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Quercus volta a ser parceira do ‘Salva a Terra Ecofestival’ que decorrerá em Salvaterra do Extremo, Idanha-a-Nova

11 June 2026 at 16:25

Está de regresso mais uma edição do Salva a Terra Ecofestival a Salvaterra do Extremo. Entre os dias 25 e 28 de junho, a vila recebe músicos, artistas, oficinas, conversas, dança e sessões de ioga, e uma feira de produtos biológicos, em vários espaços espalhados pela localidade, todos de acesso gratuito.  A iniciativa é co-organizada […]

“Non mi candido, le spese della comunicazione sono cose mie”: ma la conferenza di primo anno di Salis è proprio in “stile premier”

11 June 2026 at 16:01

Esclude di scendere in campo alle prossime politiche: “Sono sicura che non cambierò idea, perché questo è il mandato che mi ha dato la città e lo porterò avanti per cinque anni”. Sono passati due mesi dall’intervista a Bloomberg in cui Silvia Salis disse che invece ci avrebbe riflettuto, se il campo largo le avesse affidato un ruolo da federatrice nazionale. Ma la sovraesposizione comunque, assicura, non è un problema che la distrae dal suo ruolo: “La pressione c’è, è un dato di fatto. La cosa positiva però è che Genova è stata sui giornali come mai nella sua storia”. Si spazientisce un po’ invece, e alla fine non risponde, quando le viene chiesto quanto costano e chi paga i servizi comunicativi dell’agenzia Jump di Matteo Agnoletti, ex spin doctor di Matteo Renzi, che oggi cura immagine e presenza mediatica della sindaca più popolare d’Italia: “E’ una cosa personale, questa è una domanda che riguarda solo me. E avevamo chiesto di restringere le domande all’amministrazione della città”. Su questo aspetto l’unica cosa chiara è che, se vi sono dei costi, non sono a carico del Comune di Genova.

Questa restrizione delle domande, insieme all’invito a inviare prima gli argomenti su cui i giornalisti avrebbero voluto intervenire, è stata oggetto di aspre polemiche, che si sono riaffacciate nel corso della conferenza stampa di questa mattina: “Nessuno ha chiesto le domande, ci sono qua persone che non si sono registrate, l’anticipazione dei temi deriva dal fatto che qua ci sono i nostri dirigenti, e questo è un momento di approfondimento molto diverso da quello che si può avere a margine degli eventi per avere numeri e dati specifici su determinati elementi, era solo un modo per dare maggiore trasparenza alle risposte, perché chi vuole fare domande senza segnalarle le fa tranquillamente”. Sul caso Salis era stata punzecchiata dal governatore Marco Bucci, protagonista alcuni mesi fa di una burrascosa vicenda di presunti dossieraggi a cronisti, il quale aveva rimarcato di non aver mai chiesto a nessuno le domande prima: “Devo dire che il presidente Bucci ha molta più esperienza di me, accolgo i suoi consigli, lo prendo come punto di riferimento per quanto riguarda il rapporto con la stampa e i giornalisti – ha detto la sindaca in modo ironico – saprò imparare dai suoi consigli e saprò capire. Magari questa conferenza stampa poteva essere organizzata in modo diverso e meglio, sicuramente lo userò come esempio per il futuro”.

Silvia Salis siede in prima fila in mezzo a tutti gli assessori della giunta, alle sue spalle presenziano silenziosi una ventina tra dirigenti comunali e membri dello staff, ai quali si aggiungono i consiglieri comunali delegati. Alla fine il format rischia di diventare quasi più rilevante degli argomenti, dibattuti in oltre due ore mezza: Silvia Salis è forse l’unica sindaca in Italia ad aver convocato una conferenza stampa per celebrare il suo “primo anno di giunta”, evento che ricorda l’incontro con la stampa che Giorgia Meloni ha ridotto ad uno all’inizio di ogni anno.

