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Governo amplia crédito para motociclistas de aplicativos

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o programa Move Motos, lançado nesta sexta-feira (12), fará com que os motociclistas de aplicativo deixem de ser “a última força de trabalho considerada invisível” neste país.

Ao lado de outras políticas voltadas à garantia de direitos para esses profissionais, disse Lula, eles passarão a ser tratados como cidadãos e cidadãs.

Notícias relacionadas:

O Move Motos é uma linha de crédito para motociclistas de aplicativos que desejam financiar ciclomotores, motonetas, motocicletas e bicicletas elétricas produzidas no Brasil ou com projeto de investimento voltado à produção no país.

Ele segue os mesmos moldes do Move Aplicativos, que tem como público-alvo motoristas de aplicativos e taxistas interessados em financiar carros.

Essas linhas de crédito são uma expansão do Move Brasil, criado para viabilizar a renovação de frotas no país, por meio de facilidades de financiamento.

Outros benefícios

O financiamento inclui a possibilidade de aquisição de seguro para garantir o pagamento da dívida, para o caso de imprevistos que impeçam o contratante de continuar pagando o financiamento (seguro prestamista).

Também está previsto financiamento de capacetes, bem como para a aquisição de baterias pontos de carga elétrica. Tudo será disponibilizado a partir da plataforma oficial gov.br/movebrasil.

Durante o evento, no Palácio do Planalto, Lula afirmou que a presença dos trabalhadores simboliza uma mudança de reconhecimento.

“Hoje, pela presença de vocês aqui no Palácio, nós estamos completando possivelmente a última força de trabalho considerada invisível neste país, que agora está deixando de ser invisível e passa a ser tratada como cidadã e cidadão de primeira classe”, disse o presidente.

Durante a cerimônia, Lula demandou ao Banco do Brasil e à Caixa Econômica Federal que, no prazo de 30 dias, se organizem de forma a preparar seus funcionários para atenderem, de forma proativa e sem burocracia, os interessados em obter financiamentos para adquirir seus veículos.

Lula incentivou os trabalhadores a acompanharem a implementação do programa.

“Vocês agora têm que andar de cabeça erguida e dizer que não são mais invisíveis. Estão aqui para serem enxergados. Se não estiver dando certo, procurem o governo, procurem os bancos”, afirmou.

O presidente defendeu também campanhas de educação no trânsito para melhorar o relacionamento entre motoristas e motociclistas.

Juros

Segundo o Planalto, a taxa a ser cobrada para financiamento dos veículos será de 12,5% ao ano, o que corresponde a 0,99% ao mês para homens e 0,91% ao mês para mulheres.

O financiamento será de 100% do valor do veículo, o que possibilita a aquisição sem necessidade de pagamento de entrada.

Para acessar o financiamento, estão previstos alguns requisitos mínimos, como seis meses de cadastro na plataforma oficial, e no mínimo, 100 corridas realizadas. Para os profissionais celetistas, são necessários seis meses de exercício na atividade.

Após o cadastro, o trabalhador será informado se atende às condições de participação. A partir de 13 de julho, os profissionais que receberem a confirmação poderão procurar a Caixa, o Banco do Brasil ou instituições financeiras habilitadas para análise de crédito e contratação do financiamento.

Está prevista também que o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal criem um calendário de feirões a partir de 13 de julho, em polos específicos, com a participação de concessionárias e instituições financeiras interessadas em fazer negócios.

Boulos

Mais cedo, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, havia antecipado alguns pontos do Move Motos. Ele lembrou que a linha oferece condições mais vantajosas que as praticadas no mercado.

“Hoje o juro médio para comprar moto está em 27% ao ano, mas conseguimos chegar a 12,5% ao ano, que é menos da metade do juro na concessionária”, disse o ministro.

Além disso, acrescentou, haverá período de carência de dois meses, que na prática pode chegar a três. “Quem comprar a moto em julho, por exemplo, começa a pagar apenas em outubro”, explicou.

Boulos ressaltou que motoristas com restrição de crédito não poderão aderir inicialmente, mas poderão recorrer ao programa Desenrola para regularizar a situação e, assim, se habilitar ao financiamento.

Ele lembrou que, durante a pandemia, esses trabalhadores que faziam entregas nas residências eram considerados heróis. No entanto, passaram a ser discriminados. “Inclusive deixaram de ter seus direitos garantidos”.

