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Arnold Schönberg, corazón y cerebro

Ocurrencias que se jalean —sonrisa más o menos condescendiente incluida— a un Joyce en literatura o a un Duchamp en las artes plásticas (por citar a dos de sus contemporáneos), en Arnold Schönberg provocan que muchos lleven rasgándose cansina y cínicamente las vestiduras desde hace décadas. Es como si se resistieran a aceptar a estas alturas lo que el propio austríaco denominó “la emancipación de la disonancia”, que él mismo ideó, auspició y ejecutó, incidiendo en que la “comprensibilidad” de esta última había de ser idéntica a la de la consonancia. Renúnciese a un centro tonal, elimínese toda jerarquía en la escala cromática, trátense las disonancias como si fueran consonancias: no cabe mayor democratización de la composición musical, sometida durante siglos a rígidas reglas y, en consecuencia, prohibiciones. Schönberg, al tiempo que se sentía heredero de una gloriosa tradición, y que tenía a Bach por poco menos que su padre espiritual, entendió que su revolución igualitaria era justamente lo único que podría perpetuar ese soberbio linaje secular austroalemán del que jamás quiso dejar de formar parte.

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Arnold Schönberg, retratado en 1907.

Arnold Schönberg

Berliner Philharmoniker Dir.: Kirill Petrenko 3 CD y 1 Blu-ray

© © ARNOLD SCHÖNBERG CENTER (EL PAÍS)

Arnold Schönberg, en Berlín hacia 1930.
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Programação Cineteatro Louletano parte 2

Em junho, o Cineteatro Louletano apresenta uma programação que cruza dança, música, teatro e cinema, mantendo a aposta na coprodução artística, na diversidade de linguagens e na acessibilidade, com Língua Gestual Portuguesa e Audiodescrição. 

A música ocupa lugar de destaque no dia 13 de junho, às 21h00, no Cineteatro Louletano, com a apresentação da ópera Relicário Perpétuo, de Luísa Costa Gomes e Luís Tinoco. A peça, trazida a Loulé pelo Teatro Nacional de São Carlos, estreia em Lisboa três dias antes, no Dia de Portugal e das Comunidades Portuguesas, e assinala os 500 anos do nascimento de Luís de Camões. A criação junta literatura e composição musical contemporânea e é marcada pelo cruzamento entre palavra, memória e património cultural.

No dia 14 de junho, às 17h00, o Cineteatro Louletano recebe Tomás Wallenstein. Conhecido do grande público enquanto músico e compositor como vocalista e guitarrista dos Capitão Fausto, o artista apresenta-se num formato mais intimista, explorando as suas canções com diferentes sonoridades e novas dimensões.

A 19 de junho, às 21h00, sobe ao palco do Cineteatro Louletano Álbum de Família, de Lúcia Pires, pelo Projecto Casa, projeto de apoio à criação tripartido entre o Cineteatro Louletano, o Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, e O Espaço do Tempo, em Montemor-o-Novo. Esta coprodução, com audiodescrição, propõe uma reflexão sobre memória, relações familiares e identidade, através de uma abordagem intimista e contemporânea.

A 20 de junho, às 17h00, o Auditório do Solar da Música Nova acolhe o Grupo Síntese – Concerto no Património, numa fusão única entre a expressão musical contemporânea e o património cultural. O grupo traz obras de Luciano Berio, Pedro Rebelo, Eduardo Patriarca, Amilcar Vasques-Dias e Jorge Peixinho, numa iniciativa de entrada gratuita que cruza música e valorização patrimonial (o Solar da Música Nova é um palácio do séc. XVIII, monumento de interesse municipal, que foi recuperado e adaptado para acolher o Conservatório de Música de Loulé – Francisco Rosado).

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Lagoa | Espetáculo Musical “Boa Esperança em… Revista”

Preparados para uma noite de rir à gargalhada? Boa Esperança em… Revista. A tradição da Revista à Portuguesa está de volta com um espetáculo vibrante que cruza humor, música e atualidade de forma inteligente e popular.  Com textos e letras originais de Carlos Pacheco, prepare-se para uma crítica política e social bem-humorada, cheia de ritmo, […]

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