Cinema Paris vai ser demolido para dar lugar a 19 habitações

© LUÍSA NHANTUMBO/LUSA

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A Ferrovia Transnordestina alcançou um recorde em sua construção ao registrar o maior ritmo diário de montagem desde o início das obras, no último domingo (7).
Na ocasião, as equipes concluíram 1,69 quilômetro de ferrovia em um único dia, durante a instalação de 3,36 quilômetros de trilhos no Lote 5, em Quixeramobim (CE).
Segundo o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, a obra já tem mais 100 quilômetros de ferrovia concluída, de um total de mais de 1.200 quilômetros de malha ferroviária.
Atualmente, a primeira fase da Transnordestina está com cerca de 81% de execução e a expectativa é concluir essa etapa em 2027. O empreendimento já recebeu R$ 9,8 bilhões em investimentos de um orçamento total de R$ 15 bilhões.
Em março deste ano, o governo federal aprovou mais R$ 152,4 milhões do FDNE para manter o ritmo das obras. O fundo é um dos principais financiadores da ferrovia e representa a atuação da União em projetos estruturantes capazes de ampliar a competitividade regional, reduzir custos logísticos e impulsionar a geração de emprego, renda e oportunidades no Nordeste.
Até agora, já foram liberados mais de R$ 6,6 bilhões pelo FDNE para a Transnordestina.
“Nós vamos avançar em ritmo acelerado para concluir essa ferrovia, que é fundamental na geração de empregos e oportunidades na área logística do país”, afirmou o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes.
Com 1.206 quilômetros de extensão, a Ferrovia Transnordestina ligará Eliseu Martins (PI) ao Porto do Pecém (CE), passando por 53 municípios. Considerada a maior obra linear em execução no Brasil, a ferrovia foi planejada para ampliar o escoamento de grãos, fertilizantes, combustíveis, cimento e minério, fortalecendo a logística e o desenvolvimento econômico do Nordeste.
O projeto busca reduzir drasticamente o custo logístico de transporte de commodities, como soja, milho e minérios.


© Fernando Cavalcante / Banco do Nordeste
O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) registrou alta de 0,36% em maio de 2026, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa uma desaceleração em relação a abril, quando a variação havia sido de 0,72%, uma diferença de 0,36 ponto percentual.
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O indicador acompanha a evolução dos custos da construção civil no país, com foco nas obras habitacionais. No acumulado dos últimos 12 meses, o índice chegou a 6,93%, ligeiramente abaixo dos 7,01% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em maio de 2025, a variação mensal havia sido de 0,43%.
Materiais seguem pressionando os custos
Em maio, o custo nacional da construção por metro quadrado alcançou R$ 1.953,08. Desse total, R$ 1.104,59 correspondem aos gastos com materiais de construção, enquanto R$ 848,49 referem-se à mão de obra.
A parcela dos materiais apresentou avanço de 0,53% no mês. Apesar da alta, o resultado ficou 0,30 ponto percentual abaixo do registrado em abril, quando a variação foi de 0,83%. Na comparação com maio do ano passado, quando o índice marcou 0,51%, houve acréscimo de 0,02 ponto percentual.
Já os custos relacionados à mão de obra tiveram aumento de 0,14% em maio, resultado inferior ao de abril, que havia alcançado 0,57%. A queda foi de 0,43 ponto percentual entre os dois meses. Em relação a maio de 2025, quando a taxa foi de 0,33%, o recuo foi de 0,19 ponto percentual.
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O auxílio tem valor de R$ 7,3 mil, pago em parcela única, e é destinado às famílias que perderam casas e outros bens materiais nas áreas atingidas pelos temporais. São contempladas aqueles que tiveram imóveis destruídos ou que tiveram de desocupá-los por causa de risco de desabamentos.
De acordo com o governo, os cadastros com pendências estão sendo reavaliados e podem receber o auxílio nos próximos lotes.
"A existência de pendências não representa uma negativa definitiva do benefício, uma vez que os cadastros podem ser corrigidos e submetidos a novo processamento. As famílias podem consultar a situação de seus cadastros diretamente no Portal do Cidadão e, quando necessário, procurar a prefeitura para atualização das informações cadastrais", informa a Presidência da República.
Aqueles que já confirmaram os dados, mas ainda não receberam a apoio financeiro, podem procurar a Caixa Econômica Federal para verificar se é necessária atualização.
Os deslizamentos e enchentes causados pelas fortes chuvas que atingiram a Zona da Mata Mineira, em fevereiro deste ano, causaram, pelo menos, 64 mortes.
Na ocasião, a prefeitura de Juiz de Fora informou que uma em cada quatro pessoas vive em área de risco de deslizamentos.

