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Márcio França defende mulheres na chapa majoritária em São Paulo

O ex-ministro do Empreendedorismo Márcio França (PSB) defendeu nesta terça-feira (16) que haja mulheres na chapa majoritária em São Paulo. A declaração ocorreu em entrevista à CNN Brasil nesta terça-feira (16).

Questionado quem, entre Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), formaria uma chapa ideal como vice de Haddad na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes, França disse que “qualquer uma delas é ultra qualificada” para ocupar o cargo.

“Do ponto de vista de quem seria melhor, eu sugeri e o Haddad concorda comigo que prefere uma mulher”, começou.

Para França, a representatividade feminina na chapa de Haddad contraria a coligação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), formada somente por homens.

O atual vice-governador, Felício Ramuth (MDB), deve compor novamente a chapa encabeçada por Tarcísio. Ao mesmo tempo, o ex-secretário da Segurança Pública Guilherme Derrite (PP) e o presidente da Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo), André do Prado (PL), devem ser os nomes para a disputa ao Senado.

“Entre as duas candidatas [Marina Silva e Simone Tebet], qualquer uma delas é ultraqualificada. Já disputaram eleição majoritária à presidência, isso dá qualificação [e] um voto importante, por ter presença feminina na chapa, contrariando o Tarcísio, que fala sobre mulheres, mas não as põe na chapa, nem na vaga ao Senado. Isso seria interessante de se avaliar”, pontuou França.

Segundo o ex-ministro, Haddad prefere que Tebet esteja na chapa majoritária em São Paulo. “Ele acha que ela poderia representar mais a composição que deu ao equilíbrio da economia [Tebet ocupou a pasta do Planejamento e Orçamento]”, disse.

França ainda defendeu que a oposição “não tem candidaturas fortes pela primeira vez” ao Senado Federal por São Paulo. “Os candidatos ao Senado que eles apresentam são candidatos que nunca disputaram eleições majoritárias”, completou.

Recentemente, Haddad disse estar “muito confortável” com os nomes de Marina Silva, Márcio França e Simone Tebet serem possibilidades para compor sua chapa na disputa ao governo de São Paulo.

À CNN Brasil, Simone Tebet reafirmou sua pré-candidatura ao Senado Federal. De acordo com a ex-ministra, a confirmação veio do próprio presidente nacional do PT (Partido dos Trabalhadores), Edinho Silva.

“Ele [Edinho Silva] me mandou aqui uma mensagem muito clara assim: ‘Você é a nossa candidata ao Senado’. Palavra dele! Preciso dizer aqui pré-candidata, né? Ele querendo dizer assim: ‘Olha, isso faz parte do processo'”, disse Tebet.

A declaração aconteceu quando a ex-ministra comentava à CNN Brasil sobre uma suposta tentativa de uma ala do PT fazê-la desistir do Senado para tentar emplacar o cargo de vice na chapa de Haddad.

Tebet agradeceu essa movimentação dentro da sigla e reafirmou nunca ter enfrentado problemas com o partido de Lula: “Agradeço o carinho de uma ala do PT que sempre lembra do meu nome. Isso mostra o quanto fui bem acolhida. Eu, que sou uma pessoa de centro, não sou de esquerda. […] Nunca tive dificuldade com o PT, nem quando estávamos em lados opostos. Fui muito bem recebida no governo, tenho ótimo diálogo e relacionamento”.

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Chapa com Haddad e Tebet seria competitiva, diz Márcio França à CNN

O ex-ministro do Empreendedorismo Márcio França (PSB) defendeu uma chapa entre o ex-ministros Fernando Haddad (PT) e Simone Tebet (MDB) para o governo de São Paulo.

Em entrevista à CNN Brasil nesta terça-feira (16), França afirmou que, apesar de inicialmente desejar concorrer ao Palácio dos Bandeirantes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu que a vaga fosse de Haddad, pela associação do ex-ministro com mudanças na economia brasileira.

“Eu queria mesmo era disputar o governo, mas ele [Lula] disse: ‘Olha, é melhor ter o 13, porque o 13 o Haddad é associado à mudança da economia’. […] Eu acho que quem mudou a economia foi uma dupla, o [Fernando] Haddad e a Simone Tebet. Eles podiam fazer uma dupla também para o governo de São Paulo”, declarou.

O político do PSB (Partido Socialista Brasileiro) também destacou a sugestão de uma estratégia para São Paulo no sentido de reforçar o nome de Haddad para um eventual segundo turno.

Por contar com um cenário de segundo turno para Lula, a presença do ex-ministro no âmbito estadual também seria importante.

Ao mencionar nomes menos expressivos de outros possíveis concorrentes, França teme que, sem um empenho, a primeira etapa do pleito possa assumir uma roupagem de segundo turno, configurando um confronto direto entre o ex-chefe da Fazenda e o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

“O mais importante aqui é garantir o segundo turno em São Paulo, com chance de ter 2º turno também na eleição brasileira — há uma possibilidade grande de ter segundo turno na eleição do Lula e é muito ruim se São Paulo não tiver segundo turno numa eleição de governador”, disse.