Move Brasil

No primeiro dia de operações, R$ 3,2 bilhões em crédito foram contratados pelo Move Brasil, dos R$ 21,2 bilhões colocados à disposição pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), responsável por operar os recursos. No caso do Move Máquinas Agrícolas, R$ 10 bilhões estão à disposição para micro e pequenos empreendedores.

Move Aplicativos

No caso do Move Aplicativos, 740 mil profissionais já atenderam aos requisitos para acessar a linha de financiamento com as condições mais favoráveis. A análise do crédito e contratação com os bancos começa em 19 de junho.

O governo federal abriu crédito extraordinário de R$ 30 bilhões para a compra de veículos por motoristas de táxi e de aplicativo. Os recursos serão repassados pelo Ministério da Fazenda ao BNDES, que também vai operacionalizar a medida.

Para se habilitar, o motorista precisa preencher cadastro na plataforma gov.br/movebrasil. Em um prazo de até cinco dias após o cadastro, o trabalhador será informado se poderá participar do programa.

 

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Governo amplia crédito para motociclistas de aplicativos

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o programa Move Motos, lançado nesta sexta-feira (12), fará com que os motociclistas de aplicativo deixem de ser “a última força de trabalho considerada invisível” neste país.

Ao lado de outras políticas voltadas à garantia de direitos para esses profissionais, disse Lula, eles passarão a ser tratados como cidadãos e cidadãs.

Notícias relacionadas:

O Move Motos é uma linha de crédito para motociclistas de aplicativos que desejam financiar ciclomotores, motonetas, motocicletas e bicicletas elétricas produzidas no Brasil ou com projeto de investimento voltado à produção no país.

Ele segue os mesmos moldes do Move Aplicativos, que tem como público-alvo motoristas de aplicativos e taxistas interessados em financiar carros.

Essas linhas de crédito são uma expansão do Move Brasil, criado para viabilizar a renovação de frotas no país, por meio de facilidades de financiamento.

Outros benefícios

O financiamento inclui a possibilidade de aquisição de seguro para garantir o pagamento da dívida, para o caso de imprevistos que impeçam o contratante de continuar pagando o financiamento (seguro prestamista).

Também está previsto financiamento de capacetes, bem como para a aquisição de baterias pontos de carga elétrica. Tudo será disponibilizado a partir da plataforma oficial gov.br/movebrasil.

Durante o evento, no Palácio do Planalto, Lula afirmou que a presença dos trabalhadores simboliza uma mudança de reconhecimento.

“Hoje, pela presença de vocês aqui no Palácio, nós estamos completando possivelmente a última força de trabalho considerada invisível neste país, que agora está deixando de ser invisível e passa a ser tratada como cidadã e cidadão de primeira classe”, disse o presidente.

Durante a cerimônia, Lula demandou ao Banco do Brasil e à Caixa Econômica Federal que, no prazo de 30 dias, se organizem de forma a preparar seus funcionários para atenderem, de forma proativa e sem burocracia, os interessados em obter financiamentos para adquirir seus veículos.

Lula incentivou os trabalhadores a acompanharem a implementação do programa.

“Vocês agora têm que andar de cabeça erguida e dizer que não são mais invisíveis. Estão aqui para serem enxergados. Se não estiver dando certo, procurem o governo, procurem os bancos”, afirmou.

O presidente defendeu também campanhas de educação no trânsito para melhorar o relacionamento entre motoristas e motociclistas.

Juros

Segundo o Planalto, a taxa a ser cobrada para financiamento dos veículos será de 12,5% ao ano, o que corresponde a 0,99% ao mês para homens e 0,91% ao mês para mulheres.

O financiamento será de 100% do valor do veículo, o que possibilita a aquisição sem necessidade de pagamento de entrada.

Para acessar o financiamento, estão previstos alguns requisitos mínimos, como seis meses de cadastro na plataforma oficial, e no mínimo, 100 corridas realizadas. Para os profissionais celetistas, são necessários seis meses de exercício na atividade.

Após o cadastro, o trabalhador será informado se atende às condições de participação. A partir de 13 de julho, os profissionais que receberem a confirmação poderão procurar a Caixa, o Banco do Brasil ou instituições financeiras habilitadas para análise de crédito e contratação do financiamento.

Está prevista também que o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal criem um calendário de feirões a partir de 13 de julho, em polos específicos, com a participação de concessionárias e instituições financeiras interessadas em fazer negócios.

Boulos

Mais cedo, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, havia antecipado alguns pontos do Move Motos. Ele lembrou que a linha oferece condições mais vantajosas que as praticadas no mercado.

