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Governo estoura o caixa, Senado explode o orçamento com pautas bomba e já falta dinheiro para agências reguladoras fiscalizar suas áreas

Uma decisão do ministro do STF, Flávio Dino dando cinco dias úteis para que a União apresente novas metas superiores à produtividade alcançada em anos mais recentes pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) impactou ainda mais o clima da agência de fiscalização do mercado de ações brasileiro já ressabiado com o novo presidente da entidade, Otto Lobo escolhido contra vontade do governo numa articulação que envolveu senadores entre eles Ciro Nogueira e Davi Alcolumbre que costuraram sua aprovação.

Dino rejeitou a meta apresentada pelo governo de reduzir em 20% o estoque de processos administrativos e autorizou a adoção imediata de medidas excepcionais para acelerar a análise dos processos, incluindo o pagamento de horas extras, o trabalho aos fins de semana, a concessão de incentivos funcionais, a realização de mutirões, contratações emergenciais e a celebração de convênios e acordos de cooperação.

Dino na CVM

O ministro chegou a determinar uma série de medidas a serem adotadas para reforçar a CVM e estabeleceu que, para tanto, o órgão poderia utilizar a íntegra da arrecadação da Taxa de Fiscalização dos Mercados de Títulos e Valores Mobiliários.

A CVM não faz parte do grupo das demais agências que foram afetadas pelo bloqueio de R$ 22,1 bilhões anunciado pelo governo federal no final de março. Semelhante ao corte que ocorreu no ano passado quando esses órgãos sofreram corte de 20% em seus orçamentos.

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Ministro do STF, Flávio Dino, põe fim à aposentadoria compulsória como punição disciplinar mais grave a juízes - STF / divulgação

Faltou dinheiro

O motivo alegado pelo governo foi um aumento de R$14,1 bilhões na previsão de gastos com o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) foi a mais afetada com 21,3%. A seguir vêm a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), com 20,5% e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), com 19,9%.

Governo gastador

Seria normal se o governo Lula não viesse, desde o começo do ano, patrocinando um estouro no seu próprio caixa de modo a estimular a economia, que já soma R$ 215 bilhões (1,6% do PIB), acima das receitas de R$ 109 bilhões (0,8% do PIB), desrespeitando a regra que ele mesmo criou, em substituição à rigidez do Teto de Gastos instituído no governo Temer e passando a procurar meios de contornar essa regra.

O problema desse quadro é que ele junta as previsões de menos receitas com gastos a mais com a dívida pública, uma redução real na arrecadação e a inclusão dos gastos extraorçamentários (uma invenção do governo Lula) de não considerar uma despesa apenas porque ele mesmo não a reconheceu no orçamento.

Novos desafios

Entretanto, desde o começo de junho, o país começou a enfrentar um novo desafio: a aprovação de projetos de novos gastos sem previsão orçamentária que a imprensa chamou de pautas-bomba. O conceito é o de aprovar em votação sem muito debate e rapidíssimos projetos que agregam custos ao Executivo, independentemente de haver previsão orçamentária já na proposição.

São casos como uma linha de crédito rural para socorrer produtores rurais prejudicados por conflitos internacionais ou eventos climáticos extremos, estimada em R$ 140 bilhões em dez anos; um novo piso para médicos e cirurgiões-dentistas e aprovação de um regime de aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde que, segundo as primeiras estimativas, somam mais de R$ 250 milhões.

Queixa do Senado

Os três fatos criaram uma situação inusitada. O mesmo governo que argumenta que, graças ao Senado, teremos projetos que estouraram o orçamento é o mesmo que desrespeitou uma regra que ele mesmo criou para tornar menos rígido o controle de gastos. Enquanto isso, ele faz contingenciamento de verbas do orçamento vigente, alegando falta de recursos arrecadados, deixando sem verbas as suas agências de fiscalização.

E ao mesmo tempo em que, no caso da CVM, terá que cumprir uma determinação de um ministro do STF que excepcionalizou uma agência igual às demais que vêm perdendo verbas para cumprir a missão para a qual foi criada.

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Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). - DIVULGAÇÃO

Verbas presas

A nível federal, são 11 agências onde a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) , a de Energia Elétrica (Aneel) e a de Vigilância Sanitária (Anvisa) são as que têm maior arrecadação. Mas que nem por isso as três são isentas da falta de recursos e de pessoal, especialmente pela fuga de quadros especializados.

Temos um quadro de cada vez menos fiscalização federal. Porque nos últimos anos as agências federais foram objeto de uma captura do governo, do legislativo e dos atores que deveriam ser fiscalizados. E não é por falta de verbas. Em 2024, as agências reguladoras arrecadam R$ 50 bilhões por ano em taxas de fiscalização. No entanto, foram liberadas para gastar apenas R$ 5 bilhões ao longo do ano.

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Taxa das blusinhas em debate no País - Divulgação

Taxa da Blusinhas

O fim da Taxa da Blusinhas elevou de 16.584.719 em março para 19.942.330 em maio, mostrando que os consumidores estão aproveitando a isenção. Mas nem por isso o governo deixou de arrecadar. Em maio, a Receita Federal contabilizou uma receita de R$ 347,7 milhões contra R$ 484,1 milhões em março, quando ainda eram cobradas as taxas. Em abril foram 16.513.993 importações com valor arrecadado de R$ 501,3.

De acordo com dados da Receita Federal, nos quatro primeiros meses de 2026, o governo arrecadou R$ 1,78 bilhão em impostos de importação com as encomendas. Foi uma alta de 25% na comparação com o mesmo período do ano passado. Ou seja, mesmo antes do fim da taxa, as compras já vinham em alta.

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Agências reguladoras no Brasil sem verbas por força do contingenciamento
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Sergio Zimerman compartilha trajetória de superação e estratégias de crescimento em encontro no LIDE Comércio Pernambuco

O fundador da Petz e presidente do Conselho de Administração do Grupo Petz Cobasi , Sergio Zimerman, foi o convidado desta sexta-feira (12) do LIDE Comércio Pernambuco com empresários e líderes pernambucanos para debater temas como crescimento empresarial, governança, liderança, inovação e competitividade.

Zimerman compartilhou aprendizados construídos ao longo de sua trajetória empreendedora. Antes de consolidar a Petz como uma das maiores empresas do segmento pet do país, o empresário enfrentou uma falência em 2002, experiência que, segundo ele, foi determinante para sua formação como gestor.

A partir desse recomeço, liderou a expansão da Petz, transformando uma operação local em uma companhia de alcance nacional. O crescimento da empresa foi acompanhado pela profissionalização da gestão, atração de investimentos, abertura de capital na B3 e posterior formação do Grupo Petz Cobasi, um dos maiores ecossistemas do setor pet da América Latina.

Zimerman destacou a importância da educação financeira e do planejamento estratégico para a sustentabilidade dos negócios. Segundo ele, muitos empreendedores enfrentam dificuldades não por falta de dedicação, mas pela ausência de conhecimento em gestão financeira e preparação para lidar com os desafios inerentes ao ambiente empresarial.

Outro tema central foi a necessidade de adaptação das empresas durante os ciclos de crescimento. O executivo ressaltou que as competências necessárias para abrir um negócio nem sempre são suficientes para sustentar sua expansão, tornando indispensável a criação de processos, o fortalecimento da governança e a incorporação de profissionais especializados.

A evolução do papel da liderança também esteve entre os assuntos discutidos. Zimerman relatou sua transição de uma atuação operacional para uma posição mais estratégica, focada no desenvolvimento de equipes e na construção de uma organização menos dependente de seu fundador.

As discussões abordaram ainda os desafios da governança em empresas familiares, destacando a importância de critérios baseados em mérito, desempenho e geração de valor para o negócio. Para o empresário, o sucesso da organização deve prevalecer sobre interesses individuais, permitindo que familiares ou profissionais de mercado ocupem posições de liderança de acordo com sua capacidade de entrega.

Em um cenário marcado por transformações tecnológicas, mudanças no comportamento do consumidor e instabilidade econômica, Zimerman defendeu que a competitividade está diretamente ligada à capacidade de adaptação. Na sua avaliação, as empresas devem concentrar esforços naquilo que podem efetivamente transformar, como inovação, experiência do cliente, eficiência operacional e desenvolvimento de talentos.

