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Fiat vai lançar série especial Fastback 50 anos

A Fiat prepara uma série de lançamentos para marcar os 50 anos de sua fábrica em Betim (MG), inaugurada em julho de 1976. Entre as novidades previstas para a linha 2027 está o Fiat Fastback 50 Anos, versão especial do SUV cupê que foi flagrada pela CNN Brasil durante a gravação de uma campanha publicitária em Belo Horizonte.

As imagens exclusivas revelam que o modelo será baseado no Fastback Impetus Hybrid, atualmente a configuração mais sofisticada da gama, equipada com o conjunto eletrificado leve. A proposta da edição comemorativa é reforçar a identidade visual do veículo por meio de elementos exclusivos, sem alterar a arquitetura mecânica já conhecida do modelo. O irmão Pulse também deverá ganhar a mesma opção.

Externamente, o Fastback 50 Anos se diferencia pela pintura azul Amalfi, rodas de 18″ com acabamento em tom cinza, emblemas alusivos ao aniversário da marca e adesivos laterais inspirados nas tradicionais faixas utilizadas pela Fiat ao longo de sua história. Imagens obtidas também pelo canal Carro Esporte Clube mostram a adoção de molduras das caixas com acabamento reduzido, semelhante ao utilizado em versões mais refinadas da linha, reduzindo o aspecto aventureiro.

A dianteira também recebe um detalhe comemorativo. O emblema Fiat com as quatro faixas formando a bandeira da Itália recebe acabamento em amarelo dos 50 anos. Já a traseira passa a contar com um aerofólio específico para a série especial. No interior, a principal novidade identificada é a aplicação do logotipo “50 Anos” nos bancos. O detalhe foi revelado em vídeo do canal Carro Esporte Clube. O Fastback 2027 Fiat 50 Anos também terá teto solar panorâmico.

Fiat Fastback 2027 Edição 50 Anos flagrado em Belo Horizonte
Fiat Fastback 2027 Edição 50 Anos flagrado em Belo Horizonte • Thiago Ventura/CNN

A base técnica deverá permanecer inalterada. Atualmente, o Fastback Impetus Hybrid utiliza o motor 1.0 turbo flex T200 de três cilindros, capaz de entregar até 130 cv com etanol e 20,4 kgfm de torque. O conjunto trabalha em conjunto com um sistema híbrido leve de 12 volts, composto por um motor-gerador elétrico de 3 kW e bateria auxiliar de íons de lítio.

A transmissão é automática do tipo CVT, com sete marchas simuladas. Segundo dados oficiais da fabricante, o modelo acelera de 0 a 100 km/h em até 9,4 segundos e pode atingir 196 km/h de velocidade máxima quando abastecido com etanol.

Fiat Fastback 2027 Edição 50 Anos flagrado em Belo Horizonte
Fiat Fastback 2027 Edição 50 Anos flagrado em Belo Horizonte • Thiago Ventura/CNN

Entre os destaques estruturais do Fastback estão os 600 litros de porta-malas, um dos maiores volumes da categoria, além dos 2,53 metros de entre-eixos e dos quase 4,45 metros de comprimento. O SUV também utiliza direção elétrica, suspensão dianteira McPherson e eixo de torção na traseira.

A expectativa é que a série especial seja lançada juntamente com a linha 2027 do Fastback e do Pulse, ambos participantes das comemorações dos 50 anos da Fiat no Brasil. Os modelos estrelam uma campanha da Fiat que vai aproveitar o clima da Copa do Mundo e relembrar seus modelos clássicos ao longo de sua trajetória no Brasil. As gravações recriam Belo Horizonte dos anos 70 e 80.

O Fastback 50 Anos e Pulse 50 Anos devem funcionar como uma antecipação das celebrações da marca antes da chegada de um dos projetos mais aguardados da fabricante para o mercado nacional: a nova geração do Argo, prevista para os próximos anos e inspirada na linguagem visual do Grande Panda europeu.

Embora a Fiat ainda não tenha divulgado oficialmente os detalhes da edição comemorativa, o flagra indica que a fabricante pretende explorar a data histórica com versões exclusivas e elementos visuais que remetam à trajetória da empresa no país. Atualmente, o Fastback 2026 custa R$ 173.490 na versão Impetus. A Série Especial vai custar acima desse valor e deverá contar com unidades numeradas.

Fiat Fastback 2027 Edição 50 Anos flagrado em Belo Horizonte
Fiat Fastback 2027 Edição 50 Anos flagrado em Belo Horizonte • Thiago Ventura/CNN

Entenda diferenças entre veículos SUV, D-SUV, C-SUV, B-SUV

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Fiat 500 Topolino, 90 anni e non sentirli. A Torino la festa dell’auto che motorizzò l’Italia

Le guardi sfilare una dietro l’altra e sembra di assistere a una scena uscita da un vecchio film in bianco e nero. Cofani arrotondati, parafanghi pronunciati, colori pastello, motori che borbottano con discrezione. Eppure quelle piccole Fiat 500 nate prima della Seconda Guerra Mondiale continuano a muoversi con sorprendente naturalezza nel traffico del XXI secolo. Torino ha celebrato così il novantesimo compleanno della Topolino. Centotrentadue equipaggi provenienti da dieci Paesi hanno raggiunto il Piemonte per partecipare a “La Topolino va ai 90”, il raduno internazionale organizzato dal Topolino Autoclub Italia e dal Club Topolino Fiat Torino con il supporto dell’Automotoclub Storico Italiano.

Per quattro giorni la città che vide nascere la mobilità di massa è tornata indietro nel tempo. Le vetture hanno risalito i tornanti verso la Sacra di San Michele, hanno attraversato il territorio metropolitano toccando la Reggia di Venaria e la Basilica di Superga, hanno sostato in piazza Vittorio Veneto e raggiunto il Castello di Rivoli per il gran finale. Un viaggio nella memoria che ha avuto come protagonista una delle automobili più importanti della storia industriale italiana.

Per capire davvero che cosa rappresenti la Topolino bisogna però tornare al 1936. L’Italia era un Paese ancora lontano dalla motorizzazione di massa. Le automobili esistevano, ma appartenevano a una minoranza privilegiata. Per milioni di famiglie il mezzo di trasporto quotidiano era ancora la bicicletta. Le vacanze in automobile, le gite domenicali e la libertà di movimento individuale erano concetti riservati a pochi. In quel contesto la Fiat affidò a Dante Giacosa il compito di realizzare una vettura piccola, economica e moderna. Nacque così la Fiat 500, che gli italiani ribattezzarono immediatamente “Topolino” per via delle sue forme simpatiche e arrotondate.

Piccola sì, ma tutt’altro che rudimentale. Con i suoi 569 centimetri cubici di cilindrata e 13 cavalli di potenza poteva raggiungere circa 85 chilometri orari. Ancora più sorprendente era la raffinatezza tecnica: sospensioni anteriori indipendenti, freni idraulici sulle quattro ruote e una progettazione estremamente razionale che consentiva di sfruttare ogni centimetro disponibile. Soluzioni che oggi sembrano normali, ma che negli anni Trenta la collocavano tra le utilitarie più avanzate del continente.

Fu soprattutto il suo significato sociale a renderla speciale. Per la prima volta migliaia di italiani poterono immaginare l’automobile non come un lusso irraggiungibile ma come un obiettivo concreto. La Topolino contribuì ad avvicinare città e campagne, ad accorciare le distanze e a trasformare il modo di vivere il tempo libero. In un certo senso preparò il terreno per il boom economico che, nel dopoguerra, avrebbe portato sulle strade prima la 600 e, successivamente, la Nuova 500.

Non a caso la sua storia andò ben oltre i confini nazionali. Fu costruita anche in Francia con il marchio Simca e in Germania come NSU-Fiat, diventando una sorta di automobile globale quando il termine globalizzazione non era ancora stato inventato. Dal 1936 al 1955 ne furono prodotti quasi 520 mila esemplari. Numeri enormi per l’epoca, ma ancora insufficienti a spiegare il legame emotivo che continua a unire questa vettura agli italiani.

Lo si è visto durante il raduno torinese. Tra le Topolino parcheggiate una accanto all’altra si incontravano non soltanto collezionisti, ma famiglie intere. Nonni che le avevano guidate da giovani, figli che le hanno restaurate e nipoti che oggi le fotografano con lo smartphone. Un passaggio di testimone che racconta molto del rapporto speciale tra gli italiani e la propria storia automobilistica.

L'articolo Fiat 500 Topolino, 90 anni e non sentirli. A Torino la festa dell’auto che motorizzò l’Italia proviene da Il Fatto Quotidiano.

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