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‘Call center’ pode ficar no edifício da Câmara de Fafe até final do ano

11 June 2026 at 14:25

O ‘call center’ da Intelcia, uma empresa prestadora de serviços que ocupa um edifício camarário em Fafe, vai poder manter-se naquelas instalações até 31 de dezembro, informou hoje a Câmara Municipal.

“Importa igualmente esclarecer que a Intelcia remeteu formalmente ao Município um pedido de extensão do prazo de permanência nas atuais instalações, solicitando a desocupação até 31 de dezembro de 2026, por forma a garantir uma transição organizada e sem sobressaltos. O pedido foi deferido favoravelmente pela Câmara Municipal, compreendendo a necessidade de criar condições para uma transição mais estável e salvaguardar os postos de trabalho”, lê-se num esclarecimento da autarquia enviado à Lusa, no qual não é especificado de quando data esta decisão.

Esta resposta surge depois de, na quarta-feira, mais de 50 trabalhadores do ‘call center’ da Intelcia terem realizado uma concentração diante da Câmara de Fafe para pedir ao executivo que prolongasse até 31 de dezembro o arrendamento do edifício no qual trabalham.

A porta-voz dos cerca de 220 trabalhadores da empresa, Inês Silva, explicou que “o espaço onde a empresa está instalada em Fafe é da autarquia que, após o ter cedido há uns anos para garantir a fixação dos postos de trabalho, decidiu agora instalar ali a Proteção Civil local, bem como a Polícia Municipal”.

Hoje, admitindo que a decisão de prolongar a permanência nas instalações não foi tornada pública antes, fonte do Município de Fafe referiu à Lusa que a decisão é anterior ao protesto.

No esclarecimento da autarquia, esta recorda que teve em 2015 “um papel decisivo na instalação desta operação no concelho, através da celebração de um protocolo que permitiu a implementação de um centro de contacto em Fafe, assumindo desde então uma postura de permanente colaboração institucional com a empresa”.

“Ao longo dos últimos 10 anos, primeiro com a Randstad II e posteriormente com a Intelcia, a autarquia acompanhou a consolidação desta operação enquanto importante fonte de emprego, qualificação profissional e dinamização económica local”, lê-se.

A Câmara acrescenta que, em 2021, apesar do contrato inicial se encontrar praticamente cessado, autorizou a renovação anual do arrendamento do imóvel municipal, permitindo a continuidade da atividade que se prolongou por mais cinco anos, num quadro de cooperação e estabilidade.

No entanto, “com a criação do novo Departamento Municipal de Segurança e Fiscalização, agregando os serviços de Polícia Municipal, Proteção Civil e Fiscalização, tornou-se necessário recuperar o edifício municipal para instalação de serviços públicos essenciais, reforçando a capacidade de resposta e proximidade à população”, acrescenta.

“Ainda assim, o Município privilegiou, desde o primeiro momento, uma transição responsável, equilibrada e dialogante, comunicando a denúncia do contrato com uma antecedência superior (dobro) à legalmente exigida e prevista no contrato”, garante, reafirmando “total disponibilidade para continuar a colaborar e sensibilizar a empresa no sentido de manter os postos de trabalho e a atividade no concelho”.

Na quarta-feira, Inês Silva contou que a empresa recebeu em janeiro a indicação da autarquia para sair até 31 de julho, alegando que precisa das instalações, prazo que a empresa e os trabalhadores “constataram ser curto para encontrar uma solução”.

“Foram encontradas alternativas pela empresa (…), mas não é de um dia para o outro que um edifício com o tamanho do atual se consegue”, insistiu a representante dos trabalhadores.

Revelou ainda que a empresa pediu ao presidente da Câmara, por carta, que se prolongue o prazo, pelo menos até 31 de dezembro, para dar mais hipóteses à empresa, que já tem negociações com outro concelho, evitando, dessa forma, o recurso ao teletrabalho.

“A preocupação da empresa é a manutenção de todos os postos de trabalho, mas o teletrabalho pode ser inevitável”, admitiu a trabalhadora, preocupada como o facto de existirem colegas que “não conseguirão trabalhar nessa versão e que podem acabar no desemprego”.