Ao final da conversa, a principal mensagem deixada por Sergio Zimerman foi a de que empresas resilientes não são aquelas que enfrentam menos desafios, mas as que conseguem se adaptar continuamente, fortalecer sua governança, desenvolver equipes de alto desempenho e manter foco permanente nas necessidades de seus clientes.

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LIDE Comércio Pernambuco com Sérgio Zimerman, fundador da Petz e presidente do Conselho de Administração do Grupo Petz Cobasi.
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Suape inaugura novo terminal de contêineres sem renegociação do contrato do antigo que tem regime de preços diferente do novo

Menos de 900 (884) dias após o processo de compra do terreno de aproximadamente 50 hectares, que pertencia ao Estaleiro Atlântico Sul (EAS), e de um investimento da ordem de R$ 2 bilhões, a APM Terminals Suape inaugura nesta sexta-feira seu novo terminal de contêineres construído para ser usado pela gigante dinamarquesa Maersk, líder global em logística integrada e transporte marítimo de contêineres.

O novo equipamento representa uma das maiores expansões da infraestrutura logística do estado nos últimos anos e deve dobrar a movimentação do Porto e será inaugurado pela governadora Raquel Lyra e pelo vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, ao lado de autoridades e parlamentares pernambucanos.

Leilão do terreno

Em 2022, a APM Terminals venceu o leilão judicial para a aquisição desta área, chamada de Unidade Produtiva Isolada do Estaleiro Atlântico Sul (EAS), e desde então realizou o desenvolvimento do projeto de construção do empreendimento que tem a característica de ser totalmente elétrico e agregar o que existe de mais moderno em termos de equipamento de carga e descarga de contêineres.

Além de ser o primeiro terminal 100% eletrificado da América Latina, terá infraestrutura moderna, totalmente planejada para atender às necessidades dos clientes, com iniciativas pioneiras em sustentabilidade portuária. Além disso, poderá movimentar até 400 mil TEUs/ano e aumentará a capacidade do complexo portuário em 55%, gerando empregos diretos e indiretos.

Contará com um sistema completo de gestão ambiental, gestão de resíduos, tratamento de águas residuais e modelagem de fluxo de águas subterrâneas para controle de poluição.

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Tecon Suape teve crescimento em 2024 - Divulgação

Novo TUP

O início da operação do novo TUP, porém, representa o início de uma nova realidade do Porto de Suape, onde existe um Terminal de Contêineres operando desde 2001 sob condição de concessão em porto público pela filipina ICTSI, cujo contrato de 30 anos vence em 2030 e vai exigir uma nova negociação com a administração do Complexo Portuário de Suape, dono do terreno e que tem no Tecon Suape sua maior receita.

Tecnicamente, a entrada em operação do TUP da APM Terminals coloca uma situação de enorme dificuldade competitiva para a ICTSI, que terá que reajustar suas tarifas para poder competir com o novo equipamento que não paga as mesmas taxas ao Porto de Suape. Desde 2023, a empresa Tecon Suape tenta um novo acordo com o governo de Pernambuco, mediante promessa de novos investimentos, sem sucesso.

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Tecon Suape, da filipina ICTSI, não quer a concorrência da maior empresa de navegação do mundo - DIVULGAÇÃO

Porto competitivo

Para Suape, a chegada do terminal da APM Terminals significa voltar a ser competitivo entre os demais portos do Nordeste, desde que a operadora da Maersk transfira para o cliente as vantagens competitivas em relação ao Tecon Suape. Mas isso só poderá ser constatado quando o novo terminal passar a operar de fato.

De qualquer forma, a oportunidade de oferecer dois terminais de contêineres ajuda muito a Suape que programa o anúncio de um novo pacote de investimentos da ordem de R$ 2 bilhões que se tornaram necessários em função da perspectiva de duplicação da produção da Refinaria Abreu e Lima a partir de 2028.

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CasaCor Pernambuco 2026 Vivix. - Divulgação

Negócios em alta

A pernambucana Vivix Vidros Planos, única fabricante 100% nacional do setor e controlada pelo Grupo Cornélio Brennand, sela parceria estratégica para a CasaCor Pernambuco 2026. A indústria vai fornecer suas linhas de vidros tecnológicos e espelhos para o ambiente assinado pelo escritório FV Arquitetos, de Felipe Valadares e Liesid Neto, consolidando sua presença no mercado de alto padrão e inovação arquitetônica.

Nova diretoria

O Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas de Pernambuco (Sescap-PE) empossou nesta quinta-feira(11) sua nova diretoria liderada por Érico Morais, tendo como vice-presidente Cleto Leite de Siqueira, para o quadriênio 2026-2030. O Sescap-PE representa um segmento estratégico para a economia pernambucana, formado por empresas responsáveis por serviços contábeis, consultoria, perícias e pesquisas empresariais.

Petz no LIDE

O fundador da Petz e presidente do Conselho de Administração da Petz Cobasi, Sérgio Zimerman é o convidado do almoço empresarial do LIDE Comércio Pernambuco que acontece nesta sexta-feira(12), no MarHotel para falar dos seus 40 anos empreendendo e como tornou a Petz a maior empresa do seu segmento no Brasil e liderou a expansão da companhia até ultrapassar 250 unidades no país. A agenda concentra 100 presidentes de empresas.

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Amostras de caju, fava, amendoim, mamona e gergelim sementes do Brasil ao Banco de Svalbard. - Divulgação

Sementes do Brasil

A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, entregou na última quarta-feira (10) mais uma contribuição de sementes do Brasil para o Banco Mundial de Sementes de Svalbard, na Noruega. Levou 24 acessos, incluindo caju (2), fava (7), amendoim (4), mamona (3) e gergelim (8), que vão se somar aos 8.125 já depositados pela Embrapa no silo norueguês.

O Banco funciona como a maior reserva de segurança agrícola do planeta e seu objetivo é proteger a biodiversidade diante de ameaças globais, como guerras, mudanças climáticas e pragas. O cofre, localizado na ilha de Spitsbergen, no arquipélago de Svalbard, conserva atualmente cerca de 1,38 milhão de amostras de sementes de mais de 5 mil espécies, originárias de 223 países e territórios.

EDMAR MELO/ACERVO JC IMAGEM
EUROPA Plano de reestruturação da empresa aérea foi aprovado - EDMAR MELO/ACERVO JC IMAGEM

60 anos TAP

Na próxima quarta-feira (17), a TAP celebra 60 anos de seu primeiro voo direto a jato entre Lisboa e o Rio de Janeiro. No dia 17 de junho de 1966, a empresa realizou o seu primeiro voo direto a jato entre Lisboa e o Rio de Janeiro usando um Boeing 707 CS-TBA comandado pelo comandante Silva Soares. O avião foi batizado com o nome de “Santa Cruz” em homenagem à histórica travessia de Sacadura Cabral e Gago Coutinho.

Menos de um ano depois, em 19 de abril de 1967, a TAP inaugura voo entre Recife e Lisboa como primeira conexão aérea internacional da capital pernambucana, dando origem aos voos TP 011 e TP 012 que ainda hoje são operados partindo do Aeroporto Internacional do Recife. Atualmente, a TAP oferece mais de 1250 voos semanais para 85 cidades, dez na América do Norte, 14 na América do Sul, 12 em África, sete em Portugal e 42 nos restantes países da Europa.

Isso é o pré-sal

O Brasil registrou novo recorde na produção de petróleo e gás natural em abril, com 5,640 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d) segundo dados do Boletim Mensal da Produção de Petróleo e Gás Natural da ANP divulgados nesta quinta-feira (11). Foram extraídos 4,340 milhões de barris por dia (bbl/d) de petróleo, numa variação positiva de 2,2% sobre o mês anterior e 19,5% mais em relação ao mesmo mês de 2025.

A produção de gás natural em abril foi de 206,70 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d), mais 1,3% frente a março e 23% na comparação com abril de 2025. O pré-sal A contribuiu com 4,614 milhões de boe/d, ou 81,8% da produção brasileira.

Workshop de Logística

No próximo dia 18, no RioMar Centro de Eventos, no Recife, tem o 45º Workshop de Logística – Soluções e Tendências & Intratech Log Experience | Especial Nordeste, reconhecido como o maior encontro itinerante de logística do Brasil. Nesta edição, o Workshop acontece integrado à Intratech Log Experience, feira conceito dedicada à intralogística, automação, tecnologia, transporte e movimentação de materiais.

