carro na garagem? Pode arriscar uma das multas de trânsito mais pesadas em Portugal que vai até 2.500€

Muitos proprietários acreditam que um carro parado numa garagem, num quintal ou noutro espaço privado deixa de estar sujeito às mesmas obrigações legais de um veículo em circulação. No entanto, essa ideia pode sair cara. Em Portugal, a lei continua a exigir seguro automóvel em determinadas circunstâncias, mesmo quando o automóvel permanece imobilizado durante longos períodos.

De acordo com o site da seguradora Generali Tranquilidade, o seguro de responsabilidade civil automóvel mantém-se obrigatório sempre que o veículo esteja matriculado e apto a circular. A utilização efetiva do automóvel não é o fator determinante. Segundo a mesma fonte, um carro parado continua a representar um potencial risco, razão pela qual a obrigação legal não desaparece apenas porque o proprietário decidiu deixar de o utilizar.

O que determina a lei

Esta interpretação tem sido igualmente sustentada pelos tribunais. Um acórdão do Supremo Tribunal de Justiça refere que a obrigação de seguro permanece quando o veículo “continua matriculado num Estado-Membro e está apto a circular, mas se encontra estacionado num terreno particular”.

Na prática, a localização do automóvel não altera o enquadramento legal. Quer esteja estacionado na via pública, dentro de uma garagem ou num terreno privado, o dever de manter um seguro válido continua a existir enquanto o veículo conservar matrícula e condições para circular.

O risco de um veículo parado

Embora muitos proprietários associem o seguro apenas à condução, existem situações em que um automóvel imobilizado pode provocar consequências para terceiros. Um dos exemplos apontados passa pelo furto da viatura, seguido de um acidente causado por quem a utilizou indevidamente.

A Generali Tranquilidade explica que o seguro de responsabilidade civil assume nestes casos um papel fundamental, garantindo a cobertura dos danos causados a terceiros. É precisamente esta possibilidade de risco que sustenta a exigência legal, mesmo quando o automóvel permanece sem utilização regular.

Multas podem ser elevadas

Ignorar esta obrigação pode resultar em sanções significativas. De acordo com o portal do Automóvel Club de Portugal (ACP), circular ou manter um veículo sujeito à obrigação de seguro sem a respetiva cobertura pode originar uma coima entre 500 e 2.500 euros.

Trata-se de uma das penalizações mais pesadas previstas no âmbito das infrações relacionadas com veículos. A aplicação da coima não depende de o automóvel estar estacionado na rua ou guardado num espaço privado, mas sim do incumprimento da obrigação legal de seguro.

Regra frequentemente desconhecida

A convicção de que apenas os carros em circulação necessitam de seguro continua a gerar dúvidas entre muitos proprietários. No entanto, a legislação e a jurisprudência têm sido claras ao considerar que a matrícula ativa e a aptidão para circular são elementos suficientes para manter a exigência.

Por esse motivo, quem possui um veículo parado há meses ou até anos deve verificar se continua abrangido por esta obrigação. Como recorda a Generali Tranquilidade, “um veículo parado continua, ainda assim, a representar um risco”, o que explica a manutenção desta exigência legal e as consequências financeiras associadas ao seu incumprimento.

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Ilha portuguesa à ‘beira’ de África eleita uma das “zonas mais seguras” de Portugal

O território português continua a revelar fortes assimetrias quando se analisam os dados de segurança, com diferenças marcadas entre regiões do continente e ilhas. Um estudo recente coloca o Porto Santo, na Madeira, entre as zonas com menor número de ocorrências registadas, destacando também a ilha Terceira, nos Açores, como outro dos territórios com indicadores reduzidos neste tipo de incidentes.

Ilhas destacam-se nos níveis mais baixos

De acordo com o Diário de Notícias, que cita o Barómetro da Segurança da empresa Verisure Portugal, o Porto Santo surge descrito como “uma das zonas mais seguras de Portugal”, mantendo “os níveis mais baixos de ocorrências” no conjunto dos territórios analisados. A mesma tendência é observada na ilha Terceira, que apresenta valores semelhantes no estudo.

Segundo a mesma fonte, o relatório resulta de dados recolhidos ao longo de 2025 através da Central Recetora de Alarme da empresa, que monitoriza continuamente mais de um milhão de equipamentos em todo o país.

Conforme explica a mesma entidade, o sistema funciona de forma permanente, durante 24 horas por dia e ao longo de todo o ano.

Menor densidade populacional associada a menos ocorrências

A análise indica ainda que os territórios com menor densidade populacional tendem a registar menos incidentes. O Diário de Notícias refere que distritos, como a Guarda e Bragança, também se encontram entre os que apresentam valores mais baixos, uma tendência que se estende também às regiões insulares.

O mesmo estudo acrescenta que Lisboa, Porto, Setúbal e Faro concentram cerca de 66% das ocorrências registadas em 2025.

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Algarve tem uma cidade costeira onde pode alugar um T1 por menos de 800€ e com restaurantes que servem refeições por 12€

A cidade algarvia de Albufeira mantém-se como uma das cidades costeiras onde ainda é possível encontrar um T1 para arrendar por menos de 800 euros e refeições em restaurantes locais a rondar os 12 euros, num contexto marcado por forte procura habitacional e pressão turística. De acordo com o portal de compra e venda de imóveis Idealista, a realidade de Albufeira combina preços ainda competitivos em alguns segmentos com valores elevados no mercado de arrendamento e compra.

A vida diária em Albufeira decorre entre o ritmo costeiro, a restauração e a presença constante de visitantes durante grande parte do ano. Segundo a mesma fonte, a cidade dispõe de supermercados, clínicas privadas, ginásios e espaços de trabalho remoto, permitindo resolver a maioria das necessidades sem deslocações longas. A utilização do inglês é frequente nos serviços, facilitando a integração de residentes estrangeiros.

Centro histórico e dinâmicas de habitação

O centro histórico reúne ruas estreitas, edifícios brancos e zonas pedonais com forte presença de restauração e comércio. Conforme a mesma fonte, esta área é composta sobretudo por apartamentos, com menor oferta de moradias unifamiliares e estacionamento limitado, o que influencia o perfil dos residentes que optam por viver no núcleo urbano.

A cidade apresenta uma frente de mar com várias praias distribuídas ao longo da costa, incluindo zonas mais centrais e outras mais afastadas. A mesma plataforma refere praias, como a Praia dos Pescadores, de acesso pedonal, e a Praia da Falésia, com vários quilómetros de extensão, além da Praia de São Rafael, conhecida pelas pequenas enseadas e águas mais claras. Esta diversidade contribui para diferentes padrões de utilização ao longo do ano.

