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Bebê de 1 ano desaparece em mata fechada de fazenda em Doverlândia (GO)

Um bebê de um ano e 11 meses desapareceu em uma área de mata fechada, em Doverlândia (GO).

Menina foi vista pela última vez nesta segunda-feira (15), na Fazenda Vale do Paraíso, zona rural de Doverlândia, informou a Polícia Militar. A região é de mata fechada e próxima ao rio Paraíso.

As buscas feitas pela PM e o Corpo de Bombeiros incluem áreas de mata, trilhas e residências. A corporação também usa drones com câmera térmica e procura o bebê no rio e em um lago próximo com equipe de mergulhadores.

Equipes da PM e do Corpo de Bombeiros realizam buscas por bebê desaparecida em área rural de Doverlândia (GO) | Foto: Reprodução

Buscas continuam na região

Os pais deixaram a menina sem supervisão. De acordo com o delegado responsável pelo caso, Ramon Queiroz, quando os responsáveis retornaram ao local, ela já não estava mais.

A ocorrência permanece em andamento. Familiares e moradores da região também ajudam nas buscas, percorrendo as áreas da fazenda.

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Estudo sueco indica que convívio com gatos não piora asma em crianças

Embora os pelos de animais de estimação tenham componentes alergênicos conhecidamente associados a crises de asma, não é necessariamente a convivência com os pets em casa que agrava os quadros em crianças e adolescentes no curto prazo. Essa é a conclusão de um estudo sueco de coorte que acompanhou por um ano mais de 30 mil participantes.

Os resultados, publicados na revista científica Frontiers in Allergy, mostram que crianças expostas a gatos no ambiente doméstico apresentam níveis semelhantes de gravidade da doença, frequência de exacerbações, controle da asma e função pulmonar quando comparadas àquelas que não convivem com os animais.

Segundo os autores, uma das explicações para os dados observados é que evitar um gato em casa não significa evitar seus alérgenos. Pelos e proteínas produzidas pelos felinos podem ser transportados em roupas, mochilas e objetos, permanecendo em escolas, transportes públicos e outros ambientes compartilhados. Assim, mesmo crianças que não possuem animais domésticos continuam expostas a esses fatores de risco no cotidiano.

O que é a asma e como se manifesta

A asma é uma doença inflamatória crônica das vias respiratórias. Segundo a pesquisadora Maria do Socorro Cardoso, da Ufam (Universidade Federal do Amazonas), a condição resulta de uma inflamação dos brônquios desencadeada por diversos fatores, entre eles processos alérgicos. Quando ocorre essa inflamação, as vias aéreas se estreitam e passam a produzir mais muco, dificultando a passagem do ar. Os sintomas mais comuns incluem falta de ar, chiado no peito, tosse persistente e cansaço ao praticar atividades físicas.

A pesquisa sueca se concentrou no efeito da doença entre crianças e adolescentes porque a asma é especialmente prevalente nessa fase da vida, quando o sistema imune não está completamente desenvolvido e pode dar respostas exageradas à presença de alérgenos, favorecendo a inflamação das vias aéreas. No caso de algumas pessoas, são os pelos de animais os responsáveis por desencadear essa resposta.

Metodologia do estudo

O estudo de coorte incluiu 30 mil crianças e adolescentes, entre 4 e 17 anos, que têm asma ou alergias respiratórias. Os participantes foram acompanhados entre 2023 e 2024. Foram obtidos os registros de diagnósticos, visitas à emergência, medicações prescritas e exames de controle de asma e de espirometria a partir dos Registro Nacional de Pacientes Sueco, Registro de Drogas Prescritas e Registro Nacional de Vias Aéreas. Também foram coletados dados do Registro Nacional de Gatos (obrigatório para todos os bichanos nascidos após 2008 na Suécia).

Para 9% das crianças incluídas na pesquisa, a família teve pelo menos um gato em 2023. Mas, ao comparar os grupos, os pesquisadores não encontraram associação significativa entre a convivência com felinos no lar e a piora do quadro. Casos de asma moderada ou grave ocorreram em 9,6% das crianças expostas aos bichanos em casa e em 10,1% das não expostas. Já as exacerbações da doença foram registradas em 3,3% e 3,5% dos grupos, respectivamente. O número, o sexo ou a idade dos pets também não influenciaram o resultado.