Eco Run 2026

Recife vai receber no próximo dia 12 de julho, a Eco Run 2026 com percursos de 5 km e 10 km, o evento convida corredores e caminhantes a transformarem sua participação em um gesto de cuidado com o corpo, a mente e o planeta. A Eco Run reforça a importância de hábitos mais saudáveis e sustentáveis no dia a dia. Mais do que uma prova de rua, a Eco Run é um movimento.

 Yacy Ribeiro/Secom
Residência Digital do Porto Digital (NERD ).jpeg - Yacy Ribeiro/Secom

Residência Digital

A governadora de Pernambuco Raquel Lyra e a Ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, de Luciana Santos entregam nesta segunda-feira (15) a primeira fase do Núcleo de Empreendedorismo e Residência Digital do Porto Digital (NERD ) que recebeu investimentos do Governo de Pernambuco e da Finep para impulsionar a inovação por meio da formação de talentos, do fortalecimento do empreendedorismo e da criação de novas oportunidades de negócios e transformação digital

Penhora e arresto

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) regulamentou a implantação do Constrijud, uma plataforma eletrônica que vai concentrar o cumprimento de ordens judiciais relacionadas à restrição de imóveis em todo o território brasileiro.

A ferramenta, desenvolvida pelo Operador Nacional do Sistema de Registro Eletrônico de Imóveis (ONR), permitirá que determinações de penhora, arresto e sequestro de bens sejam encaminhadas de forma padronizada aos cartórios de registro de imóveis, substituindo gradualmente mecanismos atualmente utilizados pelo Judiciário. A expectativa é que todos os tribunais brasileiros estejam integrados à plataforma até agosto, ampliando a uniformização dos procedimentos em diferentes regiões.

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Equipamentos para o Tecon Maersk, inaugurado hoje, no Porto de Suape
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Lula mostrará na campanha que Bolsa Família virou ferramenta empregabilidade depois que governo limpou CadÚnico que Bolsonaro sujou

O Ministério do Desenvolvimento Social está comemorando o marco de mais de cinco milhões de famílias deixarem o programa Bolsa Família entre março de 2023 e abril último, depois que tiveram aumento de renda acima do limite da Regra de Proteção, ou cumpriram o prazo para estar nesta regra trabalhando com carteira assinada.

Desde o começo do atual governo, o MDS tem se dedicado a fazer uma assepsia no CadÚnico, que é a porta de entrada do PBF, e depois do último ano do governo Bolsonaro, em que uma série de medidas estapafúrdias foi adotada, explodindo os custos do programa.

Coisas como fracionar as famílias, permitindo que seus integrantes declarassem que formavam outro núcleo com apenas uma pessoa para receber um segundo benefício. Além de um afrouxamento total nas condicionantes de concessão dos programas sociais a partir do segundo semestre de 2022 no período eleitoral.

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Bolsa Familia Foto Lyon Santos MDS001. - Divulgação

Estouro de gastos

Foi o ápice de um estouro do orçamento do programa que durante a pandemia do Covid-19 passou de R$ 39 bilhões, em 2019, para R$ 158 bilhões, ano passado, com a definição de pagamentos mínimos de R$ 600 por família e que o governo Lula não só reavaliou como ampliou seus gastos com adição de novos critérios elevando o valor médio para quase R$ 700.

Agora, o governo quer mostrar que, entre outros benefícios, o PBF ajudou o Brasil a atingir o melhor Índice de Desenvolvimento Humano (IDHM) da história (em 2024) quando o país alcançou 0,805, numa escala que varia de zero a 1.

Atualmente, o valor base do benefício permanece em R$ 600 por família. Mas a ele podem ser acrescidos R$ 150 por cada criança de 0 a 6 anos de idade (Benefício Primeira Infância); R$ 50 para cada gestante, nutriz (mãe que amamenta) e para crianças e adolescentes de 7 a 18 anos incompletos e R$ 50 por cada bebê de até 6 meses (Benefício Variável Familiar Nutriz), pago em seis parcelas. O valor médio é de
R$ 697,77, considerando os adicionais.

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Ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias. - Divulgação

Mapa da Fome

Graças ao Bolsa Família, o governo Lula vai dizer na campanha que o Brasil também não está mais no Mapa da Fome desde julho do ano passado depois do anúncio feito pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO/ONU).

Entretanto, o grande argumento em favor do Bolsa Família é que graças à introdução da Regra de Proteção, ao menos cinco milhões inscritos no CadÚnico puderam deixar o programa para ter um emprego de carteira assinada sem o risco de perder a renda quando a empresa comunicar a contratação no eSocial.

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Foto Roberta Aline MDS.Programa de Bolsa Família. - Divulgação

Garantia de ficar

A Regra de Proteção foi criada para assegurar às famílias com aumento de renda um suporte até que elas se estabilizem no novo vínculo, promovendo uma transição segura para a autonomia financeira. Ela permite que a família que melhora a renda acima do valor de R$ 218 por pessoa, até o limite de R$ 706 per capita, não seja imediatamente desligada do programa e siga recebendo 50% do valor do benefício por até 12 meses.

Essa condição tem sido determinante para que trabalhadores entrem no mercado de trabalho formal, especialmente no segmento com salários entre 1 e 1,5 salários mínimos que, segundo o Caged, é o segmento responsável por mais de 80% das contratações de trabalhadores.

Salário de entrada

Dados do Caged cruzados com o CadÚnico revelam que 80% das vagas de emprego com carteira assinada geradas no primeiro trimestre de 2026, por exemplo, foram ocupadas por inscritos no CadÚnico.

O número, segundo o ministro Wellington Dias, refuta afirmações infundadas de que as famílias não querem arranjar emprego e confirma achados de estudos anteriores sobre o tema.”

IDH de Lula

O Bolsa Família, de fato, virou o maior programa de transferência de renda do governo, ainda que esteja custando muito para o país, chegando a 1,0% do PIB. Porém, para o governo, conquistas como a saída do Mapa da Fome, depois de retornar no triênio 2018/2019/2020, podem ser um grande argumento eleitoral.

Especialmente se for somado o fato da melhoria no IDH, comparado ao período em que o Brasil entrou no Mapa da Fome. Em 2021, o IDH do Brasil ficou em 0,757, voltando ao que era em 2013.

Ciclo de pobreza

Finalmente, o governo poderá dizer que o BPF é fundamental para quebrar o ciclo da pobreza entre gerações de uma mesma família, com os filhos de pais com menores níveis de escolaridade aumentando o número de anos na escola.

O discurso será o de que o Bolsa Família não é apenas um programa de transferência de renda, mas um programa integrado a políticas públicas de saúde, educação, emprego, qualificação, empreendedorismo e assistência social.

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Pagamento de precatórios em 2026. - Divulgação

Precatórios

Os precatórios apresentados contra a União para 2026 somaram R$ 69,7 bilhões, distribuídos em 164.012 requisições e 270.332 beneficiários. A maior parte (97,6%) está pulverizada em créditos menores. São 160.341 precatórios com valor de até R$ 1 milhão e concentram R$ 32,5 bilhões.

As demandas previdenciárias representam 112.125 precatórios, com R$ 23,62 bilhões, enquanto as reclamações de pessoal somam 32.783 requisições e R$ 8,87 bilhões. Para 2027, a União deverá pagar R$ 44,9 bilhões em precatórios, referentes a 117.855 pedidos e 209.622 beneficiários, ainda com 97,9% das requisições abaixo de R$ 1 milhão.

Lata de São João

As celebrações de São João em Pernambuco ganharão uma forte aliada ambiental em junho de 2026. A Novelis, líder mundial em laminação e reciclagem de alumínio, estima reciclar aproximadamente três toneladas de latinhas de bebidas que serão consumidas nos principais polos festivos do Recife, entre os dias 10 e 29 do mês. O volume equivale a cerca de 240 mil latas.

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Latinhas de São Joao - Divulgação

Para viabilizar a destinação correta do insumo infinitamente reciclável, a empresa firmou uma parceria com as Cooperativas de Reciclagem Pró-Recife e Gusmão, cujos profissionais trabalharão diretamente nos circuitos oficiais coletando os materiais.