Mercado da restauração e custo de vida

No setor da restauração, os valores mantêm-se relativamente abaixo dos grandes centros urbanos nacionais. De acordo com os dados citados, um prato principal num restaurante local ronda os 12 euros, enquanto uma refeição para duas pessoas num restaurante de gama média pode atingir cerca de 50 euros.

O mercado imobiliário continua a ser um dos fatores mais relevantes na caracterização da cidade. Segundo a Idealista, em abril de 2026 o preço médio do metro quadrado em Albufeira situava-se nos 3.944 euros, com variações consoante a zona. A mesma fonte acrescenta que áreas, como a Guia, podem atingir valores superiores, refletindo a procura em determinados segmentos residenciais.

Arrendamento e diferenças internas

No arrendamento, os valores médios rondam os 15,4 euros por metro quadrado, o que significa que um apartamento de 50 metros quadrados pode atingir 770 euros mensais. Conforme o Idealista, estas diferenças colocam Albufeira numa posição intermédia no contexto nacional, mais acessível do que zonas centrais de Lisboa, mas acima de localidades menos procuradas do interior algarvio.

Durante o inverno, a cidade regista uma quebra significativa no fluxo turístico, com temperaturas mais suaves e maior disponibilidade de serviços. O portal refere que alguns estabelecimentos sazonais encerram, mas infraestruturas, como escolas, supermercados e serviços de saúde mantêm funcionamento regular, alterando o ritmo urbano para um modelo mais próximo de uma cidade residencial.

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Restaurante algarvio onde Herman José e Luís Figo comem já está aberto e ali o peixe grelha-se na hora

O restaurante Sueste, em Ferragudo, no Algarve, reabriu recentemente após um período de encerramento, regressando com nova gestão, carta atualizada e continuidade do conceito centrado no peixe grelhado na hora. De acordo com a NiT, o espaço é agora explorado pela família ligada à Quinta Arvad, num contrato de 10 anos que procura equilibrar a preservação da identidade original com uma abordagem mais contemporânea.

Espaço com história e nova gestão

O Sueste foi fundado em 1990 por Amadeu Henriques, num antigo armazém de sal, tendo evoluído de taberna a restaurante de referência no Algarve. Segundo a mesma fonte, o espaço ganhou notoriedade pela qualidade do peixe fresco grelhado no carvão e pela clientela que inclui figuras públicas, como Herman José, Durão Barroso, José Mourinho e Luís Figo.

A nova gestão mantém essa base, mas introduz ajustes na carta e no funcionamento. Conforme a mesma fonte, a intenção passa por preservar o acolhimento tradicional e reforçar a ligação ao rio Arade, que continua a ser um elemento central da experiência.

“Queremos manter todo este acolhimento que marcava a maneira como o Amadeu recebia as pessoas”, afirmou a diretora-geral da Arvad, citada pela publicação, acrescentando que a relação com o rio será aprofundada através de novas experiências que ligam o restaurante à produção vínica da Quinta Arvad.

Peixe, vinho e experiência contínua

Na cozinha, mantém-se o modelo de escolha direta do peixe pelo cliente, grelhado na hora, agora complementado com maior oferta de marisco. A esplanada junto ao rio continua a ser um dos principais atrativos, especialmente ao final do dia.

A carta de vinhos privilegia produtores do Algarve, incluindo referências da Quinta Arvad e da Uca Violinista. A mesma fonte acrescenta que o conceito aposta numa ligação mais direta entre território e mesa, reforçando a identidade regional da oferta.

Outra mudança relevante passa pelo funcionamento contínuo do restaurante, sem pausas entre serviços nem encerramento semanal. Conforme a publicação, o objetivo é adaptar o espaço a diferentes momentos do dia e facilitar uma experiência mais flexível para clientes locais e visitantes.

A ligação ao rio Arade é ainda reforçada com propostas que combinam gastronomia e mobilidade fluvial, incluindo provas de vinho com deslocação até à Quinta Arvad, em Estômbar. Para a administração, citada pela NiT, a preservação da marca era essencial: “Uma marca como o Sueste não se podia perder de maneira nenhuma”, sublinhando o objetivo de elevar a qualidade sem quebrar a identidade do espaço.

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Atenção ao homem das ‘borlas’: dezenas de pessoas compraram voos a alegado assistente de bordo que está desaparecido

Dezenas de pessoas afirmam ter sido lesadas após comprarem bilhetes de avião a um homem que se apresentava como assistente de bordo e que alegadamente tinha acesso a tarifas muito abaixo dos preços praticados no mercado. O caso está agora a ser investigado pelas autoridades, depois de vários clientes denunciarem a perda de milhares de euros e o desaparecimento do responsável pelas vendas.

De acordo com a SIC Notícias, o homem dizia trabalhar para companhias aéreas, como a TAP e a Ryanair, e promovia viagens a preços considerados invulgares. A oferta foi suficiente para conquistar a confiança de várias pessoas, algumas das quais já tinham conseguido viajar anteriormente através do mesmo contacto.

Entre os casos relatados está o de Gleiciete Carvalho, que pretendia trazer familiares do Brasil para Portugal. A cliente entregou cerca de 2.600 euros para garantir as viagens, acreditando que estava perante uma oportunidade legítima. Outros clientes transferiram quantias ainda mais elevadas, havendo relatos de prejuízos que, somados, ultrapassam várias dezenas de milhares de euros.

Dinheiro transferido para conta pessoal

Os pagamentos eram efetuados diretamente para a conta bancária do alegado vendedor, uma prática que, segundo os testemunhos recolhidos, era apresentada como parte normal do processo de reserva. Guilherme Barbosa afirmou ter transferido cerca de 5.000 euros para assegurar os lugares pretendidos.

A situação mudou quando o homem deixou de responder aos contactos. Conforme a mesma fonte, o desaparecimento ocorreu esta semana, levando vários clientes a procurarem respostas junto da empresa da família do suspeito.

Autoridades já estão a investigar

Perante as queixas apresentadas, a GNR recolheu os testemunhos dos lesados e encaminhou o caso para a Polícia Judiciária, por existirem indícios da prática do crime de burla.

Segundo a SIC Notícias, dezenas de pessoas deslocaram-se ao local associado à família do alegado assistente de bordo na tentativa de recuperar o dinheiro ou obter esclarecimentos sobre o paradeiro do responsável pelas vendas. Até ao momento, não terão conseguido qualquer contacto direto.

A estação televisiva refere ainda que tentou ouvir o homem visado e familiares, mas não obteve resposta. Também a TAP, companhia onde o suspeito alegadamente trabalharia, não respondeu aos pedidos de esclarecimento feitos pela reportagem.

