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O meu vizinho e amigo “Sr. Manuel Papo Seco”

Tinha como Manuel Miguel o seu nome oficial, como pude constatar, vezes múltiplas através da leitura de documentos oficiais – Certidão de nascimento, bilhete de identificação, etc. emitidos pelos serviços próprios. Nasceu em Loulé, sendo arreigadamente bairrista, deslocando-se várias vezes à sua terra natal, em algumas das quais o acompanhei – Batalha de Flores, Mãe Soberana e outras festividades louletanas e sendo um dedicado fã da Banda Artistas de Minerva, que ora completa os 150 anos de existência, assinalada efeméride que justifica as nossas mais efusivas felicitações. Nunca soubemos das razões que trouxeram este arreigado louletano até Faro, nem das motivações da alcunha «Papo Seco», porque era conhecido cidade em fora.

Seria pela forma clássica como sempre se apresentava? Ainda o vi a usar «polainites»…

Durante longas décadas fomos vizinhos e amigos. O sr. «Manuel Papo Seco» morou sempre no nº15 da Rua Infante D. Henrique e eu nos n.ºs 13 e 11 daquela artéria também conhecida por Rua Direita ou Rua da Carreira. Éramos «fronteiriços» do Grande Hotel, imponente imóvel construído ainda no século XVIII, a quando da «Era dos Cumanos» para unidade de saúde (tratamento da sífilis) e vindo posteriormente a ser unidade hoteleira de luxo (nela se instalou o malogrado presidente Sidónio Pais – «o presidente rei» e foi também centro de alojamento liceal. Nos tempos a que este escrito remonta (anos 40, 50 e 60 do século passado era o «Grande Hotel», hoje uma residência de apartamentos de luxo e que ocupa uma vasta área nas Ruas Infante D. Henrique, Dr. Teófilo Braga e da Viola, de armazéns de mercearia e frutos secos, bem como a sede dos Serviços de Abono de Família (hoje Segurança Social) e residência de ilustres famílias farenses – os Inglês O Ramos, os Tavares Belo (com destaque para o Maestro) e os Matos Parreiras (cujo líder além de Chefe da Delegação Aduaneira era um dos mais influente líderes do então partido único, a União Nacional. O vizinho e amigo Manuel Papo Seco era uma espécie de mordomo do Grande Hotel, ocupando um pequeno espaço com oficina de sapateiro. Era casado com a «vizinha Joana», benévola senhora que exercia o mister de «pespontadeira», uma actividade com reduzida ou quase nula expressão na cidade. Como não tiveram filhos adoptaram uma menina, a «Manelinha», que quando chegou a idade devida casou e foi morar para a Grande Lisboa, onde hoje, avó embevecida vive. Um trio de bons vizinhos, grandes amigos e gente que marcou a Faro dos tempos idos…

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Centro em Portimão passa a realizar testes de conhecimento da língua inglesa

O CLCC – Centro de Línguas, Cultura e Comunicação vai iniciar, no dia 26 de junho, uma parceria com o British Council com vista a tornar-se parceiro na realização do IELTS, o sistema internacional que testa o conhecimento da língua inglesa através de exames.

O CLCC passa a integrar a rede oficial de centros autorizados para a realização do IELTS (International English Language Testing System), um dos exames de inglês mais reconhecidos e aceites internacionalmente por universidades e entidades empregadoras. Até ao final de 2026 terá disponível mais quatro datas.

Os exames serão realizados em computador no CLCC, em Portimão, em instalações preparadas de acordo com os requisitos internacionais do British Council.

Além da realização dos exames, o CLCC disponibiliza também aulas de preparação orientadas por professores experientes.

Este verão vai ainda decorrer a 10.ª edição da SUMMER SCHOOL de inglês, com cursos intensivos de duas semanas durante o mês de julho, destinados a jovens entre os 11 e os 16 anos.

Mais informações através do contacto 282 430 250 ou do endereço geral@clcc.pt.

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Associativismo Estudantil: quando os estudantes constroem a universidade

No setembro passado, ao ingressar no Mestrado em História da Arte e Património, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, deparei-me com uma ausência que já me parecia evidente desde a licenciatura: a inexistência de um núcleo estudantil dedicado aos alunos de História da Arte. Faltava um espaço de representação e dinamização, capaz de aproximar estudantes de licenciatura, mestrado e doutoramento, mas também docentes, investigadores e profissionais da área. Depois de ouvir vários professores, que reconheceram a importância desta criação, decidi avançar, apesar do receio inicial de que a ideia pudesse ficar apenas no entusiasmo de uma pessoa.

