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Uma buganvília no caminho: contornos de um mapa esquivo

Do meu grande sentido de desorientação já dei conta em diversas crónicas – é verdade que esta e outras características menos abonatórias, as pessoas normalmente escondem, disfarçam. Afinal, como constatei com as reacções a algumas dessas crónicas, não estou sozinha no reino dos desorientados.

Há muitos e muitas mais, discretos. Afinal, a desorientação é algo do foro privado e ninguém tem de a conhecer, excepto quando afecta terceiros. Mas adiante, pois não é esse o tema destas breves linhas.

Elas referem-se sobretudo à minha primeira ida ao Festival Literário Fólio, em Óbidos. Tinha visitado a vila apenas uma vez, quando, numa espécie de viagem de finalistas, terminado o 11.º ano, fiz com alguns colegas e professores, uma volta ao país, que durou uma semana e nos levou de São Brás de Alportel a Viana do Castelo, com acampamento em diversos parques de campismo do país. Da paragem em Óbidos, ficou-me uma enorme náusea e um banco onde me sentei, sem forças, enquanto todos os outros foram visitar a vila.

Desta vez, estreei-me também num alojamento local. Uma aventura de códigos, passwords, palavras mágicas que deviam abrir portais, uma espécie de abre-te sésamo, só que o sésamo nem sempre abria. Senti que era uma mistura de peddy paper com caça ao tesouro. Sim, o primeiro passo era descobrir a rua onde ficava o alojamento. Tinha arranjado o mapa no posto de turismo e pedi à jovem que me entregou o tal código que a localizasse no mapa. Só que ela insistia em QR codes, apps… Sou sincera, apps ainda vá. QR codes é algo que me faz alergia, desperta-me certos instintos desconhecidos, selvagens, “viscerais» -para usar uma palavra moderna, sonante, daquelas que aparecem em todo o lado, pois tudo é «visceral», até a alma, fazendo parecer que andamos com fígados, intestinos, presos ao pescoço. Essencialmente, porque para tudo é preciso o amaldiçoado QR code. Lá está o quadrado cheio de pontos manhosos, constantemente a rir-se de quem não nasceu na tal «era digital»… O facto é que o meu mapa em papel provocou na jovem o mesmo efeito que em mim os QR codes. Segundo ela, o mapa estava todo mal feito. Não batia nada certo. Tudo fora do sítio, desde a Câmara à farmácia. Imaginei um imenso «mapa esquivo» (título de um belíssimo livro de poesia de Fernanda Dias, escritora e pintora que viveu em Macau muitos anos, vive em Faro e que ainda poucos por aqui, infelizmente conhecem), com edifícios e monumentos em trânsito, a mudarem de lugar para ficarem mais perto ou longe uns dos outros e assim constarem no «retrato», ou melhor, no mapa. No fim, ficou cada uma na sua, ela com o seu precioso QR e eu com o mapa em papel, disposta a descobrir para onde tinham «abalado» os edifícios, nomeadamente aquele onde eu ficaria alojada. Das atribulações da aventura não vale a pena dar conta, mas foram vários códigos marcados em sítios inadequados, que não funcionaram. No entanto, não notei nada esquivo, o mapa pareceu-me bastante fiel. E o melhor: encontrei um belo e fixo ponto de referência. Sim, fixo, porque uma vez considerei como referência um pastor-alemão deitado, que quando me fez mais falta, decidiu dormir noutro sítio… Desta vez foi uma buganvília esplendorosa, a derramar cor sobre um muro caiado.

Orientou-me os passos e os regressos após as sessões. Ao ver as suas flores acenarem-me, desejei que ali permanecesse sempre, a deleitar, a apontar caminhos (a gente orientada, desorientada, humana…), que nunca nenhum malfadado código lhe ofuscasse a beleza, a poesia, a vida.

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União de Freguesias instala novos bancos junto ao Auditório Carlos do Carmo

A União de Freguesias de Lagoa e Carvoeiro procedeu à substituição dos bancos existentes no largo exterior do Auditório Carlos do Carmo, em Lagoa, numa intervenção que visa melhorar as condições de utilização e conforto daquele espaço público.

A ação responde a uma necessidade há muito identificada por utilizadores e visitantes do equipamento cultural, proporcionando agora melhores condições de permanência e convívio na zona envolvente.

Inaugurado em abril de 2005, o Auditório Carlos do Carmo é uma das principais referências culturais do concelho de Lagoa, acolhendo regularmente espetáculos, conferências e outras iniciativas de natureza artística e cultural.