Governança

Iniciativa promovida pelos Conselhos Regional de Administração (CRA-PE) e Federal de Administração (CFA), nos dias 16 e 17, trará ao Recife uma programação voltada ao fortalecimento da gestão pública municipal com o Workshop em Gestão Pública para capacitar profissionais para utilização do Índice CFA de Governança Municipal - uma importante ferramenta que avalia os 5.570 municípios brasileiros a partir de indicadores de finanças, gestão e desempenho

Parvi no Move Brasil

O Grupo Parvi está lançando o Move+, que oferece atendimento especializado e condições diferenciadas nas concessionárias Toyolex Toyota, BYD Parvi, Hyundai Pateo, Fiori Fiat, Bremen Volkswagen e Fiori Jeep, reunindo em um único ambiente todo o suporte necessário para a aquisição do novo carro. O programa oferece crédito para a aquisição de automóveis 0 km de até R$ 150 mil, com condições especiais de financiamento. Para receber os profissionais contemplados,

Reforma Tributária

Dados da Receita Federal, revelam que 45% das notas fiscais no Brasil ainda não seguem o padrão exigido pela Reforma Tributária e continuam fora das novas regras, enquanto 55% já incluem corretamente as informações dos novos tributos, o que representa cerca de 12,5 milhões de empresas adaptadas.

A partir de agosto, o preenchimento dos campos de Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) passa a ser obrigatório, e as companhias que não se adequarem poderão ser notificadas ainda neste ano. As multas começam em 2027.

A exigência vale para documentos como Nota Fiscal Eletrônica, Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica, Nota Fiscal de Serviço Eletrônica e Conhecimento de Transporte Eletrônico. O setor de serviços concentra o maior gargalo. Apenas 3,78% das notas em circulação possuem os novos padrões. O índice esbarra na lentidão da adaptação dos sistemas de emissão de prefeituras municipais.

Roberta Soares/JC
Ônibus: Com entrega de 40 coletivos, refrigeração chega a 22% da frota de ônibus no Grande Recife - Roberta Soares/JC

Caminhão BNDES

O BNDES alcançou R$6,6 bilhões em recursos aprovados do Mais Mobilidade, linha de crédito de até R$ 21 bilhões voltada à renovação da frota nacional de veículos pesados e à modernização do transporte rodoviário e urbano de cargas e passageiros.

O volume, que corresponde a 31,2% da dotação orçamentária do programa, foi alcançado em apenas cinco dias após a abertura do protocolo de recebimento de propostas. O Mais Mobilidade financia a aquisição de caminhões, caminhões-tratores, ônibus, micro-ônibus e implementos rodoviários.

Divulgaçã
Monjaro Paraguaio - Divulgaçã

Mounjaro paraguaio
Representada pela Advocacia-Geral da União (AGU), a Anvisa obteve na Justiça Federal em Alagoas negativa ao pedido de uma paciente em tratamento com tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro, que tentava garantir a entrada no Brasil das canetas emagrecedoras que ela pretendia trazer do Paraguai.

Na prática, ela tentava impedir que a Anvisa, a Receita Federal, a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal apreendessem as canetas emagrecedoras à base de tirzepatida que ela desejava trazer em seu retorno ao Brasil. Os produtos em questão possuem registro na Dirección Nacional de Vigilancia Sanitaria (Dinavisa) do Paraguai, porém não são autorizados pela Anvisa.

Sem planejamento

Um levantamento, conduzido pela UniverSaúde, no âmbito do IEG-SUS (Índice de Excelência em Gestão do SUS), revelou que 78% dos gestores municipais de saúde afirmam atuar em modo de urgência permanente, sem espaço para planejamento e gestão estruturados. Ao menos 48% das secretarias não possuem indicadores organizados e tomam decisões sem base em dados tratados e consolidados. Além disso, 53% não têm conhecimento sobre o centro de custos de suas unidades assistenciais, tornando impossível saber com precisão quanto se gasta, onde estão os desperdícios ou como otimizar recursos. 

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O orçamento do Bolsa Família gira em torno de R$ 158 bilhões anuais
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Derrotadas na Câmara, confederações patronais e outras mil entidades apostam em Davi Alcolumbre para mudar PEC da escala 6X1

Depois que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada semanal de trabalho para 40 horas foi aprovada na Câmara dos Deputados, uma nova iniciativa apresentada no Senado Federal reacendeu o debate sob outra perspectiva.

Trata-se da PEC nº 12/2026, que propõe permitir ao trabalhador a escolha entre o regime tradicional da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e um modelo flexível de remuneração por horas trabalhadas e que nesta terça-feira (9) recebeu a adesão de 1.174 entidades do setor produtivo entre elas as confederações CACB, CNA, CNC, CNI, CNT e da FIESP.

Acorda cedo

Elas assinam o manifesto “Uma carta para o Brasil que acorda cedo”, defendendo a PEC 12/2026, chamada de PEC do Trabalho Flexível, com o argumento de que ela é a chance de finalmente colocar a decisão na mão de quem move este país: você, trabalhador brasileiro.

O manifesto aposta na sinalização do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que propõe que ela seja substitutiva do texto aprovado na Câmara Federal. As entidades avaliam a proposta de autoria do senador Rogério Marinho (PL-RN) é a mais moderna.

O novo texto altera o artigo 7º da Constituição Federal para permitir que empregado e empregador, preferencialmente por meio de negociação coletiva, ajustem a jornada de trabalho com base nas horas efetivamente trabalhadas, assegurando a proporcionalidade no pagamento de salários e demais direitos trabalhistas.

Kayo Magalhães
Votação da escla 6x1 na Câmara dos Deputados. - Kayo Magalhães

Contra a PEC 221/2019

Representante do segmento que terá o maior impacto avalia que o texto aprovado na Câmara pode gerar impactos negativos no emprego, nos pequenos negócios e na competitividade das empresas, especialmente as micros e as de pequeno porte.

E embora reconheça a legitimidade do debate sobre a redução da jornada, a CNC entende que a alteração direta da Constituição tende a elevar custos, exigir reestruturações operacionais e pressionar a geração de empregos formais.

Jogo pesado

Mas não será fácil. O risco de que a PEC 12/2026 possa receber apoio em substituição à PEC 221/19 aprovada em 2º turno com 461 votos a favor e 19 contra já mobiliza o governo Lula, que pressiona os senadores para aprovar em regime de urgência o texto aprovado na Câmara Federal.

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Escritório Imobiliário Paulo Miranda. - Divulgação

Paulo Miranda

Depois de mais de 25 anos no conhecido endereço Avenida Domingos Ferreira, 2200 - Boa Viagem, o Escritório Imobiliário Paulo Miranda vai mudar de casa. A partir de julho, se muda para um novo endereço na Avenida Conselheiro Aguiar 184, também em Boa Viagem. O terreno de mais de dois mil m² vai abrigar um residencial que o empresário negociou.

Fábrica da Dragão

A Interlândia Ltda., tradicional empresa de saneantes de Pernambuco e dona da icônica marca Dragão, vai mudar de endereço industrial. Sairá da Rua General Abreu e Lima, 112, em Jaboatão dos Guararapes, para uma nova fábrica em Goiana (PE), onde está investindo R$ 70 milhões, na qual será sua maior planta industrial.

A companhia manterá a sede administrativa no local onde iniciou suas atividades em 1948, com o produto mais conhecido da empresa, a água sanitária Dragão. A Interlândia tem parques industriais em Jaboatão dos Guararapes (PE), Mata de São João (BA), Marechal Deodoro (AL) e Cascavel, no Ceará.

Social RioMar

O Quiosque Social do RioMar Recife recebe a Fundação Alice Figueira de Apoio ao IMIP em junho, no Piso Térreo, com a renda das vendas totalmente revertida para a instituição. Os produtos partem de R$3 e contam com uma ampla variedade, entre canetas, bolsas, necessaires, malas, camisas, copos, garrafas, itens de papelaria.

Inadimplentes

Segundo dados da Serasa Experian, o Brasil atingiu um recorde preocupante para o ambiente de negócios com nove milhões de empresas inadimplentes em abril de 2026. Em apenas um ano, o número de CNPJs negativados cresceu em aproximadamente 1,5 milhão, impulsionado pelo cenário de juros elevados e crédito mais caro.

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Crescimento do e-commerce no Brasil. - Divulgação
 

E-commerce

A Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce estima que o comércio eletrônico brasileiro deve registrar desempenho expressivo no Dia dos Namorados de 2026. A expectativa é de que o setor movimente R$ 10,26 bilhões.

