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Jogador do Celtic casa-se com cantora britânica na Igreja Matriz de Estoi e a escolha do local não foi ao acaso

O casamento entre a cantora britânica Perrie Edwards e o futebolista do Celtic Alex Oxlade-Chamberlain realizou-se este sábado na Igreja Matriz de Estoi, no Algarve, num ambiente reservado e com um círculo restrito de familiares e amigos. A cerimónia, marcada pela discrição, teve como pano de fundo uma vila histórica escolhida pelo casal para oficializar uma relação que começou há vários anos e que já inclui dois filhos.

De acordo com o Jornal de Notícias, a escolha do Algarve não foi casual, uma vez que o casal mantém uma ligação próxima à região, onde costuma passar períodos de férias e onde a cantora possui residência na zona da Quinta do Lago.

Ligação antiga ao Algarve

A relação do casal com o sul do país terá sido determinante na decisão de realizar o casamento em Estoi. A preferência por um enquadramento mais íntimo e afastado dos grandes centros mediáticos levou-os a optar por uma cerimónia numa igreja histórica da aldeia, longe dos habituais holofotes do espetáculo e do futebol.

Segundo a mesma fonte, o momento decorreu num registo tradicional, com a Igreja Matriz a servir de cenário para o “sim”, num ambiente que reforçou o caráter privado da celebração.

Dia marcado pela discrição

A cerimónia teve uma duração aproximada de 30 minutos e terminou com aplausos e uma chuva de pétalas à saída dos noivos. Perrie Edwards surgiu com um vestido branco de renda, de corte sereia e mangas compridas, enquanto Alex Oxlade-Chamberlain optou por um fato preto com gravata borboleta.

O acesso ao interior da igreja foi reservado a convidados próximos, num registo que procurou manter a celebração longe da exposição mediática habitual associada a figuras públicas do entretenimento e do desporto.

Festa prolongada na vila de Estoi

Após a cerimónia religiosa, os convidados reuniram-se na praça da vila antes de seguirem para a receção, que decorreu no restaurante Parrilla Pure. A celebração prolongou-se ao longo do dia num ambiente mais descontraído. Conforme a mesma fonte, parte dos convidados ficou alojada no Conrad Algarve, onde também decorreram momentos de convívio durante o fim de semana, prolongando as celebrações para além do dia do casamento.

A história do casal começou em 2016, tendo o namoro sido tornado público em 2019. Ao longo dos anos, a relação consolidou-se até culminar agora no casamento realizado no Algarve. O casal tem dois filhos, Axel e Alanis Valentine, e tem mantido uma vida familiar discreta, alternando entre compromissos profissionais e períodos de maior privacidade.

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Equipa de portugueses cria gelatina para hidratação de gatos e conquista prémio: só falta escolher o sabor

A criação de uma gelatina desenvolvida para melhorar a hidratação dos gatos valeu a uma equipa da Escola Superior Agrária de Coimbra a vitória na mais recente edição do Concurso Regional Poliempreende. O produto ainda está em fase de testes, mas já despertou interesse pela abordagem a um dos problemas mais frequentes na saúde felina.

De acordo com a agência de notícias Lusa, o projeto foi desenvolvido por Bruna Silva e Marco Silva e pretende oferecer uma alternativa simples para aumentar o consumo de água por parte dos gatos, especialmente em situações de doença ou durante deslocações.

Problema comum entre os felinos

A ideia nasceu da observação de uma realidade conhecida pelos médicos veterinários. Os gatos tendem a ingerir pouca água ao longo da vida, o que pode contribuir para o aparecimento de doenças renais crónicas.

A equipa explicou que “um dos maiores problemas nos gatos é a hidratação”. Os autores do projeto recordam que existem situações em que os animais necessitam mesmo de receber fluidoterapia para compensar défices de ingestão de água.

Gelatina com 97% de água

A solução criada apresenta uma composição pensada para responder a esse desafio. Segundo a mesma fonte, a gelatina contém 97% de água e uma quantidade reduzida de proteínas, características consideradas adequadas para animais com determinadas condições de saúde. Além de poder ser utilizada em contexto clínico, a gelatina foi também concebida para situações mais comuns do quotidiano. Viagens, férias ou deslocações prolongadas estão entre os cenários em que o produto poderá ajudar os tutores a manter os animais hidratados.

Apesar do prémio conquistado, o produto ainda não chegou ao mercado. Nesta fase, os criadores estão a realizar testes para identificar qual o sabor mais atrativo para os gatos. Depois dessa etapa, o objetivo passa pelo desenvolvimento da embalagem e pela avaliação da viabilidade comercial do projeto. A intenção é transformar a ideia académica num produto disponível para os consumidores.

O que diferencia esta proposta

A equipa considera que a inovação está precisamente na combinação da fórmula e da finalidade do produto. Conforme a mesma fonte, existem atualmente sopas, caldos e algumas gelatinas específicas para animais, mas com composições nutricionais diferentes. Os autores defendem que a solução criada responde a necessidades concretas de hidratação, distinguindo-se das opções já existentes no mercado.

O plano não se limita à comercialização da gelatina. Os responsáveis admitem a possibilidade de criar soluções complementares associadas ao produto. Entre as ideias previstas está a instalação de máquinas de venda automática adaptadas para produtos destinados a animais de companhia, permitindo aumentar a acessibilidade e a distribuição da solução.

Concurso que distinguiu a ideia

O Poliempreende é uma das principais iniciativas de promoção do empreendedorismo académico em Portugal. A competição reúne projetos de várias instituições de ensino superior e procura apoiar a transformação de ideias em negócios com potencial de mercado.

Nesta edição, o segundo lugar foi atribuído a uma plataforma digital focada na prevenção do abandono escolar no ensino superior, enquanto o terceiro prémio distinguiu um projeto dedicado à dinamização de comunidades e à participação cívica.

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Ponte portuguesa acaba de fechar ao trânsito e só reabre daqui a três meses

A Ponte Móvel de Leixões, que assegura a ligação entre Matosinhos e Leça da Palmeira, entrou na última segunda-feira, 15 de junho, em obras de reabilitação e manutenção, ficando encerrada à circulação durante cerca de três meses. A interdição abrange veículos, peões, bicicletas e trotinetas.

De acordo com o Diário de Notícias, a intervenção arrancou após o último dia de circulação ter sido assinalado no domingo, 14 de junho. A conclusão dos trabalhos está prevista para meados de setembro.

Ligação interrompida até ao final do verão

Inaugurada em 2007, a Ponte Móvel de Leixões é considerada a quarta maior ponte móvel do mundo, contando com um vão de 92 metros. A estrutura desempenha um papel central na ligação entre as duas margens da zona portuária.

Para minimizar os impactos do encerramento, a Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL) vai disponibilizar um serviço gratuito de autocarro para peões e utilizadores de bicicletas e trotinetas.

Alternativa gratuita para os utilizadores

Segundo a mesma fonte, o transporte funcionará ao longo de todo o dia e também durante a madrugada. Entre as 7 h e as 22 h, os autocarros terão uma frequência de 15 minutos. Durante o período noturno, entre as 22 h e as 7 h, a frequência passa para 20 minutos.

A APDL explica que o percurso será realizado pelo interior do Porto de Leixões durante o dia e pelo exterior durante a noite, numa solução desenhada para garantir a continuidade das deslocações entre Matosinhos e Leça da Palmeira.

Onde ficam as paragens

As paragens estarão localizadas junto aos acessos habituais da travessia. Em Matosinhos, o embarque será feito na antiga Rua Cardeal D. Américo, junto ao acesso nascente da ponte. Já em Leça da Palmeira, a paragem ficará instalada no Largo Dona Adelina Pinto de Oliveira.

A administração portuária sublinha a importância da intervenção e pede compreensão aos utilizadores afetados pelo encerramento temporário.

