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Caixa começa a pagar Bolsa Família de junho

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A Caixa Econômica Federal começa a pagar nesta quarta-feira (17) a parcela de junho do Bolsa Família para beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 1. Ao todo, cerca de 19,3 milhões de famílias recebem o benefício.

Beneficiários de alguns municípios de oito estados recebem o pagamento nesta quarta-feira independentemente do NIS, em razão de decretos de emergência provocados por condições climáticas:

  1. Amazonas;
  2. Paraíba;
  3. Pernambuco;
  4. Paraná;
  5. Rio de Janeiro;
  6. Rio Grande do Norte;
  7. Roraima;
  8. Sergipe.

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Beneficiários podem movimentar os valores preferencialmente pelo App Caixa Tem, não sendo necessário ir até uma agência para saque do benefício.

Segundo a Caixa, também é possível utilizar o cartão para realizar compras em estabelecimentos comerciais por meio da função de débito, bem como realizar saques em unidades lotéricas, correspondentes Caixa Aqui e agências da Caixa.

Nos terminais de autoatendimento, o saque pode ser realizado sem cartão, com identificação biométrica cadastrada previamente.

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Caixa começa a pagar Bolsa Família de junho

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A Caixa Econômica Federal começa a pagar nesta quarta-feira (17) a parcela de junho do Bolsa Família para beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 1. Ao todo, cerca de 19,3 milhões de famílias recebem o benefício.

Beneficiários de alguns municípios de oito estados recebem o pagamento nesta quarta-feira independentemente do NIS, em razão de decretos de emergência provocados por condições climáticas:

  1. Amazonas;
  2. Paraíba;
  3. Pernambuco;
  4. Paraná;
  5. Rio de Janeiro;
  6. Rio Grande do Norte;
  7. Roraima;
  8. Sergipe.

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Beneficiários podem movimentar os valores preferencialmente pelo App Caixa Tem, não sendo necessário ir até uma agência para saque do benefício.

Segundo a Caixa, também é possível utilizar o cartão para realizar compras em estabelecimentos comerciais por meio da função de débito, bem como realizar saques em unidades lotéricas, correspondentes Caixa Aqui e agências da Caixa.

Nos terminais de autoatendimento, o saque pode ser realizado sem cartão, com identificação biométrica cadastrada previamente.

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Pagamentos de junho do Bolsa Família começam nesta quarta (17); veja datas

Os repasses do Bolsa Família de junho começam a ser depositados nas contas dos beneficiários nesta quarta-feira (17). O pagamento segue nos próximos dias úteis do mês, até 30 de junho.

Têm direito ao benefício aqueles que recebem até R$ 218 por integrante familiar e que já estão cadastrados no programa via CadÚnico (Cadastro Único). Os depósitos serão realizados conforme o dígito final do NIS (Número de Identificação Social) de cada titular.

Neste mês, o pagamento médio do benefício será de R$ 677,66, em um investimento total de R$ 13,08 bilhões realizado pelo MDS (Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome).

Serão mais de 19,34 milhões de famílias contempladas, que, juntas, somam cerca de 50,1 milhões de pessoas.

Confira o calendário de junho:

  • NIS final 1: Pagamento em 17 de junho
  • NIS final 2: Pagamento em 18 de junho
  • NIS final 3: Pagamento em 19 de junho
  • NIS final 4: Pagamento em 22 de junho
  • NIS final 5: Pagamento em 23 de junho
  • NIS final 6: Pagamento em 24 de junho
  • NIS final 7: Pagamento em 25 de junho
  • NIS final 8: Pagamento em 26 de junho
  • NIS final 9: Pagamento em 29 de junho
  • NIS final 0: Pagamento em 30 de junho

O mesmo repasse acontece em todos os meses do ano, com exceção de dezembro devido às festas de final de ano. No último mês, o pagamento costuma ser antecipado. A última parcela deste ano está prevista para 23 de dezembro de 2026.

Distribuição por região

Das quase 20 milhões de famílias, cerca de 8,97 milhões residem na região Nordeste. Para essa região, o MDS investe mais de R$ 6,03 bilhões. O valor do benefício médio é R$ 672,95.

O Sudeste vem em seguida, com 5,5 milhões de famílias atendidas. Cada uma delas receberá, em média, R$ 671,23, em um repasse do MDS de R$ 3,68 bilhões.

O Ministério injetará R$ 1,76 bilhão via Bolsa Família na região Norte neste mês. Quase 2,50 milhões de famílias receberão, em média, o maior benefício médio do país: R$ 706,91 por domicílio.

Já a região Sul soma 1,32 milhão de famílias contempladas, com benefício médio de R$ 672,93 em uma transferência de R$ 889,67 milhões à região por meio do programa.

Por fim, no Centro-Oeste, o Bolsa Família chega a 1,03 milhão de domicílios.O valor médio do benefício é de R$ 688,06 por lar e o repasse do MDS é de R$ 713,1 milhões para as famílias que residem na região

Como se cadastrar e receber o Bolsa Família

O primeiro passo para receber o benefício é ter uma inscrição, por meio de CPF (Cadastro de Pessoa Física) ou título de eleitor, no CadÚnico, realizada em postos de atendimento da assistência social dos municípios, como os CRAS (Centro de Referência de Assistência Social).

Todos os meses, algumas famílias são identificadas e incluídas de forma automatizada. Se selecionadas, elas receberão um cartão emitido pela Caixa, em nome do responsável familiar. O cartão chega pelos Correios, no endereço cadastrado no CadÚnico.

valor mínimo recebido por cada domicílio é R$ 600 a cada mês, podendo ter adicionais de acordo com a composição familiar.