O valor representa avanço em relação aos R$ 9,26 bilhões faturados em 2025 e o crescimento estimado é de 10,82%. O ticket médio deve permanecer praticamente estável, passando de R$552,44 para R$555,11.

Água e Esgoto Social

A nova Lista Positiva da Tarifa Social de Água e Esgoto da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) aponta aumento de 150,6 milhões para 154,9 milhões de brasileiros residentes em municípios com a implantação da Tarifa Social de Água e Esgoto. O número representa o total de residentes nos municípios, mas não representa necessariamente a população efetivamente atendida pela Tarifa.

Ela representa uma política tarifária orientada à ampliação do acesso a serviços essenciais para a população de baixa renda. A atualização também informa que houve aumento de prestadores municipais, intermunicipais, estaduais e distritais para 441 instituições que podem ajudar as famílias a serem beneficiadas.

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Marteboi recebe selo verde. - Divulgação

Selo Verde

A Masterboi está entre as empresas reconhecidas com o Selo Empresa Verde Pernambuco 2026, certificação concedida pelo Governo de Pernambuco a organizações que se destacam pela adoção de práticas sustentáveis, responsabilidade social, governança corporativa e gestão ambiental. A companhia alcançou 139 pontos na avaliação, posicionando-se entre as empresas com melhor desempenho do estado.

Destaque

O JC Recall de Marcas 2026 destacou o Senac PE como uma das marcas mais lembradas pelos consumidores na categoria Cursos Profissionalizantes. Em 2025, a instituição realizou 83.373 atendimentos, registrou 42.849 matrículas e ofertou mais de 6,6 milhões de horas-aula em mais de 120 municípios pernambucanos. O compromisso social também se refletiu no período com R$ 69,8 milhões investidos em programa de gratuidade, beneficiando mais de 9 mil pessoas no Estado.

Forró de Gravatá

O São João de Gravatá começa nesta sexta-feira, 12 de junho, no Polo da Sanfona com a estreia do Forró dos Namorados, comandado por Capital do Sol, Fagner Chagas e Sant'Anna, um dos forrozeiros mais respeitados do Nordeste.

 

© LULA MARQUES/AGÊNCIA BRASIL

Davi Alcolumbre, presidente do Senado Federal
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Como a carne do Brasil entrou na disputa que envolve Estados Unidos, China e União Europeia por motivos completamente diferente entre eles

No ano passado, o Brasil registrou seu maior desempenho nas exportações de carne bovina, consolidando um ciclo de crescimento com expansão de volume, valorização de preços médios e novos mercados. Chegamos a 3,50 milhões de toneladas, um avanço de 20,9% sobre 2024 e receita de US$ 18,03 bilhões, 40,1% mais na comparação anual.

Foi um negócio da China. Literalmente, aquele país, mais uma vez, importou 1,68 milhão de toneladas, pagou US$8,90 bilhões e respondeu por quase metade (48%) do volume total exportado.

Recorde de vendas

E mesmo com o tarifaço americano (que atrapalhou os negócios das empresas brasileiras entre agosto e novembro), os Estados Unidos se consolidaram como o segundo principal cliente da carne bovina nacional, comprando 271,8 mil toneladas. O faturamento aumentou 21,3%, chegando a US$ 1,6 bilhão.

A seguir vieram a União Europeia (128,8 mil toneladas e US$ 1 bilhão), o Chile (136,2 mil toneladas e US$ 754,5 milhões) e o México (118 mil toneladas e US$ 645,4 milhões), que entrou no grupo dos cinco maiores clientes.

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Nelore é a raça mais criado no Brasil que tem 200 milhões e cabeças. - DIVULGAÇÃO

Rumo a 4 milhões

Mantidas as condições de 2025, o Brasil poderia pensar em gravar até quatro milhões de toneladas exportadas. Mas o mercado mudou de uma forma tão extraordinária que até mesmo os maiores especialistas do setor se surpreenderam.

A China decidiu estabelecer uma cota de 1,1 milhão de toneladas para o Brasil em 2026, com uma tarifa padrão de 12%; os Estados Unidos consolidaram o interesse colocando a carne brasileira fora do novo tarifaço que cobra 25%; e a União Europeia excluiu o Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal sob as novas regras relacionadas ao uso de antimicrobianos na produção pecuária o que atinge essencialmente a carne bovina.

Fora da taxação

A exclusão da lista de taxação americana de 25% se deve ao fato de que hoje os frigoríficos brasileiros têm forte presença nos Estados Unidos. Mas não se pode desvincular o fato de que, no dia em que saiu a decisão do USTR, fixando a nova taxação, a China reconheceu o Brasil como livre de febre aftosa depois de 20 anos de negociação.

Coincidência ou não, foi graças ao reconhecimento do novo status sanitário que o Brasil vai ampliar oportunidades para as exportações de produtos bovinos e suínos do Brasil no mercado chinês, como miúdos e carne com osso.

FERNNADO CASTILHO
Brasil se prepara para vender vísceras, testículos e miúdos bovinos para a China - FERNNADO CASTILHO

Exportar miúdos

Empresários do setor esclarecem que o reconhecimento é muito importante e nos coloca no ranking de países com relação ao status sanitário global. No entanto, ainda há um processo a ser entendido sobre quando e se poderemos exportar miúdos e carne com osso para a China.

O anúncio é o primeiro passo e agora vem a negociação entre os governos para definir como será feito o processo ao qual os frigoríficos brasileiros terão que se submeter para fazer um pedido de extensão e buscar um novo processo de habilitação.

Miúdos vermelhos

O fato gera a expectativa de poder exportar tanto os miúdos vermelhos quanto os miúdos brancos em volume extraordinário. Porque, culturalmente, esse é um produto que o chinês tem no seu cardápio diário e é muito maior do que o das carnes nobres sem osso.

Entretanto, o problema mais sério é com a União Europeia. O bloco compra por ano em média 120 mil toneladas e paga US$ 1 bilhão. Mas como não interpretar como uma proteção adicional quando o anúncio se dá a menos de dois meses da entrada em vigor provisória do acordo comercial entre MERCOSUL e União Europeia?

FERNANADO CASTILHO
Brasil foi autorizado a vender miúdos bovinos para a China. - FERNANADO CASTILHO

Cuidados na cadeia

A decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar carne vem com a justificativa de que não conseguimos comprovar que os produtores atendem a exigências sanitárias europeias, especialmente não utilizarem, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

Aparentemente, parece claro que, como não era sustentável dizer que valeria apenas para carne, o documento que passa a valer em 3 de setembro incluiu aves, tripas, equinos, produtos de aquicultura e mel, caso o país não apresente as garantias exigidas pelo bloco até setembro. É difícil imaginar abelhas silvestres sendo tratadas com medicamentos antimicrobianos. Também não exportamos carne de cavalo nem tilápia. Mas ainda assim eles estão na lista.

Até mesmo mel

O que todo esse quadro chama a atenção é como um produto como carne bovina virou instrumento de ação política entre os três maiores blocos econômicos e como o produtor precisou se adaptar.

Nos últimos anos, o Brasil precisou se adequar às exigências dos Estados Unidos em termos de barreiras sanitárias aplicadas aos frigoríficos locais. Depois, as exigências da China, que não compra carne de animais com mais de 30 meses, fizeram o Brasil passar a criar o chamado “Boi China”, que virou o novo padrão internacional.

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Apesra das exportações consumo per capita de carne no Brasil caiu 40% em 25 anos. - REPRODUÇÃO/PIXABAY

Cortes brasileiros

Agora o Brasil terá que provar à União Europeia que o gado (criado com pasto e finalizado em 24 meses em confinamento) não usou, em vida, nenhum medicamento antimicrobiano. Tudo isso para os europeus poderem comer um corte especial de carne do Brasil.

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Brasil registou queda nas vendas de cimento em maio de 2026. - Divulgação

Vendas de cimento

As vendas de cimento em maio de 2026 registraram uma queda de 1,0% em relação ao mesmo mês de 2025 e totalizaram 5,7 milhões de toneladas, de acordo com o Sindicato Nacional da Indústria de Cimento (SNIC). No acumulado dos primeiros cinco meses do ano, o setor apresentou um crescimento de 1,2% frente ao ano passado. No acumulado do ano (janeiro-maio), o desempenho registra elevação de 2,2%.