O que vai ser feito na ponte

Entre os trabalhos previstos estão a remoção de componentes metálicos degradados, o tratamento anticorrosivo da estrutura principal e a substituição de diversos elementos metálicos por peças com proteção reforçada. A APDL considera que esta operação é necessária para garantir a segurança e a durabilidade da infraestrutura. Em comunicado citado pela publicação, a entidade afirma que “mais do que uma obra, trata-se de um esforço concreto para servir melhor a comunidade que diariamente depende desta travessia”.

Durante os próximos três meses, quem utilizava a Ponte Móvel de Leixões terá de recorrer às alternativas disponibilizadas ou optar por outros percursos rodoviários entre as duas localidades. Se o calendário previsto for cumprido, a travessia deverá reabrir ao público em setembro, após a conclusão dos trabalhos de manutenção e reabilitação da estrutura.

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Portugal tem 12 praias com água de “má” qualidade

A qualidade da água das praias portuguesas manteve-se globalmente elevada na época balnear de 2025, mas os dados mais recentes mostram também um aumento no número de zonas classificadas com qualidade “má”. De acordo com a agência de notícias Lusa, a Agência Europeia do Ambiente identificou 12 praias portuguesas com essa classificação, mais três do que no ano anterior.

No total, foram monitorizadas 682 praias em Portugal. A maioria continua a apresentar resultados positivos, com 559 zonas balneares classificadas com qualidade “excelente”.

Maioria continua com classificação elevada

Os números divulgados pela Agência Europeia do Ambiente mostram que 82% das praias monitorizadas receberam a classificação máxima. Além disso, 75 praias foram consideradas de qualidade “boa” e 19 obtiveram a classificação de “suficiente”. Apesar destes resultados, houve um aumento das praias com avaliação negativa. Segundo a mesma fonte, as classificações de qualidade “má” passaram de nove em 2024 para 12 em 2025.

Os dados revelam uma ligeira melhoria no número de praias classificadas como “excelentes”, que subiu de 556 para 559. Também as categorias “boa” e “suficiente” registaram aumentos face ao ano anterior. Por outro lado, o número de praias sem classificação diminuiu de 20 para 17. A Agência Europeia do Ambiente destaca que a qualidade global das águas balneares portuguesas continua a apresentar níveis elevados, apesar das variações registadas em algumas categorias.

Como são feitas as avaliações

A classificação das águas balneares é realizada com base em parâmetros microbiológicos definidos pela Diretiva das Águas Balneares da União Europeia. Entre os critérios analisados está a presença de bactérias que podem indicar situações de poluição. Conforme a mesma fonte, cerca de 22.000 zonas balneares são monitorizadas todos os anos em toda a Europa. Os dados são fornecidos pelos países participantes e posteriormente avaliados pela Agência Europeia do Ambiente.

A nível europeu, os resultados mantêm uma tendência positiva. A agência refere que “a grande maioria das águas balneares na Europa cumpriu, em 2025, os mais rigorosos padrões de qualidade de banho da União Europeia”. Segundo os dados divulgados, 84,8% das zonas balneares europeias foram classificadas como “excelentes”, enquanto 96% cumpriram os padrões mínimos exigidos. Apenas 1,5% receberam a classificação de qualidade “má”.

Costas continuam a destacar-se

Os resultados mostram ainda que as águas costeiras apresentam desempenhos superiores aos registados em rios e lagos. Em 2025, 88% das águas costeiras da União Europeia foram classificadas como excelentes, contra 78% das águas interiores.

Entre os países com melhores resultados encontram-se a Áustria, Bulgária, Chipre e Grécia, onde mais de 95% das zonas balneares alcançaram a classificação máxima. A Agência Europeia do Ambiente conclui que a qualidade das águas balneares europeias permaneceu estável face ao ano anterior.

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Há novas piscinas naturais no Algarve onde vai poder mergulhar sem pagar bilhete e a ‘culpa’ foi da chuva

O regresso da água às piscinas naturais do Parque Municipal do Sítio das Fontes, no concelho de Lagoa, está a devolver vida a um dos espaços mais conhecidos daquela zona do Algarve. Após vários anos afetado pela seca, o local voltou a apresentar condições que permitem a utilização das zonas de banho naturais, atraindo residentes e visitantes em busca de um refúgio ao ar livre durante os meses mais quentes.

De acordo com a NiT, o fenómeno está diretamente ligado à recuperação dos níveis de água do Aquífero Querença-Silves, considerado a maior reserva subterrânea de água doce da região algarvia. A reposição das reservas ocorreu após períodos de precipitação mais significativos, permitindo o aumento do caudal das nascentes que alimentam o parque.

De onde vem a água que enche as piscinas

A explicação para este reaparecimento encontra-se no percurso que a água faz desde o interior da região até às zonas costeiras. José Vieira, da Divisão de Ambiente, explicou num vídeo divulgado pela Câmara de Lagoa que “a água que cai na serra escorre para sul e, assim que chega a estas zonas calcárias, este grande maciço cársico começa a infiltrar-se e a também alimentar o freático”.

À medida que essa água se infiltra e percorre o sistema subterrâneo, acaba por emergir nas nascentes existentes no Sítio das Fontes. O aumento da recarga do aquífero pode mesmo levar à inundação de algumas áreas do parque, fenómeno que contribui para o enchimento das conhecidas piscinas naturais.

Um espaço procurado além dos mergulhos

Com cerca de 18 hectares de área, o parque não se resume apenas às zonas de banho. O espaço integra linhas de água, antigas áreas agrícolas e diversos percursos utilizados ao longo do ano por visitantes e grupos escolares interessados em conhecer o património natural e histórico do concelho.

Uma das zonas mais frequentadas continua a ser a área junto ao antigo moinho de maré. Conforme a NiT, os visitantes encontram ali infraestruturas de apoio como instalações sanitárias, churrasqueiras e um parque infantil, o que permite passar várias horas no local sem necessidade de sair do recinto.

Regresso de um cenário que a seca tinha alterado

Nos últimos anos, a falta de chuva reduziu significativamente a presença de água neste espaço natural. A recuperação agora observada representa uma mudança visível na paisagem e devolve uma das imagens mais características do parque.

A publicação refere que as piscinas naturais já podem ser utilizadas por habitantes da região e por turistas, num cenário que resulta diretamente da recuperação dos recursos hídricos subterrâneos do Algarve. O regresso da água transforma novamente o Sítio das Fontes num dos locais de referência para quem procura contacto com a natureza sem custos de acesso.

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Corpo de turista de 23 anos desaparecido foi encontrado junto à marina de Albufeira

O corpo do turista britânico de 23 anos que estava desaparecido no mar, em Albufeira, foi encontrado durante a tarde de terça-feira, 16 de junho, após uma operação de busca desencadeada na sequência do desaparecimento ocorrido enquanto tomava banho.

De acordo com o Correio da Manhã, o cadáver foi localizado na zona da Quinta da Orada, nas imediações do porto de abrigo de Albufeira. As operações de resgate foram coordenadas pelo comandante da Capitania do Porto de Portimão, com o apoio de uma embarcação dos Bombeiros de Albufeira.

Desapareceu enquanto estava a banhos

A vítima encontrava-se acompanhada por um amigo de 19 anos, também de nacionalidade britânica. Os dois estavam no mar quando foram surpreendidos pela força das águas. O jovem mais novo conseguiu regressar a terra pelos próprios meios e alertou as autoridades para a situação. Já o turista de 23 anos desapareceu pouco depois, dando início às buscas.

Segundo a mesma fonte, o corpo acabou por ser detetado nas proximidades da marina de Albufeira, numa zona próxima da Quinta da Orada. As autoridades procederam à recuperação do cadáver, colocando assim um ponto final nas operações que decorreram após o alerta dado pelo companheiro da vítima.

