A dieta cetogénica foi inventada na década de 1920, não para a perda de peso, mas como tratamento para a epilepsia. Esta dieta restringe os hidratos de carbono o suficiente para imitar o estado de jejum, ao mesmo tempo que fornecia gordura alimentar suficiente para evitar a perda de peso Atualmente, mostra-se promissora no tratamento da anorexia nervosa. Num pequeno estudo, três em cada quatro participantes com esta perturbação alimentar deixaram de cumprir os critérios de diagnóstico da doença. Segundo a New Scientist, é possível que esta situação se deva ao facto de a dieta restaurar a libertação de energia
Uma nova estrutura de inteligência artificial chamada MouseMapper permite aos cientistas examinar alterações associadas a doenças em todo o corpo, com resolução ao nível celular. A obesidade faz muito mais do que afetar o metabolismo e o armazenamento de gordura. Altera também a atividade imunitária, a estrutura dos nervos e a organização dos tecidos por todo o corpo, aumentando o risco de patologias como a diabetes tipo 2, as doenças cardiovasculares, o acidente vascular cerebral, a neuropatia e o cancro. Apesar destes efeitos generalizados, os cientistas careciam de ferramentas capazes de examinar, em alta resolução, as alterações associadas a doenças
Uma nova estrutura de inteligência artificial chamada MouseMapper permite aos cientistas examinar alterações associadas a doenças em todo o corpo, com resolução ao nível celular. A obesidade faz muito mais do que afetar o metabolismo e o armazenamento de gordura. Altera também a atividade imunitária
Um novo estudo descobriu que as esponjas e os seus parceiros microbianos utilizam e reciclam a sua “urina” amónia, dióxido de carbono e matéria orgânica de difícil digestão para gerar biomassa, fazendo uma espécie de “fotossíntese” na escuridão das profundezas do mar. Quando pensamos em vida marinha, geralmente imaginamos recifes de coral coloridos ou densas florestas de algas repletas de peixes e outras criaturas. O oceano que nos ocorre é aquele que é banhado pela luz do sol. No entanto, a maior parte do oceano não é assim. Em volume, aproximadamente 95% do oceano consiste nas profundezas escuras e frias
Voltar ao restaurante de que gostamos ou procurar algo melhor? Richard Feynman resolveu este dilema, num guardanapo, no final dos anos 1970. Um novo estudo vem agora provar que tinha razão — e que as pessoas tendem, intuitivamente, a seguir a regra que o físico postulou. Quando o físico Richard Feynman se sentou para almoçar num restaurante tailandês na Califórnia, no final da década de 1970, dificilmente poderia imaginar que os rabiscos que produziu durante a refeição viriam a ser saudados como a solução ótima para um problema familiar a qualquer viajante ou turista. O dilema é enganadoramente simples. Numa
Astrónomos descobriram algumas das evidências mais fortes até à data de que as estrelas podem engolir os seus próprios planetas. Um novo estudo, publicado na revista Monthly Notices of the Astronomical Society, corrobora a crença de longa data de que as estrelas jovens são capazes de “comer” mundos próximos à medida que os sistemas planetários se formam. Investigadores da Universidade de Keele e da Universidade de Exeter estudaram milhares de estrelas e encontraram evidências de que seis anãs vermelhas diferentes (o tipo de estrela mais pequeno, mais frio e mais comum do Universo) tinham engolido planetas rochosos semelhantes à Terra.