Conta de energia

Começou nesta segunda-feira (8) uma consulta pública da Aneel para aprovar a mudança da cobrança de franquia mínima pela disponibilidade da energia, paga desde 1975 por consumidores de baixa tensão, por um encargo fixo mensal. Hoje a cobrança mínima, regra atual, é uma quantia acrescentada à conta de luz quando o consumo mensal de energia de um imóvel é inferior ao considerado mínimo para custear o transporte de energia até ele.

A conta mensal está sendo cobrada dos consumidores de modo desigual – quem consome mais energia arca com um valor muito maior do que quem usa menos, pois esse custo está embutido no valor do quilowatt-hora. A Aneel quer a cobrança fixa, em R$ por unidade consumidora por mês. Porque os serviços comerciais da distribuidora, como a leitura do medidor e o envio da conta, independem do consumo de energia.

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JUstiça do Ceará suspendeu a homologação do Leilão de Capacidade da Aneel realizado em março. - Divulgação

Leilão de Capacidade

A Justiça Federal do Ceará suspendeu a homologação do mega leilão de energia realizado pelo governo em março. No dia 21 de maio, a Aneel homologou o resultado das primeiras contratações, confirmando aproximadamente 2 GW. Nesta terça-feira, 9, a agência iria homologar o resultado para as usinas restantes, que serão contratadas a partir de 2027, o que corresponde a cerca de 17 GW.

A briga envolve os vencedores: a Eneva, empresa que pertence ao BTG, de André Esteves; a Âmbar Energia, dos irmãos Joesley e Wesley Batista; a Petrobras, controlada pelo governo federal; e a Casa dos Ventos, empresa de energia eólica do empresário cearense Mário Araripe.

T&A na Fiepe

Nesta terça (9), a T&A Pré-Fabricados S.A. receberá a Medalha do Mérito Industrial da FIEPE. Há 30 anos a empresa iniciou sua história com uma proposta inovadora para o mercado da construção civil no Nordeste: substituir métodos convencionais por soluções industrializadas em concreto pré-fabricado. E hoje está presente em vários edifícios, hotéis, shoppings e hospitais.

Promoção estratégica

A Associação das Pousadas de Fernando de Noronha promove capacitação em parceria com a Econoronha e a operadora FRT na próxima terça-feira (9),em Foz do Iguaçu. A iniciativa integra uma estratégia de promoção comercial voltada para fortalecer a presença de Fernando de Noronha em mercados emissores relevantes e estimular novas oportunidades de negócios para o setor turístico local.

Antonino Brasil

Nesta quinta-feira (11), a Antonino Brasil,representante exclusiva da marca na região, promove apresentação institucional voltada para arquitetos e parceiros estratégicos pelo fundador da empresa, Brunno Antonino. A empresa atua na importação, distribuição e representação de rochas naturais e possui exclusividade regional da Neolith, marca espanhola. A CEO de Neolith Américas, Michele Ballarini, e a gerente de vendas no Brasil, Adriana Macedo, recebem os convidados na sede da Antonino Brasil.

© Divulgação / ABIEC

Carne brasileira para exportação no centro das pressoes de Chia, Estados Unidos e Unição Europeia.
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Acionamento do plano de gestão do ONS acende a luz amarela sobre a influência da geração de energia solar no teto das residências do país

O Operador Nacional do Sistema Elétrico acionou o plano de gestão de excedentes manobrando a redução da carga em 1 GW entre 10h e 14h. Segundo o ONS, a medida foi indicada para poder equilibrar a alta geração de micro e minigeração distribuída, combinada a uma carga menor por conta do final de semana prolongado em função do feriado de Corpus Christi. Foi a primeira vez que ONS precisou fazer esse tipo de manobra.

A decisão do ONS não foi uma operação normal do gestor do sistema elétrico brasileiro. Ele precisou fazer isso porque simplesmente não tinha como cortar o fornecimento de 1 GW, como pode determinar a todos os demais atores de geração de energia no Brasil.

O ONS simplesmente não tem o poder de, como diz o seu comunicado, interromper o fornecimento da geração distribuída porque(por um desses absurdos do setor elétrico), ela entra direto na rede das distribuidoras e passa a ser consumida.

Essa situação é hoje um dos assuntos de maior preocupação no setor elétrico porque decorre de toda uma situação que foi criada no passado quando o discurso de geração distribuída foi vendido aos brasileiros que passaram a ter a condição de através de placas solares gerar sua própria energia, injetá-la na rede da distribuidora a qual está conectada e receber o crédito como redução de sua conta mensal.

Do ponto de vista social foi um avanço extraordinário a ponto de hoje existir um parque gerador nos tetos de casas e empresas capaz de gerar quase 50 GW (49.227 MW) correspondentes a quase 20% (19,5%) de tudo que o Brasil pode gerar e metade do que efetivamente vem consumindo.

Divulgação Aneel
Modelo de Geração Distribuída - Divulgação Aneel

O problema da GD é que ela entra direto na rede e define o que as distribuidoras precisam comprar das geradoras. E devido à legislação o próprio mando do ONS está comprometido em relação a ela. Hoje 4,13 milhões de unidades consumidoras que contam com créditos gerados nas quase 2,9 milhões de centrais instaladas no país

Por exemplo: quando qualquer uma das usinas geradoras de energia ligadas ao Sistema Interligado Nacional (SIN) produz um volume de energia que excede a capacidade de absorção do mercado ao longo do dia, o ONS determina que ela corte seu fornecimento.

Esse gesto chama-se curtailment (quando o ONS se recusa a receber a energia dos parques solares e eólicos), o que atualmente é motivo de uma enorme controvérsia no setor elétrico sobre quem vai pagar por essa perda de faturamento. Inclusive com judicialização.

Porém, no caso da GD, o ONS é apenas comunicado pelas distribuidoras que vão precisar de uma menor quantidade de energia. Especialmente durante o dia quando o sol está gerando energia nas placas fotovoltaicas.

Mas essa é apenas uma face da moeda. Desde a sua criação o programa de incentivo da geração de energia distribuída conta com incentivos seja de linhas de crédito com juros subsidiados seja com o não pagamento do uso da rede de transmissão.

GD goza de subsídios do governo

Esse subsídio é cobrado a todos os consumidores através da Conta de Desenvolvimento Econômico (CDE) que todo consumidor pode constatar na sua fatura com o nome de Encargos Setoriais.

Em 2026, apenas a parte relativa ao subsídio à GD na conta dos demais consumidores brasileiros será de R$6,8 bilhões, além dela, existe a despesa de mais R$19,6 bilhões para as demais fontes incentivadas. Toda a conta da CD vai somar R$ 52,66 bilhões.

Para completar, o cenário é de crescimento da GD. Em 2030, segundo o próprio ONS ela deve representar um quarto de toda energia que pode ser gerada no Brasil com previsão de 79 GW ( 69,28 GW). E essa perspectiva originou uma interferência direta do Congresso no setor elétrico.

No ano passado, ao analisar o projeto de lei do Combustível do Futuro (PL 528/2020), os deputados aprovaram um jabuti (emenda, estranha aos objetivos do PL) que prorrogou de 12 para 30 meses o prazo de transição instituído no marco legal da geração distribuída (lei 14.300/2022) e amplia a quantidade de projetos de Minigeração Distribuída que receberão subsídios até o ano de 2045.

Isso quer dizer que a GD vai continuar e ao ONS parece estar reservada a missão de gerenciar as crises que essa situação vai criar. No setor elétrico cresce um entendimento de que o ONS precisa ter poder de cortar a geração de GD.

É um assunto delicado porque o segmento se fortaleceu politicamente e a maior prova de que tem força foi a manutenção de todos os subsídios de que goza atualmente. Isso já é motivo de um embate com os produtores de energia solar e eólica através de grandes parques que estão sendo comunicados todos os dias de interrupções de fornecimento. Se queixam de que pagam o curtailment para a BG se beneficiar dos subsídios.

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Geração de energia solar em grandes parques. - Divulgação

Energias renováveis viraram problema

A questão das energias renováveis de solução virou um problema. Quando se junta todo o que a GD pode produzir mais as usinas eólicas 13,7%, mais os parques solares 8,5%, tem um total de 41,7% de todo o parque de geração do Brasil. Tudo aconteceu muito rápido. A geração de energia solar começou em 1992. A solar no ano de 2012 quando nasceu o programa de estímulo à GD.