Foi assim que nasceu o NEHAP (Núcleo de Estudantes de História da Arte e Património). Concebi o nome, os primeiros objetivos e a identidade do projeto, divulgando-o depois junto dos estudantes através dos grupos de turma e de um processo de entrevistas que permitiu reunir uma equipa motivada e diversa. Aquilo que começou como uma inquietação individual tornou-se uma construção coletiva, assente numa convicção simples: a universidade não se esgota nas aulas, nos exames ou nos trabalhos escritos; deve ser também um espaço de comunidade, debate, produção científica, contacto profissional e crescimento pessoal.

Agora, quando o primeiro ano da minha presidência se aproxima do fim, sinto a necessidade de deixar uma reflexão dirigida aos meus colegas do ensino superior: estas estruturas são vitais. Ao longo deste mandato, o NEHAP procurou demonstrar que um núcleo estudantil pode ter um impacto concreto na vida dos estudantes. Organizamos formações dedicadas à escrita científica e à produção investigativa, promovemos conversas com profissionais das respetivas áreas, criamos momentos de esclarecimento sobre percursos académicos e profissionais, e realizámos várias visitas de estudo, desde a Assembleia da República ao Museu de Arte Contemporânea.

Estas atividades não foram apenas eventos isolados. Foram oportunidades de contacto, descoberta e crescimento. Permitiram abrir portas a espaços que muitos estudantes talvez nunca tivessem pensado visitar, aproximaram os alunos de realidades profissionais diversas e criaram experiências de trabalho real, capazes de enriquecer o currículo, desenvolver competências e preparar melhor o futuro.

Foi também neste processo que compreendi uma das grandes lições do associativismo estudantil: um núcleo não serve apenas para organizar atividades. Serve para criar possibilidades. Pode ajudar um estudante a descobrir uma área que desconhecia, a ganhar confiança para participar, a contactar com profissionais, a construir currículo ou simplesmente a sentir que pertence a uma comunidade.

Os núcleos estudantis têm uma importância que, por vezes, é subestimada. No entanto, são estruturas capazes de influenciar percursos, aproximar pessoas, criar pontes entre estudantes e professores, e complementar aquilo que a instituição nem sempre consegue oferecer de forma imediata. Não substituem a universidade, mas tornam-na mais viva, mais participada e mais próxima dos seus estudantes.

Por isso, deixo um apelo: participem nos núcleos estudantis das vossas faculdades. E, se eles não existirem, criem-nos. Criem-nos em nome dos estudantes do vosso curso, da vossa área e da vossa comunidade académica. Porque, no fim, quando alguém se aproxima depois de uma atividade para agradecer, quando um estudante diz que aquele evento lhe abriu uma nova perspetiva, ou quando percebemos que uma iniciativa teve impacto real na vida de alguém, todo o trabalho invisível passa a fazer sentido.

No meu caso, são precisamente esses agradecimentos simples, mas profundamente significativos, que me fazem continuar. O associativismo estudantil exige tempo, responsabilidade, paciência e resiliência.

Mas também ensina algo que nenhuma unidade curricular consegue ensinar da mesma forma: que a universidade não é apenas um lugar onde se aprende. É também um lugar que podemos ajudar a construir.

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Sede do Turismo do Algarve classificada com AQUA+ pelo seu desempenho hídrico

A ADENE entregou na esta sexta-feira, Dia Mundial do Ambiente, a classificação AQUA+ ao edifício-sede do Turismo do Algarve, em Faro.

O referencial identificou na sede do Turismo do Algarve “um potencial de redução de consumo de 518 mil litros de água por ano”.

O sistema AQUA+ avalia o desempenho hídrico do edifício e estabelece um conjunto de medidas concretas para a sua melhoria. No caso da referida sede, as recomendações combinam “intervenções de baixo custo e retorno rápido”, como a instalação de redutores de caudal em torneiras e ações de sensibilização de colaboradores com soluções de maior impacto estrutural, e a “implementação de um sistema centralizado de monitorização dos consumos”.

Na mesma cerimónia, a ADENE e a RTA assinaram um protocolo de colaboração que prevê a aplicação progressiva dos referenciais de sustentabilidade da ADENE nas instalações do Turismo do Algarve, a
mobilização do setor turístico algarvio para iniciativas de eficiência hídrica e energética e a coorganização de ações de capacitação e eventos técnicos.

A colaboração tem como ponto de partida o compromisso com a eficiência hídrica e o selo Save Water, iniciativa conjunta que envolveu também o Turismo de Portugal.