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Ryanair desvia voo para o Algarve devido ao mau comportamento de um passageiro [vídeo]

Um voo da Ryanair entre Manchester e Tenerife Sul foi desviado para o Algarve depois de dois passageiros terem provocado perturbações a bordo, obrigando a tripulação a pedir intervenção policial. O incidente ocorreu a 10 de junho e levou a aeronave a aterrar no Aeroporto de Faro antes de prosseguir viagem para as Canárias.

De acordo com o jornal Daily Mail, um dos passageiros foi filmado a percorrer o corredor da cabine enquanto cantava e dançava, perante a reação dos restantes ocupantes do avião. As imagens acabaram por circular nas redes sociais e acumularam milhares de visualizações.

Imagens mostram tensão dentro da cabine

Nos vídeos divulgados, é possível ver o homem a caminhar pelo corredor enquanto dirige comentários aos restantes passageiros. Algumas pessoas reagiram com risos, enquanto outras demonstraram desagrado e pediram que regressasse ao lugar.

Em determinado momento, acrescenta a publicação, vários passageiros começaram a filmar a situação e uma mulher pode ser ouvida a dizer-lhe para abandonar o avião. Também é visível outro ocupante de pé na parte traseira da aeronave, aparentemente a incentivar o comportamento.

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Un gamberro obliga a un vuelo de Ryanair a aterrizar de emergencia en Portugal portugal #gamberro #ryanair #vuelo #tenerife

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Polícia esperava o avião em Faro

Perante a situação, a tripulação decidiu solicitar apoio às autoridades ainda antes da aterragem. A Ryanair confirmou posteriormente que a aeronave foi desviada para Faro devido ao comportamento de dois passageiros.

“Este voo de Manchester para Tenerife Sul foi desviado para Faro depois de dois passageiros se terem tornado perturbadores a bordo”, afirmou um porta-voz da companhia aérea ao Daily Mail. Segundo a mesma fonte, as forças de segurança aguardavam a chegada do avião ao Algarve e procederam à remoção dos passageiros envolvidos antes de a viagem ser retomada.

Companhia reafirma política de tolerância zero

A transportadora sublinhou que mantém uma posição firme perante situações deste género. “A Ryanair tem uma política rigorosa de tolerância zero relativamente à má conduta dos passageiros”, declarou a empresa.

A companhia acrescentou ainda que continuará a tomar medidas para garantir que passageiros e tripulações possam viajar “num ambiente respeitador e sem perturbações desnecessárias”.

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Portugueses provam que consumir proteína animal em vez de vegetal só tem vantagens a partir de uma idade específica

O consumo de proteína de origem animal ou vegetal produz resultados muito semelhantes no aumento da proteína muscular da maioria das pessoas, mas um estudo realizado por investigadores portugueses concluiu que essa realidade muda a partir dos 65 anos. Nessa faixa etária, a proteína animal revelou uma ligeira vantagem na estimulação da síntese proteica muscular.

De acordo com a agência de notícias Lusa, as conclusões resultam de uma meta-análise conduzida pelo Laboratório de Função Neuromuscular da Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa.

O que analisou o estudo

A investigação comparou 12 estudos científicos dedicados ao impacto da ingestão de proteína animal e vegetal no músculo esquelético. A análise teve em conta diferentes grupos etários, períodos de observação e também situações em que a alimentação foi combinada com treino de força. Os resultados mostraram que, entre os participantes mais jovens, as diferenças entre os dois tipos de proteína foram praticamente inexistentes.

A meta-análise envolveu um total de 303 participantes, dos quais 121 tinham mais de 65 anos. Foi precisamente neste grupo que surgiram diferenças mais evidentes na resposta muscular ao consumo de proteína.

Explicação está num aminoácido

Em declarações à Lusa, o orientador do estudo, Gonçalo Vilhena de Mendonça, explicou que a principal diferença está relacionada com a leucina, um aminoácido presente em maior quantidade nas proteínas de origem animal. Segundo o investigador, este composto desempenha um papel relevante na estimulação da produção de proteína muscular.

“E a partir de determinada idade (…) é preciso aumentar um bocadinho mais essa quantidade de leucina que é ingerida para estimular ao acréscimo de proteína no músculo esquelético”, afirmou. O investigador acrescentou que, quando os idosos consomem proteínas com menor teor deste aminoácido, “o músculo responde de uma forma diferente”.

Nos mais novos, os resultados são semelhantes

Os investigadores concluíram que a origem da proteína tem pouca influência na síntese proteica muscular em adultos mais jovens. Mesmo quando associada ao treino de força, a proteína vegetal apresentou uma eficácia semelhante à proteína animal no estímulo ao crescimento e manutenção da massa muscular.

Esta conclusão poderá ser relevante para pessoas que seguem regimes alimentares vegetarianos ou que procuram alternativas às proteínas tradicionalmente utilizadas em suplementos desportivos.

Vantagens da proteína vegetal

Além dos resultados observados no estudo, Gonçalo Vilhena de Mendonça destacou algumas vantagens associadas às proteínas de origem vegetal. Conforme a mesma fonte, estes suplementos tendem a apresentar preços mais baixos quando comparados com muitas opções de origem animal.

“A proteína vegetal, pelo menos a que é comercializada em forma de suplemento, é normalmente mais barata do que a de origem animal”, explicou o investigador. Acrescentou ainda que esta opção é mais sustentável do ponto de vista ambiental e compatível com dietas vegetarianas.

Alternativa para algumas pessoas

O estudo recorda também que existem consumidores que enfrentam limitações no consumo de determinadas proteínas animais. O investigador lembrou que muitas pessoas apresentam intolerância à lactose, o que pode dificultar a utilização de suplementos derivados do leite.

“Há uma série de pessoas que têm intolerância à lactose. E a proteína do soro do leite, a whey, deriva do leite e, portanto, não é o ideal para pessoas que são intolerantes à lactose”, referiu.

O que concluem os investigadores

A principal conclusão da investigação é que a escolha entre proteína animal e vegetal não parece fazer diferença significativa para a maioria dos adultos mais jovens no que respeita à síntese proteica muscular. Já entre os maiores de 65 anos, a maior concentração de leucina presente nas proteínas animais poderá proporcionar uma resposta muscular ligeiramente superior.

Os resultados agora divulgados ajudam a esclarecer um debate frequente sobre a eficácia das diferentes fontes de proteína e sugerem que a idade pode ser um fator determinante na resposta do organismo a cada uma delas.

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A partir de 2027 pode passar a haver acesso de barco a estas praias portuguesas

A Câmara Municipal de Setúbal está a desenvolver um projeto que poderá permitir o acesso às praias da Arrábida por via marítima a partir de 2027, criando uma alternativa aos constrangimentos rodoviários que têm marcado os últimos tempos naquela zona costeira. A intenção passa por disponibilizar um serviço com preços semelhantes aos praticados nos transportes públicos abrangidos pelo passe Navegante.

De acordo com a agência de notícias Lusa, a autarquia já iniciou contactos com operadores privados que manifestaram disponibilidade para assegurar estas ligações marítimas. A medida surge numa altura em que os acessos rodoviários à serra da Arrábida continuam condicionados por questões de segurança.

Solução pensada para aliviar as estradas

A vice-presidente da Câmara de Setúbal, Maria do Carmo Tiago, explicou que o objetivo é reduzir a pressão automóvel sobre os acessos às praias e oferecer uma alternativa sustentável aos visitantes. “É um projeto para desenvolver para o próximo ano”, afirmou à agência noticiosa.

Segundo a mesma fonte, o município pretende que o serviço funcione com tarifas equivalentes às dos restantes transportes públicos da Área Metropolitana de Lisboa. Contudo, a concretização dessa solução depende ainda de articulação com diversas entidades, entre elas a Transportes Metropolitanos de Lisboa.

Tempestades aceleraram a procura de alternativas

A proposta ganhou força depois das tempestades que atingiram o concelho nos primeiros meses do ano. Os fenómenos meteorológicos agravaram a instabilidade das arribas da Arrábida e obrigaram à implementação de restrições em vários troços rodoviários por razões de segurança.