Mesmo que a primeira hidrelétrica (Marmelos) do Brasil tenha sido inaugurada em 1889 em Minas Gerais e a usina de Angiquinhos tenha sido inaugurada, em 1913, por Delmiro Gouveia, na cachoeira de Paulo Afonso, o Brasil levou quase 90 anos para se tornar um país hidroelétrico com Furnas e a Chesf. As renováveis conquistaram metade do parque de geração em pouco mais de 30 anos.

O problema é que em 20 anos, o governo deu às energias renováveis um grande volume de subsídios que os brasileiros pagam até hoje e devem continuar pagando por décadas. O gesto do ONS neste domingo para equilibrar a alta geração de micro e minigeração distribuída é um atestado de que já não controla 100% do Sistema Interligado Nacional.

Isso não quer dizer que ele tenha perdido as condições de gerenciar com enorme eficiência a distribuição de um insumo estratégico como a geração de energia num país continental como o Brasil. Não se trata disso.

O que o evento inédito deste domingo apenas põe em evidência é a necessidade de o Ministério das Minas e Energia e todos os demais órgãos do setor elétrico voltarem à mesa de trabalho para rediscutir o assunto.

O Brasil sempre planejou seu consumo de energia com base nas projeções de crescimento de uma década. Infelizmente o que estamos observando é que passou a fazer isso em função da oferta de geração. Claro que abrir essa discussão num ano de eleição é muito difícil.

Mas não dá para achar que o sistema de geração de energia elétrica pode funcionar dependendo de uma matriz que representa 27% do parque gerador e que para quando o sol se põe todos os dias. Com todas as repercussões que isso possa ter a partir deste domingo.

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Brasil já tem quase 20% de energia gerada em tetos de residências e empresas.
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Setor elétrico vive crise com quebradeira das empresas comercializadoras que não conseguem preços competitivos para honrar contratos

Acredite. Para dezenas de grandes empresas conseguirem comprar energia elétrica no mercado livre, mecanismo criado pelo governo com o objetivo de aumentar a competitividade, já está mais caro do que conseguem no mercado regulado fornecido, por exemplo, para os consumidores residenciais.

O cenário fica mais inusitado num país onde as autoridades do setor elétrico destacam a capacidade instalada de 252 gigawatts (que será 275 GW em 2030), dos quais 41,7% provêm de fontes como solar, eólica e geração distribuída, além de 42,9% de usinas hidrelétricas, e que, efetivamente, o mercado não consome metade de tudo o que pode gerar.

Grandes consumidores

E isso se tornou tão real que um grupo de quase 100 grandes empresas publicou, no começo desta semana, um manifesto para registrar sua preocupação com a atual dinâmica de formação de preços no mercado livre de energia elétrica que, segundo elas, expõe um cenário de preços elevados que não guarda proporcionalidade com as condições eletroenergéticas verificadas no sistema.

O que gigantes industriais como Ambev, MBRF, Acelen, Sabesp e Schulz entre outros estão dizendo é que como empresas expostas ao ambiente competitivo global elas estão encontrando severas dificuldades para repassar custos pela adoção de parâmetros excessivamente conservadores que, na prática, implica uma transferência de riqueza que favorece agentes geradores descontratados que preferem colocar sua energia no mercado de curtíssimo prazo onde as empresas precisam comprar a energia por valores muito acima dos praticados em contratos de longo prazo firmados junto a comercializadoras que não conseguem honrar os contratos.

Energia livre

Dito de uma forma direta. Em 1988, o Brasil implantou o Ambiente Livre de Contratação (ACL), cujo conceito era o de permitir a redução dos preços aos grandes consumidores desde que precisassem recebê-la em alta tensão. Surgiram as comercializadoras que compram a energia das distribuidoras e vendem para as empresas.

Em 2022, o Mercado Livre passou a atender 100% dos consumidores pessoa jurídica de alta e média tensão que passaram a poder escolher seu fornecedor de energia. O mercado explodiu, as comercializadoras passaram a oferecer a energia das fontes como solar e eólica até que, ano passado, a Lei 15.269/2025 determinou que as empresas com contratos firmes são obrigadas a comprar a energia de que precisam. Mas as geradoras não são obrigadas a vender.

ALEXANDRE GONDIM/ACERVO JC IMAGEM
Um próximo passo crucial é alinhar esses investimentos com a agenda de descarbonização do Brasil - ALEXANDRE GONDIM/ACERVO JC IMAGEM

Curtailment

O setor que já enfrentava a questão do curtailment (quando o ONS não recebe a energia dos parques solares e eólicos) entrou em parafuso com os preços no chamado PLD (Preço de Liquidação das Diferenças), que passou a ter valores de referência com amplas oscilações, levando várias empresas a pedir Recuperação Judicial.

Desde janeiro, as empresas Elétron, 2W Ecobank, Tradener, Electra Comercializadora, Gold Energia, America Energia e Máxima Energia, além da Raízen Comercializadora, controlada por Cosan e Shell, pediram ao RJ para acender a luz sobre uma nova crise dentro do setor elétrico.

Sem entregar

O problema para as empresas que compram energia de uma comercializadora é que , sem recebê-la, precisam encontrar outro fornecedor para não parar. Elas podem judicializar a questão. Mas precisa receber a energia de alguma forma.

Segundo o presidente da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel) , Rodrigo Ferreira, a crise de liquidez que atinge atualmente o mercado de comercialização de energia elétrica brasileira é “a maior em 20 anos”.

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Suestação da Axia Energia. - Divulgação

Maior crise

“Vivemos no setor uma crise física, financeira e que poderá ocasionar uma crise judicial”, disse, ao explicar que há muitos problemas estruturais no setor elétrico, como os derivados do curtailment na geração de energia renovável, o risco hidrológico e os impactos da micro e minigeração distribuídas”, disse o dirigente.

O problema é que houve uma enorme irresponsabilidade de alguns agentes, que deram “passo maior que a perna”. Houve imprudência com a instalação de centenas de parques autorizados pela Aneel que não raro conseguiram contratar 20% de sua capacidade e tentavam vender os 80% no Ambiente Livre de Contratação (ACL).

Eletrobras

Para completar, com a privatização da Eletrobrás, em 2022, um total de 20,1% da capacidade instalada nacional está concentrada no principal gerador do setor, enquanto 35 % da capacidade é distribuída entre os demais grandes geradores.

Ou seja: a disponibilidade real competitiva representada pelos outros produtores de energia caiu para 45%. Assim, se a atual Axia e os grandes produtores não colocarem sua energia na prateleira, o preço tende a subir, explodindo o chamado PLD.

Governo sabendo

A crise das comercializadoras já preocupa o governo, com o Ministério de Minas e Energia temendo a judicialização da questão, como já aconteceu com os produtores de renováveis donos de quase 42% com os prejuízos do curtailment. E mais ainda com a pressão das empresas consumidoras cada vez mais pressionadas pela falta de previsibilidade dos custos da energia elétrica de que precisam.

JAILTON JR./JC IMAGEM
JC Recall de Marcas 2026 promove noite de reconhecimento em evento na próxima segunda (8) - JAILTON JR./JC IMAGEM

Recall de Marcas

Nesta segunda-feira (8), no Restaurante Famiglia Giuliano, tem a entrega dos vencedores do JC Recall de Marcas 2026 com a presença de empresários, publicitários e representantes das empresas selecionadas em parceria entre o JC e a Cenário Inteligência, o que reforça a credibilidade e confiança entre as duas empresas.

Na terça-feira (9), o Jornal do Commercio publicará um caderno especial com conteúdo exclusivo sobre os destaques de Marcas 2026. Nas redes sociais, o público poderá conferir os bastidores da premiação e conteúdos digitais das marcas parceiras.

Beira-mar de Piedade

A Pernambuco Construtora realiza, neste sábado (6), o lançamento do Beira Mar Piedade Prince, novo home-resort localizado à beira-mar de Piedade. O evento acontece no Entre Vinhos, das 9h às 14h, para clientes, amigos e convidados e marca também o início das comemorações de 60 anos da Pernambuco Construtora. O projeto tem condições especiais de lançamento e informações sobre o conceito arquitetônico e os diferenciais do Beira Mar Piedade Prince.

IA amplia desafios

O avanço da inteligência artificial está mudando a forma como as empresas tomam decisões, lideram equipes e executam estratégias. O tema estará no centro das discussões do CEO Fórum 2026, promovido pela Amcham Brasil em Pernambuco. O tema central é “O Desafio da Execução”. Um dos destaques da programação será a participação da executiva global Dafna Blaschkauer, ex-Nike, Microsoft e Apple, autora do best-seller do livro “Power Skills” e referência internacional em liderança.