Casos multiplicam-se

O número de potenciais lesados continua a crescer à medida que surgem novos testemunhos. Muitos clientes afirmam ter confiado no esquema por conhecerem pessoas que já tinham viajado através do mesmo intermediário, o que ajudou a criar uma aparência de credibilidade.

Agora, o foco está na investigação conduzida pela Polícia Judiciária, que deverá apurar o destino das quantias transferidas e esclarecer se os bilhetes comercializados correspondiam a reservas reais ou faziam parte de um alegado esquema fraudulento.

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Creme para as queimaduras superficiais acaba de ser retirado do mercado após deteção de irregularidade

Um produto comercializado para o alívio de queimaduras superficiais, escaldões e irritações cutâneas foi retirado do mercado português por decisão do Infarmed. A medida abrange o Calmidine, cuja comercialização foi suspensa após a autoridade concluir que o produto estava indevidamente classificado como cosmético.

De acordo com a agência de notícias Lusa, a situação foi detetada no âmbito de uma ação de fiscalização realizada no mercado nacional. Após analisar a informação disponível sobre o produto, o Infarmed concluiu que o Calmidine não cumpria os requisitos regulamentares necessários para ser enquadrado na categoria em que estava a ser vendido.

Numa circular informativa divulgada no seu portal, a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde refere que o produto da empresa alemã MedNet GmbH “encontra-se no mercado indevidamente qualificado do ponto de vista regulamentar enquanto produto cosmético”.

Autoridade pede que produto não seja utilizado

O Infarmed acrescenta que o Calmidine “não deve ser qualificado como cosmético por não cumprir os requisitos aplicáveis e estabelecidos” na legislação europeia relativa aos produtos cosméticos.

Perante esta conclusão, a entidade determinou a suspensão imediata da comercialização e a retirada do produto do mercado. Além disso, apelou às empresas e estabelecimentos que ainda possuam unidades em stock para que não as disponibilizem aos consumidores.

Quem adquiriu o produto deve deixar de o utilizar

O aviso estende-se também aos utilizadores. A autoridade recomenda que quem tenha adquirido o produto deixe de o utilizar, enquanto decorrem os procedimentos associados à sua retirada.

A decisão não está relacionada com a comunicação de incidentes específicos junto dos consumidores, mas sim com uma irregularidade identificada na qualificação regulamentar do produto, aspeto considerado essencial para a sua permanência legal no mercado.

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Falha nacional: farmácias não conseguem ler receitas e os portugueses terão de pagar os medicamentos na totalidade

Uma falha informática nos sistemas do Serviço Nacional de Saúde (SNS) está a afetar hospitais, centros de saúde e farmácias em todo o país, impedindo a leitura de receitas eletrónicas e dificultando a prescrição de medicamentos.

De acordo com a agência de notícias Lusa, a situação está a obrigar muitos utentes a pagarem a totalidade dos medicamentos, uma vez que as farmácias não conseguem aplicar as comparticipações associadas às receitas eletrónicas.

Problema afeta vários serviços do SNS

Além das farmácias, também os médicos estão a enfrentar dificuldades na emissão de receitas. O Hospital Garcia de Orta confirmou a existência de constrangimentos provocados pela falha, que incluiu problemas de acesso à internet. A unidade hospitalar ativou o plano de contingência, passando vários procedimentos para suporte em papel enquanto decorre a reposição dos sistemas. O IPO do Porto encontra-se igualmente entre as instituições afetadas.

Segundo a mesma fonte, os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) atribuíram a situação a uma falha de energia que afetou vários sistemas de informação essenciais ao funcionamento do SNS. Em resposta à agência Lusa, a entidade garantiu que “os serviços e sistemas estão a ser progressivamente repostos, esperando-se que regresse tudo à normalidade com a maior brevidade”.

Recuperação em curso

Os trabalhos de reposição decorrem de forma gradual, mas a normalização total poderá demorar algum tempo devido ao número de plataformas envolvidas. Esta situação volta a expor a dependência crescente dos serviços de saúde relativamente aos sistemas digitais, já que problemas desta natureza têm impacto imediato no acesso a cuidados, na emissão de receitas e na dispensa de medicamentos.

Enquanto os sistemas não regressam ao funcionamento normal, os utentes poderão continuar a enfrentar constrangimentos nas farmácias e em algumas unidades de saúde, numa situação que não é inédita e que já teve episódios semelhantes no passado.

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Praia na Europa cobra 10€ à entrada e os banhistas entre 10 e 65 anos não podem levar chapéu-de-sol

Uma praia na Sardenha, em Itália, está no centro da polémica depois de ter introduzido uma taxa de entrada de 10 euros e regras invulgares que limitam o uso de chapéus-de-sol no areal. A situação ocorre em Punta Molentis, onde as autoridades locais justificam as medidas com a proteção ambiental, mas a decisão está a gerar contestação pública.

De acordo com o jornal The Guardian, o acesso à praia passou a estar condicionado ao pagamento de uma taxa de 10 euros por visitante, numa medida enquadrada na reabertura do espaço após um incêndio florestal ocorrido no ano anterior. A mesma publicação refere que foram ainda impostas restrições ao uso de sombra no areal.

Apenas crianças com menos de 10 anos podem utilizar chapéus-de-sol, e apenas um por grupo familiar, ficando a maioria dos banhistas entre os 10 e os 65 anos impedida de recorrer a este tipo de proteção individual. A proibição inclui ainda estruturas, como tendas e pérgolas.

Justificação ambiental e contestação

A Câmara Municipal de Villasimìus justifica as medidas com a necessidade de proteger uma área de conservação afetada por incêndios e fenómenos meteorológicos extremos. Num comunicado citado pelo The Guardian, a autarquia refere que “é necessário limitar o impacto [humano] e assegurar a proteção desta herança para as gerações futuras”.

Conforme a mesma fonte, as regras estarão em vigor até ao final de outubro e pretendem reduzir a pressão sobre o ecossistema local. No entanto, a decisão tem gerado críticas nas redes sociais, com vários utilizadores a questionarem a lógica das restrições e a apontarem riscos associados à exposição solar.

Outras medidas em praias italianas

Outras praias em Itália têm vindo a adotar limitações semelhantes para controlar a afluência turística. Em Jesolo, na região de Veneza, foram impostas restrições ao número de chapéus de praia, numa tentativa de aumentar o espaço disponível no areal.

Estas medidas surgem num contexto em que várias praias públicas italianas enfrentam forte procura durante o verão, em parte devido ao custo elevado dos clubes privados e do aluguer de equipamentos balneares.

Procura por destinos alternativos

A crescente pressão turística tem levado também à divulgação de destinos menos congestionados. A revista Condé Nast Traveler destacou recentemente várias localidades italianas fora dos grandes centros urbanos, como Maratea, Portofino, Carloforte e Taormina, sugerindo alternativas mais tranquilas para visitantes.