“A gente sabe que, embora o Haddad tenha pontuado bem até agora, eu não tenho convicção nem na candidatura do Kim [Kataguiri – Missão] e muito menos na do Paulo Serra [PSDB]. Portanto, podemos ficar com uma candidatura em que, meio que, o primeiro turno virar segundo em São Paulo”, finalizou.

Mesmo com as opiniões, França demonstrou que a posição final sobre o caso seria de Lula, e, assim como a escolha por Haddad ao governo foi respeitada, “vou respeitar também as outras”.

*Sob supervisão de Lucas Schroeder

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Para Márcio França, Tarcísio circula com aliados e esquerda perde tempo

O ex-ministro do Empreendedorismo Márcio França (PSB) afirmou, em entrevista à CNN Brasil nesta terça-feira (16), acreditar que o entrave entre aliados na campanha do ex-minstro da Fazenda Fernando Haddad (PT) gera perda de tempo na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes.

A leitura de França é de que a indefinição sobre quem será vice de Haddad ou irá para o Senado provoca uma situação delicada, ao mesmo tempo em que o governador de São Paulo, Tarcíso de Freitas (Republicanos), já promove eventos com aliados.

“Nós estamos perdendo tempo. O Tarcísio tem andado por aí com os candidatos dele em conjunto. Não temos feito isso porque fica uma situação delicada, a gente vai num lugar, eu falo bem delas e elas também falam bem de mim, mas nenhuma delas até agora falou o que eu estou dizendo: ‘Eu aceito qualquer que seja a decisão'”, afirmou o ex-ministro.

O campo político de Haddad conta, além de França, com os nomes da deputada federal e ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (Rede) e da ex-ministra do Planejamento e Orçamento Simone Tebet (PSB) como pré-candidatas ao Senado.

Apesar da indefinição, Lula demonstrou à aliados, como mostrou a CNN Brasil, uma preferência pelos nomes de Marina e Tebet ao Senado. A avaliação é de que Marina pode ajudar na eleição de Lula na capital paulista e região metropolitana, enquanto Tebet tem um desempenho melhor no interior.

Enquanto isso, França — que traz consigo o recall de eleições passadas e a força eleitoral na Baixada Santista — vem resistindo a abraçar o posto de vice de Haddad. “Naturalmente pretendo disputar a eleição ao Senado e ser senador. Acho relevante que voltemos a ter peso no senado em São Paulo”, disse França nesta terça.

Apesar da vontade de ir à Casa Alta, França disse respeitar a decisão final de Lula e que entende que as outras pré-candidatas também respeitarão.

“Somos todos amigos, a pretensão deve ser assim: ‘Presidente, escolha como o senhor achar melhor, do jeito que você fizer nós vamos respeitar’. Vou aceitar o que o presidente entender correto”, concluiu.

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Real Time: Derrite, Tebet e Marina lideram corrida ao Senado por SP

Segundo o novo levantamento do Real Time Big Data divulgado nesta terça-feira (16), Guilherme Derrite (PP), Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) lideram a corrida ao Senado pelo estado de São Paulo.

Foram três cenários simulados pelo instituto. No primeiro deles, o ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, lidera com 17%, em um empate técnico triplo com a ex-ministra do Planejamento, Simone Tebet, que pontua 16%; e a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, com 14%.

Marina também aparece empatada tecnicamente com Ricardo Salles (Novo), que tem 12%; e André do Prado (PL), com 10%. Paulinho da Força (Solidariedade) fecha a lista, com 7%.

Aqueles que votariam em branco ou nulo neste cenário somam 11%, enquanto os indecisos, 13%.

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Em um segundo cenário, com Márcio França (PSB) no lugar de Marina Silva, Derrite e Tebet empatam com 17% das intenções de voto cada. Os dois pré-candidatos são seguidos por outro empate entre Ricardo Salles e Márcio França, ambos com 12%. Além do empate, os dois candidatos ainda aparecem empatados tecnicamente com André do Prado e Paulinho da Força, que têm 10% e 8%, respectivamente.

Aqueles que votariam em nulo ou branco somam 11%, enquanto os indecisos, 13%.

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No terceiro e último cenário simulado pelo instituto, desta vez com Márcio França no lugar de Simone Tebet, Guilherme Derrite aparece empatado tecnicamente com Marina Silva. O ex-secretário pontua 17%, enquanto a ex-ministra faz 15%. Na sequência, Ricardo Salles e Márcio França empatam novamente, com 12% cada. Eles repetem o mesmo cenário de empate técnico, com André do Prado, que soma 10%, e Paulinho da Força, que encerra a lista com 8%.

Os eleitores que votariam em branco ou nulo aparecem com 12%, enquanto os indecisos, 14%.

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Metodologia

A Real Time Big Data entrevistou 2.000 eleitores em todo o estado de São Paulo, entre os dias 13 e 15 de junho. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

A pesquisa foi realizada com recursos do próprio instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo SP-09734/2026.

Leia a pesquisa na íntegra

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