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Justiça revoga prisão domiciliar de Danúbia Rangel no Rio

O TJRJ (Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro) revogou a prisão domiciliar de Danúbia de Souza Rangel, condenada por lavagem de dinheiro e conhecida por ter sido companheira do traficante Nem da Rocinha. Com a decisão, ela retornou ao sistema prisional nesta terça-feira (9).

Segundo a Seppen (Secretaria de Estado de Administração Penitenciária), Danúbia está custodiada no Presídio Djanira Dolores de Oliveira, no Complexo de Bangu. Ela havia obtido o benefício da prisão domiciliar em julho do ano passado, após ser presa poucas horas depois de dar à luz uma menina diagnosticada com Síndrome de Down.

O pedido de revogação foi apresentado pelo MPRJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro). Entre os argumentos apresentados estão a avaliação de periculosidade da condenada e a existência de outras pessoas aptas a prestar os cuidados necessários à criança, atualmente com 10 meses de idade.

A decisão judicial determinou que Danúbia se apresentasse à Justiça no prazo de até 15 dias para retomar o cumprimento da pena em regime semiaberto. De acordo com a defesa, ela já estava a caminho do fórum para cumprir a determinação quando foi abordada por policiais militares.

A abordagem ocorreu na tarde desta terça-feira (9), na Avenida Salvador Allende, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, nas proximidades do 31º BPM (Recreio dos Bandeirantes).

O advogado Marco Aurélio informou que Danúbia estava sendo levada à Vara de Execuções Penais para iniciar os procedimentos de ingresso em uma unidade prisional. Ainda segundo a defesa, os policiais solicitaram que ela os acompanhasse até uma delegacia. Outro advogado que a acompanhava afirmou que não havia mandado de prisão expedido contra sua cliente.

No momento da abordagem, Danúbia estava com a filha no colo e utilizava tornozeleira eletrônica, equipamento que monitorava o cumprimento das condições impostas pela Justiça.

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Polícia Civil do RJ faz megaoperação contra o TCP no Complexo da Maré

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, nesta quarta-feira (10), uma megaoperação no Complexo da Maré, na zona Norte do Rio, para cumprir 56 mandados de prisão e 42 mandados de busca e apreensão contra integrantes da facção criminosa TCP (Terceiro Comando Puro).

As ordens judiciais foram expedidas pelo Poder Judiciário e têm como objetivo desarticular estruturas criminosas que atuam nas comunidades da região. A ação conta com o apoio do (Bope) Batalhão de Operações Policiais Especiais e do Batalhão de Choque da Polícia Militar.

Dois suspeitos foram presos em flagrante por equipes do Bope. Com eles, dois fuzis, diversos carregadores, um rádio comunicador e outros materiais foram apreendidos.

A ação, segundo a corporação, é resultado de meses de investigação conduzida pela 21ª DP (Bonsucesso), com apoio de setores de inteligência, análise de documentos e coleta de depoimentos. As apurações foram organizadas em seis frentes independentes, que permitiram mapear diferentes núcleos de atuação da organização criminosa.

Durante a entrada das equipes nas comunidades, os agentes foram recebidos a tiros por criminosos. Também houve o registro de barricadas incendiadas por integrantes da facção na tentativa de dificultar o avanço das forças de segurança.

As investigações apontaram o envolvimento dos alvos em uma série de crimes que vão além do tráfico de drogas. Entre os delitos identificados estão roubos de carga, homicídios, violência doméstica e crimes praticados contra crianças e adolescentes.

A operação busca atingir integrantes responsáveis por funções estratégicas dentro da organização, além de reunir novas provas que possam fortalecer os inquéritos em andamento.

A Polícia Civil informou que a ofensiva faz parte de uma estratégia para enfraquecer o poder operacional da facção e ampliar o combate ao crime organizado na região. O resultado da operação será divulgado após a conclusão das diligências.

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