Primavera: Kneecap e a "rebaldaria positiva"

© Marisa Cardoso

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As rimas são cuspidas rapidamente, a língua é um gaélico incompreensível, o instrumental bebe da eletrónica, sobretudo na sua vertente ‘rave’: e, em cima de tudo isto, há uma forte carga política que faz com que um concerto seu seja mais do que isso, seja um sinal de que é possível mudar o mundo. Os Kneecap ajudaram a fechar o primeiro dia de Primavera Sound Porto com agressividade e dança e uma garantia: o público da Invicta é muito melhor que o de Barcelona

Na sua estreia no Primavera Sound Porto, Ethel Cain levou ao Parque da Cidade do Porto guitarras dolorosas e, mais importante, palavras dolorosas, sendo bem visíveis vários fãs a soltar lágrima atrás de lágrima em cada canção. Não há como dizê-lo de outra forma: a norte-americana, que não se deixou fotografar pela imprensa, significa tudo para muita gente