O Benefício Variável Familiar (BVF), por exemplo, garante o valor de R$ 50 para gestantes, crianças e adolescentes de 7 a 18 anos incompletos e para nutrizes, responsáveis por alimentar bebês com até seis meses de idade.

Além desse, existe o Benefício Primeira Infância (BPI), um adicional de R$ 150 por criança com até seis anos incompletos.

beneficiário tem até 120 dias para sacar cada parcela, que pode ser paga por meio de:

  • Poupança Social Digital;
  • Conta Corrente de Depósito à vista;
  • Conta Especial de Depósito à vista;
  • Conta Contábil (plataforma social do Programa).

Os saques podem ser realizados nos caixas eletrônicos da Caixa, nos correspondentes Caixa Aqui e nas Lotéricas e no aplicativo CAIXA Tem.

A fim de receber o benefício, todas as famílias devem seguir os seguintes requisitos:

  • Crianças de 4 e 5 anos precisam alcançar frequência escolar mínima de 60%;
  • Crianças e adolescentes de 6 a 18 anos precisam de frequência escolar mínima de 75%;
  • Crianças menores de 7 anos precisam cumprir o calendário nacional de vacinação e realizar o acompanhamento do estado nutricional (peso e altura);
  • Gestantes precisam realizar o pré-natal.

O não cumprimento dessas condições pode resultar em cancelamento do Bolsa Família. 

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Risco de morte materna cai até 31% entre quem recebe o Bolsa Família

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Estudos desenvolvidos ao longo da última década por pesquisadores do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs), da Fiocruz Bahia, associam a participação no Programa Bolsa Família à redução da mortalidade materna e infantil. 

Também foi observada queda na incidência de doenças infecciosas e de internações relacionadas a transtornos mentais. 

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Uma das evidências consideradas mais robustas pelos pesquisadores está relacionada à saúde materna e infantil. Entre as mulheres beneficiárias do programa, o risco de morte por causas relacionadas à gravidez e ao parto foi até 31% menor em comparação com aquelas que não recebiam o benefício. 

Segundo os pesquisadores, o resultado está associado, entre outros fatores, ao maior acesso ao pré-natal e aos serviços de saúde estimulados pelas condicionalidades do programa.

Os efeitos também aparecem no início da vida. Em estudo que analisou mais de 4 milhões de nascimentos, as gestantes beneficiárias apresentaram menor probabilidade de dar à luz crianças com baixo peso ao nascer. O impacto foi ainda mais expressivo entre mães pretas e indígenas. 

Outras pesquisas identificaram redução na ocorrência de partos prematuros e queda de 16% na mortalidade de crianças menores de cinco anos entre famílias atendidas pelo programa.

Doenças 

O conjunto de estudos também revelou impactos importantes sobre doenças associadas à pobreza. No caso da tuberculose, por exemplo, beneficiários do Bolsa Família tiveram incidência 41% menor da doença e redução de 31% no risco de morte após o diagnóstico. Entre indígenas, a queda da mortalidade foi ainda mais expressiva.

Resultados semelhantes foram observados em relação ao HIV/Aids. O acompanhamento de mais de 22 milhões de brasileiros mostrou menor incidência da doença, menor mortalidade e melhores indicadores entre os grupos mais pobres da população.

Os pesquisadores também identificaram redução da ocorrência de hanseníase em municípios com alta transmissão e aumento das taxas de adesão ao tratamento e de cura entre os beneficiários.

Saúde mental

Um dos estudos apontou que a taxa de suicídio foi 56% menor entre pessoas atendidas pelo Bolsa Família. Outras análises apontaram redução das hospitalizações por transtornos psiquiátricos e por problemas relacionados ao uso de álcool e outras drogas, especialmente nos municípios com maiores índices de pobreza.

Para o epidemiologista Mauricio Barreto, da Fiocruz Bahia, os resultados ajudam a compreender como fatores econômicos e sociais influenciam diretamente os desfechos em saúde. 

“Inúmeros problemas de saúde são determinados por fatores sociais e econômicos, especialmente a pobreza e as desigualdades. Reduzir a pobreza e incentivar o uso dos serviços de saúde, educação e assistência social deve fazer parte dos esforços para tornar a população brasileira mais saudável”, disse.

Pesquisas

Os resultados foram apresentados nesta semana durante webinar que reuniu cientistas brasileiros e estrangeiros para discutir os principais achados produzidos a partir da chamada Coorte dos 100 Milhões de Brasileiros.

As pesquisas utilizaram dados do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) cruzados com informações sobre nascimentos, hospitalizações, notificações de doenças e óbitos. A partir desse conjunto de dados, os pesquisadores buscaram medir os efeitos da transferência de renda sobre a saúde da população mais vulnerável do país.

Segundo Mauricio Barreto, os estudos reforçam que o combate à pobreza deve ser entendido também como uma estratégia de promoção da saúde.

“A existência do Sistema Único de Saúde é fundamental para proteger e atender às necessidades da população, mas quando ele atua em conjunto com um programa robusto de proteção social, como o Bolsa Família, torna-se possível reduzir os efeitos dos principais determinantes sociais que afetam negativamente a saúde”, afirmou durante o encontro.

Os pesquisadores destacam que os estudos foram realizados com base em metodologias de avaliação consideradas inovadoras para políticas públicas, permitindo comparar grupos populacionais com características semelhantes e estimar os efeitos do programa ao longo do tempo.

As evidências produzidas pelo Cidacs ao longo dos últimos dez anos reforçam, segundo os autores, a importância da integração entre políticas de proteção social e o sistema de saúde. 

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