Ao som dos concertos iniciais, o primeiro dia do Primavera Sound Porto começa com as sombras a tornarem-se poiso apetecido. The xx, Ethel Cain e Kneecap compõem o menu mais suculento, mas é só mais tarde. Percorremos o recinto para constatar: a vida de festivaleiro está mais cara, mas os rituais não mudam de repente. Há imagens para ver do Parque da Cidade do Porto e dos Nation of Language, boa gente da pop eletrónica de Nova Iorque
Música jazz ao vivo, ambiente de fim de dia e vivência ao ar livre no cenário natural da Ria Formosa são os principais ingredientes do Olhão South Jazz, com 1ª edição marcada para 24 e 25 de Julho e que, a longo prazo, quer ser uma «referência internacional».
Júlio Resende, Áurea, Orquestra de Jazz do Algarve e Sara Badalo são alguns dos artistas nacionais que vão passar pelos dois palcos do recinto, no novo Parque Ribeirinho Poente, anunciou a organização, durante a apresentação do evento, esta terça-feira, dia 9 de Junho.
A sessão de lançamento dos primeiros e principais detalhes antecipou, de certo modo, o ambiente esperado para a edição inaugural desta nova proposta cultural de Verão para a região, decorrendo ao pôr-do-sol e terminando com a atuação de Sara Badalo, uma das artistas do cartaz.
Em declarações ao Sul Informação, à margem da apresentação, o presidente da Câmara de Olhão afirmou que o evento integra uma abordagem mais ampla de diversificação e valorização da cultura no concelho – no momento em que a autarquia prepara o lançamento de uma nova estratégia para o setor –, aproveitando também o potencial do espaço envolvente.
«Acreditamos que é através do ensino da cultura que conseguimos fazer com que os nossos jovens e os nossos cidadãos consigam estar cada vez mais despertos para as verdadeiras necessidades e os verdadeiros alicerces da construção de uma comunidade coletiva. Por isso, achamos que é fundamental criar vários momentos de acesso à cultura nas suas mais diversas dimensões», realçou Ricardo Calé.
«Naturalmente que, havendo este potencial, havendo esta vontade e havendo aqui a criação dessa estratégia cultural nas suas mais diversas dimensões, achamos que um festival de jazz de referência no Algarve poderia fazer todo o sentido», enquadrou.
Para o presidente da Câmara de Olhão, este «é um casamento perfeito», porque o espaço, um anfiteatro natural em plena Ria Formosa, cria as condições para «um festival único, acolhedor e familiar».
As primeiras edições «são as mais desafiantes» e vão permitir tirar conclusões para o futuro, mas o objetivo é fazer do Olhão South Jazz, a longo prazo, «um festival de referência a nível europeu e mundial» no circuito do jazz, frisou Ricardo Calé.
Pelo palco principal e pelo segundo palco, denominado Cantaloupe – em parceria com o bar situado nos Mercados de Olhão onde desde há 20 anos há concertos de jazz todas as semanas –, vão passar, no primeiro dia, Aurea, Orquestra de Jazz do Algarve com Raul Reyes & Osvaldo Pegudo, com o espetáculo “Caribe Libre”, e Cátia Ribeiro Trio.
No segundo e último dia, atuam Sara Badalo Jazz Quintet, Vânia Fernandes & Júlio Resende 4teto, com o espetáculo “My favorite songs”, e Susana Travassos Trio.
A presença de Salvador Sobral, que tinha sido anunciada em Março pelo autarca ao nosso jornal, acabará por não acontecer, porque o artista decidiu tirar um ano sabático. «Respeitamos a decisão e queremos que o Salvador Sobral seja uma aposta já numa edição muito próxima do festival», afirmou Ricardo Calé.
Além dos concertos, o recinto contará com várias áreas pensadas para acolher diferentes formas de estar no evento, como a zona lounge, a food zone, bar, photospot e espaços de ativação.
A organização pretende criar «uma experiência cuidada, com ambiente elegante, zonas diferenciadas e uma relação próxima entre música, público e lugar».
No ano de estreia, o Olhão South Jazz vai também integrar o Ria Market, uma área dedicada ao artesanato, marcas independentes e projetos locais, «reforçando a ligação do evento à criatividade algarvia e à identidade da região».
O recinto terá capacidade para 10 mil pessoas e os bilhetes, que já estão à venda, vão custar 10 euros (diário) e 15 euros (passe de dois dias).
Quanto ao orçamento, de acordo com Ricardo Calé, a Câmara de Olhão «vai investir 60 mil euros» no festival, que será promovido «em coprodução» com a empresa White Coffee Agency, liderada por Pedro Barros, que partilhou a apresentação com o autarca.
Fotos: Edgar Pires | Sul Informação
Ricardo Calé, Sara Badalo e Pedro Barros
Ricardo Calé, Sara Badalo e Pedro Barros
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Ana Frango Elétrico, Amijas, Capela Mortuária e Navegantes da Rua estão entre os artistas e bandas que atuam em agosto em Braga no festival ESTEOESTE, de entrada gratuita, dedicado “à música, à criação artística e à cultura independente”.
De acordo com a organização do festival, num comunicado hoje divulgado, a edição deste ano está marcada para os dias 07 e 08 de agosto no Parque da Ponte, mantendo “a aposta na valorização do tecido artístico local, apresentando uma programação que cruza projetos emergentes e artistas de maior projeção”.
O cartaz este ano inclui Alcrud3, Almorada, Ana Frango Elétrico, aMijas, Capela Mortuária, Cardu, Fourward, Hope/Delete, Illi Alex, Máquina Culona, Mira Quebec x Diogo Mendes, Navegantes da Rua, Peixinhos da Horta e Plaka, “refletindo a diversidade de linguagens musicais e artísticas que caracteriza o festival”.
Nesta edição, além da música regressam também o Mercado de Criadores, o ‘Food Market’ (mercado de comida, em português) e a área “dedicada a atividades infanto-juvenis, reforçando o seu papel enquanto espaço de celebração intergeracional e criativa”.
As atuações começam às 18:15 e estendem-se “até de madrugada”.
O Festival ESTEOESTE é organizado pela associação cultural Aubhaus, anteriormente conhecida como Cosmic Burger, e pela agência e promotora cultural Bazuuca, com o apoio da Câmara Municipal de Braga.