Maria do Carmo Tiago explicou ainda que a solução marítima não poderá avançar já nesta época balnear. Antes disso será necessário criar infraestruturas de apoio para a atracação das embarcações e para o embarque e desembarque de passageiros junto das praias.

Investimentos continuam a ser necessários

Paralelamente ao desenvolvimento do novo transporte, o município continua a identificar intervenções consideradas prioritárias na frente costeira. Entre elas está a reparação do talude que cedeu junto aos acessos à Praia de Albarquel.

Conforme a mesma fonte, a obra está atualmente estimada em cerca de 6,9 milhões de euros. A autarquia acompanha também a situação de um maciço rochoso com aproximadamente 2.000 toneladas que se encontra entre as praias da Figueirinha e de Galapos e que apresenta risco de derrocada.

Pedido de apoio para recuperar os danos

Para responder aos estragos provocados pelas intempéries, a Câmara de Setúbal apresentou ao Governo e à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo uma estimativa global de cerca de 50 milhões de euros.

A Lusa refere que este valor inclui intervenções na Arrábida, trabalhos de estabilização de arribas, reparações em infraestruturas afetadas e outras obras necessárias em diferentes zonas do concelho, incluindo áreas da freguesia de Azeitão.

O que pode mudar em 2027

Caso avance dentro dos prazos previstos, o transporte marítimo poderá tornar-se uma nova forma de chegar a algumas das praias mais procuradas da região. A aposta pretende não só melhorar a mobilidade durante o verão, mas também reduzir a dependência do automóvel numa área particularmente sensível do ponto de vista ambiental.

Para já, o município aguarda o desenvolvimento dos estudos e das articulações necessárias, ao mesmo tempo que procura financiamento público para suportar os investimentos associados à recuperação dos danos causados pelos fenómenos meteorológicos extremos registados no início do ano.

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Há sardinha ‘aos molhos’ no Algarve mas o preço duplicou nas lotas

A sardinha está a ser capturada em quantidade significativa na costa algarvia, mas a abundância do peixe não se está a traduzir em preços mais baixos nas lotas. Pelo contrário, os valores pagos por quilo têm vindo a subir e já duplicaram face ao mesmo período do ano passado, numa altura em que os Santos Populares aumentam a procura deste produto tão associado às tradições portuguesas.

De acordo com o Correio da Manhã, o Porto de Pesca do Arade, em Portimão, tem recebido várias toneladas de sardinha nos últimos dias. O peixe apresenta o calibre e o teor de gordura considerados adequados para esta fase da campanha, fatores que contribuem para a valorização do produto no mercado.

Ano muito diferente do anterior

Os números mostram uma evolução expressiva. Enquanto em junho do ano passado o preço médio rondava os 70 cêntimos por quilo, atualmente a sardinha tem sido vendida em algumas lotas por cerca de dois euros. Em muitos casos, acrescenta a publicação, os valores têm permanecido acima dos 1,50 euros desde o início da campanha.

Fábio Mateus, representante da BARLAPESCAS, explica que existem vários fatores por detrás desta valorização. “Hoje o preço por quilo rondou os dois euros em algumas lotas. Este ano, regra geral, ainda não baixou de 1,50 euros. No ano passado o preço rondava os 70 cêntimos”, afirmou ao jornal.

Procura internacional ajuda a puxar os preços

Uma das razões apontadas para esta subida está relacionada com a procura externa. Segundo o responsável da cooperativa, a redução dos stocks de sardinha em Marrocos levou várias indústrias conserveiras a procurar matéria-prima em Portugal.

“Como Marrocos registou um declínio de stock, as conserveiras têm vindo a Portugal comprar a sardinha nas lotas portuguesas”, explicou. A certificação sustentável da pescaria portuguesa é outro elemento que tem contribuído para aumentar o interesse de compradores internacionais.

A recuperação do selo azul do Marine Stewardship Council, obtida no ano passado, abriu portas a novos mercados e reforçou a valorização do pescado nacional. O reconhecimento distingue práticas de pesca sustentáveis e voltou a ser atribuído à sardinha portuguesa depois de uma década sem essa certificação.

Pescadores beneficiam da valorização

Apesar dos desafios diários da atividade, os pescadores reconhecem que o atual cenário representa um alívio para o setor. Fernando Duarte, pescador algarvio, viveu recentemente um contratempo quando uma rede se rompeu durante uma saída para o mar, reduzindo a quantidade de peixe capturada.

Ainda assim, o profissional considera que a campanha tem sido positiva. “Temos apanhado muita sardinha. Não nos podemos queixar do preço”, afirmou ao Correio da Manhã. O pescador recorda que os custos de operação aumentaram nos últimos anos, sobretudo devido à subida do preço dos combustíveis.

Menos quota disponível em 2026

A valorização da sardinha acontece num ano em que Portugal dispõe de uma quota inferior à da campanha anterior. Conforme refere a mesma fonte, o limite de captura fixado para este ano é de 33.446 toneladas, menos 960 toneladas do que em 2025.

A gestão da espécie continua a ser realizada de forma conjunta por Portugal e Espanha, ao abrigo do plano plurianual em vigor entre 2021 e 2026. A campanha arrancou a 4 de maio, cerca de um mês mais tarde do que no ano passado.

Impacto pode chegar ao consumidor

Embora os preços praticados em lota não se reflitam automaticamente no valor final pago pelos consumidores, a tendência poderá ter consequências no comércio e na restauração durante as festas populares.

Com uma procura elevada, maior interesse internacional e custos operacionais mais elevados, a sardinha chega este verão aos mercados com uma valorização significativa. A abundância do peixe nas águas algarvias continua a ser uma realidade, mas isso não impediu que o seu preço atingisse níveis bastante superiores aos registados há apenas um ano.

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MEO prepara corte de 1.200 postos de trabalho e há quem diga que falta precisamente o contrário

A MEO poderá avançar com o despedimento de cerca de 1.200 trabalhadores após ter obtido o estatuto de empresa em reestruturação, uma decisão que está a gerar contestação sindical. A medida surge numa altura em que representantes dos trabalhadores defendem que a operadora já enfrenta escassez de recursos humanos em diversos serviços, levantando dúvidas sobre o impacto de uma nova redução de efetivos.

De acordo com o site da rádio Renascença, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Telecomunicações e Audiovisual (SINTTAV), o mais representativo entre os sindicatos ligados à empresa, foi surpreendido pelas notícias relacionadas com o eventual despedimento coletivo.

Sindicato diz ter sido apanhado de surpresa

O presidente do SINTTAV, Manuel Gonçalves, afirmou que não recebeu qualquer indicação prévia por parte da empresa. “Ainda há dois dias estive em Bruxelas com dois representantes da empresa e não falámos em nada disso”, declarou à estação de rádio.

Para o dirigente sindical, a possibilidade de mais uma redução de trabalhadores enquadra-se numa estratégia seguida desde a aquisição da antiga Portugal Telecom pela Altice. Segundo explicou, a política tem sido marcada pela diminuição contínua dos quadros da empresa.

Redução contínua ao longo dos anos

Manuel Gonçalves recorda que a dimensão da operadora mudou significativamente nas últimas décadas. “Em 1994, éramos 24.000 e neste momento somos menos de 5.000”, afirmou, descrevendo um processo gradual de redução de recursos humanos.

A mesma fonte refere que muitos trabalhadores têm deixado a empresa através de reformas, aposentações, reformas antecipadas e acordos de rescisão por mútuo consentimento. Ainda assim, o sindicato considera que os números continuam a diminuir de forma acentuada.

Venda da empresa aumenta preocupações

Segundo o responsável sindical, a situação poderá estar relacionada com o processo de procura de um comprador para a empresa. Manuel Gonçalves sustenta que o número de trabalhadores influencia a valorização da operadora numa eventual venda.