“Hoje o juro médio para comprar moto está em 27% ao ano, mas conseguimos chegar a 12,5% ao ano, que é menos da metade do juro na concessionária”, disse o ministro.

Além disso, acrescentou, haverá período de carência de dois meses, que na prática pode chegar a três. “Quem comprar a moto em julho, por exemplo, começa a pagar apenas em outubro”, explicou.

Boulos ressaltou que motoristas com restrição de crédito não poderão aderir inicialmente, mas poderão recorrer ao programa Desenrola para regularizar a situação e, assim, se habilitar ao financiamento.

Ele lembrou que, durante a pandemia, esses trabalhadores que faziam entregas nas residências eram considerados heróis. No entanto, passaram a ser discriminados. “Inclusive deixaram de ter seus direitos garantidos”.

Move Brasil

No primeiro dia de operações, R$ 3,2 bilhões em crédito foram contratados pelo Move Brasil, dos R$ 21,2 bilhões colocados à disposição pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), responsável por operar os recursos. No caso do Move Máquinas Agrícolas, R$ 10 bilhões estão à disposição para micro e pequenos empreendedores.

Move Aplicativos

No caso do Move Aplicativos, 740 mil profissionais já atenderam aos requisitos para acessar a linha de financiamento com as condições mais favoráveis. A análise do crédito e contratação com os bancos começa em 19 de junho.

O governo federal abriu crédito extraordinário de R$ 30 bilhões para a compra de veículos por motoristas de táxi e de aplicativo. Os recursos serão repassados pelo Ministério da Fazenda ao BNDES, que também vai operacionalizar a medida.

Para se habilitar, o motorista precisa preencher cadastro na plataforma gov.br/movebrasil. Em um prazo de até cinco dias após o cadastro, o trabalhador será informado se poderá participar do programa.

 

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Move Brasil Motos: No País onde o trânsito mata 34 mil por ano, governo federal lança financiamento para aquisição de motocicletas por motoapps

No País onde o trânsito mata 34 mil pessoas por ano e mutila outras centenas - 50%, em média, sendo ocupantes de motocicletas (condutores e passageiros) -, o governo federal lançou uma nova linha de financiamento para a aquisição de motos por entregadores e motoqueiros que fazem o transporte remunerado de passageiros - os motoapps, como Uber e 99 Moto.

A nova versão do Move Brasil, agora chamado Move Brasil - Entregadores e Motoapp, foi lançada nesta sexta-feira (12/6) em uma grande cerimônia pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Serão R$ 4 bilhões em linhas de financiamento. Para acessar o benefício, os profissionais terão que ter o nome limpo - antes de mais nada - e estar cadastrados em plataformas de aplicativo há pelo menos seis meses, conseguindo comprovar a realização de no mínimo 100 entregas ou corridas.

O programa também beneficiará trabalhadores com carteira assinada há pelo menos seis meses na mesma empresa, desde que possuam CNH categoria “A” (moto) e, por sorte, a aquisição de bicicletas. A exigência de experiência mínima tenta filtrar os beneficiários, mas não anula o fato de que a pressão por produtividade inerente ao setor.

JAILTON JR./JC IMAGEM
Bicicletas elétricas, por sorte, também entraram no pacote da nova linha de financiamento do governo Lula - JAILTON JR./JC IMAGEM
JAILTON JR./JC IMAGEM
Move Brasil Motos: O dilema entre a inclusão social e a tragédia no trânsito brasileiro - JAILTON JR./JC IMAGEM
JAILTON JR./JC IMAGEM
Condutores e passageiros das motos, principalmente do Uber e 99 Moto, usam o veículo de forma inadequada e imprudente, como quando transportam sacolas além do correto - JAILTON JR./JC IMAGEM

A visão do governo federal e do próprio presidente Lula, entretanto, passa longe das consequências do estímulo à aquisição de de motos para a segurança viária e a saúde pública - colapsada com as vítimas das duas rodas em todo o País. “Nós estamos tirando mais um pouco de gente da invisibilidade. Ontem foram as mulheres negras, hoje são os motoqueiros e ciclistas deste País. E eu espero que amanhã não tenha ninguém mais invisível no Brasil porque nós vamos tratar o povo com decência e com respeito”, declarou o presidente durante a cerimônia.

Como esperado, as regras de financiamento são atraentes, com prazos de até 48 meses e carência de dois meses para o início do pagamento. Com taxas de juros diferenciadas por gênero — 12,5% ao ano para homens e 11,5% para mulheres —, o programa permite a compra de motos flex de até 160 cilindradas ou modelos elétricos produzidos no Brasil.

