Normal view

Seguro deixa reparo sobre as suas chamadas de atenção

By: Lusa
6 June 2026 at 09:37
Não é suposto ser tudo interpretado como críticas. Mas “não esconderei nenhuma realidade e direi em voz alta o que é importante”. O Presidente da República pediu nesta sexta-feira que não se encarem todas as suas “chamadas de atenção” sobre problemas do país como “críticas a A, B ou C”, defendendo que o país precisa de convergir e não de “legislaturas encurtadas”. No final de uma reunião com empresários portugueses no início da sua visita ao Luxemburgo, António José Seguro foi questionado pela comunicação social sobre os alertas que fez sobre o envelhecimento em Portugal e que hoje o primeiro-ministro

Seguro lança alerta: há uma “bomba relógio” em Portugal

By: Lusa
5 June 2026 at 09:30
É tempo, e já vamos tarde, de implementar políticas estruturais que atenuem as consequências do envelhecimento populacional, diz o presidente. E o tsunami social que aí vem “não se enfrenta com improvisação”. O Presidente da República, António José Seguro, alertou hoje que o envelhecimento do país é uma “bomba-relógio” e sublinhou que a solidariedade da sociedade civil “não pode nunca substituir a responsabilidade primeira do Estado”. Falando em Braga, na abertura do 15.º Congresso Nacional da Misericórdias, Seguro disse que Portugal “deve dar uma resposta melhor do que tem sido dada” e avisou que não deixará de lembrar o Estado

Presidente da República realça pobreza infantil e apela à proteção da infância

1 June 2026 at 09:24

O Presidente da República António José Seguro realça hoje os dados sobre a pobreza infantil em Portugal e apelou à proteção da infância como um dever coletivo, numa mensagem por ocasião do Dia Mundial da Criança.

“Num tempo marcado pelo agravamento das desigualdades e pela crescente exposição das crianças a novos riscos, precisamos de instituições mais articuladas, de comunidades mais próximas, de escolas mais inclusivas, de famílias mais acompanhadas e de uma sociedade mais consciente do dever coletivo de proteger a infância”, considera o chefe de Estado.

Nesta mensagem escrita, publicada no sítio oficial da Presidência da República na Internet, António José Seguro faz referência aos dados sobre a pobreza infantil. Há duas semanas foi divulgado um estudo da Nova SBE, Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa, segundo o qual em 2024 havia cerca de 301 mil crianças pobres em Portugal.

Para o Presidente da República, o Dia Mundial da Criança é uma data de celebração, mas que deve, também, convocar à reflexão sobre o país que se constrói para as novas gerações.

“Nas últimas semanas fomos confrontados com estatísticas alarmantes sobre a realidade das crianças em Portugal. Sabemos que há crianças que passam fome; crianças privadas de atividades escolares, culturais ou desportivas por falta de recursos; crianças que crescem em contextos de pobreza, negligência, violência ou exclusão; crianças vítimas de abuso sexual e de violência doméstica”, refere.

António José Seguro salienta que “por detrás de cada um destes casos há um rosto, uma infância que é forçada a enfrentar demasiado cedo o peso da adversidade”, e “há sonhos que se vão apagando, talentos que ficam por revelar e caminhos que se estreitam quando deveriam abrir-se ao mundo”.

“A forma como protegemos as nossas crianças constitui uma das mais exigentes provas da nossa humanidade e da nossa maturidade democrática. Quando uma criança vê o seu futuro limitado pelas circunstâncias em que nasceu, é o próprio país que falha no dever de lhe garantir dignidade, igualdade de oportunidades e esperança”, defende.

O Presidente da República menciona que “Portugal conheceu avanços significativos na promoção dos direitos das crianças” e que “está em curso a implementação da Estratégia Única dos Direitos das Crianças e Jovens 2025-2035, um instrumento importante para uma resposta pública mais integrada e eficaz”, mas sustenta que “nenhuma estratégia produzirá os resultados desejados nas políticas públicas sem o compromisso ativo de toda a sociedade”.

O chefe de Estado afirma que é preciso “garantir a todas as crianças o direito de continuarem a sonhar, sem esquecer aquelas que vivem em situações de maior vulnerabilidade: as crianças em situação de pobreza, com deficiência ou doenças crónicas, pertencentes a minorias ou expostas à violência, ao abandono e aos riscos do ambiente digital”.

“Porque proteger a infância não é apenas responder às fragilidades do presente. É manter acesa a chama da esperança. É garantir que cada criança encontra espaço para crescer livre, descobrir os seus talentos e alimentar os sonhos que darão forma ao país de amanhã”, argumenta.

Na parte final deste texto, António José Seguro sugere que os adultos se deixem inspirar pelas crianças “a olhar o outro com mais humanidade, a reconhecer na diferença uma riqueza e não uma ameaça, e a construir uma sociedade mais justa, mais livre, mais humana e mais solidária”, porque “nenhuma criança nasce a odiar, a discriminar ou a excluir”.

O Presidente da República deseja a todas as crianças e às suas famílias “um feliz Dia Mundial da Criança”.

O conteúdo Presidente da República realça pobreza infantil e apela à proteção da infância aparece primeiro em Sul Informação.

❌