As esponjas de cozinha são um item essencial na maioria das casas, mas podem também ser uma fonte de poluição por microplásticos. Num novo estudo, publicado em março na Environmental Advances, os investigadores analisaram quantas partículas de plástico são libertadas pelas esponjas durante a lavagem diária da louça e qual o impacto dessas partículas no ambiente. Segundo o ScienceDaily, os resultados mostraram que as esponjas de cozinha libertam quantidades mensuráveis de microplásticos ao longo do tempo. A equipa propôs-se medir a quantidade de plástico libertada à medida que as esponjas se desgastam durante a utilização normal e avaliar as consequências
As fêmeas de golfinho identificam os machos pelos seus chamamentos e mantêm um registo do seu comportamento passado, optando por evitar os machos mais agressivos durante a época de acasalamento. Estas exibições podem ser para impressionar as fêmeas ou envolver-se em comportamentos de afiliação, como tocar ou acariciar. Segundo o The Guardian, os machos trabalham em conjunto para ter acesso às fêmeas, conduzindo-as agressivamente para eventos de acasalamento que podiam durar de horas a semanas. “Eles restringem os movimentos da fêmea. Querem mantê-la nas áreas de que preferem, porque assim ficam perto de outros machos que os podem ajudar a
Os pombos são famosos pela sua capacidade de percorrer longas distâncias e, ainda assim, encontrar o caminho de volta a casa. A causa está no fígado. As células, denominadas macrófagos, ajudam a decompor os glóbulos vermelhos envelhecidos, sendo que, ao acumular esta tarefa, acumulam ferro. De acordo com os investigadores, o ferro pode conferir às células propriedades quânticas que lhes permitem responder a campos magnéticos. Segundo o SciTechDaily, quando estas células foram removidas, as aves tiveram dificuldade em encontrar o caminho de volta a casa. Num novo estudo, publicado a semana passada na Science, a equipa de cientistas examinou várias
Injeção já destruiu tumores na cabeça e no pescoço; será testada em Portugal. No cancro do pâncreas, um fármaco originou aplausos e lágrimas. Como resume Vera Lúcia Arreigoso, no Expresso, são notícias destas que “qualquer jornalista de saúde queria muito escrever”. Até são duas, no mesmo dia; e ambas foram anunciadas na reunião anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), em Chicago. Primeiro, o novo tratamento anti-cancro de cabeça e pescoço. É uma injeção que já destruiu tumores num ensaio clínico com 102 pessoas. A injeção tem uma nova substância, a amivantamab. Realiza três ações: bloqueia o EGFR (proteína
Novo estudo reforça a ideia de que os humanos evoluíram a partir de antepassados que caminhavam apoiados nos nós dos dedos. A análise traça a evolução da articulação que tornou a nossa espécie tão hábil. Os humanos são os únicos primatas que caminham sempre em posição vertical, uma adaptação que libertou as nossas mãos para construir ferramentas com mais destreza, transportar alimentos e executar outras tarefas que exigem habilidade manual. Escondida nos oito pequenos ossos do pulso está uma pista anatómica sobre a origem desse dom de agarrar. Num estudo recentemente publicado na Proceedings of the Royal Society B, a
A maior parte dos sonhos ocorre durante o sono movimento rápido dos olhos (REM), que representa 20 a 25% do tempo total de sono. Temos quatro a seis ciclos de REM ao longo da noite, com cada ciclo a tornar-se mais longo à medida que a manhã se aproxima. Todos nós sonhamos, e a maioria de nós sonha várias vezes por noite, quer nos lembremos disso ou não, explicam Yaqoot Fatima, Danielle Wilson e Nisreen Aouira, investigadoras da University of the Sunshine Coast, num artigo no The Conversation. Se acordar durante ou logo após um período de soni REM, é
Os investigadores estão a testar a terapia com células CAR T como forma de reiniciar o sistema imunitário no lúpus, na doença de Graves e noutras condições em que as defesas do organismo se descontrolam. Aos 49 anos, a esclerose múltipla de Jan Janisch-Hanzlik estava a destruir-lhe a liberdade de viver a vida que desejava. Abandonou o seu trabalho ativo de enfermagem para assumir uma função de secretária. As quedas frequentes deixavam-na com medo de pegar nos netos ao colo. Teve de se mudar para uma casa maior para arranjar espaço para a cadeira de rodas que receava poder vir a
A supererupção dividiu-se em duas fases: inicialmente com a expulsão de um único corpo de magma, seguindo-se um evento muito maior e mais complexo com cinco corpos magmáticos subterrâneos em erupção simultânea. Há cerca de 350 000 anos, o centro da Ilha Norte da Nova Zelândia era muito diferente da paisagem montanhosa e coberta de arbustos que é hoje. Em pleno período glaciário, as temperaturas eram mais frias e as condições mais severas. Vastos bosques de faias e podocarpos cobriam a região, proporcionando habitat para uma abundante avifauna nativa. Foi neste cenário tranquilo que uma das erupções mais explosivas da
Uma equipa de cientistas descobriu que os anéis de poeira dos planetas recém-formados podem ser a chave para determinar a sua massa. Os avanços mas tecnologias de observação, como o Atacama Large Millimeter/submillimeter Array no Chile, permitiram aos investigadores observar de perto os discos protoplanetários, os anéis de poeira e gás que compõem a região de formação planetária de uma estrela. Nessas observações, os astrónomos identificaram que estes discos são compostos por estruturas de anéis distintas. Num novo estudo, publicado o mês passado na The Astrophysical Journal, a equipa revelou o seu método para extrapolar a massa de um planeta