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Jogador do ano na Premier League, do talento à excelência…

…De seu nome completo Bruno Miguel Borges Fernandes, hoje com 31 anos, destro de pé preferencial, a atuar no Manchester United como médio centro e segundo avançado, desde que chegou em janeiro de 2020 por 55M€+ 25M€ em objetivos. A atuar com o número 8, sendo capitão de equipa há 3 épocas e com contrato até 30 de Junho de 2027, com opção por mais um ano.

Depois de ter sido considerado o jogador do ano na Premier League, estabeleceu novo recorde de passes para golo (assistências) numa só época na competição e nos 3068 minutos de utilização, em 35 jogos realizados. Foram 21 os últimos passes para golo, a ‘explicar’ a arte que lhe é tão característica e que lhe permitiu ultrapassar o recorde que estava na posse do francês Thierry Henry (Arsenal, época 2002/03) e do holandês Kevin de Bruyne (M.City, 2019/2020).

É realmente impressionante o trajeto deste formidável jogador, talvez que a justificar, de todo, a designação de se constituir num manual de ‘fazer, estar e ser’. Recordar que saíu de Portugal com 17 anos para Itália, sem saber falar italiano e sem qualquer rede a ampará-lo. Jogou no Novara, tinha 18 anos. Mais tarde, na Udinesse, onde aprendeu tática, marcação, sacrifício, começa a emergir como talento bruto, a justificar ser lapidado, na medida em que talento sem disciplina ‘só’ dará… promessa.

A atuar no Sporting – 2027/2020 -, começa a assumir a responsabilidade de marcar livres, penáltis, a ser capitão. Condição para juntar a arte e o exemplo de deixar de jogar só para si e passar a jogar mais para o coletivo.

Depois, a sua ‘casa’ atual, onde ao talento juntou (outra) mentalidade e (nova) presença, ‘explicando’ que excelência, significa ser consistente, aliada à atitude e ao impacto nos outros. De sublinhar que, enquanto miúdo e no Novara, marcou 4 golos, e agora, no firmamento do estrelato, enquanto capitão de uma equipa – sita em Old Trafford – já regista na sua conta pessoal 107 golos.

Far-se-á justiça, se e enquanto com: ”rosto, voz e coração”, considerarmos que Bruno Fernandes nunca terá sido ‘menino prodígio’, do jeito de Figo ou Ronaldo, foi-se construíndo jogo a jogo, época após época, a dar provas de que o ‘palco’, dos egocêntricos, não tem sido o seu ADN, antes ‘no terreno’ e com ‘chão’ e ‘voz’ autorizada de verdadeiro ídolo, porque ensina… sendo!

Mérito que se enaltece, a fornecer um extraordinário exemplo de como sabendo fazer, estar e ser se consegue sulcar os ‘mares’, nem sempre bonançosos, com o compromisso de uma ‘rota’, enquanto navegadores com bússola, que nos leve a ‘porto seguro’, porque: “Do talento à excelência”!
Uma vez mais, as tais ‘coisas’ da ‘coisa desportiva’… e não só!

*Embaixador para a Ética no Desporto, uma vez, Embaixador para sempre

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Escola Profissional Cândido Guerreiro lança formações em regime pós-laboral

A Escola Profissional Cândido Guerreiro, em Alte, lançou formações modulares com a duração de 25 horas cada, em regime pós-laboral.

As ações formativas visam proporcionar oportunidades de aprendizagem “flexíveis e acessíveis”, conciliáveis com os horários profissionais e pessoais dos participantes e abrangendo áreas como a tecnologia, ambiente, bem-estar pessoal e conhecimento da natureza.

Formações

“Literacia Digital” capacita os participantes para a utilização das ferramentas tecnológicas do quotidiano. Serão abordadas competências como a navegação na internet, a comunicação digital, a segurança online e a utilização de serviços públicos eletrónicos.

Em “Técnicas de Compostagem”, são introduzidos os fundamentos da compostagem doméstica e comunitária, com a aprendizagem de técnicas para transformar resíduos orgânicos em composto de qualidade.

Direcionada para o “equilíbrio emocional e a melhoria das relações interpessoais”, “Gestão de Stress e Gestão de Conflitos” oferece ferramentas para identificar e gerir situações de stress, bem como estratégias para a resolução “construtiva” de conflitos no contexto pessoal e profissional.

“Cultura de Plantas Aromáticas, Medicinais e Condimentares”: descobrir e valorizar o potencial das plantas aromáticas, medicinais e condimentares é o objetivo. Os participantes vão poder aprender técnicas de cultivo, colheita e conservação, bem como as suas propriedades e utilizações na gastronomia e na saúde.

