Do Antigo Egito à Grécia, Roma, China e Índia. Mais do que uma encenação, o lamento público ajudava a afirmar o estatuto do morto e a criar um espaço coletivo para a dor. Durante séculos, a morte não foi vivida em silêncio. Em muitas culturas, o luto era público, ruidoso e ritualizado, e havia mulheres cuja função era precisamente chorar pelos mortos. Em Portugal, estas mulheres ficaram conhecidas como carpideiras. Noutros contextos, foram chamadas profissionais do luto, aponta a National Geographic. O ofício, hoje visto por muitos como estranho ou até cínico, atravessou civilizações e revela uma antiga necessidade humana: