Festivais de Música. "Público está mais exigente"

© ESTELA SILVA/EPA

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Uma hora de ‘jarda’, uma hora de moshada e ‘crowdsurf’ e copos a voar, uma hora de canções tão sujas quanto dançáveis, apoiadas por um vocalista com uma presença em palco tão grande quanto o seu abdómen: os Viagra Boys voltaram ao Primavera Sound Porto para uma vez mais mostrar à “velha guarda” que o punk e o rock estão bem de saúde e recomendam-se


Foi Joe Talbot dos Idles, foi Yasiin Bey (ex-Mos Def), foi Bootie Brown e Moonchild Sanelly: Damon Albarn pode ser o timoneiro do barco dos Gorillaz, mas no palco do Primavera Sound Porto a festa foi rija e bem povoada. Os cabeças de cartaz desta segunda noite de festival revisitaram os clássicos e mostraram que o novo “The Mountain” é tão intenso ao vivo quanto em disco.


Mais um concerto dos britânicos Slowdive em terras portuguesas, o terceiro no Primavera Sound Porto, mais um espetáculo onde, de olhos abertos ou fechados, o sonho comandou um pedaço de vida - uma hora no Parque da Cidade do Porto para sermos exatos. Como é que uma banda que, na sua primeira existência, durou tão pouco, consegue agora parecer eterna?


Ao segundo dia de festival, esgotado, os Gorillaz não só são cabeças de cartaz como o nome que mais se lê nas t-shirts de quem se deslocou ao Parque da Cidade. Jovens ou menos jovens, portugueses ou estrangeiros, há quem queira muito ouvir as canções do novo álbum, quem seja fã desde os 3 anos e quem queira sacudir más recordações do passado com o concerto desta noite