Em “Cuidados de rotina diária e atividades promotoras do desenvolvimento das Crianças” serão identificados os materiais lúdico-didáticos e os equipamentos necessários para o exercício da atividade de “ama”.

Mais informações através do endereço epalte@epalte.pt.

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Duas guerras

Sou suspeito, já que é – quase – sempre um assunto que me interessa, a nova série do canal História, “A Segunda Guerra Mundial com Tom Hanks”, com o grande planos da voz do actor, que acumula funções com a de co-produtor, e que trata como já devem ter percebido da Segunda Guerra Mundial.

Dito isto, desta singela forma, assim como quem não quer a coisa, podemos perguntar: precisa, o Mundo, de mais uma série documental sobre a Segunda Guerra Mundial? Eu responderia que talvez não, tantas são as séries que já nos foram oferecidas olhando o conflito sobre variados ângulos, geralmente na perspectiva dos vencedores. Com imagens a preto e branco, coloridas a posteriori, entrevistas a personalidades, antigos militares, pessoas comuns (populares para a imprensa tuga), são horas e horas de opiniões e factos, sobre o maior conflito da história da humanidade. De todo o material que tenho visto, o grosso da coluna navega, de uma forma geral no mar dos factos que já são conhecidos, e uma vez por outra traz à lidação imagens ainda não editadas e, nalguns casos, uma por outra com mais sangue e violência, que é o resultado do pé ante pé, que procura tactear o que é aceitável passar-se para o grande público. “A Segunda Guerra Mundial com Tom Hanks”, não foge à regra, não embarcando em versões revisionistas da História. Tenho a ideia que, desde o contributo dos historiadores mais consagrados, tudo o que lá se vê, já se aceitava nos idos de setenta, oitenta. O que tem vindo de novo são mais pormenores que outra coisa, mesmo depois da abertura de muitos ficheiros do mundo de leste, depois da queda do muro. Sem dúvida que o trunfo aqui me parece a voz de Hanks, que faz a diferença, nas narrações. Nada que me lembre mais as versões dos filmes para a criançada em versão portuguesa – que me perdoe o sindicato dos actores de teatro e cinema português nada ultrapassa o original. O restante é muito linear, mas está bem defendido pelo tratamento das imagens (muitas delas já conhecidas) e pelas declarações dos estudiosos que me parecem inatacáveis, simples e sem grandes leituras políticas. Claro que, para quem está interessado em discussões e segundas intenções (qualidades como quaisquer outras), não precisa de esforçar a vista: não está no sítio certo.

O jornalismo tuga anda pela hora da morte: perguntas chatas a políticos só em meses bissextos e no dia trinta de Fevereiro. Passos Coelho, um dos políticos que joga todos os trunfos na cegueira que lhes relatei na linha anterior, farta-se de fazer de S. Sebastião (acompanhado por aquele que não ousamos dizer o nome), sempre a ditar frases obscuras que, de certeza o divertem, quando olha para as caras de parvo da malta que o acompanha, por amor ou interesse. Uma coisa é uma coisa, outras, outra, mas o denominador comum das suas declarações é: “quero chamara a atenção para as reformas que os políticos não querem fazer”. E nem um empecilho daqueles jornalistas lhe pergunta: “Ora diga-me lá, só para nos dar um exemplo, quais são essas reformas de que fala?”. Talvez que se os tugas soubessem, lhe deixassem de perguntar, que hão-de ser tão boas, que podia ser que nunca mais lhe olhassem para a cara.

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Ariadna Costa e Antonio Miguel Ramos conquistam Sand Series em Portimão

Ariadna Costa e Antonio Miguel Ramos sagraram-se campeões de pares mistos no Sand Series, em Portimão. Hoje, as meias-finais masculinas acontecem em simultâneo a partir das 10h30, seguidas das femininas.

Os espanhóis, segundos cabeças de série, venceram os brasileiros Flaminia Daina e Fabrício Neis com os parciais de 7-6(5) e 6-0, após 57 minutos.

Para Costa, de 22 anos, e Ramos, de 32 anos, a vitória no Sand Series foi o terceiro título lado a lado. A mais nova passou a contar com 15 títulos no palmarés e Antonio tem 91 troféus de campeão.

Na competição feminina, as oito jogadoras mais cotadas do ranking mundial garantiram um lugar no dia decisivo. Campeãs em Matosinhos, as italianas Giulia Gasparri e Ninny Valentini rumam ao 40.º título enquanto dupla depois de vencerem as compatriotas Greta Giusti e Nicole Nobile, por 5-7, 6-1 e 10-4. A próxima dupla adversária é Veronica Casadei e Ariadna Costa Graell.