Com a instalação do novo mobiliário urbano, a União de Freguesias pretende tornar o espaço mais acolhedor e funcional para a população, contribuindo para a valorização da área envolvente e para a melhoria da qualidade do espaço público.

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Professores e Educadores de novo nas ruas

Depois das manifestações de 2023, onde exigiam a recuperação do tempo de serviço congelado, os professores e educadores voltam a ocupar as ruas. No passado dia 16 de maio fomos perto de 25 mil professores e educadores, que do Caís do Sodré aos Restauradores reivindicámos, entre outras coisas, uma justa negociação do Estatuto da Carreira Docente (ECD).

Esta negociação está a decorrer, apesar de já durar há nove meses, ainda vai nos primeiros pontos da discussão, mas há indícios de onde o governo e o ministério querem chegar.

Até agora o que se tem visto por parte do ministério é o não acolhimento das principais propostas da FENPROF, a falta de envio de documentos de apoio à negociação com a devida antecedência e a insistência em discutir variações de semântica que no fundo ocultam a diferença entre, por exemplo, o que é o concurso nacional de professores atualmente e um procedimento concursal ou o que é um corpo especial e uma carreira especial nos meandros da Administração Pública.

Os professores e educadores sabem bem que os jogos de palavras não lhes trazem estabilidade, respeito, condições dignas de trabalho e valorização salarial.

Nesta fase, o governo tem a oportunidade de, com a revisão do ECD, valorizar a carreira para atrair novos professores e resolver o grave problema de alunos sem aulas, no entanto faz exatamente o contrário, criando a ilusão de que está a resolver o problema.

No final da manifestação de dia 16, foram definidas linhas de orientação das próximas ações de luta e foi ainda aprovada uma moção, aqui os professores e educadores afirmaram com determinação a sua disponibilidade para defender a carreira e exigir a valorização da profissão e para defender a Escola Pública.

No dia 3 de junho tivemos a GREVE GERAL onde a maioria dos trabalhadores, mais uma vez, demonstrou a sua rejeição ao pacote laboral, que representa um retrocesso de direitos.

Os professores e educadores não saem à rua por capricho. Fazem-no porque sentem diariamente o desgaste de uma carreira marcada pela desvalorização, pela sobrecarga burocrática e pela falta de condições.

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Associação Bino cria guia de apoio para famílias neurodivergentes

Depois de apoiar crianças através do projeto “ParaKarate Inclusão”, Albino Sousa, presidente da Associação Bino Academia Desportiva Inclusiva e mestre de karaté há mais de 18 anos, decidiu alargar a sua intervenção para fora do dojo. Inspirado pela própria experiência enquanto pai e pelo contacto próximo com famílias de crianças neurodivergentes, lançou um guia prático que reúne direitos, benefícios e medidas disponíveis em Portugal para crianças neurodivergentes e com síndrome de Down.

O documento, pensado para pais e cuidadores, procura simplificar um processo que muitas famílias descrevem como “confuso”, burocrático e emocionalmente desgastante, sobretudo após um diagnóstico ou perante as primeiras suspeitas de alterações no desenvolvimento infantil.

A publicação, intitulada “Guia de Direitos e Apoios para Crianças e Jovens com Deficiência”, reúne informação sobre prestações como o Abono de Família, Bonificação por Deficiência, Prestação Social para a Inclusão (PSI), Subsídio de Educação Especial, Subsídio por Assistência de Terceira Pessoa e ainda o acesso ao Atestado Médico de Incapacidade Multiuso (AMIM).

Além de explicar os direitos existentes, o guia alerta também para a importância da ordem dos pedidos, já que algumas candidaturas podem influenciar o acesso a outros benefícios. O objetivo passa por evitar que famílias percam apoios sociais por desconhecimento ou falta de orientação.

A iniciativa surge na sequência do trabalho desenvolvido por Albino Sousa no ParaKaraté, projeto ligado à inclusão através do desporto que o colocou em contacto próximo com crianças neurodivergentes e respetivas famílias. No entanto, foi a experiência pessoal recente que acabou por acelerar a criação do guia.

“Em março de 2025 estávamos no início de um percurso muito intenso a nível emocional e de decisões. E digo ‘estávamos’ porque vivi tudo lado a lado com a minha esposa. Quando descobrimos a condição do nosso bebé, percebemos rapidamente que, apesar do enorme esforço e boa vontade das equipas médicas, muitas vezes não existia informação clara sobre os recursos disponíveis e os passos a seguir”, explicou Albino Sousa.

