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“Portugal tem uma inserção variada no quadro internacional”. Veja “A Arte da Guerra”

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Portugal está pela quarta vez no Conselho de Segurança das Nações Unidas. Um destaque que lhe é merecido por ser considerado um país que faz pontes das mais diversas entre números ‘tabuleiros’ diplomáticos. Um tema tão abrangente, que acabou resultando numa conversa sobre o… campeonato do mundo de futebol.

Na frente diplomática, destaque também para a visita do presidente chinês, Xi Jinping, à Coreia do Norte, o único país do mundo com que Pequim mantém um acordo de defesa.

Na defesa mas não muito está o Irão, novamente acossado pelos Estados Unidos, com o alto patrocínio de Telavive – não vão os Estados Unidos esquecer-se de bombardear Teerão.

Tudo para ver no programa desta semana de A Arte da Guerra, com o embaixador Francisco Seixas da Costa e condução do jornalista António Freitas de Sousa.

Embaixadores do grupo E3 encontraram-se com vice-ministro russo dos Negócios Estrangeiros

Os embaixadores da França, do Reino Unido e da Alemanha – Nicolas de Riviere, Nigel Casey e Alexander Lambsdorff, respetivamente – estiveram no Ministério das Relações Exteriores da Rússia para uma reunião com um vice-ministro Mikhail Galuzin, segundo avança a agência russa TASS. Os enviados europeus entraram no Ministério sem fazer qualquer comentário à imprensa.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, afirmou esta quarta-feira que os embaixadores do Reino Unido, da França e da Alemanha – o chamado grupo E3 – tinham proposto uma reunião para discutir o conflito na Ucrânia. Lavrov também havia declarado, em março de 2024, que o Ministério das Relações Exteriores da Rússia havia convocado os enviados de todos os países da União Europeia devido à participação destes na criação de um mecanismo para interferir nas eleições presidenciais russas, recorda a TASS. No entanto, os diplomatas da UE se recusaram a comparecer dois dias antes da reunião. A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, classificou a atitude como uma perda de prestígio para os diplomatas profissionais.

Em meio às crescentes tensões diplomáticas sobre a Ucrânia, a Rússia atendeu assim a um pedido dos embaixadores do E3 para se reunirem no Ministério das Relações Exteriores em Moscovo, embora Lavrov tenha minimizado a importância do encontro, classificando-o como um exercício de sondagem em vez de uma reabertura do diálogo. Um comunicado do Ministério confirmava o encontro, mas não fornecia mais detalhes.

Os líderes do E3, uma das principais fontes de apoio internacional à Ucrânia, reuniram-se com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky em Londres no último domingo, onde declararam apoiar o seu apelo a um cessar-fogo.

Na reunião em Downing Street, os quatro presentes concordaram que a atual linha de contacto entre as forças russas e ucranianas deveria ser o ponto de partida para as negociações.

Médio Oriente: guerra pode escapar das mãos de Donald Trump

De retaliação em retaliação: o Irão atacou Israel em retaliação pelos ataques israelitas a uma base do Hezbollah nos arredores de Beirute, capital do Líbano; e o exército israelita atacou o Irão em retaliação a este ataque. A muitos quilómetros dali o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exige que os dois países cumpram o cessar-fogo e parem de aumentar a tensão regional – mas é muito duvidoso que Teerão e Telavive o ouçam.

Para todos os efeitos, os analistas dizem que a guerra entre Israel e Irão foi retomada no domingo, depois de o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ter desafiado o pedido de Trump para que as hostilidades fossem suspensas. Israel atacou Teerão e outras cidades após o Irão lançar mísseis em direção a Israel.

Segundo a imprensa norte-americana, Trump ligou novamente para Netanyahu na manhã de segunda-feira, 8 de junho, e pediu que interrompesse os ataques no Irão. Netanyahu informou Trump que estava pronto para interromper os ataques se o Irão não realizasse mais disparos contra Israel.

Mais cordato, o Irão anunciou a suspensão das operações militares contra Israel, mas ameaça com “medidas mais severas e repressivas” caso a “agressão” israelita continue, no que se inclui as operações de Israel no sul do Líbano. Para vários analistas citados pela imprensa norte-americana, Trump arrisca deixar de ter controlo sobre a guerra. Se Israel continuar a usar a força contra o Irão independentemente da vontade de Washington, Trump ficará ‘agarrado’ àquilo que o Estado hebraico decidir que fará. O receio do presidente dos Estados Unidos é que mais esta escalada encerre de vez a possibilidade de um acordo de paz entre Teerão e Washington. Para todos os efeitos, a ‘trapalhada’ entre Israel e os Estados Unidos é claramente favorável ao Irão – que observa a desarticulação das prioridades no seio da coligação que iniciou os ataques em fevereiro passado. A aparente falta de sintonia deu-se também mais tarde, quando oficiais norte-americanos afirmaram que as forças armadas dos EUA não estiveram envolvidas nos ataques israelitas deste domingo contra o Irão, ao mesmo tempo que um oficial israelita disse que os norte-americanos ajudaram a intercetar os ataques iranianos contra Israel.

Um oficial das Forças de Defesa de Israel disse na segunda-feira que Israel está a preparar-se para vários dias de combates, embora as declarações tenham sido feitas antes de o Irão anunciar a pausa. Na manhã de segunda-feira, as Forças de Defesa de Israel afirmaram ter atacado sistemas de defesa aérea que os iranianos reconstruíram durante o cessar-fogo. Posteriormente, Israel atacou uma grande instalação petroquímica no Irão, que as Forças de Defesa de Israel alegaram ser usada para produzir matéria-prima para a produção de armas. Os militares iranianos dispararam mais de 25 mísseis contra alvos em Israel, incluindo a capital, Telavive.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irão, Esmail Baghaei, afirmou que os Estados Unidos são diretamente responsáveis ​​pelas ações de Israel e que os acontecimentos “só irão agravar a situação caótica do processo diplomático”.

Entretanto, os houthis – instalados no Iémen e apoiados por Teerão – voltaram a entrar em combate, lançando dois mísseis contra Israel e anunciando que atacariam embarcações israelitas no Mar Vermelho.

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