Como é possivel conciliar ainda com Israel?

Em meu entender condescender com Israel, diria mesmo no que quer que seja, será sempre uma cumplicidade com o terrível morticínio de crianças para além de todos os outros conhecidos que, em meu entender, fazem do seu mandante Netanyahu um dos maiores criminosos deste século.
E não me venham com a teoria da defesa a todo o transe.
Ataque de quem?
Será que essa ideia de haver ainda(!) palestinianos é pura utopia?
Será que não têm o direito de lutar pela sua terra em grande parte já “ocupada(?)” por Israel?
Será que o chamado terrorismo apenas se aplica a um dos lados?
Será que Israel tem o direito de alegar que ao atacar o Líbano o faz em legítima defesa?
Não será que ninguém quer entender que Israel, em última análise, o que pretende é estender o seu poder militar com o apoio essencial dos USA hoje de Trump, mas já há muito anterior, apenas aguardando a altura certa?
Por favor, já chega de manipulações e tentativas de justificação.
Hoje a chamada “Europa” melhor “União Europeia” vem sendo cúmplice em todos os sentidos, inclusive em apoio militar, de Israel e de todas atrocidades que vem cometendo.
E um já habitual “mea culpa” aqui ou ali não basta. Estamos a falar de toda a problemática de uma zona do globo tão importante politicamente como o Médio Oriente e erros desta natureza pagam-se muito caros ou assumem-se sempre do lado errado o que será ainda pior.
Naturalmente que alguns países desta mesma UE já se demarcaram felizmente como a nossa vizinha Espanha… e se muitos outros o não fizeram vale apena tentar perceber porquê…
Claro que, desde o fim da segunda guerra, o “inclave” Israel em terras palestinas, e não sejamos ingénuos, teve como fim último o controle de uma região importantíssima sob todos os pontos de vista políticos e económicos (v.g. petróleo!) e em que os USA e a U.K. e já mesmo a França suplantaram a URSS de Stalin distante com outros problemas. Ora, tudo isso escorre até países como o nosso e a maioria dos U.E. que hoje e amanhã estão ainda iludidos com uma coisa chamada NATO e transidos de medo da URSS (perdão Rússia)! conhecedores como são das relações íntimas e que se consubstanciam em biliões e biliões de dólares entre os que, há já largo tempo, são detentores e como tal controladores dos políticos e, não por acaso, nem nos dois países pseudo -democrato-liberais em causa.
Cada vez mais me parece elementar ser necessária uma aliança de todas as “forças“e movimentações populares com os partidos de esquerda e em consequência solicito com humildade ao nosso Livre que reflita relativamente quanto à sua posição no que concerne a União Europeia.
É fundamental entender nos tempos que correm que apenas a unidade de todos os que se opõem à concentração neo capitalista que domina o mundo poderá conseguir, se ainda a tempo, que o único planeta conhecido onde existe vida mantenha essa benção cósmica!