Segundo o responsável, uma das maiores dificuldades foi precisamente navegar entre processos e medidas muitas vezes desconhecidas até pelos próprios serviços.

“O próprio gabinete de apoio do Hospital de Faro chegou a contactar-nos porque sabia que o nosso bebé iria ser avaliado numa junta médica da Segurança Social para atribuição, ou não, da bonificação. Pediram-nos depois que partilhássemos o resultado, porque tinham conhecimento de um caso semelhante em Portimão em que esse benefício tinha sido recusado a outra bebé”, contou.

Ao longo do processo, Albino admite que houve momentos de frustração e desorientação: “Sentimos também muitas dificuldades no acesso à informação. Em vários momentos tivemos a sensação de que até os próprios serviços de atendimento da Segurança Social desconheciam determinados direitos. Foi aí que nasceu a vontade de criar algo que pudesse realmente ajudar outras famílias como a nossa.”

Foi precisamente dessa necessidade que nasceu a ideia do guia: “Lembro-me perfeitamente de um dia, enquanto esperávamos por mais uma consulta, em que comecei a pesquisar informação online. Encontrei muitos conteúdos úteis, mas quase sempre dispersos, difíceis de compreender ou acessíveis apenas após pesquisas demoradas. Nesse momento pensei: ‘Tenho de transformar isto em algo simples, prático e direto, que qualquer família consiga consultar facilmente.’”

Para Albino Sousa, o principal objetivo passa por aliviar o peso sentido por muitas famílias após um diagnóstico: “Quando uma família recebe uma notícia destas, já tem preocupações emocionais, médicas e pessoais mais do que suficientes. Não deveria ter de travar uma luta adicional para perceber a que apoios tem acesso ou por onde começar.”

Mais do que informação técnica, o autor espera que o guia consiga transmitir proximidade e esperança: “Gostava que, ao lerem o guia pela primeira vez, as famílias sentissem sobretudo duas coisas: que não estão sozinhas e que existe um caminho possível. Mesmo no meio da incerteza, é importante sentir que há alguém que já passou por isso e que está disposto a ajudar.”

Apesar de recente, a partilha do guia já começou a gerar reações emocionais entre famílias: “Recebi uma mensagem que me marcou muito. Dizia apenas: ‘Muito obrigado pela partilha. Para uns pode parecer insignificante, mas para nós fez a diferença.’ Foi uma frase simples, mas teve um impacto enorme em mim. Porque no fundo é exatamente esse o objetivo: fazer a diferença, mesmo que seja de forma pequena, na vida de uma família que naquele momento precisa de orientação ou apenas de sentir que alguém compreende aquilo que está a viver.”

Albino Sousa refere ainda que essa visão está diretamente ligada ao lema da associação que criou recentemente: “Continua sendo diferente. Isso é o que te torna genial.”

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Tucidides

Quem diria que tanto séculos depois o seu pensamento voltaria a dar volta ao mundo.

A visita de Trump à China pode não ter consequências significativas imediatas mas, como o mundo já entendeu, serviu para finalmente acabar com o perigo para a humanidade do domínio de um único sistema e poder dono e senhor de tudo.

Claro que Trump em si é uma figura menor e triste de toda esta história. O capitalismo neo liberal conduziria a isto mais cedo ou mais tarde. A concentração do capital inexorável em meia dúzia de potentados, como não poucos previram, não impediu a competição pelos lucros como a I.A. demonstrou claramente.

Porém, ao contrário de outros que ainda acreditam num ressurgimento do neo-liberalismo anglo-saxónico em que uma ilusória liberdade serviu como bandeira para intoxicar o mundo a partir de Hollywood p.ex. como valor ocidental e em que as armas sempre serviram como sustentáculo, o capitalismo chinês tem um cariz ditatorial única e última etapa possível para o seu processo evolucionista. E, por outro lado, poder ganhar com os mesmos trunfos jogando melhor.

E assim, graças a uma simples frase de TUCIDIDES, o mundo mudou mais uma vez como sempre é imperioso que aconteça.

E hoje passamos a ter dois donos do mundo… e não um só!

Um passo histórico sem dúvida para quem ainda não percebeu!

E amanhã há mais…!!!

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Monte Gordo Cup Internacional regressa com cerca de 800 atletas

O torneio de futebol Monte Gordo Cup Internacional regressa nos dias 13 e 14 de junho, no Complexo Desportivo de Monte Gordo, para a sua quarta edição, reunindo cerca de 800 atletas masculinos e femininos distribuídos por seis escalões competitivos.