Arte
Move Brasil - Entregadores e Motoapp: Programa de Financiamento de Motos. Arte produzida por IA com dados apurados pela reportagem - Arte

Outro ponto que chama atenção é que, embora inclua o financiamento de seguro prestamista para proteger o trabalhador em caso de imprevistos graves, o programa foca no acesso ao bem, sem apresentar contrapartidas robustas de treinamento ou proteção social direta contra os riscos cotidianos das ruas.

INCLUSÃO SOCIAL INEGÁVEL, MAS COM CONTA ALTA PARA A SEGURANÇA VIÁRIA E A SAÚDE

ARTE
Atlas da Violência 2026. Infográfico produzido por IA com informações apuradas pela reportagem - ARTE

Apesar da inclusão social inegável e de ser focado em veículos flexs e elétricos, o novo programa federal ignora o avanço alarmante da mortalidade sobre duas rodas revelado pelo Atlas da Violência 2026, com um custo humano alto para a saúde pública e a mobilidade urbana.

Enquanto o governo facilita o crédito, o Atlas da Violência 2026 apresenta um cenário desolador: as motocicletas já respondem por mais de 40% das mortes no trânsito na maioria dos estados brasileiros.
O estudo, divulgado em maio, aponta diretamente para a precarização do trabalho e para a expansão descontrolada de aplicativos como Uber Moto e 99 Moto como os principais impulsionadores desse crescimento letal.

Os números não deixam margem para dúvidas sobre a gravidade da crise: entre 2019 e 2024, as mortes envolvendo motocicletas saltaram de 11.182 para 15.459, um aumento expressivo de 38%. Trata-se de uma mudança estrutural profunda, considerando que, no início dos anos 2000, a participação das motos na mortalidade viária era inferior a 5%.

Somente entre 2023 e 2024, houve um acréscimo de quase duas mil mortes adicionais, consolidando este modal como o de maior risco absoluto no território nacional.

A crise é ainda mais acentuada nas regiões Norte e Nordeste, onde a falta de alternativas de mobilidade segura e a fiscalização precária tornam a moto a única opção.

No Piauí, por exemplo, impressionantes 72,7% das fatalidades no trânsito envolvem ocupantes de motocicletas, seguidos de perto por Pernambuco, com 59%.

© JAILTON JR./JC IMAGEM

Move Brasil Motos: O dilema entre a inclusão social e a tragédia no trânsito brasileiro
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Centenas trocaram motos por viagem de barco à Culatra antes do arranque do Portugal de Lés-a-Lés

O passeio de abertura do 28º Portugal de Lés-a-Lés levou esta quarta-feira centenas de motociclistas à ilha da Culatra, «descobrindo o verdadeiro pulmão marinho do sotavento algarvio» antes do arranque do evento mototurístico.

Foi «a primeira vez na história do evento que os participantes deixaram terra firme e trocaram as motos pela viagem no barco, através dos canais da Ria Formosa», refere a Federação de Motociclismo de Portugal (FMP).

Levar todos os participantes no Lés-a-Lés à descoberta de uma das ilhas barreira que delimitam a Ria Formosa a sul obrigou a uma complexa logística de viagens, de e para Faro, em que o barco Mira Sado trabalhou mais do que nos melhores dias de Verão.

A confirmação foi dada por Geraldo Carmo, o presidente da Associação de Moradores da Ilha da Culatra (AMIC), que enalteceu «a vitalização da economia local, nomeadamente da restauração, ao receber um grupo tão grande de pessoas que chegam com um espírito diferente, para divertir-se num animado convívio e numa agradável interação com a população local», lê-se, em comunicado.

À saída do barco, no porto da Culatra, os marinheiros de ocasião foram recebidos, de forma surpreendente e divertida, pelos ilhéus, no ponto alto deste primeiro dia do Portugal de Lés a Lés.

Para os participantes, a jornada começou cedo para as primeiras equipas, com verificações técnicas e documentais desde as 8h30, no Largo de São Francisco.

Na quinta-feira, dia 11, os motociclistas arrancarão a partir das 6h00 para os 425 quilómetros da 1ª etapa, ligando Faro a Alcochete.

Cerca de 10 horas e meia de condução através da serra algarvia, com passagem pelo Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, até às portas ribatejanas de Alcochete, onde os primeiros motociclistas são esperados a partir das 16h30.

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