Si parla di mobilità, sicurezza, trasporto pubblico, servizi sociali. Cose realizzate e altre da realizzare, con un retrogusto di fondo che lascia la sensazione che l’evento serva (anche) per smentire chi descrive Salis come distratta dalle sirene nazionali e troppo acerba per essere giudicata come amministratrice: “Nessun sindaco è stato ispezionato dalla testa ai piedi come sono stata io. E sinceramente se l’unica cosa che si è riuscito a trovare è il verbale di un incidente che è stato riportato scorrettamente, ecco io sono abbastanza soddisfatta di questo resoconto sulla mia vita. Detto questo è una pressione, ma una pressione che hai se stai facendo una cosa importante. E amministrare Genova è importante. D’altronde se non stessimo facendo niente di buono, se non fossimo interessanti, di noi non parlerebbe nessuno”. Alla conferenza stampa di Silvia Salis hanno poi replicato le opposizioni di centrodestra: “È solo un anno che Silvia Salis guida la città? Se invece analizziamo gli obiettivi raggiunti, le riforme completate e le nuove infrastrutture che non si vedono, l’unico commento possibile è: ma davvero è in carica da addirittura un anno? L’unico risultato positivo sono stati i nuovi follower che ha acquisito per consolidare la sua posizione nazionale di anti Meloni”.

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Lídia Jorge recebeu medalha de mérito cultural na sua “Terra Mãe”

11 June 2026 at 07:00

Escritora vai ser a Patrona da candidatura de Loulé a Capital Portuguesa da Cultura 2027

Foram já muitas e diversas as distinções que Lídia Jorge recebeu ao longo da sua carreira, tanto nacionais como internacionais, mas a última é especial e constituiu um momento que a própria assumiu como “inesquecível”. Na passada quarta-feira, 8 de junho, a Ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, esteve em Loulé, terra natal da escritora, para, em nome do Governo, entregar a Medalha de Mérito Cultural a uma das maiores figuras do pensamento europeu contemporâneo.

O Solar da Música Nova, “casa” do Conservatório de Música de Loulé – Francisco Rosado, reuniu diversas personalidades da vida pública, política e cultural da região, mas sobretudo muitos amigos que vieram celebrar a obra e a vida desta louletana, a poucos dias de celebrar 80 anos.

Foi com emoção que a romancista aceitou a distinção, destacando a sensibilidade da Ministra ao assinalar publicamente o seu percurso literário, sublinhando que os mesmos livros e desafios “poderiam ter passado despercebidos”. Lídia Jorge celebrou o facto de a homenagem acontecer “ao fim da tarde, entre amigos”, na sua terra natal.

Foi, de resto, o amor e orgulho pelo lugar que a viu nascer que Lídia Jorge reafirmou durante o seu discurso. “Por natureza, e não por plano, nunca enjeitei o espaço da origem. Pelo contrário, fui somando à experiência primordial da infância, sucessivos círculos concêntricos que se foram alargando, pelas vivências geograficamente longínquas que a vida me tem proporcionado. A propósito desta fidelidade intrínseca, certa vez escrevi sobre este sentimento de pertença – Algarve, minha primeira pátria. O resto do mundo é apenas o seu deslumbrante prolongamento. E assim é. Por isso, Senhora Ministra, à Medalha de Mérito de âmbito nacional, que me atribui, eu devo acrescentar – Medalha de Mérito atribuída em Loulé, Algarve. Esta localização precisa não a restringe, aumenta-a”, declarou.

Esta homenagem pretendeu exaltar o percurso de 50 anos como uma voz fundamental na literatura portuguesa, focada na memória, condição humana e democracia. Para a Ministra Margarida Balseiro Lopes, a distinção, que celebra também o 80º aniversário da autora (no próximo dia 18 de junho, Lídia Jorge completa 80 anos de vida), reconhece o impacto internacional da sua obra e o seu contributo extraordinário para a cultura nacional.

A responsável da pasta da Cultura relevou o impacto de “O Dia dos Prodígios”, o primeiro livro editado pela autora, em 1980, “uma das obras mais marcantes da literatura portuguesa do pós-25 de Abril”, sublinhando a projeção internacional da escritora e o seu papel fundamental na interpretação da sociedade contemporânea.