Limitações e interpretação dos dados

Os pesquisadores destacam uma limitação importante do estudo. Como o Registro Nacional de Gatos da Suécia foi implementado recentemente, é possível que parte das famílias com felinos ainda não estivesse devidamente cadastrada, fazendo com que algumas crianças fossem classificadas como não expostas quando, na realidade, conviviam com gatos.

Além dos animais domésticos, os principais desencadeantes das crises incluem infecções virais, poeira, mofo, fumaça de cigarro, poluição do ar e outras partículas inaladas. Carlos de Carvalho, professor da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo), chama a atenção para o crescimento do uso de cigarros eletrônicos entre adolescentes. Além de favorecer a dependência de nicotina, os dispositivos liberam substâncias químicas inaladas que podem piorar a inflamação das vias respiratórias.

Um estudo publicado neste ano no Journal of Asthma and Allergy encontrou, por meio de uma revisão bibliográfica e meta-análise, a associação entre o fumo e o desenvolvimento e a exacerbação da asma em adolescentes. Os pesquisadores iranianos constataram que os vapes levaram a uma maior ocorrência de quadros da doença do que os cigarros tradicionais entre adolescentes.

Diagnóstico e tratamento da asma

Segundo a professora Laís Nicoliello, da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), o primeiro passo para controlar a asma é o diagnóstico precoce. Tosse persistente, cansaço e limitação para atividades físicas não devem ser considerados normais em crianças e precisam ser investigados por um profissional de saúde.

No ano passado, a Global Initiative for Asthma (GINA 2025) passou a recomendar o diagnóstico de asma em crianças menores de 5 anos com base em critérios objetivos: episódios recorrentes de chiado, ou pelo menos um episódio de chiado acompanhado de sintomas compatíveis com a doença, como tosse durante atividades físicas, ao rir, ao chorar ou durante o sono; ausência de outras condições capazes de explicar o quadro; e melhora dos sintomas após o uso de medicação para asma.

Além do diagnóstico, o controle ambiental é parte fundamental do tratamento. Evitar a exposição à fumaça de cigarro, à poluição e a outros fatores desencadeantes ajuda a reduzir a frequência das crises.

Do ponto de vista medicamentoso, a terapia inalatória continua sendo a estratégia mais eficaz. Pacientes com episódios recorrentes geralmente precisam utilizar corticoides inalados diariamente para controlar a inflamação das vias aéreas, enquanto os broncodilatadores de curta ação, como o salbutamol, são indicados como medicação de resgate.

A médica também chama atenção para um estigma que ainda cerca o tratamento. Segundo ela, a chamada “bombinha” nem provoca dependência, nem acelera o coração quando utilizada de forma adequada. Pelo contrário, seu uso correto permite que crianças e adultos tenham qualidade de vida e pratiquem suas atividades normalmente.

Outro desafio é a adesão ao tratamento. Como muitos pacientes apresentam melhora dos sintomas, é comum que abandonem a medicação ou a utilizem de forma inadequada, aumentando o risco de novas crises.

Nicoliello ressalta ainda que os principais medicamentos para o controle da asma estão disponíveis gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde), tanto nas unidades básicas de saúde quanto pelo programa Farmácia Popular. (Acácio Moraes/FOLHAPRESS)

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Roblox cria contas com restrições por idade para menores de 16 anos no Brasil

O Roblox começa nesta terça-feira (16) a implementar no Brasil contas com limitações automáticas por idade para usuários com menos de 16 anos, com regras diferentes para acesso a jogos e para comunicação.

Plataforma vai separar perfis em duas categorias para crianças e adolescentes, além da conta padrão. As novas modalidades são Roblox Kids, para idades de cinco a oito anos, e Roblox Select, para quem tem de nove a 15. O Roblox é um mundo virtual com vários jogos. Lá, as pessoas podem criar um avatar, criar jogos, e compartilhar e jogar experiências interativas 3D umas com as outras.

Roblox Kids e Roblox Select

Roblox Kids: contas para pessoas de cinco a oito anos terão acesso restrito a um catálogo selecionado de jogos. A empresa diz que esses perfis ficam limitados a experiências com classificação de maturidade “mínima” ou “moderada” e que a lista de títulos é atualizada de forma dinâmica.

Chat e outros recursos de comunicação ficam desativados por padrão no modo infantil. A ideia, segundo a empresa, é reduzir o contato não supervisionado e facilitar para responsáveis identificarem o tipo de conta, inclusive por mudanças visuais no app (a conta kids tem fundo azul).

Roblox Select: para usuários de nove a 15 anos. Também têm um catálogo selecionado. Nessa faixa, o acesso pode incluir jogos com selo de maturidade até “moderada”, e as configurações padrão de comunicação permanecem como já eram para idades de nove a 15.O chat é permitido com restrições.

Quem não fizer a checagem de idade terá limitações mais duras até concluir o processo. Segundo o Roblox, perfis sem verificação de idade ficam restritos a jogos classificados como “mínimo” ou “moderado” e sem acesso à comunicação; depois da checagem, o usuário é direcionado automaticamente ao tipo de conta correspondente.

O Roblox usa uma tecnologia de verificação de idade por meio de imagem. A pessoa usa a câmera do celular, vira o rosto para os lados, e o sistema estima a idade, com precisão de 1,3 ano. Caso alguém ache que a estimativa não é apropriada, é possível submeter um documento.

Como funciona a seleção de jogos e os controles parentais

No controle parental, responsável deve se conectar à conta do filho. Lá é possível ver os jogos que ele acessa, quanto tempo ficou em cada jogo, bloquear experiências, definir o tempo de tela e liberar o chat. O responsável também pode especificar a idade do filho —caso o sistema de validação facial não tenha inferido a idade corretamente.

Roblox diz que vai manter um processo contínuo para decidir quais jogos aparecem para menores de 16. A empresa afirma que, além da moderação já existente, vai aplicar uma avaliação extra que inclui verificação de desenvolvedores e análise do conteúdo para classificar a maturidade das experiências.

Critérios incluem verificação de identidade e exigências para criadores que queiram atingir o público mais jovem. O Roblox afirma que os desenvolvedores precisam passar por verificação de ID, ativar verificação em duas etapas e manter assinatura ativa do Roblox Plus.

Controles parentais ganham novas opções e ficam disponíveis por mais tempo. A empresa diz que responsáveis poderão bloquear jogos específicos e gerenciar configurações de chat até os 15 anos, além de aprovar manualmente o acesso a jogos que não estejam liberados no padrão da conta.

Empresa também planeja mudar o sistema de classificação indicativa ainda em 2026. A plataforma pretende migrar para o padrão da IARC (International Age Rating Coalition).

Anúncio foi feito em abril

O pacote de contas por idade e controles parentais foi anunciado em 13 de abril, mas chega agora ao Brasil. Na ocasião, o fundador e CEO do Roblox, David Baszuck, disse que a empresa criaria um modelo unificado para checagem de idade, padrões de comunicação e acesso a conteúdo para usuários mais jovens.

A companhia afirmou que usuários com 16 anos ou mais não devem ver mudanças na experiência. A empresa também disse que espera que menores de 16 anos, após a verificação, tenham acesso à maior parte dos jogos que já costumam usar.

Por que importa?

O Brasil e vários países do mundo tem criado legislações para o cuidado das crianças e adolescentes na internet. Por aqui, o ECA Digital foi aprovado no ano passado e passou a vigorar neste ano. O conjunto de regras permite o uso de jogos e redes sociais, mas desde que haja sistemas de controle parental e filtros de conteúdo para este público.

Enquanto o Brasil permite com restrições, alguns países têm postura mais radical. Austrália, Indonésia e recentemente Reino Unido anunciaram que vão proibir que menores de 16 anos acessem redes sociais.

Fora isso, o Roblox, uma plataforma acessada por muitos menores, tinha várias denúncias de abuso. No ano passado, por exemplo, a plataforma permitia que menores fossem expostos a biqueiras e “meninas do job”, sendo considerado por alguns um “lugar perfeito para pedófilos”.

As medidas atuais tentam tornar a plataforma mais segura para menores. Com controle parental e classificação indicativa, a plataforma, em tese, se torna um local menos perigoso para crianças e adolescentes.

Como configurar uma conta de responsável no Roblox

O responsável deve criar uma conta no Roblox e fazer a verificação de idade – algo que é requisitado durante o processo;

Na sequência, da conta da criança, entre em Configurações e escolha Controles dos responsáveis;

Vá em Adicionar responsável e inclua o e-mail com o qual você criou a conta no Roblox; depois, acesse o e-mail e siga as recomendações;

Com a conta vinculada, o responsável pode gerenciar o que filho faz indo em Configurações > Controles dos responsáveis. Lá é possível bloquear ou permitir jogos, configurar controles de conteúdo e com quem ele pode conversar. (Guilherme Tagiaroli/FOLHAPRESS

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