15h. PS pede que não se desvalorize relação com EUA




© DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

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O presidente do Governo Regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, considerou esta quarta-feira que os discursos do 10 de Junho nas cerimónias realizadas na ilha Terceira enfatizaram a dimensão do arquipélago, cuja importância começa a ser mais valorizada.
“Eu estou muito ciente de que se começa agora a valorizar com outra consciência a importância dos Açores, com um investimento que há de ser feito em infraestruturas que dinamizem o crescimento e o desenvolvimento económicos, mas também infraestruturas de duplo uso que assegurem garantias de segurança e defesa para o país, para a União Europeia, para a NATO, para o mundo”, afirmou o chefe do executivo açoriano da coligação PSD/CDS/PPM.
José Manuel Bolieiro falava em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, sobre os discursos do Presidente da República e do presidente da comissão organizadora das comemorações do Dia de Portugal.
O governante disse ter ficado satisfeito com a escolha do arquipélago para a realização das cerimónias, no ano em que se celebram 50 anos de autonomia política, e considerou que os discursos deram uma “ênfase bastante significativa” à dimensão dos Açores na projeção atlântica de Portugal.
“Os Açores estão agora numa centralidade mundial. São, para o seu desenvolvimento socioeconómico, uma ultraperiferia da União Europeia, por isso, uma região de necessidades, mas também são uma região de oportunidades para a dimensão e projeção de Portugal enquanto relevante na União Europeia e no mundo”, frisou.
José Manuel Bolieiro defendeu que “a União Europeia tem de ter uma estratégia nova para o Atlântico” e para os Açores, uma “fronteira que lhe dá outra dimensão de estabilidade e de relevância geopolítica global”.
Considerou ainda que a dimensão marítima do arquipélago lhe dará a “projeção de um desenvolvimento do futuro”.
“Nós temos uma rica história ligada ao mar, mas temos um futuro que será inspirado no mar, na dimensão da economia azul, na dimensão das novas tecnologias e, sobretudo, também da procura de recursos que o mar profundo que temos pode apresentar”, sublinhou.

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O Presidente da República defendeu hoje, a partir dos Açores, a paz, os direitos humanos e a Carta das Nações Unidas e uma «relação de equilíbrio» com os aliados, no seu discurso do 10 de Junho.
Nesta ocasião, António José Seguro insistiu na ideia de que a «autonomia estratégica europeia» é conciliável com a «defesa transatlântica», acrescentando: «Autonomia não significa isolamento. Significa liberdade de decisão e responsabilidade, aperfeiçoando, atualizando e reforçando cooperações bilaterais com os nossos aliados».
Na cerimónia militar comemorativa do Dia de Portugal, em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, onde está situada a Base das Lajes, o chefe de Estado e comandante supremo das Forças Armadas referiu que os Açores estão «num ponto estratégico da relação entre a Europa e o continente americano, entre o Atlântico Norte e as grandes rotas marítimas e aéreas que estruturam a ordem global».
«Por todas estas razões, é um lugar que nos obriga a assumir especiais responsabilidades e deveres, no quadro da afirmação plena da nossa soberania, dos nossos interesses e do nosso futuro estratégico. Sempre no respeito mútuo do que está assumido, seja com um país, seja com a comunidade internacional e com a Carta das Nações Unidas. E na minha perspetiva, uma situação não está dissociada das outras», afirmou, na parte inicial do seu discurso.
António José Seguro enquadrou «o presente e o futuro da Europa e da América do Norte» como «dimensões de uma mesma comunidade de segurança, que tem na NATO o seu pilar fundamental» e o Atlântico como «parte da autonomia estratégica europeia, do ponto de vista político, económico, energético, tecnológico e de segurança e defesa».
«A garantia da segurança dos países europeus só é possível em articulação com os nossos aliados, numa relação de equilíbrio e reciprocidade, de respeito pela soberania dos Estados, assente em valores que, apesar da incerteza dos tempos, não mudam: a paz, a liberdade, os direitos humanos e o multilateralismo – valores que norteiam a ação das nossas Forças Armadas em Portugal e destacadas em missão por todo o mundo», sustentou.
Por outro lado, sobre a situação no país, o Presidente da República defendeu mudanças no mercado de trabalho e na habitação que permitam fixar jovens no país.
«Com honestidade, o Estado e as empresas têm de reconhecer que o mercado de trabalho ainda não aprendeu a recompensar adequadamente o conhecimento e a inovação. E isso é inaceitável e temos de o alterar», considerou.
O chefe de Estado defendeu que Portugal precisa «de políticas que fixem talento em vez de o exportar, de salários que reflitam a produtividade e a qualificação dos trabalhadores portugueses, de um mercado de habitação que permita aos jovens construir uma vida no país onde nasceram ou estudaram, de um Estado que simplifique em vez de complicar, que antecipe em vez de reagir, que planeie além do mandato em vez de gerir apenas a urgência do presente».
Na parte final da sua intervenção na cerimónia militar comemorativa do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, nos Açores, António José Seguro falou da necessidade das «palavras do meio», que «se abrem como convite ao diálogo», nestes «tempos de trincheiras».
«As ansiedades que sentimos na economia, na geopolítica, na segurança das cidades, na proteção dos mais desfavorecidos, nas questões muito concretas da vida das pessoas reais, criam esse impulso de fechar fileiras, de escolher um lado, de erguer muros», declarou.
O Presidente da República apelou, por isso, à tolerância e à criação de pontes, contra «o vírus da polarização, que tende a substituir a argumentação, o debate e a negociação», referindo que a sua eleição «foi marcada pelo desejo de unir os portugueses e de unir Portugal».
Segundo António José Seguro, este é também um tempo que «pede coragem» para «fazer escolhas difíceis sem ceder ao populismo», para «dizer a verdade mesmo quando é desconfortável» e para decidir em função do «interesse de longo prazo mesmo quando o ciclo eleitoral empurra para o curto prazo».
Ao falar da emigração de jovens qualificados, o chefe de Estado sustentou que «o problema não é o talento», contrapondo: «O que se ganhou em qualificação não tem sido acompanhado em remuneração. A habitação é praticamente inacessível e esgota qualquer orçamento familiar».
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© ANTÓNIO ARAÚJO/LUSA

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© EDUARDO COSTA/LUSA

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