O caso de Punta Molentis mantém-se, entretanto, no centro do debate sobre o equilíbrio entre preservação ambiental e acesso livre a espaços naturais.

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Cidade no Algarve junto à praia tem um hotel de luxo com um spa onde qualquer um pode entrar por 10,50€

No Algarve, um circuito de spa num hotel de quatro estrelas em Portimão está a ser vendido em promoção por 10,50 euros por pessoa, numa experiência de bem-estar que inclui várias instalações de relaxamento e regras específicas de utilização. A oferta integra o Soul Spa, no Jupiter Marina Hotel, e está disponível através de uma plataforma de reservas online.

De acordo com a Odisseias, a experiência inclui acesso ao Circuito de Relaxamento Aqua Soul, válido para duas pessoas, com piscina dinâmica, jatos de água, duches sensoriais, camas aquáticas, sauna, banho turco e zona de relaxamento durante uma hora. O preço promocional pode descer até cerca de 10,50 euros por pessoa mediante utilização de código de um código de desconto válido até ao final desta quinta-feira, 11 de junho.

A mesma fonte indica que o voucher tem validade prolongada e pode ser utilizado até três anos e três meses após a compra, embora com regras como a proibição de entrada a menores de 16 anos e a obrigatoriedade de uso de touca e fato de banho, que podem ser adquiridos no local.

Condições de acesso e funcionamento

Segundo a Odisseias, o acesso inclui ainda 10% de desconto noutros serviços do spa, desde que contratados diretamente no espaço, sendo obrigatória reserva por email e sujeição a horários definidos pelo hotel. O cancelamento gratuito só é permitido até 48 horas antes da utilização.

A plataforma acrescenta que o preço base da experiência é de 29,99 euros para duas pessoas, sendo reduzido através de campanhas promocionais, o que tem aumentado a procura por este tipo de ofertas no setor do turismo de bem-estar no Algarve.

Hotel e o conceito de experiência

O Jupiter Marina Hotel, onde se integra o spa, apresenta-se como um projeto de reabilitação da antiga Fábrica de Conservas Facho, transformada num hotel de quatro estrelas em Portimão com foco em experiências para casais.

De acordo com o site do próprio hotel, o conceito “Couples & Spa” assenta numa ligação ao Rio Arade e numa estética boho-chic, combinando tons pastel, referências ao Algarve e elementos de design inspirados na região.

A mesma fonte descreve o espaço como pensado para proporcionar uma experiência imersiva de relaxamento e romance, com serviços orientados para estadias a dois e atividades de bem-estar integradas no hotel.

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Pais têm de pagar 9,27€ para se sentarem ao lado dos filhos nos voos da Ryanair? Companhia aérea está a ser investigada e tem uma resposta

A cobrança de cerca de 9,27 euros por viagem para garantir que pais e filhos viajam juntos nos voos da Ryanair está a ser analisada pelas autoridades britânicas, num processo que levanta dúvidas sobre práticas comerciais no transporte aéreo lowcost. A investigação incide sobre a forma como a taxa é aplicada e comunicada aos consumidores durante a reserva.

De acordo com o portal de notícias Dinheiro Vivo, a Autoridade da Concorrência e Mercados do Reino Unido (CMA) abriu uma investigação à Ryanair para avaliar se a taxa associada ao chamado “assento familiar obrigatório” pode estar a obrigar os pais a pagar por um serviço que, na prática, seria necessário para cumprir regras de segurança e de proteção de menores.

A entidade reguladora está a analisar se esta cobrança pode ser considerada uma cláusula abusiva à luz da legislação de defesa do consumidor, bem como se o custo é apresentado de forma transparente no momento da compra. A CMA sublinha ainda que pretende perceber se o valor é “adicionado” apenas no final do processo de reserva, em vez de surgir de forma clara desde o início.

Posição da companhia aérea

A Ryanair rejeita qualquer irregularidade e defende que o modelo cumpre a legislação em vigor. Em comunicado citado pela agência noticiosa Reuters, a companhia afirma que “a política de assentos familiares da Ryanair está em total conformidade com todas as leis e regulamentos relevantes”.

A empresa acrescenta ainda que não cobra qualquer taxa para que crianças viajem ao lado dos pais ou acompanhantes adultos, sublinhando que os passageiros que escolhem lugares marcados seguem a mesma lógica tarifária aplicada a todos os adultos.

Num esclarecimento adicional, a transportadora refere: “Tal como todos os adultos que selecionam um lugar reservado, os adultos que viajam com crianças pagam uma taxa de lugar reservado, mas podem selecionar lugares reservados ao lado deles para até quatro crianças na mesma reserva, GRATUITAMENTE”.

O que está em causa na prática

A CMA contrapõe que outras companhias aéreas garantem o lugar de crianças ao lado dos pais sem custos adicionais, seja através da atribuição automática de lugares durante o check-in, seja por políticas internas que evitam cobranças adicionais neste tipo de situação.

Segundo a mesma autoridade, a investigação integra um conjunto mais amplo de ações destinadas a avaliar práticas que possam agravar o custo de vida dos consumidores, com especial atenção aos passageiros mais vulneráveis. Para já, não há qualquer conclusão sobre eventual violação da lei por parte da Ryanair, sendo o processo ainda preliminar.

A companhia, por seu lado, afirma que espera “desmentir” as acusações e manter o atual modelo de atribuição de lugares, enquanto o processo regulatório segue em análise.

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Algarve regista temperaturas mais moderadas numa altura em que o calor intenso atinge o país

Portugal continental vai atravessar uma subida significativa das temperaturas nos próximos dias, com valores que podem chegar aos 40 graus no interior. O episódio de calor deverá prolongar-se até 13 de junho e já motivou a emissão de avisos amarelos pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

A situação meteorológica resulta da combinação entre um anticiclone a nordeste dos Açores e um vale depressionário que se estende desde o norte de África até à Península Ibérica. Esta configuração está a facilitar a entrada de uma massa de ar quente e seco sobre o território continental, com impacto direto nas temperaturas.

Interior sob maior pressão térmica

A subida das temperaturas será progressiva nos dias 11 e 12 de junho, com maior intensidade no litoral oeste e nas zonas do interior. Segundo a mesma fonte, a maioria do território deverá registar máximas entre os 30 e os 37 graus, num quadro de calor generalizado.

No interior, sobretudo no dia 12, os valores poderão atingir entre 38 e 40 graus. As temperaturas mínimas também deverão aumentar, com várias regiões a registarem noites tropicais, com valores iguais ou superiores a 20 graus.