Datas comemorativas

O Dia dos Namorados no Kais Ø, no Novotel Recife Marina, terá menu exclusivo assinado pelo chef Fernando Cita para atrair casais em busca de experiências gastronômicas diferenciadas. Oferecendo uma experiência completa, combinando gastronomia, ambiente e atendimento personalizado.

Selo

A MRV, do Grupo MRV&CO, celebrou a conquista do Selo Casa Azul + CAIXA em 38 empreendimentos da região no Nordeste. O volume representa aproximadamente 40% do total nacional. Em Pernambuco, três obtiveram a certificação.

© Divulgação

Empresas comerciaslizadoras de energia vivem grave crise de liquidez e ameaça de fechamento dos negócios.
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Porque tratar o trabalho forçado por motivos competitivos atrapalha esforço em tratá-lo como imoral em vários países inclusive no Brasil

No meio do debate de classe internacional depois que o representante comercial dos Estados Unidos determinou, nos termos da Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que eram razoáveis os atos, políticas e práticas de 60 economias relacionados à importação de bens produzidos com trabalho forçado tem um fato que vem motivando uma série de críticas pelo fato de, pela primeira vez na história de uma nação desenvolvida colocar o tema por motivos competitivos e não porque é imoral.

Em pelo menos 20 das nações relacionadas pelo embaixador Jamieson Greer, inclusive no Brasil, o tema do trabalho forçado está relacionado ao fato de ele aumentar a competitividade das empresas, embora possa ocorrer na medida em que condições de trabalho análogas à escravidão sejam um fator de redução de custos. O combate a essa prática tem sido desde o final do século XX uma questão de respeito à dignidade laboral do ser humano.

OIT e OMC contra

Daí porque da Organização Mundial do Comércio (OMC) nem da Organização Internacional do Trabalho (OIT) a União Européia cujo Regulamento sobre Trabalho Forçado, que começa a ser aplicado em dezembro de 2027 concordar com o argumento de Greer estimulando a que cada um dos nossos parceiros comerciais deve fazer mais para garantir que o comércio não incentive e perpetue o trabalho forçado em nível global.”

Certo, embaixador, mas como falar desse assunto quando, segundo a ONG Walk Free, baseada na Austrália, os Estados Unidos, até pelo tamanho de sua população e economia, são os maiores escravizadores das Américas. E quando em 2023 um total de 1,091 milhão de pessoas vivia no país em condições análogas à escravidão, número superior aos 1,053 milhão do Brasil e aos cerca de 800 mil do México.

Mirando a China

Naturalmente, os motivos do relatório do USTR miram as condições de trabalho em várias regiões da China, condições, aliás, destacadas no Brasil, no embate relacionado às questões da cobrança da Taxa das Blusinhas, comparando as condições de um trabalhador no Brasil com carteira assinada com as de um trabalhador numa fábrica numa província chinesa.

Curiosamente, o relatório do USTR também critica o Regulamento sobre Trabalho Forçado da UE, que, segundo especialistas, estabelece um nível mais alto para a comprovação de violações do que as regras dos EUA e exige que as autoridades estabeleçam uma preocupação fundamentada antes de agir.

Dignidade do trabalho

Até porque nos países da União Europeia a discussão está centrada na questão da dignidade do trabalho, especialmente para os migrantes, já que a ideia de um nativo de países como Alemanha, Espanha, França, Itália, Noruega, Suíça e Reino Unido é impensável. E esse é um ponto importante: o Regulamento sobre Trabalho Forçado da EU foca na ameaça contra os imigrantes.

Parece claro que, embora liste países da América Latina, inclusive o Brasil, que desenvolveu uma legislação específica para a questão, notadamente a questão do trabalho infantil na Amazônia e no Nordeste, embora tenham sido localizados casos no Sul e Sudeste com imigrantes latino-americanos.

Países asiáticos

Também parece claro que um dos objetivos centrais são as condições de trabalho na China, embora liste quase todos os países; é um mecanismo de cooperação que reúne os 11 países membros da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) mais três potências do Nordeste Asiático: China, Japão e Coreia do Sul.

Analistas de vários países têm identificado uma motivação apenas política em relação às decisões contrárias ao Governo na Suprema Corte. Até porque os Estados Unidos não podem garantir que 100% de suas importações estejam livres de itens produzidos por trabalho forçado.

Países aleatórios

Mas a cobrança de taxas de 10% para o Canadá, o Equador, a União Europeia, a Indonésia, o México e o Paquistão já indica uma opção política. Assim como cobrar 12,5% das demais 54 economias. Por que não estão na lista sancionada com taxa de 10% a Noruega, Suíça, Japão e Reino Unido ?

Os Estados Unidos não estão interessados nas estimativas globais mais recentes da OIT (Organização Internacional do Trabalho); há 27,6 milhões de pessoas em situação de trabalho forçado — um aumento de cerca de 2,7 milhões desde 2016. Embora saibam que o trabalho forçado é encontrado em setores relacionados à exportação: manufatura, construção, agricultura e pesca, e mineração que dependendo do interesse americano, é importado sem muitos questionamentos.

Lição ao Brasil

Mas isso pode ser útil ao Brasil. O Brasil ocupa o 11º lugar no ranking mundial dos países com maior número absoluto de vítimas, com um total estimado de 1,05 milhão de pessoas.

Em 2025, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), revelou que foram resgatados 2.772 trabalhadores e trabalhadoras em 1.594 ações fiscais de combate ao trabalho análogo à escravidão, com a garantia do pagamento de mais de R$ 9 milhões em verbas rescisórias às vítimas.

Resgate urbano

Também segundo o documento, 68% das pessoas identificadas em condição análoga à escravidão no Brasil foram resgatadas no meio urbano, superando o número de ocorrências no meio rural, cenário distinto do observado em anos anteriores.

Esse fato revela que após 30 anos do reconhecimento da existência do trabalho semelhante à escravidão pelo Estado brasileiro, o número de pessoas resgatadas desse tipo de violação continua alto. O relatório do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) pode ser inadequado ao relacionar o trabalho forçado por motivos competitivos, mas isso não impede que o Brasil deva aperfeiçoar sua vigilância porque esse crime é imoral.

GUGA MATOS/JC IMAGEM
MISTO Estande de Brejo da Madre de Deus trouxe de frutas a chapéus - GUGA MATOS/JC IMAGEM

Agrinordeste

A Agrinordeste chega a sua 33ª edição, nos dias 04 a 06 de setembro. O tradicional evento gratuito estará aberto ao público das 10h às 21h, no Pernambuco Centro de Convenções. A mostra, que contará com mais de 300 estandes, deverá receber mais de 35 mil visitantes, superando os resultados da edição passada.

Equidade

A Iron House, desenvolvedora de destinos do Grupo Cornélio Brennand, comemora o marco de presença feminina em cargos de liderança. Oitenta por cento dessas posições estratégicas são ocupadas por mulheres.

Expansão

O Shopping Costa Dourada anunciou nesta quinta um plano de expansão de R$ 22 milhões que prevê a abertura de 31 novas operações comerciais e a ampliação de 5.200 m² de Área Bruta Locável (ABL). A principal novidade é a chegada da Renner, que abrirá sua primeira unidade no Litoral Sul de Pernambuco

Equidade

A Iron House, desenvolvedora de destinos do Grupo Cornélio Brennand, comemora o marco de presença feminina em cargos de liderança. Oitenta por cento dessas posições estratégicas são ocupadas por mulheres.

DIVUGAÇÃO
Espaçolaser acelera expansão no Nordeste e mira cidades do interior de Pernambuco - DIVUGAÇÃO

Espaçolaser NE

A Espaçolaser, maior rede de depilação a laser do mundo, está intensificando sua estratégia de crescimento em Pernambuco, em cidades do interior do estado, com foco na abertura de novas unidades franqueadas e na atração de empreendedores locais. A marca está presente no Nordeste desde 2015 e registrou crescimento de novas unidades superior a 20% na região nos últimos cinco anos. Com essa e outras iniciativas, a expectativa é ampliar a participação no NE em 37 novos municípios nos próximos 3 anos. 

 

 

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Trabalho Forçado
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