Normal view

Preços dos imóveis residenciais mantêm alta em todas as capitais acompanhadas pela Abecip

13 June 2026 at 16:40

O IGMI-R registrou alta de 0,67% em abril, em ritmo mais moderado em relação a taxa de variação observada em março, 1,12%. No acumulado em 12 meses, a variação passou de 19,76% para 19,53%, indicando uma leve desaceleração, embora o índice ainda permaneça com tendência de valorização dos imóveis residenciais no país.

A leitura mais recente do IGMI-R mostra que a valorização dos imóveis residenciais continua disseminada, mas perdeu fôlego em abril. O movimento não sugere reversão da tendência, e sim uma acomodação parcial depois de altas mais intensas observadas em março.

No resultado nacional, o índice avançou 0,67% em abril, abaixo da alta de 1,12% registrada em março. No acumulado em 12 meses, a variação passou de 19,76% para 19,53%, mantendo-se em patamar elevado, mas com leve desaceleração na margem. O dado reforça que o ciclo de valorização imobiliária segue ascendente, embora menos intenso.

A análise regional revela um comportamento bastante heterogêneo. No Sudeste, São Paulo acelerou de 0,54% para 0,76% no mês, com estabilidade no acumulado em 12 meses, que passou de 16,81% para 16,83%. Belo Horizonte também avançou na margem, de 0,83% para 0,87%, mas sua taxa em 12 meses recuou de 19,67% para 19,03%. Já o Rio de Janeiro perdeu força no resultado mensal, passando de 0,91% para 0,13%, embora o acumulado em 12 meses tenha subido de 13,34% para 14,12%.

No Nordeste, o quadro também foi desigual. Recife e Salvador, que haviam registrado altas expressivas em março, apresentaram desaceleração em abril. Recife passou de 2,17% para 0,86% no mês, com a taxa em 12 meses recuando de 29,98% para 28,69%. Salvador desacelerou de 1,75% para 0,31%, e o acumulado em 12 meses caiu de 27,01% para 23,49%. Em sentido oposto, Fortaleza saiu de queda de - 0,12% em março para alta de 0,75% em abril, embora sua taxa em 12 meses tenha recuado de 14,87% para 14,24%.

Na região Sul, Curitiba permaneceu como destaque de alta, com avanço de 1,78% em abril. Apesar da desaceleração frente aos 3,03% de março, a cidade elevou sua variação em 12 meses de 28,41% para 29,57%, a maior entre as capitais acompanhadas. Porto Alegre, por sua vez, desacelerou de 2,75% para 0,39% no mês, mas ainda registrou aumento no acumulado em 12 meses, de 18,35% para 18,88%.

No Centro-Oeste, o movimento foi de moderação nas duas capitais pesquisadas. Goiânia passou de 1,21% para 0,85% no mês, com recuo da taxa em 12 meses de 14,68% para 14,24%. Brasília desacelerou de 1,59% para 0,31%, enquanto o acumulado em 12 meses ficou praticamente estável, passando de 27,55% para 27,46%.

De modo geral, os dados de abril indicam que o mercado imobiliário residencial segue em trajetória de valorização, mas com menor intensidade. A desaceleração nacional foi acompanhada por acomodações importantes em capitais que vinham exibindo altas fortes, como Recife, Salvador, Porto Alegre e Brasília. Ainda assim, as taxas acumuladas em 12 meses continuam elevadas, especialmente em Curitiba, Recife, Brasília e Salvador, mostrando que a pressão sobre os preços dos imóveis permanece relevante.

No primeiro quadrimestre de 2026, o IGMI-R nacional acumulou alta de 4,05%, um dos resultados mais fortes para o período desde o início da série apresentada, em 2016. A variação ficou abaixo apenas das registradas em 2020, quando o índice avançou 5,28% entre janeiro e abril, e em 2024, quando a alta foi de 5,24%. O resultado superou o desempenho observado em 2025, de 3,28%, e confirma que o mercado imobiliário residencial segue aquecido, ainda que com diferenças entre as capitais pesquisadas.