Algarve com valores abaixo do resto do país

Num contexto de calor extremo em várias regiões, o Algarve destaca-se como exceção. Conforme a mesma fonte, a faixa costeira da região sul deverá manter máximas inferiores a 30 graus, contrastando com o cenário mais intenso previsto para o interior do país. Esta diferença está associada à influência marítima, que tende a suavizar os extremos térmicos no litoral algarvio. Ainda assim, o restante território continental deverá sentir de forma mais evidente a massa de ar quente que se aproxima.

O estado do tempo deverá manter-se estável na maior parte do país, com céu pouco nublado ou limpo durante os próximos dias. No entanto, a partir da tarde de 12 de junho, poderá registar-se um aumento temporário de nebulosidade no interior. A aproximação de um vale em altitude poderá criar condições para aguaceiros, trovoadas e queda de granizo em zonas montanhosas, sobretudo durante a tarde de 13 de junho. Estes fenómenos deverão ter carácter localizado.

Vento mais fraco agrava sensação de calor

O IPMA indica ainda que a diminuição da intensidade do vento deverá contribuir para uma sensação térmica mais elevada, tornando o calor mais intenso do que os valores registados nos termómetros. Perante este cenário, o instituto recomenda o acompanhamento regular das previsões e dos avisos meteorológicos, numa fase em que várias regiões do país permanecem sob aviso amarelo.

Apesar do aumento das temperaturas no início da semana, está prevista uma descida acentuada dos valores máximos a partir de 14 e 15 de junho, sobretudo no litoral oeste. Esta mudança estará associada à rotação do vento para o quadrante oeste. Esta alteração deverá marcar o fim do episódio mais intenso de calor, devolvendo valores mais próximos da média para a época do ano.

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Fazer férias em Portugal pode ficar mais difícil: mais de 10.000 alojamentos locais foram encerrados

O mercado do alojamento local em Portugal está a passar por uma das maiores operações de regularização dos últimos anos, com mais de 10.000 registos já cancelados e dezenas de milhares de unidades ainda sob avaliação. De acordo com o portal Dinheiro Vivo, as autarquias de vários pontos do país estão a eliminar os chamados registos “fantasma”, correspondentes a estabelecimentos que possuem licença, mas que não comprovaram estar em atividade através da entrega da documentação obrigatória.

O processo está relacionado com a obrigação de apresentação anual do seguro de responsabilidade civil, uma exigência que passou a ser fiscalizada de forma mais apertada pelos municípios e que tem servido para identificar alojamentos locais inativos.

Mais de 10.000 registos já foram anulados

Os números já conhecidos apontam para o cancelamento de 10.324 estabelecimentos de alojamento local em todo o país. Lisboa foi o município onde a limpeza teve maior impacto, com a anulação de 6.765 licenças, o equivalente a cerca de 40% dos registos existentes na capital.

No Porto, a situação foi diferente. A autarquia cancelou 1.413 registos, mantendo ativos 10.821 alojamentos locais. Citado pela mesma fonte, o presidente da Associação do Alojamento Local em Portugal (ALEP), Eduardo Miranda, explicou que a cidade já tinha um controlo mais próximo sobre o setor. “O Porto é um dos municípios que mais acompanha, monitoriza e faz vistorias aos AL”, afirmou.

Algarve também avança com cancelamentos

No Algarve, duas autarquias já concluíram esta fase do processo. Lagoa cancelou 598 estabelecimentos que não apresentaram o seguro obrigatório dentro dos prazos definidos, enquanto Lagos anulou 1.548 registos, o equivalente a 26% das unidades existentes no concelho.

A região concentra cerca de 40% do alojamento local nacional, o que faz prever que uma parte significativa dos cancelamentos ainda esteja por concretizar. Refere a mesma fonte que muitos municípios algarvios ainda não concluíram sequer a fase de notificações aos proprietários.

Em Lagoa, a autarquia explicou que cada seguro é analisado individualmente para confirmar a validade dos dados apresentados e o cumprimento dos requisitos legais.

Ainda há milhares de unidades em risco

Os dados do Registo Nacional do Alojamento Local apontam atualmente para 119.147 estabelecimentos ativos. Contudo, mais de 37.000 ainda não terão submetido o seguro obrigatório e podem vir a perder o registo caso a situação não seja regularizada.

A expectativa da ALEP é que a operação elimine cerca de 40.000 licenças no total. Se esse cenário se confirmar, o número final de alojamentos locais ativos poderá ficar entre 88.000 e 93.000 unidades.

Segundo Eduardo Miranda, o objetivo passa por obter uma imagem mais fiel da realidade do setor. “É do interesse de todos concluir esse processo para podermos ter dados reais e uma base de dados limpa”, afirmou.

O que mudou na legislação

A obrigação de possuir seguro de responsabilidade civil já existia, mas ganhou uma nova dimensão com a entrada em vigor do Decreto-Lei n.º 76/2024. Desde março de 2025, os titulares de alojamento local passaram a ser obrigados a submeter anualmente os dados do seguro através da plataforma gov.pt.

Caso o documento não seja apresentado, o município pode notificar o proprietário, que dispõe de três dias úteis para regularizar a situação. Se isso não acontecer, o cancelamento do registo pode avançar de imediato.

Processo deverá continuar nos próximos meses

Apesar dos milhares de cancelamentos já realizados, a operação está longe de terminar. Existem ainda 139 municípios que não iniciaram formalmente os procedimentos de verificação e dezenas de milhares de processos continuam pendentes.

A associação do setor considera que a conclusão desta limpeza é essencial para que futuras decisões sobre o alojamento local sejam tomadas com base em números reais. Acrescenta a publicação que muitos dos municípios que já notificaram os proprietários se encontram agora na fase final dos procedimentos administrativos, pelo que novos cancelamentos deverão surgir nos próximos meses.

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Três cidades no Alentejo integram pela primeira vez a rede da FlixBus

A FlixBus anunciou uma nova linha rodoviária entre Lisboa e Badajoz que vai reforçar as ligações entre Portugal e Espanha e levar a operadora, pela primeira vez, a três cidades do Alentejo. De acordo com o portal O Digital, Estremoz, Borba e Elvas passam agora a integrar a rede da empresa, num movimento que marca também a entrada da FlixBus no Alto Alentejo.

A nova rota liga Lisboa e Badajoz com paragens em Setúbal, Montemor-o-Novo, Évora, Estremoz, Borba e Elvas. Segundo a mesma fonte, a ligação permitirá criar percursos diretos entre Badajoz e várias localidades alentejanas, além de reforçar a mobilidade transfronteiriça na região.

Entrada no Alto Alentejo

Com esta expansão, a operadora passa a ter presença em cidades onde ainda não operava. Estremoz, Borba e Elvas entram pela primeira vez na rede da FlixBus, ganhando acesso direto a Lisboa e à cidade espanhola de Badajoz.

A empresa considera que esta ligação pode beneficiar tanto residentes como visitantes, ao aumentar as opções de transporte rodoviário numa zona do país com menor oferta de ligações internacionais.

Percursos e tempos de viagem

Segundo a informação divulgada, a viagem entre Lisboa e Badajoz terá uma duração inferior a quatro horas. Já o percurso entre Setúbal e Badajoz poderá ser feito em pouco mais de três horas.

Entre as novas ligações disponíveis estão Lisboa-Estremoz, Lisboa-Borba, Lisboa-Elvas, Setúbal-Estremoz, Setúbal-Borba, Setúbal-Elvas, Badajoz-Setúbal e Badajoz-Montemor-o-Novo.

Horários e preços

Numa fase inicial, a linha contará com duas circulações diárias, uma em cada sentido. As partidas de Lisboa, a partir da Gare do Oriente, estão previstas para as 9:45 h, enquanto as viagens com origem em Badajoz arrancam às 16:25 h.

Os bilhetes já estão disponíveis na aplicação móvel, no site da operadora, nos pontos de venda Pagaqui e em agências de viagens parceiras. Os preços começam nos 8,49 euros para Lisboa-Estremoz e nos 9,49 euros para Lisboa-Elvas.

Onde ficam as novas paragens

A FlixBus revelou também os locais das novas paragens no Alentejo. Em Estremoz, os autocarros vão operar a partir do Terminal Rodoviário da cidade. Em Borba, a paragem ficará na Praça da República, enquanto em Elvas será junto ao viaduto de ligação ao centro histórico.

No comunicado citado pelo portal O Digital, o diretor das operações da FlixBus em Portugal, Tiago Cavaco Alves, afirmou que a chegada da empresa a estas cidades “reforça o compromisso de tornar a mobilidade mais acessível e sustentável a todo o território nacional”.

Acrescentou ainda que a expansão poderá contribuir para “a coesão territorial e para o reforço das ligações transfronteiriças entre Portugal e Espanha”.

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Novas regras aprovadas para o Mundial de futebol: este gesto ‘comum’ em campo já pode dar cartão vermelho

A FIFA confirmou uma das alterações mais discutidas para o Mundial de 2026 e o foco está num gesto comum entre jogadores durante os jogos. De acordo com o jornal desportivo A Bola, tapar a boca com a mão durante uma discussão ou confronto poderá passar a ser motivo para cartão vermelho, uma mudança que entra em vigor já na competição que arranca nos próximos dias.

A nova regra surge na sequência de debates que marcaram os últimos meses e que ficaram associados ao chamado caso “Prestianni”. Segundo a mesma fonte, os árbitros passam a poder expulsar jogadores que cubram a boca enquanto falam em situações de confronto com adversários ou elementos de outras equipas.

A FIFA esclarece, porém, que a medida não se aplica a todas as situações. Um jogador poderá continuar a falar com colegas de equipa com a boca tapada durante momentos estratégicos do jogo, como acontece frequentemente antes da marcação de bolas paradas ou em conversas táticas.

O que diz a FIFA

A organização faz questão de limitar a aplicação da regra a contextos específicos. Conforme a mesma fonte, o castigo está previsto apenas quando o gesto acontece em contexto de confronto, discussão ou incidente disciplinar.

Na prática, um comportamento que durante anos passou despercebido poderá agora ser analisado pelos árbitros como uma infração grave, dependendo das circunstâncias em que ocorre.

Mudança entra já em vigor

A nova orientação fará parte das regras seguidas pelos árbitros destacados para o Mundial de 2026. A publicação refere que cerca de 170 elementos, entre árbitros, assistentes e membros do VAR, receberão instruções para aplicar as novas normas da competição.

Embora a FIFA tenha anunciado várias alterações às leis do jogo, incluindo mudanças relacionadas com o VAR, perdas de tempo e substituições, a possibilidade de expulsão por tapar a boca durante uma discussão tornou-se uma das medidas que mais atenção tem gerado entre adeptos e comentadores.

Uma regra que promete gerar debate

A decisão poderá obrigar jogadores e equipas técnicas a alterarem hábitos que se tornaram frequentes no futebol moderno. Durante anos, muitos atletas recorreram ao gesto de tapar a boca para evitar que conversas fossem captadas pelas câmaras de televisão.

Agora, em determinadas circunstâncias, esse comportamento poderá ter consequências disciplinares imediatas. Como explica a FIFA, a punição aplica-se quando o ato acontece em “situação de confronto”, abrindo uma nova frente de interpretação para os árbitros durante os jogos.

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João Neves voltou às origens: algarvio esteve em Tavira dias antes de se juntar ao estágio da Seleção Nacional

O jogador algarvio, João Neves, esteve em Tavira, nos dias que antecederam a sua integração no estágio da Seleção Nacional, num regresso às origens marcado por descanso, tempo em família e momentos partilhados com a namorada. De acordo com a revista TV Guia, o médio do Paris Saint-Germain aproveitou esta pausa antes de se ter juntado no último sábado, 6 de junho, ao grupo que prepara o Mundial de 2026.

Segundo a mesma fonte, o jogador algarvio não marcou presença no jogo frente ao Chile, devido ao calendário após o final de época ao serviço do clube francês, e apresentou-se mais tarde no estágio da Seleção.

Durante estes dias, João Neves esteve em Tavira, cidade onde nasceu e onde mantém ligações pessoais fortes, tendo aproveitado para descansar e circular pela região.

Descanso, namoro e ligação ao Algarve

A publicação acrescenta que o jogador esteve acompanhado pela namorada, Madalena Aragão, num período de lazer que incluiu passeios e praia, com vários momentos partilhados nas redes sociais.

Conforme a mesma fonte, Tavira tem um significado especial para o casal, por ter sido também o local onde surgiram os primeiros registos públicos da relação, tornando a passagem pelo Algarve particularmente simbólica.

Regresso ao trabalho com o Mundial no horizonte

A mesma revista refere ainda que João Neves se juntou ao estágio da Seleção a 6 de junho, já em preparação para o Mundial de 2026, competição que arranca no México, com Portugal a estrear-se a 17 de junho. O médio chega num momento de afirmação internacional, sendo apontado como uma das peças em destaque da nova geração da Seleção.

Segundo a mesma fonte, João Neves foi recentemente considerado o português mais valioso num ranking internacional, surgindo também associado a interesse de grandes clubes europeus, embora o Paris Saint-Germain não demonstre intenção de o vender. Entre descanso no Algarve e preparação para uma grande competição, o jogador entra agora numa fase decisiva da sua carreira internacional.