“Do Prémio Ricardo Malheiros ao recente Prémio Pessoa, passando por importantes distinções internacionais, os reconhecimentos acumulados ao longo das décadas refletem não apenas a relevância da sua obra, mas também o lugar muito singular que conquistou na literatura contemporânea internacional. Contudo, mais do que os prémios ou as distinções, aquilo que permanece é a força de uma escrita que continua a dialogar com diferentes gerações de leitores – e a manter uma notável capacidade de interrogar o presente através da literatura.”, afirmou Margarida Balseiro Lopes.

Convocado para assumir o papel de “padrinho mais jovem” desta homenagem, o músico Dino D’Santiago subiu ao palco para dirigir palavras de profunda admiração e amizade à escritora. “Lídia Jorge nasceu a 18 de junho de 1946. O céu sorriu! Sorriu porque, de vez em quando, nasce alguém capaz de recordar à Humanidade aquilo que ela se esforça tanto por se esquecer: a sua própria Humanidade!”, afirmou o artista.

Lembrando as raízes da romancista em Boliqueime, “filha daqueles que conhecem o peso do sol sobre os ombros”, o músico destacou o legado único da autora: “Há pessoas que herdam propriedades, outras herdam apelidos, Lídia Jorge herdou uma coisa mais rara: o conhecimento profundo da condição humana”. Dino D’Santiago contextualizou ainda dia de nascimento da escritora com marcos históricos globais – a revolta contra o Colonialismo em Goa, a escolha da República em Itália que veio pôr termo à “sombra do Fascismo”, e a fundação do Banco Mundial -, associando o nascimento da autora aos valores da Democracia, Libertação e Construção.

“Num tempo em que tanto se escolhe o ruído, ela escolheu escutar”, enfatizou o cantor, concluindo que a obra de Lídia Jorge permanece viva porque “não nasce da ideologia, nasce da compaixão, uma forma superior de inteligência”. “Uma mulher de Boliqueime continua a lembrar-nos que escrever não é simplesmente o ato de organizar palavras, é sim recusar que a Humanidade desapareça”, sublinhou ainda.

Também Telmo Pinto, presidente do Município de Loulé, destacou a profunda ligação afetiva desta louletana a Boliqueime, lembrando “a cidadã que ama a sua terra”, e a sua genialidade em transpor histórias simples e a memória coletiva algarvia para uma dimensão universal.  “Nunca esqueceu as suas raízes e, mesmo quando escreve para o mundo, continua a escrever a partir daqui deste nosso Sul de luz”, lembrou. E notou ainda: “Ela leva-nos daqui para o mundo, mas também traz o mundo até nós”.

O autarca afirmou igualmente que Lídia Jorge é exemplo para as novas gerações, já que representa “a profundidade, o pensamento crítico, a integridade”. E, dirigindo-se aos jovens louletanos, disse ser ela “a prova viva de que é possível sair de uma pequena terra e chegar ao mundo, sem nunca deixar de pertencer a essa terra”. 

Durante a cerimónia, Telmo Pinto anunciou que a escritora será a patrona e a figura cimeira da candidatura de Loulé a Capital Portuguesa da Cultura em 2028.

Num dia em que a Ministra esteve também num fórum, promovido pela tutela em Tavira, onde foi debatido o papel da cultura digital e o impacto das novas tecnologias, a escritora reiterou a sua convicção de que, perante o avanço da Inteligência Artificial, “a Literatura e a Poética representam, nos meios da Linguagem, o último porto seguro de resistência à robotização do pensamento, à artificialidade, à despersonalização e à homogeneização”.Para a autora, a preocupação tecnológica não deve alarmar os criadores: “Nenhuma máquina poderá rivalizar com a capacidade criativa que nós, os seres humanos, detemos, a capacidade de juntar o que nunca foi reunido antes, e a esse compositum novo, que se forma em cada um de nós se chama criação.”, reiterou a homenageada.

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