Durante dois dias, a iniciativa transforma a freguesia de Monte Gordo num ponto de encontro do futebol de formação, promovendo a competição entre equipas num ambiente marcado pelos valores do fair-play, do respeito e da amizade.

A apresentação oficial de todas as equipas está agendada para o dia 13 de junho, num momento de abertura que contará com a participação dos atletas, treinadores e famílias. Os jogos decorrerão entre as 08h30 e as 20h00 ao longo dos dois dias de competição.

O evento é organizado pela Associação Escolas Futebol Monte Gordo 2019 e conta com o apoio da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, da Junta de Freguesia de Monte Gordo, da Associação de Futebol do Algarve e do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ).

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Equívocos

“O Hospital de Faro recusou admitir nas Urgências uma grávida em trabalho de parto porque esta não tinha ligado antes para a linha SNS 24. O INEM que assistiu a grávida à porta da urgência, insistiu que a mulher fosse admitida mas o hospital ordenou o transporte para Portimão, a 70 quilómetros” noticia a Comunicação Social, escrita e televisiva, que acrescenta “A Unidade Local de Saúde do Algarve garante ter sido uma decisão acertada: a grávida era saudável, a gravidez de termo e acompanhada“ e também é noticiado que a Ministra da Saúde, quando questionada, respondeu que serão pedidas explicações ao Hospital.

O habitual sururu do costume como se o facto verificado seja alheio à metodologia que o Ministério instituiu.

Não dispensam estas notícias algumas reflexões, começando pela matéria exposta, passando pela sua congruência e a importância muito mais relevante da causa deste estado de coisas.

Quanto à matéria exposta não fica claro se a utente não é admitida por ter cometido “o pecado“ de não ter telefonado para a linha SNS 24, embora o seja na notícia afirmado, ou se por não haver mais do que um obstetra de serviço e em prevenção, como afirma a ULS, logo se o Bloco de Partos estaria funcional, e também a ULS explicitar condições clinicas constantes no processo clínico a que só teria tido acesso depois de a parturiente ser admitida, o que na mesma noticia é afirmado não ter acontecido.

Poder-se-á concluir de certeza, é ser um episódio que em primeiro lugar atinge uma mãe quase a dar à luz e em segundo lugar a regulamentação que origina estes equívocos.

Reflitamos no que seria determinado a uma gestante de termo que morasse na Rua Leão Penedo, a mesma do Hospital de Faro, e telefonasse para a linha Saúde 24 ou para o INEM. Se o Bloco de Partos, de Faro, estivesse encerrado, seria igualmente encaminhada para o Hospital de Portimão.

Nenhuma diferença na resposta do sistema organizado ao telefonar para o INEM á porta da urgência ou do outro lado da rua, salvo a componente emoção.

Daqui a a questão que não se pode perder de vista:

Serviços insuficientes para a população que lhes está consignada.

Se se pode e tender que a falta de recursos humanos disponíveis para assegurarem o funcionamento das maternidades necessárias (programadas pelos ratios populacionais abrangidos e não pelos recursos humanos disponíveis), possam obrigar a metodologias transitórias de regionalização da prestação ou o recurso a contactos telefónicos prévios, apesar de indesejados, já não se entenderá porque surge esta dificuldade especialmente na especialidade de Obstetrícia.

Pelo menos é a especialidade cuja falta de recursos tem determinado o encerramento pontual ou definitivo dos respetivos serviços de urgência, as maternidades.

Ratios excelentes de médicos obstetras e pediatras nas equipas médicas, mas desligados da realidade do País? Ausência de equipas funcionais e multidisciplinares? Não sabemos.

Será assim indispensável identificar o que leva a este estado de coisas até porque se no ano passado os privados conseguiram aumentar para 16.317 os partos realizados num acréscimo de mais de 8% em relação ao ano anterior, com certeza não tiveram falta de obstetras.

Dualidade de critérios quanto à exigência numérica de médicos nas equipas funcionais, no público e no privado? Também não sabemos.

Só sabemos ser indispensável identificar as causas profundas desta situação tão dificil da assistência materno-infantil, que irá muito para além das vindas a público com soluções só aparentes, maternidades regionais, telefonemas prévios, ou incentivos pecuniários ilegais(!).

Ilegais como explicitamente expressa o comunicado do Conselho de Ministros de 7 de Maio, que reza que um dos diplomas aprovados ”prevê a atribuição de um incentivo remuneratório progressivo para o trabalho prestado além dos limites legais anuais

Reduzir a solução da carência de médicos obstetras, ou outros, exclusivamente à atribuição de incentivos pecuniários remunerando trabalho extraordinário além do considerado conveniente ao eficiente desempenho, não será o caminho para a normalização do SNS, pelo menos do SNS universal e tendencialmente gratuito ainda estabelecido, já que não foi qualquer outro eleitoralmente sufragado.

Urge serem encaradas soluções competentes que, na sua abrangência, realmente modifiquem este estado de coisas.

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Castro Marim atribui bolsas para apoiar ensino articulado de música e dança

A Câmara Municipal de Castro Marim atribuiu três bolsas de estudo destinadas a apoiar alunos do concelho que frequentam o ensino articulado nas áreas da música e da dança, na sequência das recentes alterações ao regulamento municipal de bolsas de estudo.

As alterações introduzidas permitem agora a comparticipação dos encargos não financiados pelo Estado, alargando o apoio municipal ao ensino artístico especializado e reforçando as oportunidades de acesso à formação nas áreas da música e da dança.

As bolsas destinam-se a estudantes residentes no concelho de Castro Marim com idade até aos 18 anos e asseguram uma comparticipação entre 40% e 80% dos custos não cobertos pelo financiamento estatal, em função do rendimento per capita do agregado familiar.

Esta medida vem complementar o conjunto de apoios já disponibilizados pelo município, que inclui bolsas de estudo para os ensinos secundário e superior, bolsas de mérito atribuídas com base no desempenho escolar e bolsas de investigação destinadas a apoiar projetos em áreas consideradas relevantes para o desenvolvimento do concelho.

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Flávio Pello conquista ouro no Torneio de Judo de Palmela

O judoca algarvio Flávio Pello, do Judo Clube de Lagos, conquistou a medalha de ouro na categoria de Cadetes -66 kg no Open de Juvenis e Cadetes realizado em Palmela/Pinhal Novo, integrado no 30.º Torneio de Judo do Concelho de Palmela.

A competição decorreu no passado dia 30 de maio e reuniu jovens atletas de vários clubes nacionais, constituindo uma importante prova para os escalões de formação do judo português.

Ao longo da competição, o atleta algarvio destacou-se pela consistência e qualidade das suas prestações, assegurando o primeiro lugar da categoria e subindo ao lugar mais alto do pódio.

Segundo a nota de imprensa, esta conquista representa “mais um resultado de relevo para o Judo Clube de Lagos, refletindo o trabalho desenvolvido pelo clube na formação dos seus atletas e a aposta contínua na competição federada, representando um motivo de orgulho para o clube, para a cidade de Lagos e para toda a comunidade desportiva algarvia”.

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“Um Olhar sobre o Algarve” em exposição até 29 de junho

A Galeria de Arte Pintor Samora Barros, em Albufeira, acolhe até 29 de junho a exposição de fotografia “Um Olhar sobre o Algarve”, da autoria do fotógrafo albufeirense António de Sá Fragoso. A mostra, promovida pela Câmara Municipal de Albufeira, reúne um conjunto de imagens que retratam a riqueza paisagística, arquitetónica e ambiental da região.

A exposição destaca diferentes cenários do Algarve, com particular incidência em Albufeira e nos territórios que se estendem entre o litoral e o barrocal. Através da sua objetiva, António de Sá Fragoso capta momentos e detalhes que refletem a diversidade natural e cultural da região, transformando-os em registos visuais marcados pela sensibilidade artística e pela contemplação da paisagem.

Natural de Albufeira, onde nasceu em 1977 e continua a residir, o autor desenvolveu desde cedo o gosto pela fotografia. Apesar de ter seguido uma carreira profissional na Marinha Portuguesa, retomou esta paixão em 2021, dedicando-se de forma mais intensa à fotografia e à exploração das diferentes atmosferas criadas pela luz, pelo tempo e pelas estações do ano.

O percurso expositivo de António de Sá Fragoso inclui várias mostras individuais e coletivas, destacando-se uma exposição realizada na Galeria de Arte Pintor Samora Barros em 2024. As suas obras integram atualmente coleções particulares em Portugal e no estrangeiro.

A exposição pode ser visitada até 29 de junho, de segunda-feira a sábado, entre as 09h30 e as 12h30 e das 13h30 às 17h30. A galeria encontra-se encerrada aos domingos e feriados.

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