As líderes do ranking, Sophia Chow e Vitoria Marchezini passaram com autoridade (6-2 e 6-4) pelas transalpinas Sofia Cimatti e Flaminia Daina. Já com 22 lado a lado, as primeiras pré-designadas discutirão o acesso à final com Elizaveta Kudinova e Anastasiia Semenova, campeãs mundiais em 2025.

No torneio masculino, Nicolas Gianotti e Mattia Spoto chegaram a Portimão como líderes do ranking e primeiros cabeças de série, vencendo os brasileiros Fabrício Neis e Allan Oliveira, por 6-2 e 7-5.

Campeões de 39 torneios lado a lado, também Gianotti e Spoto vão lutar por mais uma final em Portugal, contra Andre Baran e Michelle Cappelletti, quintos favoritos.

Finalistas em Matosinhos, Giovanni Cariani e Daniel Mola perderam por 7-6(3), 0-6 e 10-8 frente aos italianos Mattia Bazzi e Dario Jublin, que discutirão a passagem às meias-finais com Felipe Cogo Loch e Gabriele Gini.

Hoje, as meias-finais masculinas acontecerão em simultâneo a partir das 10h30, seguidas das femininas. A decisão masculina está agendada para depois das 14h e a feminina depois das 15h30.

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Hugo Pereira candidata-se à presidência da Federação do Algarve do PS

Hugo Pereira, presidente da Câmara de Lagos, apresentou a sua candidatura à presidência da Federação Regional do Algarve do PS, com o objetivo de reconstruir uma proposta política que “mobilize os algarvios”.

A candidatura foi formalizada na sexta-feira, junto da Comissão Organizadora do Congresso, e tem como lema “Sim, pelo Algarve e pelos algarvios, vamos conseguir!”.

Hugo Pereira apresenta-se com um projeto “focado na habitação, nos rendimentos das famílias e na concretização dos investimentos estruturantes de que a região necessita”, com o objetivo de “reforçar a capacidade do partido para liderar a defesa dos interesses da região e reconstruir uma proposta política mobilizadora para os algarvios”.

O partido salientou que o PS é “a principal força política autárquica do Algarve” e tem, por isso, uma “responsabilidade acrescida na defesa dos interesses dos algarvios e na promoção do desenvolvimento regional”.

“Apresento esta candidatura com sentido de responsabilidade, convicto de que o PS Algarve deve assumir plenamente o papel de liderança regional que os algarvios lhe confiaram. É tempo de ouvir mais, preparar melhor e construir um projeto ambicioso que coloque o Algarve no centro das decisões nacionais”, defendeu o candidato, citado num comunicado do partido.

O PS salientou que Hugo Pereira “reconhece que os resultados das últimas eleições legislativas refletem um afastamento de parte do eleitorado, associado à perceção de insuficientes respostas aos problemas específicos da região”.

As eleições estão marcadas para 19 e 20 de junho.

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FAGAR lança programa para reforçar recolha seletiva de biorresíduos

No âmbito do Dia Mundial do Ambiente (5 de junho), a FAGAR dá início ao programa A.Tua Cidade — Recolha Seletiva de Biorresíduos em Faro. A iniciativa tem como objetivo reduzir o envio de resíduos para aterro, reforçar a separação na origem e promover uma gestão mais sustentável.

O programa – financiado pelo Fundo Ambiental e pelo Algarve 2030 – integra soluções como a compostagem doméstica, recolha porta a porta, contentores de deposição com acesso controlado, ecocentros móveis e compostagem comunitária nas ilhas da Culatra e Farol.

De acordo com a empresa, em 2025, Faro produziu 41.337 toneladas de resíduos urbanos, das quais 33.735 indiferenciados, 82% do total. Os resíduos recicláveis totalizaram 5.976 toneladas, evidenciando “a necessidade de reforçar a separação na origem e reduzir a quantidade de resíduos valorizáveis encaminhados para aterro”.

Para Pedro Coelho, presidente do Conselho de Administração da FAGAR, “o aumento crescente da produção de resíduos obriga a repensar a estratégia de gestão de resíduos no concelho… A reutilização e uma separação eficaz de resíduos alimentares, verdes e embalagens teriam um potencial de desvio de aterro de quase 75% da produção de resíduos do concelho. Reduzir o indiferenciado é uma responsabilidade coletiva, de famílias e empresas, e um passo essencial para um concelho mais sustentável”.

A primeira sessão do programa realizou-se ontem, às 11h, na Junta de Freguesia de Santa Bárbara de Nexe.

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