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O turista que se apaixonou por Faro lança livro sobre património modernista da cidade

5 June 2026 at 02:00

Quando chegou a Faro pela primeira vez como um mero turista, Richard Walker desconhecia o legado modernista na arquitetura local. Apaixonou-se pela capital algarvia e agora, 20 anos depois, publica um livro para dar a conhecer esta faceta da cidade, mas que também espreita outras localidades da região.

“Faro Modernism”, obra com chancela da Batsford Books, com 240 páginas e que inclui cerca de 300 fotografias tiradas durante todo este período de duas décadas, foi apresentado no dia 21 de Maio, no AP Eva Senses.

Richard Walker, pintor e artista plástico que já expôs em todo o mundo, chegou a Faro, «há cerca de 20 anos», como apenas mais um dos muitos turistas ingleses que passam pela capital algarvia.

Foi «uma surpresa» para o artista multidisciplinar quando, nos primeiros passeios pela cidade, se começou a aperceber do património modernista existente.

«Tudo foi uma surpresa, o que era ótimo. E acho que o livro é sobre isso. É sobre esta surpresa de ver as coisas pela primeira vez e entusiasmar-se com o que se vê pela primeira vez», afirma, em declarações ao Sul Informação.

Ao aprofundar o conhecimento sobre «a arquitetura e o legado modernista que se vê por toda a cidade», Walker questionava-se por que razão ainda «não havia nada publicado a retratar o que existia».

«Eu pensava: “Esta arquitetura parece interessante”, e não conseguia perceber porque é que ninguém estava a prestar atenção a isto», frisa.

A partir daí, começou a registar o que via através da máquina fotográfica e acabou por conhecer «outras pessoas que pensavam da mesma forma».

Duas dessas pessoas foram Christophe e Angélique de Oliveira, proprietários do alojamento local The Modernist e fundadores do The Modernist Weekend.

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Autor ladeado por Christophe e Angélique de Oliveira

Desde então, tem colaborado na organização desse evento – que este ano avança para a sua 5ª edição –, não só com a realização de visitas guiadas, mas também participando em exposições com pinturas de sua autoria.

Depois, «no meio disto tudo», a Batsford Books, editora sediada em Londres, lançou-lhe um desafio.

«“Estamos muito interessados na arquitetura que está a fotografar. Talvez possamos fazer um livro”, disseram-me. Este trabalho veio ter comigo, eu não estava à procura dele. Tudo o que fiz desde que cheguei a Portugal aconteceu por acaso. Não estava em busca de nada. Portanto, tenho muita sorte nesse aspeto», revelou o artista.

A obra de Richard Walker retrata e explica o contexto histórico de muitos edifícios, especialmente os de Manuel Gomes da Costa, que «é o principal arquiteto» e deixou «uma grande marca» na cidade e na região.

«Mas também me interessou muito o contexto, todos os outros arquitetos que trabalharam na mesma época, toda a história do Algarve desde os anos 20. Portanto, o livro abrange todo este período. Foi um trabalho árduo», enquadra.

E o que torna Faro e o Algarve tão singular no modernismo do sul da Europa?

«Bem, acho que é porque permaneceu desconhecido até agora e, de repente, está a ser revelado. E fico muito feliz por fazer parte deste processo, porque ninguém o conhecia. Regresso a Inglaterra e, quando falo de Faro e deste legado, dizem-me: “Não, não tínhamos a mínima ideia disso”, responde.

Apesar de abordar o passado, através do património modernista em Faro e na região, Richard Walker sente que os seus textos e ensaios, bem como os das pessoas que convidou para escrever, «estão virados para o futuro». «Portanto, não se trata apenas do passado, mas do presente e do futuro, são estas três coisas em conjunto», sublinha.

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Questionado se a capital algarvia ainda não aproveita este legado da melhor maneira, o artista observa que «está a tornar-se mais ciente» do que tem.

Além de destacar o contributo do The Modernist Weekend (Fim de Semana Modernista), aponta ter reparado nas suas últimas visitas que há «cada vez mais casas a serem restauradas, o que não acontecia antes».

«E há outras cidades com um certo passado modernista, como Olhão e Loulé. Isto vai atrair cada vez mais pessoas. Lancei o livro para que as pessoas comecem a observar esta arquitetura, para que vejam Faro de uma forma diferente. Em quase todas as ruas de Faro – às vezes podemos ter de caminhar um bocadinho mais e olhar com atenção, mas vamos sempre descobrir qualquer coisa interessante, algo com inspiração modernista», concluiu.

Em paralelo, Richard Walker inaugurou uma exposição com obras de inspiração modernista, que ficará patente no AP Eva Senses até final de Julho.

O livro “Faro Modernism” pode ser adquirido no site da editora Batsford Books.

Fotos: Edgar Pires | Sul Informação

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Autor ladeado por Christophe e Angélique de Oliveira

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A queda do golo…

4 June 2026 at 23:06
Créditos: MDC Media Group

Ora viva, bom dia, como tem passado? Bem, espero.

Em relação ao tempo talvez já não lhe possa responder tão literalmente. Porque o tempo, esse, passa a correr, a galope. Quando piscarmos um olho, booo, é Natal!

Agora diga-me, se quiser, claro. Como está o seu estado de espírito para “levar” com multidões na altura dos jogos do Mundial? 

Toronto será alvo de uma “invasão “temporária” de equipas, entourage, fans etc.. Uma cidade que tem uma dificuldade extrema em “escoar” o próprio transito, imaginem o caos que vai passar a fazer parte do dia-a-dia de quem tem que sair de casa para ir trabalhar. Sim, porque nem todos são funcionários do Governo (Federal ou Provincial) a quem está a ser concedida a possibilidade para trabalhar de casa nos dias de jogos em Toronto. 

Apesar de continuar a ser a quarta maior cidade da América do Norte, de uma forma ou outra, Toronto nunca criou uma logística capaz para que a cidade fluísse. Político atrás de político, nos mais variados cargos de liderança, só enchem os “cartazes” de promessas, mas já agora, diga-se de passagem, nós até sabemos bem que, no fundo, no fundo… os políticos frequentam todos, sem exceção, as mesmas aulas de aprendizagem.

Coloca-se a questão…

Estará Portugal na mira de Toronto durante o Mundial de Futebol?

Sim, há a possibilidade de Portugal jogar em Toronto! A Seleção Nacional está qualificada para o Mundial de 2026 e, caso avance na competição e fique em segundo lugar na fase de grupos, tem o seu jogo dos 16 avos de final marcado para o dia 2 de julho no BMO. Se isso acontecer, meus amigos, Toronto vai mesmo PARAR! Fiquem atentos, então, para este desenrolar de novidades.

Desejo sinceramente que este evento decorra com serenidade e muita pouca incompetência por parte da cidade, de toda a organização e que conte com a cooperação de todos os seus habitantes e milhares de visitantes.

É o que é e vai valer sempre o que vale.

Até já!

Costa justifica viagem à Hungria com convite do presidente da UEFA

19 June 2023 at 12:25
O gabinete do primeiro-ministro enviou, esta segunda-feira, um comunicado para esclarecer a escala polémica de António Costa na Hungria para assistir à final da Liga Europa.

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