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Banco tira 5.738€ da pensão mensal de 8.348€ a homem que já esteve na lista dos mais ricos de Portugal: este é o motivo

A penhora de uma parte significativa da pensão de reforma de João Pereira Coutinho voltou a colocar o nome do empresário no centro da atualidade. O caso está relacionado com uma dívida superior a 14,7 milhões de euros reclamada pela Caixa Geral de Depósitos (CGD), num processo que levou os tribunais a autorizarem a retenção mensal de uma parte substancial do rendimento do antigo empresário, que chegou a figurar entre os homens mais ricos de Portugal.

De acordo com o Correio da Manhã, a medida resulta do incumprimento de um financiamento concedido a uma empresa detida por João Pereira Coutinho.

Uma dívida de milhões

Segundo a informação avançada pelo jornal, a CGD instaurou uma execução em novembro de 2024 para recuperar um crédito superior a 14,7 milhões de euros, ao qual acrescem cerca de 735.000 euros relativos a despesas associadas ao processo. A origem da dívida está num empréstimo concedido à Palome – Trading e Investimentos Internacionais, empresa pertencente ao empresário.

Um acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa, datado de 21 de maio, determinou que a pensão mensal bruta de João Pereira Coutinho, no valor de 8.348 euros, fique sujeita a uma penhora mensal de 5.738 euros. Na prática, o empresário passa a dispor de cerca de 2.610 euros por mês, valor correspondente a aproximadamente três salários mínimos nacionais.

Garantias não evitaram a decisão

O financiamento concedido pela CGD estava suportado por várias garantias. Entre elas encontravam-se uma hipoteca sobre a ilha do Capítulo, localizada em Angra dos Reis, no Brasil, participações sociais em empresas e ainda uma livrança avalizada pelo próprio empresário. Apesar disso, escreve o jornal, o banco público decidiu avançar com medidas executivas adicionais para reforçar a recuperação do crédito.

Além da penhora da pensão, foi também abrangido um imóvel situado em Carcavelos, cujo valor patrimonial ronda os 207.000 euros. João Pereira Coutinho contestou a decisão, defendendo que os bens já entregues como garantia seriam suficientes para assegurar o pagamento da dívida e que a nova penhora seria desnecessária.

Tribunal manteve a penhora

Os argumentos apresentados pelo empresário não convenceram os juízes da Relação. Conforme a mesma fonte, o tribunal concluiu que os valores resultantes da penhora da pensão e do imóvel representam apenas uma pequena parcela do montante total reclamado pela CGD.

Os magistrados entenderam, por isso, que não existe qualquer desproporção entre a dívida e as medidas adotadas. A decisão confirmou o entendimento da primeira instância e permitiu a manutenção da penhora mensal sobre a reforma do empresário.

Propriedade conhecida dos portugueses

Entre os bens associados ao processo está a ilha do Capítulo, uma propriedade com cerca de 5,5 hectares situada em Angra dos Reis. O local ganhou notoriedade em Portugal no início dos anos 2000, quando recebeu a visita do então primeiro-ministro Durão Barroso.

Segundo o Correio da Manhã, a propriedade continua hipotecada à Caixa Geral de Depósitos, integrando o conjunto de garantias inicialmente apresentadas no âmbito do empréstimo concedido à empresa de João Pereira Coutinho.

Impacto da decisão

A decisão judicial representa mais um desenvolvimento num processo financeiro de elevado valor e que envolve uma das figuras empresariais que, durante anos, integrou os escalões mais elevados das maiores fortunas nacionais. Embora a existência de garantias reais tenha sido um dos argumentos centrais da defesa, os tribunais consideraram que a dimensão da dívida justificava a manutenção das medidas executivas.

Com esta decisão, a CGD passa a reter mensalmente mais de dois terços da pensão do empresário enquanto decorre o processo de recuperação do crédito, num caso que continua a ser acompanhado pela justiça portuguesa.

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“Aquele clássico”: famosos justificam contactos com o ‘Uber da Droga’ após escutas secretas

Uma investigação da Polícia de Segurança Pública (PSP) que desmantelou uma rede de tráfico de estupefacientes em Lisboa acabou por envolver várias figuras conhecidas, depois de as autoridades terem intercetado comunicações telefónicas no âmbito do processo. De acordo com o Observador, entre os nomes referidos nas escutas surgem o ator José Carlos Pereira, a atriz Marta Gil e o judoca olímpico Jorge Fonseca, num caso associado à operação contra uma organização liderada por Nuno Ricardo Nogueira dos Santos, apelidado pela PSP de “Uber da Droga”.

O principal arguido do processo foi condenado no final de maio a cinco anos e seis meses de prisão efetiva, na sequência de uma investigação que se prolongou durante cerca de um ano. Segundo a mesma publicação, a PSP monitorizou a atividade da rede ao longo desse período, conseguindo mapear uma operação de distribuição que abastecia regularmente a área da Grande Lisboa.

Durante a operação, em novembro de 2024, as autoridades apreenderam centenas de comprimidos de MDMA, LSD, cocaína, cetamina e 2C-B, bem como quantias elevadas de dinheiro em numerário e diverso material associado ao acondicionamento de substâncias ilícitas.

Lista de contactos extensa

A investigação revelou uma rede de contactos descrita como transversal, com ligações a diferentes setores. Conforme a mesma fonte, entre os nomes identificados surgem participantes de programas de televisão, como reality shows, funcionários de companhias aéreas, empresários, engenheiros informáticos e até um médico, refletindo a diversidade dos contactos associados ao alegado fornecedor.

Alguns dos intervenientes identificados nas escutas foram posteriormente chamados a tribunal para prestar esclarecimentos, na sequência das interceções telefónicas realizadas no âmbito do processo.

Escutas envolvem figuras públicas

O caso ganhou maior visibilidade após a divulgação de que alguns nomes conhecidos foram captados nas comunicações intercetadas pela investigação. O Observador refere que José Carlos Pereira terá sido identificado em várias chamadas com o principal arguido, embora tenha acabado dispensado de depor em tribunal.

Numa das conversas registadas, o ator estaria a circular na autoestrada A5, em direção a Lisboa, quando tentou combinar um encontro com o responsável da rede. Mais tarde, terá voltado a contactar o mesmo interlocutor para confirmar a localização.

Reações e explicações dos envolvidos

No caso de Marta Gil, a atriz negou qualquer envolvimento em transações de substâncias ilícitas. Segundo a mesma publicação, afirmou desconhecer as atividades criminais associadas ao arguido, admitindo apenas consumo pontual de haxixe no passado.

Questionada em tribunal sobre a expressão “aquele clássico”, usada numa das escutas, explicou que se tratava de um código interno utilizado em contexto informal. “Quando precisava de desabafar”, terá justificado.