“A empresa como a MEO se tiver 5.000 trabalhadores tem um preço, se tiver 3.000 tem outro preço e o dono da Altice quer é dinheiro”, afirmou. Acrescenta ainda que a Altice terá encerrado recentemente 23 edifícios, estruturas que poderão igualmente ser alienadas.

Falta de pessoal é apontada como problema

A contestação do sindicato ganha força porque, segundo os representantes dos trabalhadores, a empresa já sente dificuldades operacionais devido à falta de pessoal. O dirigente sindical cita como exemplo os efeitos das tempestades que atingiram várias regiões do país no início deste ano.

“Há muitos telefones que ainda não funcionam desde a catástrofe e não se sabe quando começam a funcionar porque não há pessoal”, lamentou. “Eles não têm pessoal”, acrescentou.

Rescisões podem atingir valores elevados

A Renascença refere ainda que continuam a existir processos de saída negociada. Segundo Manuel Gonçalves, algumas rescisões por mútuo acordo rondam os 100.000 euros, embora alerte para os riscos associados a essas decisões.

“O dinheiro vai depressa”, afirmou o sindicalista, alertando para situações de trabalhadores relativamente jovens que optam por abandonar a empresa. “Há trabalhadores com pouco mais de 40 anos a rescindirem. Ao fim de meia dúzia de anos, não têm dinheiro nem posto de trabalho.”

Estatuto de reestruturação abre caminho ao processo

A possibilidade de despedimento está associada ao estatuto de empresa em reestruturação solicitado pela MEO. Segundo a mesma fonte, esse enquadramento foi atribuído no início deste ano e mantém-se válido até 30 de junho.

É precisamente através deste mecanismo que a operadora poderá avançar com o corte de cerca de 1.200 postos de trabalho. Apesar da oposição manifestada pelo sindicato, Manuel Gonçalves admite que a margem de intervenção é reduzida, uma vez que o processo já recebeu enquadramento legal por parte das entidades competentes.

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Vai ser testada em Portugal a injeção que já ‘destruiu’ totalmente 15 tumores

A injeção experimental “amivantamab”, que apresentou resultados promissores no tratamento do cancro da cabeça e pescoço, vai começar a ser testada em Portugal. O tratamento será administrado em cinco hospitais portugueses no âmbito de um ensaio clínico internacional que pretende avaliar a sua eficácia em centenas de doentes.

De acordo com a SIC Notícias, os resultados mais recentes foram apresentados no encontro anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO). O medicamento, desenvolvido pela Johnson & Johnson, foi testado em 102 doentes e conseguiu reduzir os tumores em 28 participantes. Em 15 desses casos, os tumores desapareceram por completo durante o estudo.

Cinco hospitais portugueses vão participar

A próxima fase do ensaio envolverá cerca de 500 doentes de vários países. Portugal integra essa nova etapa através dos hospitais de Portimão, Gaia-Espinho, IPO do Porto, Santa Maria e CUF Descobertas.

Segundo a mesma fonte, o estudo destina-se a pessoas com carcinomas da cabeça e pescoço que já não podem ser tratados através de terapias locais. O primeiro doente português deverá entrar no ensaio ainda durante este mês.

Em declarações citadas pela mesma publicação, o oncologista Diogo Alpuim Costa, investigador principal do estudo em Portugal, confirmou que a inclusão dos primeiros participantes está já em fase de preparação.

Como atua o tratamento

O “amivantamab” distingue-se também pela forma de administração. Em vez de ser administrado por via intravenosa, é aplicado sob a pele de três em três semanas, tornando o processo mais simples para os doentes.

O jornal The Guardian explica também que o medicamento atua sobre diferentes mecanismos associados ao crescimento do cancro. Por um lado, bloqueia o EGFR, uma proteína que favorece o desenvolvimento dos tumores. Por outro, atua sobre o MET, uma via utilizada por células cancerígenas para resistirem aos tratamentos. Além disso, o tratamento ajuda a estimular a resposta do sistema imunitário contra a doença.

Resultados encorajadores

Os dados divulgados até ao momento indicam que a maioria dos efeitos secundários observados foi ligeira ou moderada. Acrescenta a publicação britânica que menos de um em cada 10 participantes precisou de interromper o tratamento.

O medicamento está também a ser estudado noutras formas de cancro, incluindo tumores do pulmão, cérebro, estômago, cólon e reto. Atualmente existem dezenas de ensaios clínicos em curso para avaliar o seu potencial em diferentes tipos de doença.

Em Portugal são diagnosticados todos os anos entre 2.500 e 3.000 casos de cancro da cabeça e pescoço. Mais de metade é detetada numa fase avançada, o que torna particularmente relevantes os estudos que procuram novas opções terapêuticas para estes doentes.

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Universidade do Algarve vai retirar da cantina um alimento muito comum na dieta dos portugueses já no próximo ano letivo

A Universidade do Algarve vai eliminar a carne de vaca da sua oferta alimentar já no próximo ano letivo, no âmbito de uma campanha que pretende promover hábitos alimentares mais sustentáveis e alinhados com preocupações ambientais e de saúde pública. De acordo com o jornal Sul Informação, a medida integra a iniciativa “O Futuro Começa no Prato”, que procura sensibilizar toda a comunidade académica para escolhas alimentares mais conscientes.

A campanha assenta no lema “Pequenas escolhas. Grande impacto” e parte da ideia de que alterações nos hábitos alimentares podem contribuir para reduzir a pressão sobre os recursos naturais, ao mesmo tempo que promovem uma alimentação mais equilibrada.

Mudança que começa nas cantinas

A retirada da carne de vaca será uma das medidas mais visíveis desta estratégia. Além dessa alteração, a universidade prevê reforçar a presença de alimentos de origem vegetal e marinha, descritos como opções “verdes e azuis”, nos vários espaços de restauração dos seus campi.

A iniciativa prevê ainda intervenções físicas em alguns espaços universitários. Em Gambelas será criado um novo espaço alimentar na Nave das Artes, enquanto no campus da Penha está prevista a remodelação do bar de Engenharia Civil. Estas mudanças enquadram-se também nas metas definidas pelo Plano Estratégico UAlg Horizonte 2030.

Peso ambiental da alimentação

De acordo com a mesma fonte, a campanha chama a atenção para o impacto ambiental associado aos atuais sistemas alimentares. Os dados citados indicam que estes sistemas representam entre 26% e 34% das emissões globais de gases com efeito de estufa.

No caso da carne de vaca, o impacto é particularmente relevante. A publicação refere que a produção deste alimento pode emitir mais de 50 quilos de dióxido de carbono equivalente por cada quilo produzido, colocando-o entre os produtos alimentares com maior pegada ambiental.

Aposta nos chamados alimentos azuis

A Universidade do Algarve pretende valorizar alternativas associadas ao mar, como sardinha, cavala, mexilhão ou amêijoa. Estes alimentos fornecem nutrientes frequentemente associados ao consumo de carne de vaca, incluindo proteína, vitamina D, vitamina B12 e ferro.

Segundo o Sul Informação, também as algas e muitos vegetais produzidos localmente podem apresentar um impacto ambiental inferior, sendo apontados como alternativas compatíveis com uma alimentação mais sustentável.

Papel da investigação científica

A estratégia adotada pela universidade apoia-se igualmente em trabalhos científicos desenvolvidos por Carlos Duarte, Doutor Honoris Causa da instituição. A investigação destaca o potencial da aquacultura marinha e da produção de algas para reforçar a segurança alimentar e apoiar a transição para sistemas alimentares mais sustentáveis.

A campanha valoriza ainda princípios associados à Dieta Mediterrânica, privilegiando produtos locais, sazonais e de origem diversificada, adaptados ao contexto regional algarvio.