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Trabalhadores de ‘call center’ protestam em Fafe

10 June 2026 at 12:36

Mais de 50 trabalhadores do ‘call center’ da Intelcia, uma empresa prestadora de serviços, concentraram-se hoje diante da Câmara de Fafe para pedir ao executivo que prolongue até 31 de dezembro o aluguer do edifício no qual trabalham.

A porta-voz dos cerca de 220 trabalhadores da empresa, Inês Silva, explicou à Lusa que “o espaço onde a empresa está instalada em Fafe é da autarquia que, após o ter cedido há uns anos para garantir a fixação dos postos de trabalho, decidiu agora instalar ali a Proteção Civil local, bem como a Polícia Municipal”.

Questionada sobre o facto de apenas 50 dos 220 trabalhadores participarem no protesto, a também chefe de equipa explicou que a empresa se divide em “projetos portugueses e franceses e que o serviço francês está a trabalhar, enquanto o português cumpre o feriado de 10 de junho”.

“Todavia, temos aqui algumas pessoas do serviço francês”, revelou Inês Silva.

Segundo a porta-voz, a empresa recebeu em janeiro a indicação da autarquia para sair até 31 de julho, alegando que precisa das instalações para albergar os dois serviços, prazo que a empresa e os trabalhadores “constataram ser curto para encontrar uma solução”, pelo que pedem que esse prazo seja dilatado até 31 de dezembro.

“Foram encontradas alternativas pela empresa (…), mas não é de um dia para o outro que um edifício com o tamanho do atual se consegue”, insistiu a representante dos trabalhadores.

Inês Silva revelou que a empresa pediu ao presidente da Câmara, por carta, que se prolongue o prazo, pelo menos até 31 de dezembro, para dar mais hipóteses à empresa, que já tem negociações com outro concelho, evitando, dessa forma, o recurso ao teletrabalho”.

“A preocupação da empresa é a manutenção de todos os postos de trabalho, mas o teletrabalho pode ser inevitável”, admitiu a trabalhadora, preocupada como o facto de existirem colegas que “não conseguirão trabalhar nessa versão e que podem acabar no desemprego”.

Inês Silva lembrou ainda que a empresa está no concelho há 10 anos e que a sua chegada foi destacada pelo então presidente da Câmara “porque trazia emprego a Fafe e, agora, o atual, de um momento para o outro, decide que, afinal, esse sítio passa para a Proteção Civil e para a Polícia Municipal”.

A Lusa tentou uma reação da autarquia e recebeu como resposta que o presidente da Câmara Municipal, Antero Barbosa (PS), “falará amanhã do assunto durante a reunião do executivo”.

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Assaltante acaba no hospital após ser surpreendido por dono de casa em Fafe

9 June 2026 at 13:42

Um assaltante acabou no hospital após ter sido surpreendido pelo dono da casa em cujo interior se tinha introduzido, na rua da Devesa, freguesia de Serafão, concelho de Fafe, na manhã desta terça-feira.

Ao que O MINHO apurou, a situação ocorreu por volta das 10:00, quando o filho do proprietário, que estava num dos quartos da habitação, ouviu barulho.

Como não era suposto estar mais ninguém em casa, este ligou ao pai, que se encontrava num terreno junto à casa.

Assaltante acaba no hospital após ser surpreendido por dono de casa em Fafe
Foto: Ivo Borges / O MINHO
Assaltante acaba no hospital após ser surpreendido por dono de casa em Fafe
Foto: Ivo Borges / O MINHO
Assaltante acaba no hospital após ser surpreendido por dono de casa em Fafe
Foto: Ivo Borges / O MINHO

O dono da residência foi então a casa, viu a luz do primeiro andar acesa e, como é caçador, muniu-se de uma arma.

Surpreendeu, então, o assaltante, que já se encontrava na posse de vários artigos furtados.

Ao ser confrontado, o assaltante, residente no concelho vizinho de Felgueiras e que se deslocava numa trotineta, acabou por escorregar e cair numa escadas, sofrendo ferimentos na cabeça.

O suspeito foi, depois, transportado para o Hospital de Guimarães, pelos Bombeiros de Fafe, e sub custódia da GNR.

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