O auxílio tem valor de R$ 7,3 mil, pago em parcela única, e é destinado às famílias que perderam casas e outros bens materiais nas áreas atingidas pelos temporais. São contempladas aqueles que tiveram imóveis destruídos ou que tiveram de desocupá-los por causa de risco de desabamentos.
De acordo com o governo, os cadastros com pendências estão sendo reavaliados e podem receber o auxílio nos próximos lotes.
"A existência de pendências não representa uma negativa definitiva do benefício, uma vez que os cadastros podem ser corrigidos e submetidos a novo processamento. As famílias podem consultar a situação de seus cadastros diretamente no Portal do Cidadão e, quando necessário, procurar a prefeitura para atualização das informações cadastrais", informa a Presidência da República.
Aqueles que já confirmaram os dados, mas ainda não receberam a apoio financeiro, podem procurar a Caixa Econômica Federal para verificar se é necessária atualização.
Os deslizamentos e enchentes causados pelas fortes chuvas que atingiram a Zona da Mata Mineira, em fevereiro deste ano, causaram, pelo menos, 64 mortes.
Na ocasião, a prefeitura de Juiz de Fora informou que uma em cada quatro pessoas vive em área de risco de deslizamentos.

Os dados fazem parte da Pesquisa Anual da Indústria da Construção, divulgada nesta quarta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A edição de 2024 do levantamento absorveu mudanças de metodologia, de forma que o IBGE não aplica comparações com anos anteriores. A série histórica anterior era iniciada em 2007.
O levantamento revela que as empresas classificadas no grupo construção de edifícios são as maiores empregadoras. Nesses empreendimentos estão 894,8 mil pessoas, o que representa 35,7% dos ocupados.
Logo em seguida figuram as firmas de serviços especializados, com 34,4% da mão de obra do setor. Já as obras de infraestrutura empregavam 29,9% dos trabalhadores em 2024.
Apesar de estarem no grupo com o menor número de ocupados, as empresas de obras de infraestrutura têm a maior média de funcionários por empresa: 39 pessoas.
Nos empreendimentos destinados à construção de edifícios, o contingente médio é de 13 trabalhadores. Nos de serviços especializados, oito funcionários.
As companhias que trabalham com obras de infraestrutura são as que pagam maiores remunerações, com média de 2,6 salários mínimos.
As empresas de atuam na construção de edifícios pagaram 1,9 salário mínimo, à frente das de serviços especializados (1,8). Em 2024, o salário mínimo nacional era R$ 1.412.
Os pesquisadores do IBGE chegaram ao valor total de incorporações, obra e serviços de construção, que alcançou R$ 522,5 bilhões em 2024.
Veja o valor de obra por segmento:
Com os dados sobre valor de obra, a pesquisa chegou ao RC8, indicador que aponta o tamanho do mercado abocanhado (grau de concentração) pelas oito principais empresas do setor, que ficou em 3,1%. Esse patamar indica uma indústria pouco concentrada, sem monopólios.
A pesquisa revela os principais empreendimentos entregues no país pelo setor de construção civil em relação ao valor de obra. Confira o ranking:
Sob a ótima dos custos, a mão de obra é o que mais pesa no orçamento das empresas, com 30,7% do total.
Logo em seguida, a maior fatia ficou com o chamado "consumo intermediário", que reúne despesas operacionais como combustíveis, manutenção, aluguéis de máquinas e serviços prestados por terceiros (excetuando materiais e empreiteiras), respondendo por 22,5%.
Os demais custos foram materiais de construção (22,3%), demais despesas ─ compostas por impostos, taxas, custos com terrenos, depreciação e gastos financeiros ─ (14,7%) e obras e serviços contratados a terceiros (9,7%).
De acordo com o IBGE, de cada R$ 3 em valor de obra em 2024, R$ 1 foi demandado pelo setor público, ou seja, 33%, cabendo 67% à iniciativa privada.
No caso específico das obras de infraestrutura, o setor público representa 48,2% da demanda por construção. Na atividade construção de edifícios, a participação dos governos como contratante se reduz a 22,9%. Em serviços especializados, 19,5%.
Para o analista do IBGE Marcelo Miranda Freire de Melo, esses dados revelam a relevância do setor público para a construção civil no país.
“Essa demanda está muito concentrada no segmento de obras de infraestrutura, onde quase metade da demanda é feita pelo setor público. Nos outros dois segmentos, essa relevância do setor público é um pouco menor, a grande parte é o setor privado”, avalia.