A posição da reitora

Para a reitora da Universidade do Algarve, Alexandra Teodósio, o contexto atual exige uma resposta concreta por parte das instituições de ensino superior. Citada pela mesma fonte, afirma que “o contexto atual, marcado pelas alterações climáticas, pela instabilidade geopolítica e pelo aumento global da inflação, exige uma resposta clara e efetiva por parte das instituições de ensino superior”.

A responsável acrescenta que os sistemas alimentares continuam a estar ligados a desafios globais como a segurança alimentar, a saúde humana, a sustentabilidade ambiental e a justiça social. “Uma alimentação mais assente em produtos de origem vegetal e marinha, produzidos de forma sustentável, contribui não só para a saúde e para a sustentabilidade ambiental, mas também para a justiça social”, defende.

Iniciativa com objetivos mais amplos

A campanha nasceu no âmbito do concurso de ideias “Greening Our Campus”, promovido pelo grupo de trabalho da Universidade do Algarve na Universidade Europeia dos Mares, SEA-EU. O projeto “Mudança Sistémica da Alimentação na UAlg” foi um dos vencedores da edição de 2025.

Alexandra Teodósio considera que ações desta natureza devem também funcionar como instrumentos de aprendizagem. A reitora sublinha que “é fundamental que nas Instituições de Ensino Superior como a UAlg (…) ações coletivas, como a campanha que lançamos ‘O Futuro Começa no Prato’, sejam também entendidas como instrumentos de aprendizagem e de promoção de estilos de vida mais sustentáveis”.

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Vá de ‘mãos a abanar’: quatro praias portuguesas têm espreguiçadeiras e para-ventos gratuitos para os banhistas

A época balnear arrancou no último sábado, 13 de junho, em Matosinhos com uma medida pouco habitual nas praias portuguesas. De acordo com a agência de notícias Lusa, os areais de Matosinhos, Leça da Palmeira, Aterro e Marreco vão disponibilizar gratuitamente centenas de equipamentos de apoio aos banhistas, incluindo cadeiras de praia, para-ventos, espreguiçadeiras e camas de rede.

A iniciativa resulta de uma parceria com o Turismo de Matosinhos e pretende melhorar as condições de permanência de quem frequenta a costa durante os meses de verão, sem qualquer custo associado à utilização destes equipamentos.

Centenas de equipamentos espalhados pelos areais

No total, estarão disponíveis 600 cadeiras de praia, 600 para-ventos, 57 para-ventos coletivos, 22 cabines para mudança de roupa, 16 espreguiçadeiras e 12 camas de rede instaladas junto aos passadiços. Segundo a autarquia, o objetivo passa por proporcionar maior conforto aos utilizadores das praias do concelho.

Os equipamentos foram distribuídos pelas quatro praias abrangidas pela medida e destinam-se tanto a residentes como a visitantes que escolham esta zona do litoral para passar os dias de verão.

Mais serviços para os banhistas

Além da disponibilização destes materiais, a Câmara Municipal de Matosinhos reforçou vários serviços de apoio associados à época balnear. Entre as medidas implementadas encontram-se novos sanitários, incluindo estruturas adaptadas a pessoas com mobilidade reduzida, bem como ecopontos, torres de vigia e painéis informativos.

A mesma fonte adianta ainda que foram colocados nadadores-salvadores em praias sem concessão atribuída, procurando reforçar as condições de segurança ao longo da frente marítima do concelho.

Aposta na acessibilidade

Uma das novidades deste ano é a introdução do sistema ColorADD. Trata-se de uma sinalética adaptada para pessoas com daltonismo, permitindo uma leitura mais acessível da informação disponibilizada nos espaços balneares.

Segundo a autarquia, esta medida integra uma estratégia mais ampla de inclusão e acessibilidade, procurando garantir que as praias possam ser utilizadas por um maior número de pessoas em condições de igualdade.

Praias preparadas para receber visitantes

Antes do início da época balnear foram realizados trabalhos de limpeza e regularização dos areais, manutenção dos passadiços e intervenção nas áreas envolventes. Também os parques de estacionamento e os acessos às praias foram alvo de melhorias.

A época balnear decorre entre 13 de junho e 13 de setembro, período durante o qual estarão disponíveis todos os equipamentos e serviços agora anunciados pelo município.

Mais galardões atribuídos ao concelho

Este ano, Matosinhos conta com 19 praias distinguidas com Bandeira Azul, mais duas do que no ano anterior. Entre elas, 15 possuem condições de acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida e 13 receberam ainda a classificação de qualidade de ouro.

A Praia da Agudela destaca-se igualmente por ter sido reconhecida como “Praia ZERO Poluição”. A Lusa refere ainda que Matosinhos e Vila Nova de Gaia são os concelhos portugueses com maior número de Bandeiras Azuis atribuídas em 2026, somando 19 galardões cada.

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Novo modelo tarifário dos táxis entra em vigor a 19 de junho e nos feriados passa a haver um “agravamento do preço”

O novo modelo tarifário dos táxis em Portugal vai entrar em vigor a 19 de junho e introduz alterações no cálculo das viagens, incluindo agravamentos em feriados e datas festivas, além de uma contestação generalizada por parte das principais associações do setor. O diploma surge no âmbito do regime jurídico do transporte de passageiros em táxi e pode implicar aumentos até 9% no primeiro ano de aplicação.

De acordo com a agência de notícias Lusa, o sistema agora aprovado altera a estrutura tradicional das tarifas, mantendo uma bandeirada inicial mais baixa, mas introduzindo simultaneamente a cobrança combinada por tempo e distância ao longo da viagem. O novo modelo prevê ainda tarifas sazonais em zonas turísticas e diferenças de preço em função da capacidade dos veículos.

A mesma fonte refere que nos feriados e datas festivas passa a existir um “agravamento do preço associado ao tempo de viagem”, o que representa uma das mudanças mais contestadas no setor. O novo regulamento resulta do decreto-lei 101/2023 e aplica-se a todo o território nacional desde novembro do ano passado.

Operadores têm prazo para adaptação

Segundo a Lusa, os operadores de táxi terão um prazo de até 70 dias para proceder à adaptação dos taxímetros ao novo sistema, sendo o limite fixado em 28 de agosto. A implementação acompanha a publicação do regulamento em Diário da República e a sua entrada em vigor oficial.

O mesmo enquadramento legal estabelece que a estrutura tarifária passa a considerar diferentes variáveis no cálculo final da viagem, incluindo fatores sazonais e operacionais, o que obriga a ajustes técnicos nos equipamentos utilizados pelo setor.

Contestação cresce entre associações

As associações representativas do setor reagiram com forte oposição às novas regras. Em declarações à mesma fonte, o presidente da ANTRAL, Florêncio de Almeida, afirmou: “isto vai matar o setor”, defendendo que será pedida uma reunião urgente com a Autoridade da Mobilidade e dos Transportes.

A federação considera o regulamento prejudicial também para os passageiros, apontando que poderá haver impactos negativos na oferta de transporte. Já Carlos Silva, da Federação Portuguesa do Táxi, afirmou igualmente à Lusa que o modelo “tem divergências que são inultrapassáveis”, sublinhando que o diploma “não salvaguarda nem o interesse do passageiro, nem o interesse do táxi”.

Críticas ao impacto no serviço e ao enquadramento

De salientar que as duas organizações vão reunir-se para definir medidas conjuntas, considerando o regulamento “inesperado e inaceitável” e acusando o processo de estar desalinhado com propostas anteriores apresentadas à autoridade reguladora.

Florêncio de Almeida afirmou ainda que o modelo poderá comprometer o serviço em percursos mais longos, ao alterar a forma de cálculo do retorno, defendendo que o setor está a ser colocado sob pressão. Já Carlos Silva criticou a redação técnica do diploma, considerando-o mal concebido.