Recife valorizado

Entre as cidades, o maior destaque foi Recife, com valorização de 8,08% no quadrimestre, a maior taxa entre todas as capitais acompanhadas em 2026. Também chamaram atenção Curitiba, com alta de 7,08%, Porto Alegre, com 6,35%, Goiânia, com 5,55%, Brasília, com 4,76%, e Salvador, com 4,68%. Todas essas capitais avançaram acima do resultado nacional, evidenciando que a pressão sobre os preços residenciais aparece em diferentes mercados urbanos do país, e não apenas em uma região específica.

Em São Paulo, a alta de 3,94% no primeiro quadrimestre também indica um mercado aquecido, embora ligeiramente abaixo da média nacional. O resultado representa aceleração em relação a 2025, quando a capital paulista havia registrado avanço de 2,99% no mesmo período. Já Curitiba teve um desempenho particularmente expressivo: a alta de 7,08% em 2026 superou com folga o resultado de 2025, de 3,04%, embora tenha ficado abaixo do pico observado em 2024, quando a valorização havia alcançado 8,69%.

Na outra ponta, algumas capitais apresentaram altas mais moderadas. Fortaleza avançou 1,13%, Rio de Janeiro registrou 1,76% e Belo Horizonte teve variação de 2,67%. Ainda assim, todas permaneceram em terreno positivo, o que reforça a leitura de que o ciclo de valorização dos imóveis residenciais segue disseminado, mesmo com intensidade bastante desigual entre as capitais.

De forma geral, os dados do primeiro quadrimestre de 2026 reforçam a continuidade do ciclo de valorização dos imóveis residenciais no país. A alta nacional permanece elevada em perspectiva histórica, e o avanço expressivo em cidades como Recife, Curitiba, Porto Alegre, Goiânia, Brasília e Salvador mostra que o movimento não se concentra em um único eixo regional. Ao mesmo tempo, a distância entre os resultados das capitais com maior valorização e aquelas com altas mais moderadas, como Fortaleza, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, indica que o mercado segue aquecido, mas com ritmos bastante distintos entre os principais centros urbanos pesquisados.

São Paulo

Em São Paulo, o IGMI-R subiu 0,76% em abril, acumulando 3,94% no ano e 16,83% em 12 meses. A capital paulista acelerou em relação a março e manteve trajetória consistente de valorização.

Rio de Janeiro

O Rio de Janeiro teve alta de 0,13% em abril, com avanço de 1,76% no ano e de 14,12% em 12 meses. O resultado indica desaceleração na margem, mas preserva a tendência positiva no acumulado.

Belo Horizonte

Belo Horizonte registrou alta de 0,87% em abril. No ano, o índice acumula 2,67%, enquanto a variação em 12 meses chegou a 19,03%.

Curitiba

Curitiba foi o principal destaque de abril, com alta de 1,78%. A capital paranaense acumula 7,08% no ano e 29,57% em 12 meses, maior variação entre as capitais acompanhadas.

Fortaleza

Fortaleza avançou 0,75% em abril, revertendo a queda registrada em março. No ano, a alta é de 1,13%; em 12 meses, de 14,24%.

Recife

Recife subiu 0,86% em abril e acumula 8,08% no ano, maior alta no primeiro quadrimestre entre as capitais monitoradas. Em 12 meses, a valorização chegou a 28,69%.

Porto Alegre

Porto Alegre registrou alta de 0,39% em abril. No acumulado de 2026, o índice sobe 6,35%; em 12 meses, 18,88%.

Salvador

Salvador teve avanço de 0,31% em abril, com alta de 4,68% no ano e 23,49% em 12 meses, permanecendo entre os mercados com maior valorização acumulada.

Goiânia

Goiânia apresentou alta de 0,85% em abril. No ano, a valorização chegou a 5,55%; em 12 meses, a 14,24%.

Brasília

Brasília avançou 0,31% em abril, acumulando 4,76% no ano e 27,46% em 12 meses, uma das maiores altas acumuladas do país.

© GUGA MATOS/ACERVO JC IMAGEM

Preços dos imóveis residenciais mantêm alta em todas as capitais acompanhadas pela Abecip
❌