Já o atleta Jorge Fonseca foi mencionado no processo devido a um contacto telefónico com um alegado braço-direito da rede. Citado pelo jornal, o seu advogado afirmou que o judoca chegou a ponderar a aquisição de ecstasy, mas recuou antes de qualquer consumação, não tendo chegado a comprar nem a consumir qualquer substância. Em comunicado, Jorge Fonseca revelou: “Nunca consumi substâncias psicotrópicas”. Alega ainda ser submetido, pelas entidades nacionais e internacionais, a controlos antidoping muito regulares.

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“Estou a sofrer injustamente”: vizinho constrói muro que obriga casal de idosos a usar uma escada para entrar em casa

Uma disputa entre vizinhos na freguesia de Galegos Santa Maria, em Barcelos, culminou com a construção de um muro de betão que passou a impedir o acesso direto de um casal de idosos à sua habitação. De acordo com o Expresso, o conflito arrastava-se há mais de 30 anos e teve origem numa divergência relacionada com os limites de uma propriedade e a utilização de um caminho.

Após uma decisão judicial que reconheceu a titularidade do terreno ao vizinho que viria a erguer a estrutura, a passagem foi encerrada no passado dia 21 de maio. Desde então, Manuel Gomes, de 74 anos, ficou sem ligação direta entre a sua casa e a rua, passando a utilizar uma escada para entrar e sair da residência.

Acesso condicionado após decisão judicial

A alteração teve impacto imediato no quotidiano da família. Manuel Gomes garante que a situação é especialmente difícil para a esposa, que enfrenta problemas de mobilidade. “Estou a sofrer injustamente. A minha esposa desde dia 21 nunca mais saiu de casa, porque tem problemas de joelhos”, afirmou ao jornal.

Segundo a mesma fonte, a construção do muro resultou da execução de um direito de propriedade reconhecido pelos tribunais, encerrando formalmente um litígio antigo entre os dois moradores.

Duas versões para o mesmo conflito

O proprietário do terreno sustenta que apenas exerceu um direito que lhe foi reconhecido judicialmente. Explica o jornal que o terreno chegou, em tempos, a ser cedido à Câmara Municipal de Barcelos para um eventual alargamento do caminho, mas o projeto nunca avançou.

O vizinho considera ainda que existem alternativas para aceder à habitação e rejeita responsabilidades pelas dificuldades relatadas pelo casal. “Ele sai pela escada porque quer. Se calhar quer fazer ginástica. Eu fiquei sem garagem, porque tive de fazer a minha entrada, peguei numa marreta, parti o muro, peguei numa pá, tirei a terra e passei. Assunto resolvido”, declarou.

Embora o processo esteja encerrado do ponto de vista legal, o caso continua a evidenciar duas interpretações distintas: para uma das partes trata-se do exercício legítimo do direito de propriedade; para a outra, de uma limitação ao acesso à própria casa.

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Pingo Doce está a reembolsar clientes que compraram embalagens dos lotes 34166 e 35166 destes cereais

O Pingo Doce retirou do mercado dois lotes de cereais da marca Chocolocos, de um quilo, e está a reembolsar os clientes que tenham adquirido os produtos afetados. A medida foi tomada após um alerta do fornecedor para a possível presença de micropartículas de origem metálica nas embalagens em causa.

De acordo com a New in Cascais, a retirada abrange os lotes 34166 e 35166, que deixaram de estar disponíveis em todas as lojas da cadeia a nível nacional. A decisão foi aplicada de forma preventiva, com o objetivo de evitar qualquer eventual risco associado ao consumo dos produtos identificados.

Reembolso ou troca nas lojas

Segundo a mesma fonte, os consumidores que tenham adquirido embalagens destes lotes podem dirigir-se às lojas Pingo Doce para proceder à devolução. Nessas situações, é possível optar pela troca por outro lote do mesmo produto ou pelo reembolso do valor pago, sem necessidade de apresentação de outros requisitos adicionais além do produto em causa.

Em comunicado, a cadeia de supermercados referiu que “mantém processos rigorosos de controlo de qualidade e trabalha em estreita colaboração com os seus fornecedores, garantindo o cumprimento dos mais elevados padrões de segurança alimentar”. A empresa acrescentou ainda uma mensagem dirigida aos consumidores, sublinhando o compromisso com a transparência e a confiança no sistema de controlo.

Riscos associados à ingestão de partículas metálicas

Conforme a mesma fonte, a presença de micropartículas metálicas em alimentos pode provocar efeitos no organismo que variam consoante o tamanho e a forma das partículas. Em alguns casos, podem surgir lesões ou irritações na boca, garganta, esófago e sistema gastrointestinal.

Partículas mais afiadas ou de maior dimensão podem causar ferimentos internos, enquanto fragmentos muito pequenos podem atravessar o organismo sem sintomas visíveis. Por esse motivo, sempre que existe a possibilidade de contaminação física, os produtos são retirados de circulação de forma preventiva para reduzir qualquer risco para os consumidores.

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Cuidado com o seu carro: cidade algarvia tem sido alvo de vários assaltos durante o dia

Vários assaltos a viaturas registados nas últimas semanas na zona das Açoteias, em Albufeira, estão a gerar preocupação entre empresários locais e turistas, sobretudo por ocorrerem em plena luz do dia e em áreas com forte movimento. Os casos envolvem furtos no interior de carros estacionados perto de praias e restaurantes.

Um dos episódios mais recentes aconteceu quando turistas norte-americanos estavam a almoçar num restaurante da zona e deixaram a viatura estacionada à porta. De acordo com o Correio da Manhã, o carro acabou por ser alvo de assalto durante esse período.

Segundo um empresário local, “uns clientes americanos estavam a almoçar e tinham o carro estacionado à porta do restaurante”. Do interior da viatura foram levadas malas, computadores portáteis e passaportes.

Outros furtos no mesmo dia

Ainda no mesmo dia, foram registados outros assaltos em viaturas estacionadas na Praia dos Tomates, também na zona das Açoteias. Conforme a mesma fonte, os casos terão ocorrido em estacionamentos muito frequentados por banhistas e visitantes.

A repetição de episódios num curto espaço de tempo aumentou a perceção de insegurança entre quem trabalha na área.

Pedido de mais vigilância

Empresários locais admitem preocupação com a situação e defendem o reforço do patrulhamento policial na zona. “Sabemos que a GNR faz o que pode com os meios que tem mas era importante reforçar o patrulhamento nesta zona”, afirmou um empresário citado pela publicação. A GNR tomou conta das ocorrências e está a tentar identificar os suspeitos envolvidos nos furtos.

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