Autoridade prevê aumento controlado

A Autoridade da Mobilidade e dos Transportes, citada pela Lusa, esclareceu que o novo modelo poderá implicar aumentos tarifários, mas definiu um limite máximo de 9% no primeiro ano de aplicação, em 2026. A mesma entidade indicou que haverá monitorização do impacto da medida durante a fase inicial de implementação.

O regulamento agora em vigor deverá ainda ser formalmente acompanhado ao longo da sua aplicação, numa altura em que o setor prepara a adaptação técnica e mantém a contestação pública às novas regras.

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Regras mudam na UE: companhias aéreas já não podem cobrar taxas a quem se enganar a escrever o nome no momento da reserva

As regras dos direitos dos passageiros aéreos na UE poderão mudar em breve e trazer alterações relevantes para quem viaja de avião. De acordo com a agência de notícias Lusa, foi alcançado um acordo político que prevê, entre outras medidas, impedir que as companhias aéreas cobrem taxas aos passageiros que cometam erros de digitação no nome durante a reserva e garantir que os pais possam viajar ao lado dos filhos sem custos adicionais.

Uma das mudanças mais discutidas diz respeito aos erros no preenchimento dos dados pessoais. Atualmente, a correção de um simples engano no nome pode implicar custos elevados em algumas transportadoras. A agência noticiosa refere que, em determinados casos, esta alteração chegou a custar até 160 euros.

Caso a reforma seja aprovada em definitivo, as companhias aéreas deixarão de poder cobrar aos passageiros pela correção destes erros. A medida surge no âmbito de uma revisão mais ampla das regras europeias destinadas a reforçar a proteção dos consumidores no transporte aéreo.

Pais poderão sentar-se com os filhos sem pagar mais

O acordo prevê igualmente o fim das taxas cobradas aos pais que pretendam viajar ao lado dos filhos. A questão tem estado no centro do debate europeu nos últimos meses, sobretudo devido às políticas adotadas por algumas companhias de baixo custo.

Segundo a mesma fonte, esta alteração integra o pacote de novas regras negociadas entre os Estados-membros e o Parlamento Europeu. O objetivo passa por garantir que as famílias não sejam obrigadas a suportar encargos adicionais para viajarem juntas.

Indemnizações mantêm-se sem alterações

A reforma esteve também perto de introduzir mudanças nas compensações pagas aos passageiros por atrasos ou cancelamentos, mas essa possibilidade acabou por não avançar. Escreve a Lusa que vários governos defendiam uma revisão das regras atuais, propondo limites mais restritivos para o acesso às indemnizações.

No entanto, após meses de negociações, essa proposta foi abandonada. Assim, mantém-se o regime atualmente em vigor na UE, que prevê compensações entre 250 e 600 euros, consoante a distância do voo, sempre que o atraso ultrapasse as três horas.

Bagagem de cabine continua a gerar divergências

Nem todas as reivindicações dos eurodeputados foram aceites durante as negociações. Uma das propostas rejeitadas pretendia obrigar as companhias aéreas a incluir gratuitamente uma bagagem de cabine até sete quilos e um pequeno saco no preço base dos bilhetes.

Conforme a mesma fonte, os deputados europeus não conseguiram reunir apoio suficiente para essa alteração, pelo que as transportadoras continuarão a poder cobrar por este serviço, de acordo com as respetivas políticas comerciais.

Próximos passos antes da entrada em vigor

O compromisso alcançado entre o Parlamento Europeu e os Estados-membros ainda terá de cumprir várias etapas antes de produzir efeitos. A mesma fonte explica que o texto deverá receber uma aprovação preliminar dos representantes das instituições europeias antes de seguir para votação formal.

Um dos negociadores do processo, o eurodeputado alemão Jan-Christoph Oetjen, considerou que o acordo representa um avanço para os consumidores, afirmando que “defendemos com sucesso os direitos dos passageiros aéreos”. Só depois da aprovação definitiva pelas instituições europeias é que as novas regras poderão entrar oficialmente em vigor.

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Autoridade Tributária garante: aperitivo muito popular pode ser vendido em Portugal com IVA de 6%

Os mini gressinos, pequenos palitos de pão tostado vendidos como aperitivo, podem beneficiar da taxa reduzida de IVA de 6% em Portugal. De acordo com o jornal online Nascer do Sol, a Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) concluiu que este produto mantém a natureza de pão e, por isso, enquadra-se no conceito legal que permite a aplicação da taxa reduzida.

A decisão surge na sequência de um pedido apresentado por uma empresa que pretendia comercializar os mini gressinos numa grande superfície nacional. A principal dúvida prendia-se com o imposto a aplicar: os 6% reservados a determinados bens alimentares ou a taxa normal de 23%, utilizada na maioria dos produtos transformados.

O que levou o fisco a tomar esta decisão?

A análise da AT centrou-se sobretudo no método de fabrico. O produto é elaborado a partir de massa de pão tradicional, sendo posteriormente sujeito a um processo de secagem e tostagem. A autoridade fiscal concluiu que estas etapas não alteram de forma substancial a natureza do alimento.

Na informação vinculativa divulgada no Portal das Finanças, a AT considera que produtos “obtidos a partir de massa de pão submetida a processos de torra ou secagem” continuam a ser classificados como produtos de panificação, desde que não adquiram características típicas de produtos de confeitaria ou de snacks industriais.

Processo de produção foi determinante

A ausência de recheios, coberturas ou ingredientes habitualmente associados a produtos de pastelaria foi um dos elementos analisados. Acrescenta a publicação que a composição dos mini gressinos continua assente essencialmente na massa de pão, fator considerado decisivo para o enquadramento fiscal.

A AT sustenta ainda que a forma de apresentação não altera a classificação do produto. O facto de ser comercializado em formato de palito e apresentar um teor de humidade reduzido não é suficiente para deixar de ser considerado pão para efeitos fiscais.

Definição legal de pão teve peso na avaliação

Para fundamentar o entendimento, a autoridade fiscal recorreu à regulamentação nacional que define as características dos produtos de panificação. Essa legislação estabelece que o pão resulta da combinação de farinha, água, levedura e outros ingredientes autorizados, através de processos de amassadura, fermentação e cozedura.

A decisão refere que: “Considerando a natureza do produto, o respetivo processo de fabrico e o enquadramento normativo aplicável, conclui-se que o mesmo se enquadra no conceito de pão”.

O que muda para o setor?

Embora esta informação vinculativa produza efeitos diretos apenas para a empresa que solicitou o esclarecimento, o entendimento poderá servir de orientação para outros fabricantes e distribuidores que comercializem produtos semelhantes.

Conforme a mesma fonte, este tipo de mecanismo permite aos contribuintes obter uma posição oficial da Autoridade Tributária antes de avançarem com decisões que possam ter impacto fiscal. Na prática, a AT fica vinculada à interpretação fornecida para aquele caso específico.

Orientação que pode influenciar outros produtos

A legislação prevê que estas informações possam perder validade em determinadas circunstâncias, nomeadamente se existirem alterações legais ou factuais relevantes. Também podem ser revogadas para efeitos futuros dentro dos prazos previstos na lei.

Ainda assim, a decisão agora conhecida clarifica a forma como os mini gressinos são vistos pelas autoridades fiscais portuguesas. Ao serem considerados produtos de panificação e não simples snacks transformados, passam a poder beneficiar da mesma taxa reduzida de IVA aplicada ao pão, uma conclusão que poderá servir de referência para situações semelhantes no mercado alimentar.

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Foca-comum vinda do Mar do Norte passa pela Berlenga e Ericeira até chegar à Ria Formosa

Uma foca-comum tem chamado a atenção de quem frequenta a Ria Formosa, no Algarve, depois de ter sido avistada nos últimos dias numa das zonas mais conhecidas da costa algarvia. O animal apresenta alguns ferimentos, mas continua a deslocar-se ao longo do litoral português, numa viagem que começou bem longe de Portugal.

De acordo com o Correio da Manhã, o mamífero marinho tem sido acompanhado pelas autoridades desde o Mar do Norte e já foi observado em diferentes pontos da costa nacional ao longo das últimas semanas.

Passagem por vários pontos da costa

Antes de chegar ao Algarve, a foca foi vista no início de junho na Berlenga. Dias mais tarde, surgiram novos avistamentos na zona da Ericeira, confirmando a progressão do animal para sul.

Segundo a mesma fonte, a presença da foca tem despertado curiosidade por onde passa, sobretudo por se tratar de um percurso pouco habitual para um exemplar desta espécie. Apesar dos ferimentos visíveis, não foram divulgados indícios de que o seu estado de saúde tenha sofrido um agravamento significativo durante a deslocação.

Descanso na Ria Formosa

Já na região algarvia, o animal foi observado a descansar sobre uma bóia de sinalização marítima, uma imagem que rapidamente chamou a atenção de quem navegava ou se encontrava nas proximidades.

O Correio da Manhã refere que o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas tem acompanhado a evolução do caso. Ainda assim, o organismo considera que não existe necessidade de proceder ao resgate da foca nesta fase.

Acompanhamento sem intervenção

A opção das autoridades passa, para já, por monitorizar o percurso do animal e acompanhar a sua condição física. O facto de continuar a deslocar-se ao longo da costa é um dos elementos considerados na avaliação da situação.

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“Ficou toda contente”: mulher ganha 5.000€ numa raspadinha em Barcelos e pensava que eram 500€

Uma mulher ganhou 5.000 euros numa raspadinha comprada em Barcelos, mas durante os primeiros momentos acreditou que o prémio era 10 vezes inferior. O episódio aconteceu esta semana num quiosque da cidade e voltou a colocar a raspadinha no centro das atenções, numa altura em que continua a ser o jogo mais popular entre os portugueses.

De acordo com o jornal O Minho, a aposta vencedora foi registada no quiosque Casa Costa, localizado na Avenida dos Combatentes da Grande Guerra, em Barcelos. A cliente, descrita como habitual frequentadora do estabelecimento, adquiriu uma raspadinha “100 X”, com um custo de 10 euros, sem perceber de imediato o valor real do prémio conquistado.

Surpresa só chegou depois das contas

Os proprietários do quiosque, Ricardo e Pedro Costa, contaram ao jornal que a vencedora interpretou inicialmente o prémio de forma errada. “Foi a uma senhora que costuma vir cá. Ela pensava que tinha 500 euros, ainda não tinha feito bem a conta, ficou toda contente”, explicaram.

Quando percebeu que o valor total ascendia aos 5.000 euros, a satisfação tornou-se ainda maior. O prémio surgiu num estabelecimento que funciona há mais de duas décadas e que, como muitos pontos de venda espalhados pelo país, recebe diariamente clientes que procuram a sorte através das raspadinhas.

Jogo que continua a liderar as apostas

O caso acontece num contexto em que a raspadinha mantém uma posição dominante no universo dos Jogos Santa Casa. Segundo uma reportagem de 2025 da SIC Notícias, este produto representa perto de 60% das receitas totais de jogo e continua a atrair milhões de apostadores em todo o país.

A mesma fonte refere que, só em 2024, as receitas associadas às raspadinhas atingiram quase 1.850 milhões de euros. Durante esse período, os portugueses compraram mais de 700 milhões de bilhetes, números que ajudam a explicar porque continua a ser considerada a forma de jogo mais procurada.

Entre a sorte e o risco

Apesar dos prémios ocasionais, o fenómeno das raspadinhas também levanta preocupações relacionadas com comportamentos de jogo excessivo. Na reportagem da SIC, alguns apostadores admitiram dificuldades em controlar os gastos.

“Jogo e olhe que já dei cabo da minha vida em dois dias”, relatou um homem entrevistado pela estação televisiva. “Se sai qualquer coisinha há a tendência de mais e mais e quando vai ver não ganha nada, perde sempre”, acrescentou.

O mesmo testemunho revela que existem dias em que os gastos ultrapassam os 20 euros, uma realidade que especialistas e entidades ligadas ao setor acompanham com atenção devido ao potencial de dependência associado a este tipo de jogo instantâneo.

Hábito que atravessa gerações

Quem trabalha diariamente na venda destes produtos refere que a procura continua elevada, embora mais estabilizada do que em anos anteriores. Os clientes mais velhos continuam a representar uma parte significativa das compras, especialmente nos períodos em que são pagos salários e reformas.

Enquanto milhares de apostadores continuam a tentar a sorte diariamente, histórias como a da mulher de Barcelos mostram o lado mais visível dos prémios. Neste caso, tudo começou com uma raspadinha de 10 euros e uma conta mal feita, que transformou um prémio aparentemente modesto numa surpresa de 5.000 euros.

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Tem o carro na garagem? Pode arriscar uma das multas de trânsito mais pesadas em Portugal que vai até 2.500€

Muitos proprietários acreditam que um carro parado numa garagem, num quintal ou noutro espaço privado deixa de estar sujeito às mesmas obrigações legais de um veículo em circulação. No entanto, essa ideia pode sair cara. Em Portugal, a lei continua a exigir seguro automóvel em determinadas circunstâncias, mesmo quando o automóvel permanece imobilizado durante longos períodos.

De acordo com o site da seguradora Generali Tranquilidade, o seguro de responsabilidade civil automóvel mantém-se obrigatório sempre que o veículo esteja matriculado e apto a circular. A utilização efetiva do automóvel não é o fator determinante. Segundo a mesma fonte, um carro parado continua a representar um potencial risco, razão pela qual a obrigação legal não desaparece apenas porque o proprietário decidiu deixar de o utilizar.

O que determina a lei

Esta interpretação tem sido igualmente sustentada pelos tribunais. Um acórdão do Supremo Tribunal de Justiça refere que a obrigação de seguro permanece quando o veículo “continua matriculado num Estado-Membro e está apto a circular, mas se encontra estacionado num terreno particular”.

Na prática, a localização do automóvel não altera o enquadramento legal. Quer esteja estacionado na via pública, dentro de uma garagem ou num terreno privado, o dever de manter um seguro válido continua a existir enquanto o veículo conservar matrícula e condições para circular.

O risco de um veículo parado

Embora muitos proprietários associem o seguro apenas à condução, existem situações em que um automóvel imobilizado pode provocar consequências para terceiros. Um dos exemplos apontados passa pelo furto da viatura, seguido de um acidente causado por quem a utilizou indevidamente.

A Generali Tranquilidade explica que o seguro de responsabilidade civil assume nestes casos um papel fundamental, garantindo a cobertura dos danos causados a terceiros. É precisamente esta possibilidade de risco que sustenta a exigência legal, mesmo quando o automóvel permanece sem utilização regular.

Multas podem ser elevadas

Ignorar esta obrigação pode resultar em sanções significativas. De acordo com o portal do Automóvel Club de Portugal (ACP), circular ou manter um veículo sujeito à obrigação de seguro sem a respetiva cobertura pode originar uma coima entre 500 e 2.500 euros.

Trata-se de uma das penalizações mais pesadas previstas no âmbito das infrações relacionadas com veículos. A aplicação da coima não depende de o automóvel estar estacionado na rua ou guardado num espaço privado, mas sim do incumprimento da obrigação legal de seguro.

Regra frequentemente desconhecida

A convicção de que apenas os carros em circulação necessitam de seguro continua a gerar dúvidas entre muitos proprietários. No entanto, a legislação e a jurisprudência têm sido claras ao considerar que a matrícula ativa e a aptidão para circular são elementos suficientes para manter a exigência.

Por esse motivo, quem possui um veículo parado há meses ou até anos deve verificar se continua abrangido por esta obrigação. Como recorda a Generali Tranquilidade, “um veículo parado continua, ainda assim, a representar um risco”, o que explica a manutenção desta exigência legal e as consequências financeiras associadas ao seu incumprimento.

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